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terça-feira, 24 de junho de 2014

PSol lança candidatura de Luciana Genro à Presidência

Luciana Genro irá concorrer à presidência pelo PSOL. (Foto:Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil / CP)Com um programa de governo que promete levantar as bandeiras por melhoria dos serviços públicos levadas às ruas em grandes manifestações em junho do ano passado, além da descriminalização da maconha e do aborto, o PSol lançou neste domingo a candidatura da ex-deputada Luciana Genro (RS) à Presidência da República. O professor paulista Jorge Paz, do mesmo partido, será candidato a vice.
 
Luciana disse que, se vencer a eleição, sua primeira medida será uma reforma tributária que inverterá toda a lógica dos impostos cobrados atualmente, com desoneração para os trabalhadores e cobrança de taxas dos ricos e das grandes fortunas - nas pesquisas eleitorais, por enquanto o PSol não passou da casa de 1% na preferência dos eleitores. Luciana disse que é a única candidata com coragem para anunciar esse tipo de cobrança porque "os três candidatos do sistema - Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) - vão manter os privilégios dos ricos".
 
A candidata do PSol prometeu ainda que, se eleita, suspenderá o pagamento da dívida pública. Disse que o Equador fez isso, reduziu sua dívida em 75% "e nem por isso o mundo acabou para o país". Ela afirmou que não aceitará doação de empresas para sua campanha. Para Luciana Genro, o Uruguai, que descriminalizou o aborto e legalizou a maconha, deu uma grande lição de percepção da modernidade para o resto do mundo. Ela prometeu seguir o exemplo do país vizinho. "Temos de discutir de forma aberta a questão das drogas. A maconha causa males tanto quanto o álcool e não como as drogas pesadas. Como há uma repressão muito grande aos que buscam o produto para recreação, eles são obrigados a correr atrás de traficantes e isso acaba por prejudicá-los".
 
Quanto ao aborto, a candidata do PSol disse que não pretende defender a prática, mas lutar para que o debate seja feito pela sociedade. "O aborto hoje é uma realidade. As mulheres ricas o fazem sem problema algum; as que não têm dinheiro recorrem a agulhas de crochê e muitas vezes se ferem. Então, que o sistema de saúde público cuide da saúde delas." Luciana prometeu ainda levantar a bandeira do movimento LGBT: "Vamos defender os direitos dos que querem amar, não interessando a forma".
 
Apesar de não ter concorrentes dentro do PSol - o senador Randolfe Rodrigues (AP) desistiu da candidatura -, os nomes mais conhecidos do partido não compareceram à convenção, a exemplo dos deputados Chico Alencar (RJ), Ivan Valente (SP) e Jean Wyllys (RJ). O nome de Luciana Genro foi referendado por 61 integrantes do diretório nacional e 27 representantes de diretórios estaduais do partido, quase todos jovens entre 20 e 30 anos. Luciana é filha do governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, do PT.
 
Aos 42 anos, a candidata do PSol é hoje presidente da Fundação Lauro Campos, ligada ao partido. Ela foi deputada estadual no Rio Grande do Sul entre 1995 e 2002 pelo PT. Em 2002, foi eleita deputada federal, também pelo PT. Como se posicionou contrária à reforma da previdência proposta pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e contra a política econômica comandada pelos ex-ministros Antonio Palocci (Fazenda) e Henrique Meirelles (Banco Central), foi expulsa do PT em 2003.
 
* Correio do Povo

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Filho de Eduardo Campos nasce com síndrome de Down

Eduardo Campos segura o filho Miguel
O filho do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), foi diagnosticado com Síndrome de Down. Miguel nasceu na tarde desta terça-feira, no Recife. O pré-candidato à Presidência da República divulgou a informação no Facebook nesta quarta-feira: “Hoje, os médicos confirmaram o que já estava pré-diagnosticado há algum tempo. Miguel, entre outras características que o fazem muito especial, chegou com a Síndrome de Down. Seja bem-vindo, querido Miguel. Como disse seu irmão, você chegou na família certa! Agora, todos nós vamos crescer com muito amor, sempre ao seu lado”. A nota foi assinada por Campos, a mulher e seus quatro filhos.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Marina Silva será confirmada ainda neste mês como vice de Eduardo Campos no PSB para a disputa presidencial

A ex-senadora Marina Silva, recém-filiada ao PSB, será confirmada como vice na chapa encabeçada pelo governador e Pernambuco e presidente nacional do partido, Eduardo Campos. A oficialização deverá acontecer ainda até a segunda quinzena de janeiro.
 
Fontes ligadas à cúpula socialista afirmam que a decisão "está tomada" e que o anúncio depende apenas de "alguns ajustes". Nos bastidores comenta-se que a decisão de Marina — que fazia questão de manter o mistério sobre se iria ou não brigar pela cabeça da chapa socialista — foi antecipada como forma de garantir a "palavra" de Campos de que o PSB não iria apoiar à candidatura do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin à reeleição.
 
A aproximação do PSB com o PSDB, que, nesta sexta-feira, ingressou oficialmente na gestão do Executivo pernambucano com a nomeação de tucanos para o primeiro e segundo escalão do governo, teria sido a gota d'água para agilizar a decisão de Marina em aceitar a posição de vice e evitar a aliança pró-Alckmin.
 
Oficialmente, no entanto, socialistas com livre trânsito a Campos garantem que "ainda há chance" de se fechar um acordo que envolva apoio ao PSDB paulista.
 
* Estadão Conteúdo

sábado, 2 de novembro de 2013

Dilma convoca ministros para acelerar obras e acertar discurso contra críticas

A presidente Dilma Rousseff convocou para a manhã de hoje uma reunião ministerial no Palácio da Alvorada com 14 dos seus 39 ministros a fim de elaborar uma estratégia de ação para os próximos meses. Ela quer acelerar obras e cumprir uma agenda com o objetivo de rebater críticas de opositores e prováveis adversários na sucessão presidencial do ano que vem.
Para o encontro foram chamados ministros das áreas sociais e de infraestrutura, que deverão apresentar o quadro atual de investimentos, de projetos e de obras em andamento.

Uma das principais preocupações da presidente é com o projeto de Transposição do Rio São Francisco, que pretende levar água ao semiárido nordestino, iniciado ainda no governo de seu antecessor e padrinho político, Luiz Inácio Lula da Silva. Dilma quer ter o que mostrar em termos de avanço ainda neste mês, quando pretende fazer uma visita às obras, passando por pelo menos dois Estados: Ceará e Pernambuco.

A estratégia da presidente, nessa visita, é reforçar sua imagem no Nordeste, onde o governador pernambucano, Eduardo Campos (PSB), tem forte entrada, principalmente pela aprovação em seu Estado. A recente aliança de Campos com a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva é alvo de preocupação dos aliados e da própria Dilma.

A visita às obras do São Francisco também será uma resposta ao PSDB e ao senador Aécio Neves (MG), provável candidato ao Planalto. O tucano usou o último programa do partido na TV para mostrar trechos onde as obras estão paralisadas.

A presidente planeja visitar alguns locais para mostrar parte dos 6,5 mil trabalhadores em seus canteiros e mais de 1,8 mil equipamentos em atividade.

As datas e as cidades a serem visitadas estão sendo definidas, mas Dilma avisou a assessores que quer passar uma noite na região para mostrar sua interação com o Nordeste.

Dilma também deve cobrar de seus ministros o cumprimento dos cronogramas, de modo que não sofram atrasos e os projetos possam ser lançados neste ano e no ano que vem. A presidente não quer, por exemplo, que haja problemas na concessão dos aeroportos de Confins (MG) e Galeão (RJ) - estratégicos para a Copa de 2014.

O governo quer passar a ideia de que Dilma tem "muito a mostrar", seja em obras de mobilidade urbana, seja na área de plataformas de petróleo.

* AE