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domingo, 26 de outubro de 2014

José Ivo Sartori é eleito governador do Rio Grande do Sul

O Rio Grande do Sul elegeu José Ivo Sartori (PMDB) seu novo governador. Com 97,41% das urnas apuradas até as 19h06min deste domingo, o peemedebista já somou 3.759.611 votos e não pode ser mais alcançado pelo candidato à reeleição e governador, Tarso Genro (PT), que tem 2.381.399 votos.

O ex-prefeito de Caxias conta com 61,22% dos votos válidos (excluídos nulos e brancos) contra 38,78% de Tarso Genro (PT). Com a eleição de Sartori, o Estado volta a ser administrado pelo PMDB, que não obtinha o maior cargo estadual desde Germano Rigotto (2003-2006). O índice de abstenção é de 18,22% (1.437.299), o de votos brancos 3,11% (200.687) e nulos 4,99% (321.610).

Fonte: Zero Hora

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Eleições 2014: PMDB e PSB selam aliança

Reunidos por cerca de três horas na tarde desta quinta-feira, 15, o PMDB e o PSB consolidaram a coligação para as eleições de 2014.

Com o objetivo de fortalecer à aliança no seu eixo principal – o apoio dos socialistas à pré-candidatura de José Ivo Sartori ao Palácio Piratini e, dos peemedebistas a Eduardo Campos na disputa à presidência da República – o PMDB optou por ceder à vaga. O candidato ao Senado será Beto Albuquerque.

Segundo o porta-voz do PMDB, Ibsen Pinheiro, essa decisão foi construída com líderes expressivos da legenda que entenderam ser esse o caminho para consolidar a parceria com o PSB e garantir importante potencial de vitória no próximo pleito.

Ibsen informou ainda que até a próxima semana deverá ser anunciado o candidato a vice-governador na futura chapa majoritária. A expectativa é solidificar a parceria com PSD, tendo José Paulo Dornelles Cairoli como vice.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Bancada do PMDB na Câmara ameaça entregar ministérios

Insatisfeita com a proposta feita na segunda-feira pela presidente Dilma Rousseff para reacomodar o PMDB na reforma ministerial, a bancada do partido na Câmara ameaça se rebelar contra o governo e entregar os dois cargos que controla na Esplanada dos Ministérios.
 
Foi com esse objetivo que o líder do PMDB na Câmara, deputado Eduardo Cunha (RJ), convocou uma reunião de emergência com os 76 deputados federais da bancada para quarta-feira. Na reunião de segunda à noite com o vice-presidente Michel Temer e líderes do PMDB, Dilma ofereceu o Ministério da Integração Nacional para o senador Eunício Oliveira (CE). Em troca, o PMDB cederia a vaga de Turismo para Benito Gama, do PTB.
 
Eunício é pré-candidato ao governo do Ceará e o convite a ele foi feito com o objetivo de tirá-lo do páreo na disputa, abrindo caminho para um acordo entre o PT e o PROS do governador Cid Gomes. O senador não aceitou o convite. A bancada do PMDB no Senado insiste na nomeação de Vital do Rêgo (PB) para Integração Nacional, mas Dilma aposta na reforma para resolver pendências na formação dos palanques nos Estados.
 
Depois da tensa reunião com Dilma, no Palácio do Planalto, Vital do Rêgo, Eunício Oliveira, Eduardo Cunha e os presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves, e do Senado, Renan Calheiros, além dos líderes do PMDB e do PTB no Senado, Eduardo Braga e Gim Argelo, reuniram-se com Michel Temer, no Palácio do Jaburu. Temer tenta acalmar os ânimos no partido, já que uma ala da sigla ameaça não apoiar a reeleição de Dilma.
 
Deputados licenciados pelo PMDB, o ministro do Turismo, Gastão Vieira; e da Agricultura, Antônio Andrade, já anunciaram que deixarão os cargos até o carnaval para concorrer a mais um mandato parlamentar. O problema é que Dilma não aceita a indicação da bancada peemedebista na Câmara para essas vagas e, ainda, quer trocar Turismo por Integração Nacional, desde que o nomeado seja Eunício, para resolver o problema de Cid Gomes.
 
Se Eunício não aceitar a oferta, como tem dito, o Ministério da Integração Nacional ficará sob controle do PROS, de Cid Gomes. "O clima é tenso e vamos tomar uma posição amanhã, às 15 horas. A bancada do PMDB na Câmara tem de ser tratada como foi até hoje. Se for tratada fora desse processo, entregaremos os cargos", disse Cunha.
 
O PMDB quer ampliar o seu espaço na Esplanada de cinco para seis ministérios, mas até agora não recebeu oferta nesse sentido. Caso não consiga Integração Nacional - objeto do desejo de Vital do Rêgo -, o partido está de olho na Secretaria dos Portos - hoje também com o grupo de Cid Gomes - e no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
 
* Estadão Conteúdo

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Pacto gera conflito na Assembleia Legislativa

Às vésperas da eleição do novo presidente da Assembleia Legislativa, que ocorre no dia 31 de janeiro, entra em debate o rodízio pré-estabelecido pelas quatro maiores bancadas da Casa. Os parlamentares das oito bancadas não contempladas pelo acordo verbal, conhecido internamente como "pacto de sangue", reclamam de não terem sido consultados nessa legislatura (2011-2014) sobre a forma como se daria o rodízio com mandato de apenas um ano, definido por um grupo restrito logo após os resultados das eleições de 2010. "O PSB é contrário a esse rodízio que fere o regimento interno e prejudica os trabalhos. Isso é uma ditadura das quatro maiores bancadas que decidem os rumos da Casa e serve apenas para eles colocarem a foto na galeria dos ex-presidentes", afirmou o líder da bancada socialista, deputado Miki Breier.
 
O regimento interno da Assembleia prevê que a presidência seja ocupada pelo mesmo parlamentar pelo período de dois anos. No entanto, desde 1997, quando o ex-deputado João Luiz Vargas (PDT) foi presidente, a prática do acordo verbal se sobrepõe à norma legislativa. A exceção ocorreu durante a gestão do ex-deputado Sérgio Zambiasi (PTB), que permaneceu no cargo de 2001 a 2003, por ter sido campeão de votos na sua legislatura.
 
Somadas, as quatro maiores bancadas possuem 36 dos 55 parlamentares. "De qualquer forma, se eles fechassem decisão em torno disso, acabariam formando maioria. Não se tem muito o que fazer enquanto as maiores bancadas se unirem e decidirem. Para dissolver isso, apenas se um dos maiores partidos rompesse o acordo", opinou o líder do PTB na Casa, Ronaldo Santini.
 
A definição dos presidentes da atual legislatura teria ocorrido em novembro de 2010, quando os então líderes das maiores bancadas eleitas no pleito daquele ano (PT, PMDB, PP e PDT) junto de representantes da direção de seus partidos se reuniram na casa do então deputado estadual pedetista Giovani Cherini, hoje na Câmara dos Deputados, para combinar os nomes e o período em que assumiriam a presidência da Casa nos quatro anos seguintes. 'Com o rodízio, cada presidente se compromete apenas com a sua bancada e não com o parlamento. Para a próxima legislatura, se eu for reeleito, vou defender que o PSDB vote contra os presidentes indicados pelas maiores bancadas', prometeu o líder tucano Lucas Redecker.
 
Para o deputado Jorge Pozzobom (PSDB), a regra imposta pelos quatro maiores partidos na Assembleia viola o princípio de proporcionalidade. 'Esse princípio é respeitado nas comissões permanentes e nas temporárias. Para ele, o acordo desfavorece os 19 deputados das oito bancadas menores. "O bloco de minoria deveria fazer uma indicação."
 
A posse dos novos presidentes ocorre sempre no dia 31 de janeiro, logo após o anterior renunciar ao cargo. O indicado preestabelecido se apresenta como candidato único e uma votação - também pré-combinada - é realizada. No final desse mês, o deputado Gilmar Sossella (PDT) ficará com o lugar de Pedro Westphalen (PP) na presidência, conforme acerto feito em 2010.
 
O deputado Frederico Antunes (PP), que presidiu a Casa em 2007, admitiu que não concorda com o mandato de um ano. "O período na presidência tem que seguir o regimento da Casa. A pluralidade deve estar na mesa diretora. Na próxima legislatura, tem que se cumprir o regimento." Já o colega de bancada João Fischer defendeu a prática: "A negociação que começou a acontecer porque há mais partidos na Casa. Quando se tinham menos bancadas, ficava mais fácil dividir".
 
Até o ano passado, a Assembleia Legislativa gaúcha era a única do país onde não se cumpre o regimento e o presidente tem mandato de apenas um ano. A Assembleia de Santa Catarina estabeleceu acordo semelhante ao gaúcho para 2013 e 2014, mas por motivo diferente.
 
* Correio do Povo

domingo, 1 de dezembro de 2013

Aliança nacional entre PT e PMDB vai continuar em 2014

O presidente nacional do PMDB, senador Valdir Raupp, disse que não há nenhum risco de a aliança nacional com o PT não continuar nas próximas eleições. Lideranças dos dois partidos se reuniram hoje na Residência Oficial da Granja do Torto, em Brasília, para tratar do cenário político e eleitoral de 2014.
 
Segundo Raupp, há ainda pendências quanto às candidaturas aos governos do Rio de Janeiro, de Minas Gerais, do Ceará e da Paraíba, no entanto já foi resolvida a questão do Maranhão. “A ala do PT que apoia o candidato da governadora Roseana Sarney ganhou a convenção e deverá nos apoiar”, disse o senador.
 
Um dos estados em que os dois partidos mais têm encontrado dificuldade para chegar a um acordo é o Rio de Janeiro. “O PT ainda está tomando a decisão sobre se sai ou não do governo [local]. Temos que dar tempo ao tempo nesse estado, porque está muito claro que a divisão do PT e do PMDB poderá prejudicar as duas candidaturas. É o que está acontecendo segundo as pesquisas de intenção de votos”.
 
Participaram da reunião Lula; Dilma; Raupp; o vice-presidente Michel Temer, o senador José Sarney (PMDB-AP); o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL); o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN); o ministro da Educação, Aloizio Mercadante; o presidente do PT, deputado estadual em São Paulo Rui Falcão e o presidente do PT em São Paulo, deputado estadual Edinho Silva.
 
A presidenta Dilma está agora reunida com lideranças do PP.