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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Prefeitura vai recorrer de liminar sobre expansão da Faixa Seletiva

A Prefeitura de Bento Gonçalves, vai  recorrer nos próximos dias ao Tribunal de Justiça do Estado (TJRS) para tentar cassar a liminar expedida pela juíza da 3ª Vara Cível de Bento Gonçalves, Romani Terezinha Bortolas Dalcin, que impede a expansão do projeto de implantação das Faixas Seletivas de Transporte Coletivo de Passageiros na zona central do município. A decisão de 1º grau não manda retirar as faixas já implantadas e também não proíbe a implantação nas demais áreas da cidade.

De acordo com o procurador-geral do Município, Sidgrei Machado Spassini, o Poder Executivo respeita a decisão, mas não concorda. "Vamos recorrer da decisão, pois entendemos que nossa posição está amparada pela legalidade e pelo poder discricionário do prefeito previsto na Constituição Brasileira", destaca.  

A ação movida por um grupo de comerciantes estabelecidos na área central, contrário à implantação do sistema já em funcionamento na via, além de contestar a legalidade dos atos do governo municipal, defende que houve redução de vagas de estacionamento no trecho, o que não ocorreu. Todas as vagas de estacionamento que existiam ao lado direito da via foram realocadas em número igual para outros pontos no Centro. De acordo com o procurador, entre os argumentos que o município pretende apresentar ao TJRS para cassar a liminar está também o fato de não existir obrigação legal de apresentação de estudos para implantação de faixas seletivas. Além disso, o Código Brasileiro de Trânsito também  autoriza a adoção destas medidas. "Caxias do Sul é um exemplo de cidade onde não houve estudo prévio. O prefeito é a autoridade máxima do trânsito e pode decidir o que é melhor para a população, sem para isso gastar dinheiro com estudos técnicos. Não podemos chegar ao cúmulo de que uma simples inversão de mãos de uma via deva passar por estudos técnicos" salienta.  

A proposta de implantação da faixa seletiva foi aprovada dentro do Conselho Municipal de Trânsito, órgão que representa os interesses da comunidade. A alternativa busca solucionar alguns problemas de mobilidade no município. Com uma população de 111 mil habitantes, a frota do município ultrapassa os 75 mil veículos, números acima da média da maioria das cidades brasileiras. A Faixa Seletiva já foi implantada em dois trechos no centro da cidade. A primeira funciona na rua Barão do  Rio Branco, com extensão de 350 metros, e a segunda na rua Júlio de Castilhos, com extensão de 250 metros. A escolha das vias levou em conta critérios como o índice médio de ônibus coletivos/hora, a topografia, a largura das vias, a quantidade de passageiros beneficiados e pontos com maior índice de conflito e atraso do transporte coletivo. Nos horários de pico, a faixa é destinada à circulação de ônibus, táxis e vans, permitindo-se o acesso dos demais veículos à direita em situações de garagens, cruzamentos de vias, dentro do consenso de educação dos condutores dos veículos e coletivos. Fora dos horários de maior transito de veículos, o espaço também pode ser utilizado pelo comércio para carga e descarga de mercadorias.    

No início de fevereiro, a administração municipal realizou uma pesquisa com cerca de 300 usuários do transporte coletivo nos terminais da rua Barão do Rio Branco e da rua Júlio de Castilhos. A maioria foi favorável à proposta: 89% na Barão do Rio Branco e 95% na Júlio de Castilhos. A instalação de faixas seletivas faz parte de um dos temas estruturantes da atual administração, que, juntamente com outras ações, visa a implantação de melhorias no trânsito e na mobilidade urbana, incentivando o uso do transporte coletivo de passageiros.  

 Assessoria de Comunicação Social Prefeitura BG
Foto: Gustavo Bottega 

terça-feira, 1 de abril de 2014

Comerciantes aguardam liminar sobre faixa seletiva de ônibus em Bento

A Prefeitura de Bento Gonçalves instalou nesta segunda-feira, dia 31, a segunda faixa seletiva para ônibus e taxis na rua Júlio de Castilhos, no Centro. A primeira foi instalada há alguns dias na rua Barão do Rio Branco, também no centro. Entretanto, a medida continua sendo contestada por uma comissão de empresários da área central, que buscam na Justiça uma liminar para suspender o projeto. A decisão do judiciário deverá ser conhecida nos próximos dias.
 
O secretário de Gestão Integrada e Mobilidade Urbana, Mauro Moro, afirma que a ação busca melhorar e disciplinar o trânsito no centro da cidade. Ele também destaca que foram ouvidas pessoas da comunidade, inclusive o projeto teria sido apresentado para entidades que representam os comerciantes, com Sindilojas e CDL, antes da implantação do novo sistema. O secretário também defende que as alterações no estacionamento que estão sendo questionadas pelos empresários são regulares, uma vez que o município ainda precisa suprir um déficit de quase 400 vagas de estacionamento rotativo pago que ainda não foram implementadas.
 
Representando os comerciantes, o empresário Daniel Dal Magro afirma que aguarda a decisão da Justiça sobre a liminar pleiteada ainda nesta semana. Ele continua defendendo que o processo de instalação das faixas seletivas está irregular. Entre os questionamentos, a suposta falta de laudos e projetos técnicos que apontem a necessidade, o fato de que o Executivo não teria realizado uma Audiência Pública para tratar sobre o assunto e as alterações nos estacionamentos sem que o processo passasse pelo legislativo, o que, segundo Dal Magro, seria necessário conforme a lei.
 
Enquanto não há posicionamento da Justiça sobre o caso, a faixa seletiva continua. Por isso, os motoristas que trafegam pela Barão do Rio Branco e pela Júlio de Castilhos devem respeitar a sinalização e não invadir a pista que é de uso exclusivo dos ônibus e táxis, de segunda a sexta-feira, das 6h às 19h. No cruzamento entre as ruas Júlio de Castilhos e Ramiro Barcelos existe um semáforo específico para os ônibus e táxis. Neste caso, os veículos devem prestar atenção na sinaleira acima da pista para prosseguir ou fazer a conversão à direita.
 
 
Fonte: Tomaz Graciliano - Central de Jornalismo da Difusora 890 AM

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Lojistas tentam barrar corredor de ônibus

Comerciantes alegam que projeto, que iniciaria pela rua Barão do Rio Branco, reduziria clientes

Lojistas tentam barrar corredor de ônibusAo que tudo indica, a proposta de implantar um corredor de ônibus no Centro de Bento Gonçalves, apresentada pela prefeitura no final de 2013, vai encontrar forte resistência de lojistas. Nesta semana, um grupo de comerciantes da Barão do Rio Branco – rua por onde iniciaria a instalação da pista exclusiva para o transporte coletivo – iniciou uma mobilização para tentar barrar o projeto da administração municipal. 

A iniciativa prevê a retirada de vagas da Zona Azul em um dos lados da via, que ficaria restrita à passagem de ônibus e táxis. A justificativa para a contrariedade dos empresários à medida é que, com a redução de espaços no estacionamento rotativo, haveria uma baixa no fluxo de clientes e, consequentemente, no volume de vendas
Reunidos na noite da última quarta-feira, dia 15, proprietários de estabelecimentos comerciais da área decidiram que encaminharão suas demandas a entidades que representam a categoria, como o Sindicato do Comércio Varejista de Bento Gonçalves (Sindilojas) e a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL). A intenção é reforçar o pedido para que o Poder Público reveja a proposta.

“Rua fantasma”

Proprietário de uma floricultura no local, Paulo Rosário dos Santos afirma que o projeto transformaria a Barão do Rio Branco em “uma rua fantasma”. “Tenho certeza que muitas pessoas vão fechar as lojas se isso ocorrer. Eu não sou contra o corredor, mas me parece que não é o lugar ideal. E tem mais: o pessoal não vai deixar o carro em casa para vir ao Centro de ônibus. A cultura da cidade não vai mudar”, aponta o empresário.

Na opinião de Santos, nem mesmo a oferta de estacionamentos particulares no Centro teria condições de absorver a movimentação de carros. “Muitos desses estacionamentos privados estão em áreas que logo vão ter construções. É questão de pouco tempo. E não há uma visão focada para construir garagens. Então, é uma coisa que só vai piorar, porque essas mudanças, daqui a dois ou três anos, já não vão mais servir”, completa.

De acordo com ele, o grupo voltará a se reunir nas próximas semanas para discutir de que forma será conduzida a mobilização de agora em diante. Uma das possibilidades é a criação de um abaixo-assinado para tentar conseguir a adesão de um grande número de lojistas, inclusive de outros pontos do Centro.

Estudo 

Para Maria Lúcia Picinini, que também é proprietária de uma loja na Barão do Rio Branco, a prefeitura ainda precisa apresentar de forma mais ampla os argumentos e os dados técnicos que justificariam a criação do corredor. “Queremos chegar a um acordo, não pode ser uma decisão unilateral. Hoje, com estacionamento dos dois lados, a situação já é crítica. Acho que é necessário fazer um estudo mais aprofundado”, diz a comerciante.

Os reflexos causados pela mudança, na avaliação de Maria Lúcia, não seriam sentidos apenas na rua por onde iniciaria a implantação. “Todo o comércio do Centro vai sofrer, é algo inviável. Sabemos que muita gente estaciona por aqui, mas vai para outros locais. E há pessoas que param em outras ruas para vir comprar aqui na Barão. Acho que o mais importante, em um primeiro momento, seria retirar os caminhões do Centro. Esse seria um passo importante para melhorar a mobilidade urbana”, opina.

O projeto

O plano, apresentado pela prefeitura à CDL e ao Conselho Municipal de Trânsito (Comtran) no dia 19 de dezembro, prevê a retirada de vagas do lado direito das vias, com realocação de alguns pontos de táxi e implantação de sinaleiras, em cinco locais: nas ruas Barão do Rio Branco (a primeira a receber as intervenções), Saldanha Marinho, Júlio de Castilhos, Guilherme Fasolo e avenida Osvaldo Aranha. Na área central, os estacionamentos seriam proibidos das 6h às 23h e no bairro Cidade Alta, das 6h às 8h30 e entre as 17h30 e as 19h30.