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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Saída gradual de Schumacher de coma traz desafios à família

Michael Schumacher. Foto: AFPMédicos tentam acordar Michael Schumacher lentamente de seu coma

Enquanto os médicos continuam seus esforços para retirar o ex-piloto de F1 Michael Schumacher do estado de coma e observar sua recuperação, a família tem enfrentado um período exaustivo de grande preocupação.

A mulher do ex-piloto, Corinna, passou as últimas cinco semanas ao seu lado.

Inicialmente, ela se hospedou em um hotel perto do hospital, em Grenoble (França); agora, acredita-se que ela esteja percorrendo diariamente os 175 km entre o hospital e a casa da família perto de Gland, na Suíça.

Com ela estão outros parentes, como o irmão de Michael, Ralf Schumacher, e os filhos do casal, Gina Marie, 16, e Mick, 14, que esquiava ao lado do pai quando este sofreu o acidente, em 29 de dezembro.

Ainda que alguns fãs estejam comemorando os relatos - não confirmados - de que o campeão da F1 estaria piscando e respondendo a estímulos, sua família está sob intensa pressão enquanto veem os médicos tentando se comunicar com ele.

"Acordar de um coma não é como aparece no cinema", diz Luke Griggs, porta-voz da Headway, ONG britânica de apoio a pessoas com lesões cerebrais.

"Costuma ser um processo gradual, que pode durar diversos dias ou semanas. Para a família, o temor inicial, de se a pessoa sobreviverá ou não, é substituído pelo temor sobre o que o futuro reserva e que nível de recuperação terá seu ente querido."

Abrir os olhos

Pacientes costumam começar abrindo os olhos, depois respondendo à dor e, por fim, reagindo às pessoas ao seu redor.

Corinna Schumacher. Foto: ReutersEssa sequência de eventos está marcada na memória de Mark Smith, paramédico britânico cujo filho de 16 anos, Ryan, esteve em um coma induzido após um acidente ciclístico, em julho de 2013. Ryan continua hospitalizado, tratando sequelas físicas e mentais.

"Infelizmente, a percepção é de que a pessoa simplesmente acorda e retoma suas atividades rotineiras após alguns dias. Não é o caso. É muito lento, não há respostas absolutas. Você tem que manter a esperança de que a interação voltará a ocorrer algum dia."

Ryan pronunciou suas primeiras palavras pouco antes do Natal e, na semana passada, ele conseguiu pela primeira vez atualizar seu perfil no Facebook, usando um tablet. Escreveu um palavrão, dizendo que se sentia mal.

"Só o fato de ele poder ter sentimentos já é imenso, então deixemos para lá o que ele escreveu!", disse o pai.

Recuperação

Segundo pesquisa publicada no periódico médico Lancet, cerca de um quinto dos adultos vítimas de traumas cerebrais severos se recupera bem. Muitos morrem ou sofrem sequelas persistentes.

Uma fonte próxima a Schumacher disse a jornalistas em Grenoble que a família tem ciência de que as coisas podem rapidamente mudar "para pior".

Peter Kirkpatrick, neurocirurgião do hospital Addenbrooke, em Cambridge (Grã-Bretanha), diz que é "extremamente improvável" que Schumacher recupere seu nível prévio de saúde, mas ele insiste em que isso é "medicamente possível".

A família do ex-piloto já está sendo assessorada por Gerard Saillant, cirurgião especializado em traumas que operou Schumacher quando ele quebrou a perna em uma corrida, em 1999.

A ONG Headway explica que traumas como o sofrido pela família Schumacher tendem a fortalecer casamentos e relacionamentos que já eram fortes, mas também dificultam casamentos e relacionamentos frágeis.

Corinna e Michael Schumacher são casados há quase 20 anos, e a mídia alemã relata que seu casamento tem bases sólidas. O ex-piloto teria dito em entrevista a uma emissora alemã que eles nunca tiveram uma briga séria.

'Frustração'

Mas os desdobramentos do acidente podem trazer pressões familiares.

O remador olímpico britânico James Cracknell sofreu uma lesão cerebral após um acidente em 2010 e precisou reaprender a maioria de suas habilidades físicas, inclusive andar.

Ele escreveu a respeito do impacto disso sobre seu casamento com a apresentadora Beverley Turner.
"Para as pessoas ao meu redor, eu estava com o pavio curto, frustrado e com raiva", disse ele em sua autobiografia, em 2012.

"Se você me perguntar se temos o mesmo relacionamento que antes, (a resposta) é não. Ainda teremos? Espero que sim, mas realmente não sei. Temo que Bev sempre vai me ver de uma maneira levemente diferente. Ela foi chamada a um hospital dos EUA para se despedir, porque (os médicos) não achavam que eu ia sobreviver. Daí disseram a ela que eu sobreviveria, mas não saberia quem eu sou e não seria o mesmo homem com quem ela se casou."

Ele hoje diz ser "quase" o mesmo homem que era. "Por ela e por minha família, espero estar aprendendo a me adaptar a isso."

Luke Griggs, da Headway, diz que o caminho da recuperação é diferente para cada paciente.

"De maneira simplista, os efeitos de uma lesão cerebral podem ser devastadores e durar a vida inteira.

Pode mudar todos os aspectos da sua vida: andar, falar, pensar, sentir. Pode mudar personalidades e habilidades. Mas sabemos que, com a ajuda certa no momento certo, há vida após uma lesão cerebral."

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Porta-voz confirma início de processo para tirar Schumacher de coma

Staff de Schumacher agradeceu apoio mundial de fãs Foto: ReutersEm comunicado divulgado nesta quinta-feira, a porta-voz de Michael Schumacher, Sabine Kehm, confirmou que o ex-piloto está tendo sua sedação reduzida para que finalmente saia do coma induzido. O alemão está submetido a esta condição há mais de um mês, desde que sofreu um grave acidente de esqui nos alpes franceses.

Segundo Kehm, o processo de despertar Schumacher do coma pode levar "um longo tempo". Ela também declarou que, para a proteção da família, nenhuma atualização da condição do ex-piloto será dada até que o procedimento esteja totalmente concluído.

A porta-voz novamente pediu que fãs e imprensa "respeitem a privacidade da família e os segredos médicos", e agradeceu o apoio vindo de todas as partes do mundo.

Schumacher sofreu o acidente em 29 de dezembro do ano passado. Ele escorregou após passar por uma pedra escondida sob a neve e caiu, batendo a cabeça em uma outra rocha. Michael estava rodando fora de pista no momento do acidente, segundo apontaram as investigações da polícia.
O alemão foi levado foi levado ao hospital de helicóptero, e a suspeita inicial era de que a pancada havia sido leve. Porém, horas mais tarde, o traumatismo craniano sério e o coma foram confirmados. Desde então, ele já passou por duas cirurgias para reduzir a pressão intracraniana e para a remoção de coágulos.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

F1 – Schumacher “não vai desistir”, diz sua família

A família de Michael Schumacher divulgou uma declaração, mas nenhuma informação nova a respeito da saúde do sete vezes campeão mundial.

Alguns dias atrás, sua empresária Sabine Kehm disse que o alemão continua em coma induzido e condição “estável”, pela primeira vez não usando a palavra “crítica”.

E a última mensagem da família do ex-piloto, incluindo sua esposa, filhos, pai e irmão Ralf, afirmou que eles estão “profundamente tocados” com as demonstrações de apoio do mundo todo.

“Isso nos dá força”, disse a declaração. “Todos nós sabemos que ele é um lutador e não vai desistir”.

Uma das mensagens de apoio nos últimos dias veio de Fernando Alonso, da Ferrari, que disse que espera “ouvir boas notícias o quanto antes”.

Jean-Marc Orgogozo, um neurocirurgião da universidade de Bourdeaux, na França, declarou ao jornal Le Point: “A cada dia e cada semana que você está em coma, a chance de a situação melhorar diminui”.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Site criado para recolher doações a Genoino, alcança o valor da multa

A família do ex-deputado José Genoino comemorou o resultado da arrecadação de doações feitas para quitar a multa aplicada pela Justiça na condenação dele na Ação Penal 470, o processo do mensalão. Na página criada pela família de Genoino na internet, uma mensagem declara que a quantia necessária foi atingida, mas o valor exato ainda não foi divulgado.

A campanha online promovida pela família começou em 9 de janeiro, três dias depois que a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal determinou que Genoino, condenado a quatro anos e oito meses de prisão, pagasse a multa que recebeu pela condenação por corrupção. O valor original de R$ 468 mil foi corrigido, no dia 10, pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal para R$ 667,5 mil e deve ser pago hoje (20).
A família manteve notas no site onde declara que não reconhece a multa cobrada pela Justiça e diz que José Genoino não tem condições de arcar com o valor, justificando a campanha. “Genoino não tem patrimônio para arcar com tal despesa”, informa o texto de abertura da campanha. 
No site criado para levantar doações, há várias mensagens com manifestações de apoio e demonstrações de indignação. No início de dezembro, José Genoino renunciou ao mandato de deputado federal, evitando a instalação de um processo de cassação na Câmara. Com a decisão, o ex-parlamentar que foi presidente do PT, conseguiu garantir sua aposentadoria no valor aproximado de R$ 20 mil.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Depressão Infantil cresce no Brasil

Estudos psicológicos mostram que as agressões verbais são tão prejudiciais quanto às físicas e que crianças submetidas a insultos têm mais chance de desenvolver depressão.

A Bruna veio outro dia me dizer que aprendeu na escola que existe uma lei contra pai bater em filho. Dei corda no assunto, porque queria entender onde e como o papo tinha surgido. Descobri que tinha sido um garoto da sala a levantar a conversa na hora do recreio e que, professora atenta, aproveitou a oportunidade para discutir com as crianças a realidade do país. Sabe uma discussão que seria oportuna também? A da violência psicológica contra as crianças. Não acho que a conversa possa ser levada pra sala de aula, calma. Mas entre professores, pais, educadores, enfim. Os especialistas em psicologia sabem bem que as agressões verbais são igualmente desaconselháveis às físicas. Quer dizer, devia existir a Lei do Insulto, assim como a da Palmada...

Não vou me melindrar e criar a expectativa que uma professora nunca extrapole vez ou outra na bagunça da sala de aula. Do mesmo modo, não vou dizer que sempre consigo ser a mãe equilibrada, ponderada, e que não dou meus chiliques de vez quando. Mas há uma diferença essencial entre administrar conflitos e extrapolar autoridade. Quando os filhos exageram na bagunça, na malcriação e na falta de limite é preciso educá-los. Seja em casa ou na escola. Espera-se que pais e professores possam, enfim, conter as crianças com equilíbrio, mas sempre lembrando que uma bronca exagerada ou um desabafo fora de hora podem causar um estrago inestimável na criança.


Frases pesadas que a gente ouve na televisão, na casa do vizinho, na fila do supermercado, que envolvem humilhação, sarcasmo, acusação, como “não acredito que pus no mundo um filho assim”, “mas que ideia brilhante esta!”, “você faz da minha vida um inferno” são insultos. Insulto deseduca. E não é só isso. Insultar uma criança de modo recorrente provoca um trauma que traz como consequência tristeza, alterações de humor, sofrimento moral e rejeição – um cenário que se espalha como epidemia silenciosa entre as crianças, independente da condição social, econômica e cultural, e que tem um nome terrível: depressão. Nos últimos 10 anos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, aumentou em 8% o diagnóstico de depressão em crianças entre 6 e 10 anos.  E a perversidade e o despreparo de um adulto para lidar com o conflito é que estão por trás disso!


O conflito na educação dos nossos filhos é um processo que envolve limite e autocrítica dos dois lados. Se o professor se exalta, se os pais gritam, é preciso parar nesse ponto, reconhecer o erro e definir o que mudar dali pra frente pra aquilo não ocorrer novamente. Quando essa situação não é diagnosticada e nem remediada, vira a bola de neve que ninguém mais sabe dizer onde começou, nem como parar... mas que todo mundo sabe onde e como vai terminar: destruindo a confiança e a autoestima de uma criança.

*foto Fonte das Crianças Tristes (Kansas/EUA): Johan Doe / Creative Commons

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Serviço de Atendimento Jurídico Gratuito no Carvi

Alunos de Direito têm a oportunidade de aplicar em casos concretos os conhecimentos adquiridos


Serviço de Atendimento Jurídico Gratuito no Carvi
A UCS, através do Campus Universitário da Região dos Vinhedos (Carvi), presta o Serviço de Atendimento Jurídico Gratuito (Saju) à população de baixa renda – rendimento familiar de até três salários mínimos. O setor, coordenado pelo professor Paulo Francisco Mossi, está localizado no Bloco A da unidade universitária em Bento Gonçalves, onde os alunos do curso de Direito têm a oportunidade de aplicar em casos concretos os conhecimentos adquiridos em aula, contando com a supervisão dos orientadores. Para a população, significa atendimento gratuito em questões jurídicas cíveis, em especial na área de Direito de Família, incluindo orientação jurídica, ajuizamento de processos e acompanhamento em audiências. Em média, são atendidas 100 pessoas mensalmente.



Sobre o Saju


A UCS instalou o Saju em 11 de maio de 1992, na Cidade Universitária em Caxias do Sul, com a finalidade de propiciar à população mais carente o acesso à Justiça no que se refere às questões cíveis. O atendimento é gratuito e tem a participação de professores e estudantes do curso de Direito. O Saju está presente também em Bento Gonçalves, Vacaria, Farroupilha e em São Sebastião do Caí. Em Bento, o atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8hs às 11hs e das 13hs 30 às 17hs, na sala 112 do Bloco A. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones 3449 5211 ou 3454 2633.

Fonte: Jornal SerraNossa

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Maioridade Penal é tema de evento no Ministério Público

O Subprocurador-Geral de Justiça para Assuntos Institucionais, Marcelo Lemos Dornelles, abriu, na manhã desta quarta-feira, 11, o Debate sobre Maioridade Penal, organizado pelo Centro de Apoio Operacional da Infância, Juventude, Educação, Família e Sucessões. O evento, ocorrido no Auditório Mondercil Paulo de Moraes, na sede do MP/RS, reuniu profissionais de diversas áreas do conhecimento que têm, de alguma forma, envolvimento com o tema em questão.
Mesa de abertura do evento (Foto: Divulgação)   
Para Dornelles, o tema não está compreendido adequadamente pela sociedade, por isso a importância do debate. “Nas manifestações sociais, pudemos perceber que quanto mais informada, mais a população se posiciona”, lembrou o Subprocurador, destacando que, enquanto a maioria dos participantes do evento é contra a redução da maioridade penal, pesquisas mostram que 90 por cento da sociedade quer a alteração, alimentada pelos factoides divulgados na mídia.
 
Em sua manifestação, o Secretário da Segurança Pública Aírton Michels ressaltou que os adolescentes que cometem delitos criminosos representam em torno de 3% do total dos crimes. “Este número mostra que a redução da maioridade penal não vai resolver o problema da criminalidade no Brasil”, afirmou.
 
Na mesma linha, o Presidente da Associação do Ministério Público, Victor Hugo Palmeiro de Azevedo Neto, disse qua a discussão sobre o tema pode servir para desmitificar a questão de que a redução resolveria os problemas da sociedade.
 
Representando a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, o Deputado Miki Breier lamentou que “alguns setores usam a mídia aproveitando momentos de comoção para fazer disto motivo para mudanças na legislação”.
 
Também participaram da abertura do evento o representante da Faculdade de Direito da PUCRS, Plínio Saraiva Melgaré; a Presidente do Conselho Estadual da criança e do Adolescente – Cedica, Dalva Franco; o Defensor-Público-Geral do Estado, Nilton Leonel Arnecke Maria; a Promotora-Corregedora Cynthia Feyh Jappur, representando a Corregedoria-Geral do MP; os Coordenadores dos Centros de Apoio da Infância, Juventude, Educação, Familia e Sucessões, Maria Regina Fay de Azambuja, dos Direitos Humanos, Miguel Granato Velasquez, e Criminal, David Medina da Silva; a representante da escola Judicial do TRT da 4ª Região, Luciane Cardoso Barzotto; o Diretor do Departamento Estadual da Criança e do Adolescente, Delegado Andrei Luis Vivan; e a Presidente do Instituto dos Advogados do RS – Iargs, Sulamita Santos Cabral.
 
Palestra
O Promotor de Justiça de Presidente Prudente Luiz Antônio Miguel Ferreira abriu as discussões afirmando que o Ministério Público gaúcho é o primeiro no Brasil a colocar o tema da maioridade penal em discussão.
 
Abordando temas como controle social da violência, projetos de lei em tramitação que buscam alterações no Estatuto da Criança e do Adolescente e, por fim, maioridade penal, Ferreira trouxe subsídios para que o público presente seja habilitado, por meio das informações necessárias, para saber como lidar com a questão e refletir, como formadores de opinião, na possibilidade de ocorrência de plebiscito.
 
Para o palestrante, não será possível o controle da violência institucionalizada sem que se tenha outras medidas, como maior efetividade do sistema penal (e infanto-juvenil), a dotação de serviços públicos em áreas carentes de infraestrutura estatal e programas de prevenção baseadas em políticas públicas visando a redução das desigualdades sociais.
 
A estudante de Direito da PUCRS e estagiária do Caoijefam Paola Larroque Alencastro, que falou logo após Ferreira, destacou que a adolescência é a fase de formação do caráter da pessoa. Por isso, a redução da maioridade penal retiraria as chances de recuperação do jovem. “É nessa fase que fazemos escolhas que nos acompanharão por toda a vida, que serão determinantes em coisas importantes na vida adulta”.
 
Painel
O primeiro painel do evento, comandado pela Coordenadora do Caoijefam, Maria Regina Fay de Azambuja, teve como tema "A redução da responsabilidade penal e seus reflexos no desenvolvimento psicossocial do adolescente com pessoa em fase especial de desenvolvimento".
 
Abordando o desenvolvimento do indivíduo sob o aspecto da prevenção, o Psiquiatra Victor Mardini falou sobre a formação da personalidade da pessoa que, de acordo com ele, tem início ainda no útero da mãe. Por meio de imagens e charges, Mardini apresentou questionamentos para servirem de reflexão sobre o assunto, como a existência ou não de estrutura física para ressocialização e reinserção de adolescentes infratores na sociedade e a possibilidade de tratamento de internos com transtornos de comportamento, apresentados por muitos adolescente em cumprimento de medidas socioeducativas.
 
Falando sobre “A construção social do envolvimento do adolescente com a prática de atos infracionais, a Assistente Social Sílvia Tejadas, doutora em Serviço Social, enumerou motivos para que seja mantida a maioridade penal aos 18 anos, como o potencial do ser humano de se recriar, os avanços nas diretrizes e objetivos dos programas, o desafio de aprimorar a socioeducação, oportunidades de vivências ricas, desafiadoras, dentre outros.
 
A Presidente da Fase/RS, Joelza Mesquita Andrade Pires, abordou os aspectos do desenvolvimento físico das crianças e dos adolescentes, o sistema de garantia de direitos e metas da nova gestão da Fundação, como a diminuição da medicalização, a criação de uma Comissão de Saúde Mental, o reordenamento dos psiquiatras e reestruturação da saúde das unidades, dentre outros.
 

Para o Cientista Político Rodrigo Stumpf González, que falou sobre a redução da responsabilidade penal e seus reflexos no desenvolvimento psicossocial do adolescente como pessoa em fase especial de desenvolimento, há uma confusão entre aumento do acesso à informação e a aceleração da maturidade. “Há uma ausência de análise de dados objetivos nos projetos que buscam a redução da idade limite de imputabilidade penal”, disse González, que falou, ainda, de experiências recentes de enfrentamento de delitos no Uruguai, com relação às drogas, e nos EUA sobre a limitação de processos por posse de entorpecentes

sábado, 27 de julho de 2013

Pais e filhos

Artigo indica aos pais a maneira de manter os filhos longe da drogadição
 
Muitas famílias demoram mais de dois anos para buscar ajuda, após descobrirem que um ente querido está fazendo uso de drogas. Por que isto acontece? Por diversos motivos: muitas vezes, o familiar não sabe onde procurar ajuda, não tem informação alguma sobre como deve agir; outras vezes, ele acha que um bom diálogo é o caminho, diz que não está mais usando, que não quer mais usar droga. Como a dor é intensa, muitos pais, familiares, esposas, escolhem, até de forma inconsciente, acreditar que isso é verdade. É natural no ser humano fixar-se na negação quando o problema é dolorido demais, como no caso, por exemplo, das perdas e dos lutos.

Porém, buscando nos preservar da dor da realidade, muitas vezes estamos alimentando ainda mais o problema que causa a dor. É como se houvesse uma inflamação em que a dor vai crescendo, o problema aumentando, a negação fica cada vez mais insustentável. Chega uma hora em que não há mais como negar; é fato. A doença evoluiu, o ente querido mentiu, manipulou e está agora envolvido ainda mais com a droga e com suas consequências. É hora de agir.

A dependência química é uma doença. Portanto, por maior que seja a dor, o medo, a necessidade de acreditar que o filho não está mais usando, que a experimentação não vai virar dependência, não podemos fechar os olhos durante esta fase inicial. Olhar atento, sem negação, sem medo de encarar a realidade. Acreditar que somente as autoridades têm o poder ou obrigação de proteger nossa família poderá colocar nossos filhos em risco. Somente assumindo a posição de pais poderemos diminuir o acesso às drogas.

Os filhos que ouvem os pais falarem sobre os riscos das drogas, embora não estejam totalmente imunes, estarão muito mais seguros do que filhos que não ouvem nada sobre o assunto. Você não perceberá os caminhos que seu filho está trilhando se não estiver próximo dele.

Participe e permaneça envolvido com a vida dos filhos, desde a infância até a idade adulta. Dê atenção ao cotidiano dele. Se você nunca se interessou em saber sobre os amigos que ele tem... Essa é a hora de começar. Saiba sobre os amigos, quem são, onde moram, se praticam esportes, se são bons alunos e assim por diante. É importante começar a reconstruir uma relação progressivamente, pergunte e conheça os tipos de diversão que seu filho gosta, tente programar um dia para acompanhar seu filho em horários de lazer.

Nós adultos e pais vivemos em um mundo onde o tempo é precioso, a maioria dos pais trabalham acima de doze horas por dia e apesar de ter pouco tempo para dedicar à família sei que na maioria das vezes, tudo que um filho quer é que seus pais se reúnam a mesa para jantar ao lado dele. Esta é uma boa hora para estreitar as relações com os filhos. Comece o diálogo com uma notícia que vocês viram juntos na televisão pode ser um bom motivo para fazer analogias ao cotidiano da família, um filme ou um incidente pode ser aplicado a realidade da comunidade onde vivemos e aos problemas que enfrentamos atualmente, inclusive os problemas do álcool e das drogas. É importante monitorar seus filhos, pois supervisionando de perto terão menor possibilidade de desenvolver um problema com drogas e se isso ocorrer os pais estarão prontos para orientar seu filho.

Saber quem, o que, porque, onde, quando e como das atividades de nossos filhos, trocar ideias com outros pais, e continuar desenvolvendo esta prática com os nossos filhos, estendendo a todos seus amigos é um longo caminho. Nunca é tarde para dar o primeiro passo! Reforce consistentemente os limites para sua família, limites que devem ser respeitados mesmo quando os filhos estiverem em local onde você não possa estar presente, ou quando estiverem com famílias que têm regras diferentes.

Os filhos gostam de se sentirem confiáveis, e aceitarão que os limites preestabelecidos, quando explicados que visam seu bem estar, serão compreendidos e aceitos como parte do seu amor. Fique atento caso descobrir que seu filho esta consumindo drogas, o ideal é procurar algum tipo de apoio de tratamento, seja médico ou psicológico, ou mesmo uma instituição de atendimento social. Equipes treinadas podem avaliar melhor a necessidade de tratamento, e consequentemente determinar as melhores opções para tal.

Fonte: Jornal Semanário/ Karina Petroli