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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Relatório sobre crise na prefeitura está pronto

Relatório sobre crise na prefeitura está prontoA caminho do Ministério Público de Contas (MPC), o relatório da auditoria realizada por técnicos do Tribunal de Contas do Estado (TCE) nas finanças da prefeitura de Bento Gonçalves abrirá caminho para um trâmite que pode levar até três anos para ser concluído. O documento, distribuído em 11 volumes e com cerca de 3,6 mil páginas, remonta os gastos da administração municipal nos anos de 2011 e 2012, impulsionados pela crise financeira que atingiu a prefeitura após supostos desvios de recursos que teriam sido maquiados com uma “bagunça” generalizada na contabilidade pública.

Somente depois do parecer do MPC, que não tem prazo para ser emitido, o processo se tornará público. Enquanto isso, o material também é remetido para ex-ordenador de despesas, no caso o então prefeito Roberto Lunelli, para que apresente a sua defesa. A etapa seguinte é a de instrução, em que há o confrontamento com as alegações apresentadas pelo ex-gestor e na qual, se não comprovadas, algumas irregularidades levantadas pelos auditores podem ser afastadas.

Na sequência, o processo volta para o conselheiro relator. Nessa fase, devem ser emitidos pareceres sobre eventuais devoluções de valores, aplicação de multas e a aprovação ou não das contas investigadas. De acordo com o coordenador do Serviço Regional de Auditoria do TCE, César Cavion, não está descartada a possibilidade de que novas informações sejam solicitadas ao órgão durante o andamento processual. “De nossa parte, o trabalho está concluído. Tivemos algumas limitações, principalmente em função de sigilos dos mais diversos, mas, frente à expectativa que tínhamos, o resultado é bastante satisfatório”, avalia.

É dele a estimativa de que a conclusão do processo deva se dar somente daqui a três anos, principalmente em função de recursos que podem ser utilizados por futuros acusados. “É preciso respeitar sempre o direito à defesa e ao contraditório. Do contrário, se houver um julgamento precipitado, todo nosso trabalho pode ir por água abaixo”, justifica Cavion. Segundo o coordenador, o material já foi remetido eletronicamente ao MPC, mas o envio dos arquivos físicos de Caxias do Sul – onde está o escritório regional – a Porto Alegre atrasou em função da greve dos Correios.

Citações

No final de janeiro deste ano, a prefeitura citou, em editais publicados na imprensa, o nome de 12 pessoas e empresas envolvidas em processos administrativos referentes a pagamentos que teriam sido feitos de forma irregular no governo anterior. No total, a administração pede o ressarcimento de mais de R$ 1,2 milhão aos cofres públicos.

O motivo da cobrança seria o fato de que os serviços mencionados nos editais não foram prestados ou os bens adquiridos não foram entregues ao município. O valor mais alto refere-se ao contrato da prefeitura com a Fundação José Bonifácio, do Rio de Janeiro, que recebeu inicialmente R$ 840 mil e, na sequência, outros R$ 30 mil como aditivo – e ambos os valores sem licitação –, para prestar consultoria sobre a gestão da folha de pagamento do funcionalismo público.

Relembre o caso

Em agosto de 2012, de forma discreta, a Coordenadoria de Tecnologia de Informação e Comunicação (CTEC) abriu um processo administrativo para investigar movimentações financeiras suspeitas registradas no sistema da prefeitura. Foram encontradas várias irregularidades em empenhos, e os relatórios do procedimento interno teriam sido entregues ao então secretário de Finanças, Olívio Barcelos de Menezes, no dia 24 do mesmo mês.

Segundo a então diretora da CTEC, Rita de Cássia dos Santos, que prestou depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Finanças, no final de 2012, as alterações teriam sido feitas exclusivamente pelos usuários “Luana” e “Admin” (administrador). A ex-coordenadora de Compras, Licitações e Patrimônio, Luana Della Valle Marcon, que havia sido contratada em maio de 2011, era a detentora das duas senhas. Ela foi exonerada do cargo no final de agosto e, em setembro, Menezes registrou um Boletim de Ocorrência (BO) pelo crime de peculato. No dia 11 de outubro, o secretário também foi demitido.

Quatro dias depois, Lunelli admitiu o rombo nos cofres municipais, que depois seriam calculados em R$ 51 milhões. A última informação divulgada pela administração municipal, ainda no ano passado, indicava que os desvios chegariam a pelo menos R$ 421 mil. A desordem no orçamento, que resultou em realização de obras sem a garantia de contrapartida, por exemplo, seria uma forma de esconder a ação fraudulenta.
O ex-prefeito afirmou que acreditava que os furtos teriam começado em dezembro de 2011, quando foi instalado o novo sistema de informática na secretaria. Apesar de pagar as quantias corretas a serviços prestados por empresas ao Poder Público, os gastos eram registrados com valores maiores – era esse excedente que teria a destinação desviada.
Reportagem: Jornal SerraNossa - Jorge Bronzato Jr.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Relator do TCE recebe processo das contas de Lunelli dia 21

O processo de Auditoria e Inspeção Especial abrangendo os exercícios de 2010, 2011 e 2012, realizado pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE) para averiguação das contas da gestão do ex-prefeito Roberto Lunelli (PT) está finalizado. A informação foi confirmada pela Assessoria de Imprensa do órgão. Os próximos dias servirão para revisão e dia 21 de fevereiro o processo será encaminhado para o conselheiro relator, Algir Lorenzon, que emitirá seu parecer.
 
O TCE só informará o resultado depois da posição do relator.
 
O ex-prefeito Roberto Lunelli desde o término de seu mandato não manifestou-se publicamente sobre as Auditorias, optando por aguardar o encerramento dos trabalhos do Tribunal de Contas.
 
 
Fonte: Central de Jornalismo da Difusora

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Câmara de Bento entre as mais transparentes do Estado

O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE), divulgou na última quarta-feira, 18, uma análise dos portais dos Poderes legislativos do Rio Grande do Sul. Mais uma vez, o portal da Câmara de Vereadores de Bento Gonçalves se destacou entre os melhores do Estado. A analise do TCE avaliou o cumprimento da Lei de Acesso a Informação (LAI) e a Lei Complementar 131/2009.
 
Conforme a divulgação do TCE, a avaliação foi realizada no período de 26 de junho a 25 de outubro. Os auditores avaliaram 19 questões referentes a LAI e outros sete pontos da Lei Complementar 131, entre eles, ainda conforme o que foi divulgado pelo TCE, a “implantação do serviço de Atendimento ao Cidadão, a indicação clara à LAI nos sites e a disponibilização de informações de processos licitatórios, programas, ações, projetos e obras”.
 
O Presidente do TCE-RS, Cézar Miola revelou no portal do Tribunal, o objetivo do estudo. “Queremos, também, destacar as boas práticas implementadas. No futuro, caso não sejam adotadas medidas para a concretização da norma, poderão ser aplicadas sanções aos responsáveis”, disse Miola.
 
O estudo foi dividido em duas partes. Na análise quanto ao atendimento às exigências da LAI, o TCE divulgou a lista dos dez portais dos Poderes Legislativos com mais de 10 mil habitantes considerados com as “melhores práticas” no exercício de 2013, que são (em ordem alfabética): Agudo, Bento Gonçalves, Canoas, Caxias do Sul, Nova Santa Rita, Rio Grande, Santo Ângelo, São pedro do Sul, Três de Maio e Três Passos.
 
Para a LAI, a Câmara de Bento utiliza o Portal Modelo do Interlegis, sem custo para o Legislativo.
 
A segunda parte do estudo foi a análise quanto ao atendimento as exigências da Lei Complementar 131/2009, onde o Portal da Câmara de Bento Gonçalves atende a todos os quesitos pesquisados.
 
O estudo do TCE está disponível no portal do Tribunal, no endereço eletrônico http://www1.tce.rs.gov.br/portal/page/portal/tcers/publicacoes/estudos/avaliacao_portais_rs
 
 
Fonte: Câmara Bento

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Rombo nas finanças: TCE finalizará relatório

Promotoria aguarda dados da auditoria do Tribunal para encaminhar ações criminal e de improbidade



Ainda na primeira metade do mês de setembro, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) deve finalizar o relatório da auditoria realizada em Bento Gonçalves após a descoberta da insuficiência financeira que atingiu os cofres municipais em outubro de 2012. A análise dos dados coletados até março deste ano por quatro técnicos do órgão apontará os novos rumos que a investigação sobre a quebra no caixa da prefeitura tomará. Um deles tratará dos supostos desvios de recursos públicos percebidos. 

A partir de então, o Ministério Público (MP) deve encaminhar, em no máximo uma semana, ação criminal e de improbidade administrativa denunciando as responsabilidades nas possíveis fraudes que teriam resultado em desvios de dinheiro público. Ainda no final de 2012, o cálculo da própria administração municipal chegava a R$ 421 mil. 
Rombo nas finanças: TCE finalizará relatório
A principal suspeita é a ex-coordenadora de Compras, Licitações e Patrimônio da secretaria de Finanças Luana Della Valle Marcon, que permaneceu no cargo entre maio de 2011 e agosto de 2012 (detalhes abaixo). “Com essas informações em mãos, terei condições de saber qual é o verdadeiro grau de envolvimento dela e de outros nesse processo. Eu e os colegas da Promotoria Criminal estamos atuando em conjunto nesse caso, de maneira que haverá sincronia entre a atuação cível e criminal”, detalha o promotor Alécio Silveira Nogueira.


Trâmite não deve demorar


A dificuldade de montar o quebra-cabeça encontrado na secretaria de Finanças foi um dos pontos que exigiram mais cautela e paciência dos auditores para chegar ao resultado que deve ser apresentado nos próximos dias. Alguns entraves foram enfrentados durante o cruzamento dos dados. “Solicitamos informações a um banco em outubro, por exemplo, e recebemos a resposta somente agora em julho. Não podemos atropelar passos, tudo tem que ser devidamente documentado para que tenhamos provas sobre estes supostos fatos”, explica César Cavion, coordenador do Serviço Regional de Auditoria do TCE.

De acordo com ele, após a entrega do relatório pelos servidores, o documento é remetido ao setor de supervisão de Auditoria Municipal e, em seguida, repassado aos conselheiros do Tribunal. Depois disso, é encaminhado ao gestor investigado, no caso o ex-prefeito Roberto Lunelli, para que apresente sua defesa em até 30 dias. Uma cópia segue para MP e o material também se torna público.

Dividido por exercícios financeiros, o relatório abrange os anos de 2012, 2011 e, de forma parcial, 2010. “É um trabalho extremamente extenso, porque temos que remontar mais de dois anos de contabilidade. E o que percebemos é que, de uma forma geral, as inconsistências verificadas são praticamente as mesmas. O que posso garantir é que, a partir de agora, o trâmite não vai ser tão demorado, porque há muita expectativa pelo resultado desse trabalho, inclusive de nossa parte”, conclui o coordenador.


Relembre o caso


Em agosto de 2012, de forma discreta, a Coordenadoria de Tecnologia de Informação e Comunicação (CTEC) conduziu um processo administrativo que investigou movimentações financeiras registradas no sistema da prefeitura, após suspeitas de problemas na contabilidade pública. No levantamento, foram encontradas várias irregularidades nos empenhos realizados. Os relatórios do procedimento interno teriam sido entregues ao então secretário de Finanças, Olívio Barcelos de Menezes, no dia 24 do mesmo mês. Ele teria conferido as contas e confirmado o desvio de verbas públicas. 

Segundo a então diretora da CTEC, Rita de Cássia dos Santos, que prestou depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Finanças, as alterações teriam sido feitas exclusivamente pelos usuários “Luana” e “Admin” (administrador). A ex-coordenadora de Compras, Licitações e Patrimônio, Luana Della Valle Marcon, que havia sido contratada em maio de 2011, era a detentora das duas senhas. Ela foi exonerada do cargo no final de agosto e, em setembro, Menezes registrou um Boletim de Ocorrência pelo crime de peculato. No dia 11 de outubro, o secretário também foi demitido.

Quatro dias depois, Lunelli admitiu o rombo nos cofres municipais, que depois seriam calculados em R$ 51 milhões. A última informação divulgada pela administração municipal, ainda no ano passado, indicava que os desvios chegariam a pelo menos R$ 421 mil. A “bagunça” nos números do orçamento, que resultou em realização de obras sem a garantia de contrapartida, por exemplo, seria uma forma de maquiar esta ação fraudulenta.

O ex-prefeito afirmou que acreditava que os furtos teriam começado em dezembro de 2011, quando foi instalado o novo sistema de informática na secretaria. Apesar de pagar as quantias corretas a serviços prestados por empresas ao Poder Público, os gastos eram registrados com valores maiores – era esse excedente que teria a destinação desviada.

Fonte: Jornal SerraNossa - Reportagem: Jorge B

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Prefeitura de Bento Gonçalves anuncia retomada de pagamentos a fornecedores



Faltando pouco menos de um mês para terminar o prazo de 180 dias de suspensão do pagamento das dívidas contraídas pelo Executivo até 31 de dezembro do ano passado, a Prefeitura de Bento Gonçalves irá retomar o pagamento aos fornecedores. O anúncio foi feito na tarde de segunda-feira, dia 10 de junho, pelo prefeito Guilherme Pasin, acompanhado por seu secretariado.

A antecipação do prazo para início do pagamento foi possível graças a uma economia gerada no período, resultado da austeridade adotada pela atual administração. À economia dos recursos públicos, com superávit na ordem de R$ 38 milhões no primeiro quadrimestre, soma-se um importante incremento na arrecadação, fruto do pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) em cota única por 70% dos contribuintes. "Não queremos minimizar a gravidade da situação. Precisamos resolver os problemas para fazer o município andar. Precisamos ter zelo pelo dinheiro público. Estamos trabalhando dobrado para fazer mais com menos. Temos que ter em mente que o mais importante é manter Bento Gonçalves em um patamar de desenvolvimento constante", destacou o prefeito.   

Até então, só haviam sido quitados valores referentes a serviços básicos e tributos, que representam 20% do total da dívida.  Segundo o secretário de Finanças Marcos Fracalossi, alguns critérios foram adotados para esta retomada, entre eles o parecer favorável ao pagamento das contas empenhadas e/ou liquidadas até 31 de dezembro de 2012. Para fornecedores que tenham até R$ 15 mil a receber - que representem mais da metade física dos credores - o pagamento será feito em cota única. Acima deste valor, a Prefeitura irá renegociar individualmente com base em uma tabela estipulada pelo decreto  nº 8216, de 10 de junho de 2013. Para os que optarem por receber em parcela única será aplicado um desconto de 40%. O desconto proposto reduz progressivamente. Aos credores que quiserem receber o valor devido na sua totalidade, o pagamento será efetuado sem descontos em 10 parcelas. O valor de cada parcela não será inferior a R$ 5 mil.

Conforme o secretário, a sugestão de aplicar um percentual de desconto para pagamento imediato da dívida foi revelado informalmente por alguns credores. Outro pronto ressaltado é que o município tem dinheiro em caixa caso todos os credores optem por pagamento em parcela única. Os pagamentos serão negociados juntamente com a Comissão de Renegociação, composta por três servidores. Os credores deverão agendar a negociação pelo telefone 3055-7118 ou pelo e-mail credor@bentogoncalves.rs.gov.br.

            Apuração rigorosa

Por orientação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS), a Unidade Central de Controle Interno (UCCI) iniciou, em 7 de janeiro, um trabalho rigoroso de apuração das contas vencidas. A UCCI, regida por lei municipal específica, é formada por servidores efetivos com experiência nas áreas administrativa, jurídica e financeira, além de obras e saúde. Segundo o balancete de encerramento do exercício de 2012 e o montante de débitos de outras origens, a dívida totalizou R$ 51,6 milhões.  

Todos os casos onde havia graves suspeitas de irregularidades foram submetidos à análise da UCCI e da Procuradoria-Geral do Município (PGM), dando origem a mais de 400 processos administrativos. Destes, 95% já foram analisados, sendo que cerca de 12% não apresentaram condições favoráveis ao pagamento. De acordo com o procurador-geral do município, Sidgrei Spassini, muitos destes casos foram remetidos ao Ministério Público Estadual e ao TCE. Casos com irregularidades envolvendo verbas federais foram encaminhados também ao Ministério Público Federal e ao Tribunal de Constas da União.


FORMA DE PAGAMENTO

Valores superiores a R$ 15.000,00

Parcela Desconto Concedido
1x 40,00%
2x 30,00%
4x 20,00%
8x 10,00%
10x 0,00%
           
Os credores deverão agendar a negociação pelo telefone 3055-7118 ou pelo e-mail credor@bentogoncalves.rs.gov.br.

                                                                              Fonte: Assessoria de Comunicação Social Prefeitura

sábado, 1 de junho de 2013

Lunelli e Menezes, qual será o destino?

Punição pode envolver devolução de valores, perda de direitos

políticos e até 12 anos de reclusão 

 

Os processos contra o ex-prefeito Roberto Lunelli e o ex-secretário de Finanças Olívio Barcelos de Menezes, iniciados com as denúncias do Ministério Público (MP) na última semana, seguem agora diferentes trajetórias, nas esferas criminal e cível. Além dos dois, a promotoria também moveu ação contra Raymundo Theodoro Carvalho de Oliveira, da Fundação Universitária José Bonifácio, do Rio de Janeiro, pelos crimes de dispensa de licitação, emissão de declaração falsa em documento público, e por desvio de verba pública.

O motivo da investigação é o pagamento, por parte do Executivo, de R$ 870 mil, em julho de 2012, para alienação da folha de pagamento da prefeitura, serviço que não teria sido executado pela contratada. “Tudo foi pago à Fundação, segundo documentos dos autos, e ninguém nega tal fato. Colhemos depoimentos e documentos comprobatórios dos pagamentos, acrescidos do relatório de auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE). A discussão que se travou é quanto à efetiva realização dos serviços e à necessidade de licitação”, explica o promotor Alécio Silveira Nogueira.
Como as ações terão trâmites distintos – inclusive no que diz respeito à apresentação da defesa inicial –, o promotor ressalta que é difícil estipular agora a duração dos processos, pela falta de parâmetros para esse tipo de demanda na comarca. Enquanto isso, seguem os trabalhos do MP. “Há outros expedientes cíveis e criminais em andamento, como a ‘Operação Luana’, em que aguardamos as conclusões do Tribunal de Contas, dentre outros que ainda estão em curso”, complementa. 
O nome da operação citada por Nogueira faz referência à ex-coordenadora de compras da secretaria de Finanças, Luana Della Valle Marcon. Ela é suspeita do desvio de mais de R$ 360 mil dos cofres públicos em meio ao caos financeiro verificado no último ano do governo Lunelli. Quando a nova administração assumiu a prefeitura, em janeiro deste ano, a dívida anunciada – herdada de gestões anteriores – ultrapassava R$ 51 milhões.

As punições

Para o delito da Lei de Licitações, a pena vai de três a cinco anos de detenção. Em caso de descumprimento do decreto-lei 201 – que trata das responsabilidades do prefeito –, a legislação prevê entre dois e 12 anos de reclusão. E, no que se refere ao artigo 299 do Código Penal, a punição pode variar de um a cinco anos de reclusão para declaração falsa ou omissão em documento público. Todos os denunciados estão sujeitos a essas sanções. A ação de improbidade prevê como penalidade o ressarcimento do prejuízo aos cofres públicos, com indisponibilidade de bens, perda dos direitos políticos por até oito anos, multa e proibição de contratar com o Poder Público.

                                                                       Fonte: Ministério Público/ Jornal SerraNossa