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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Justiça ordena bloqueio de bens do ex-prefeito Lunelli

Outras oito pessoas também tiveram o bloqueio de bens determinado pelo judiciário


O ex-prefeito Roberto Lunelli deve ter seus bens bloqueados por ordem judicial. A decisão foi tomada pela titular da 3ª Vara Cível, juíza Romani Bortolas Dalcin. A determinação atinge também o ex-secretário municipal de Finanças, Olívio Barcelos de Menezes e a ex-diretora de compras do município, a contadora Luana Della Valle Marcon. Além deles, outras cinco pessoas também terão seus bens bloqueados. De acordo com a decisão da juíza, o Ministério Público terá que definir qual o valor a ser bloqueado de cada réu.

A ordem de bloqueio de bens se deve ao caso do suposto desvio de R$ 400 mil ocorrido na prefeitura municipal entre os anos de 2011 e 2012. O Ministério Público investiga a questão e apura os fatos e, aos poucos, vai definindo ações para garantir que os recursos retornem aos cofres do município. O processo corre em segredo de justiça o que, desta forma, dificulta o detalhamento das questões.  

sábado, 1 de junho de 2013

Lunelli e Menezes, qual será o destino?

Punição pode envolver devolução de valores, perda de direitos

políticos e até 12 anos de reclusão 

 

Os processos contra o ex-prefeito Roberto Lunelli e o ex-secretário de Finanças Olívio Barcelos de Menezes, iniciados com as denúncias do Ministério Público (MP) na última semana, seguem agora diferentes trajetórias, nas esferas criminal e cível. Além dos dois, a promotoria também moveu ação contra Raymundo Theodoro Carvalho de Oliveira, da Fundação Universitária José Bonifácio, do Rio de Janeiro, pelos crimes de dispensa de licitação, emissão de declaração falsa em documento público, e por desvio de verba pública.

O motivo da investigação é o pagamento, por parte do Executivo, de R$ 870 mil, em julho de 2012, para alienação da folha de pagamento da prefeitura, serviço que não teria sido executado pela contratada. “Tudo foi pago à Fundação, segundo documentos dos autos, e ninguém nega tal fato. Colhemos depoimentos e documentos comprobatórios dos pagamentos, acrescidos do relatório de auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE). A discussão que se travou é quanto à efetiva realização dos serviços e à necessidade de licitação”, explica o promotor Alécio Silveira Nogueira.
Como as ações terão trâmites distintos – inclusive no que diz respeito à apresentação da defesa inicial –, o promotor ressalta que é difícil estipular agora a duração dos processos, pela falta de parâmetros para esse tipo de demanda na comarca. Enquanto isso, seguem os trabalhos do MP. “Há outros expedientes cíveis e criminais em andamento, como a ‘Operação Luana’, em que aguardamos as conclusões do Tribunal de Contas, dentre outros que ainda estão em curso”, complementa. 
O nome da operação citada por Nogueira faz referência à ex-coordenadora de compras da secretaria de Finanças, Luana Della Valle Marcon. Ela é suspeita do desvio de mais de R$ 360 mil dos cofres públicos em meio ao caos financeiro verificado no último ano do governo Lunelli. Quando a nova administração assumiu a prefeitura, em janeiro deste ano, a dívida anunciada – herdada de gestões anteriores – ultrapassava R$ 51 milhões.

As punições

Para o delito da Lei de Licitações, a pena vai de três a cinco anos de detenção. Em caso de descumprimento do decreto-lei 201 – que trata das responsabilidades do prefeito –, a legislação prevê entre dois e 12 anos de reclusão. E, no que se refere ao artigo 299 do Código Penal, a punição pode variar de um a cinco anos de reclusão para declaração falsa ou omissão em documento público. Todos os denunciados estão sujeitos a essas sanções. A ação de improbidade prevê como penalidade o ressarcimento do prejuízo aos cofres públicos, com indisponibilidade de bens, perda dos direitos políticos por até oito anos, multa e proibição de contratar com o Poder Público.

                                                                       Fonte: Ministério Público/ Jornal SerraNossa

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Ex-prefeito de Bento Gonçalves é denunciado pelo Ministério Público por desvio de dinheiro

Além de Roberto Lunelli também foram denunciados o ex-secretário de Finanças, Olívio Barcelos de Menezes, e Raymundo Theodoro Carvalho de Oliveira, da Fundação Universitária José Bonifácio, do Rio de Janeiro

Na última quinta-feira, 23, o Ministério Público de Bento Gonçalves (MP) denunciou o ex-prefeito Roberto Lunelli, por emissão de declaração falsa em documento público, dispensa de licitação, e desvio de verba pública em proveito próprio ou alheio. Além de Luneli também foram denunciados pelos mesmos crimes o ex-secretário de Finanças, Olívio Barcelos de Menezes, e Raymundo Theodoro Carvalho de Oliveira, da Fundação Universitária José Bonifácio, do Rio de Janeiro.

Também foi ajuizado pelo MP ação civil pública por improbidade administrativa com pedido liminar para a indisponibilidade de bens.

Através das investigações da Operação Patriarca da Independência, com base em auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS),  Lunelli teria contratado sem licitação a Fundação Universitária José Bonifácio para uma consultoria na prefeitura.

Ainda de acordo com o TCE-R, a consultoria não foi realizada, mesmo assim houve um pagamento de R$ 870 mil em julho do ano passado.

Esse valor - R$ 870 mil - deve ser ressarcido aos cofres públicos. A ação civil também prevê multa.

                                                                  
                                                                    Fonte: http://www.olaserragaucha.com.br/noticias