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segunda-feira, 13 de abril de 2020

Páscoa Solidária da Pequeno Grande Campeão

A Corrente do Bem, não Para! Pequeno Grande Campeão e Parceiros do Bem, realizam arrecadação para a Realização da Páscoa Solidária 2020. 

Nossa Voluntária foi Guerreira na Tarde de Sexta-Feira Santa (10/04). Dona Maria com cuidados, usando luva e máscara deu uma de Coelhinha do Bem, distribuindo kits de doces para a Garotada!

Foi Tarde de Coelhinha nas casas do Progresso (Área Verde), aonde Dona Maria foi casa por casa entregando os Kits de Doces da Páscoa Solidária.

Garotada do Vila Nova II também recebeu doação dos Kits de Doces da Pequeno Grande Campeão e Parceiros, com a Voluntária Dona Maria.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Aprovada Lei que torna exploração sexual de crianças crime grave

Quem praticar exploração sexual ou favorecer a prostituição de crianças, adolescentes e vulneráveis vai responder por crime hediondo.

Foto: Google É que o plenário da Câmara dos Deputados aprovou projeto de Lei que, quando passar a valer, torna a exploração sexual de menores um crime considerado pela Justiça como grave. Os acusados não têm direito a pagar fiança e nem vão ter anistia. E, se forem condenados podem pegar de oito a 30 anos de prisão, em regime fechado.

A relatora do projeto, deputada Federal Maria do Rosário, do PT do Rio Grande do Sul, lembra que a lei também vale para quem praticar exploração sexual contra pessoas vulneráveis como portadores de deficiência física ou mental. "Quem é o vulnerável? É além da criança, além do adolescente, é também a pessoa com deficiência. Aquela pessoa que não tem discernimento próprio para decidir sobre o exercício da sexualidade." O projeto de Lei que torna a exploração sexual de crianças, adolescentes e de pessoas vulneráveis crime hediondo aguarda a sanção da presidenta Dilma Rousseff, para passar a valer.

domingo, 27 de abril de 2014

Cuidados com o uso de internet por crianças

A professora Nélia Mara defendeu, em fevereiro deste ano, sua tese de doutorado, em Educação, pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Com o título Você tem face?, o estudo pesquisou as experiências infantis com as redes sociais online, tendo como plataformas de investigação o Orkut e o Facebook.

“Em 2009, meus alunos de seis anos, na classe alfabetização, perguntavam frequentemente se eu tinha Orkut e revelavam, com frequência, novidades sobre seus perfis. Enquanto isso, o grupo de pesquisa do qual faço parte desde 2005, Grupo de Pesquisa Infância e Cultura Contemporânea, coordenado pela professora Rita Ribes, na UERJ, voltava seu foco de estudos para a relação das crianças com as mídias digitais, oportunizando a sistematização teórica e metodológica das minhas questões nascidas na escola. Buscava entender porque as crianças estavam no Orkut, como acessavam e o que gostavam de fazer nas redes sociais online. Dois anos depois, as crianças migraram para o Facebook e, em pouco tempo, muitas tinham suas primeiras experiências com as redes sociais nele. Por isso, os dois sites foram as principais plataformas de análise”, conta.

Segundo Nélia, o grande desafio foi conseguir construir uma metodologia que não desprezasse a dimensão técnica do fenômeno que pretendia estudar e que conseguisse captar, de alguma forma, a fugacidade das relações online e, em última instância, a dinâmica da cultura contemporânea. “Foi assim que nasceu uma pesquisa online, em que eu conversei com crianças entre oito e onze anos através dos chats, além de observar constantemente todas as atualizações nos perfis infantis”, destaca.

Em entrevista à revistapontocom, Nélia conta detalhes do estudo e suas principais conclusões sobre a relação das crianças com as redes sociais online. “Desejo que a entrevista seja o começo de uma conversa com quem se interesse pelo tema e que traduza também num convite para a leitura da tese”, afirma.

Acompanhe a entrevista:

O que leva as crianças a participarem, cada vez mais, das redes sociais?

Nélia Mara – As redes sociais despontam na fase atual da cibercultura como uma potência que inaugura novas experiências nas formas de se relacionar, aprender, conviver, se expressar… Quando me interessei pelo tema, busquei selecionar os sites que as crianças mais acessavam, como forma de conhecer suas experiências e preferências na internet. Queria ir onde elas estivessem. E apesar de, em 2009, época em que surgiram os primeiros movimentos da pesquisa, eu ter conhecido alguns sites de rede social voltados especialmente para crianças, estes não eram sequer citados pelas crianças quando as indagava sobre o que faziam na internet. Talvez esse seja um bom exemplo para pensar que as crianças não vivem num mundo apartado dos adultos, mas estão inseridas na cultura e dela participam ativamente. As crianças querem estar onde todos estão.

Como podemos definir as crianças que participam das redes sociais?

N.M. – São crianças que inauguram experiências que situam a infância em um lugar social inédito na cultura. A pesquisa me permite afirmar que a presença e a participação das crianças nas redes sociais online possibilitam que as vozes das crianças habitem o ciberespaço numa relação de horizontalidade com as vozes dos adultos. Estão todos lá, convivendo, interagindo, comunicando. Isto quer dizer que a possibilidade de as crianças serem emissoras de conteúdo guarda uma potência que liberta a infância dos estatutos modernos calcados na ideia de menoridade e inferiorização em relação ao adulto. São crianças que burlam os protocolos dos sites – que é bom lembrar, ostentam uma proibição hipócrita, visto que atraem as crianças de forma velada –, criam e se apropriam cada vez mais de novas linguagens, novas formas de ser criança e de viver a infância. Para essas crianças, as redes sociais representam hoje, sobretudo, novas formas de interação e sociabilização. Elas jogam, brincam, conversam, assistem a vídeos, produzem vídeos, se informam, aprendem coisas novas, consomem. No entanto, é importante não perder de vista que a cibercultura, essa cultura em rede que vivemos hoje, nos afeta não só materialmente, mas, sobretudo, simbolicamente. Está em jogo a produção de novas linguagens, subjetividades, de novas formas de aprender, de se relacionar, novas relações com o tempo e com o espaço, o que é também vivido por quem não tem, necessariamente, um perfil no Facebook.

São grandes as diferenças de formação, oportunidade, experiência e conhecimento entre crianças que acessam e as que não acessam as redes?

N.M. – Pesquisas oficiais de cunho quantitativo sobre crianças e internet, como as realizadas pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC) em todo o território nacional, têm demonstrado o quanto a condição socioeconômica é fator que determina o acesso à internet, a frequência com que ocorre, bem como a posse de aparatos técnicos. Renda familiar, classe social e região do país – dada desigualdade no investimento das condições técnicas para a distribuição da conexão, se compararmos os dados da região norte com a sudeste, por exemplo – são elementos que interferem de maneira decisiva para a participação das crianças nas redes sociais. No caso específico da pesquisa que realizei, é importante dizer que não se adotou um recorte de classe, pois se buscou, inicialmente, dialogar com crianças que já possuíam perfis em sites de redes sociais e, num segundo momento, crianças que fizessem parte da minha rede de contatos. Dito isto, a pesquisa que realizei não se debruçou sobre um estudo comparativo entre as crianças que têm acesso e as que não têm. No entanto, se aceitamos a ideia de que a cibercultura nos afeta simbolicamente, a questão se complexifica e exige aprofundamento. Mas é inegável que a oportunidade de entrar em contato com o mundo através do seu próprio celular posiciona a criança no mundo de maneira diferente daquela que, sequer, tem o que comer. São, sem dúvida, experiências de infância distintas qualitativamente. Penso que autonomia e criatividade estão no centro da participação nas redes sociais online. Inclusive, as crianças precisam, muitas vezes, criar datas de nascimento fictícias para terem acesso a uma conta no site. Precisam criar um perfil com inúmeras informações sobre si. O próprio ato de apenas “curtir”, no Facebook, alguma postagem, já evidencia uma expressão. Solidariedade e ética são noções por demais subjetivas para serem definidas aqui como algo propiciado pelas redes sociais. As crianças que estão nas redes sociais estão em diálogo com o mundo – elas têm acesso à informação, são encorajadas a se mostrar, a emitir opiniões, a compartilhar o que gostam, a conversar. Mas a formação se dá a todo momento: para a leitura, para a escrita, para a relação com o outro, para a construção da própria identidade, para a construção das noções de privacidade, formação para o consumo… Por isso, ao mesmo tempo em que é indiscutível reconhecer a centralidade que ocupam hoje as redes sociais na vida de muitas crianças, é indispensável pensar em formas articuladas de oferecer uma mediação que possam amplificar e qualificar todas estas fontes de in(formação).

Quando falamos de mediação pensamos no papel dos adultos. As crianças estão sozinhas na rede?

N.M. – Não, elas não estão sozinhas, ainda que acessem a internet sem ninguém por perto fisicamente. Penso que o grande desafio, hoje, para pais, professores e pesquisadores é pensar em novas formas de mediação online. Dado o caráter diferenciado das tecnologias digitais, a mediação não pode ser pensada sobre as mesmas bases, já consolidadas, das mídias eletrônicas. A mobilidade, por exemplo, é uma realidade e uma tendência também entre as crianças, já que a miniaturização dos aparelhos produz também condições para um uso mais individualizado. Se, por um lado, a impossibilidade de acompanhar fisicamente os acessos das crianças à rede pode sugerir menos possibilidade de acompanhamento dos adultos ao que as crianças acessam, há que se compreender que, online, as crianças nunca estão sozinhas. Estar nas redes sociais pressupõe estar em diálogo com alguém, seja um amigo, um familiar, um estranho ou mesmo uma empresa. O “estar com” é a essência do “estar em rede”. Por isso, friso, nosso papel enquanto adultos é buscar o diálogo com as crianças também online, fazendo-se presente também nas redes sociais. Há responsáveis que, sim, marcam sua presença de diferentes formas nos perfis de seus filhos; outros não. Há uma diversidade nas formas como a permissão do acesso às redes sociais acontece nas casas das crianças: há pais que criam os perfis dos filhos, incentivando que coexistam em rede; também há filhos que criam contas para seus pais, em busca de “atualizá-los”. Há famílias, por exemplo, que impõem uma idade mínima para que a criança conquiste o direito de estar numa rede social online, entendendo que é preciso crescer para ganhar novas responsabilidades, mesmo que não seja uma idade inferior à recomendada por sites como o Facebook ou o Orkut. Há pais que usam seus perfis com os filhos, um uso compartilhado. Em outros casos, e aqui já me posiciono como forma de dizer que penso ser a postura mais interessante, cada indivíduo da família possui um perfil, mas os pais e demais adultos interagem online com a criança frequentemente, além de conversarem em casa sobre o assunto. É uma forma de estar junto em rede, de acompanhar o que a criança faz, com quem interage, o que comunica, mas permitindo que ela tenha seu espaço, que ela construa seu perfil com suas características, preferências, fotos que gosta, podendo expressar a singularidade da sua identidade na internet.

E quanto à escola?

N.M. – A escola, de maneira geral, ainda não consegue ocupar o espaço de quem pode e deve colocar esse assunto como questão curricular porque ainda se baseia na lógica da vigilância, da proibição ou mesmo da didatização das tecnologias sob um viés, algumas vezes, empobrecedor e distante dos usos que as crianças fazem fora das salas de aula. Há instituições que, inclusive, proíbem o uso de aparelhos em suas dependências, parecendo fechar-se a uma realidade que está posta. Em paralelo, crianças postam, em seus perfis, fotos na escola em tempo real, o que denuncia que, a despeito de normas meramente burocráticas, as crianças estão em rede, se conectam de seus dispositivos móveis e, na maioria das vezes, a escola não se oferece para o diálogo.

E ao contrário do que se pensa, as crianças têm conhecimento dos perigos da internet, não é isso?

N.M. – As crianças demonstram ter muita informação sobre os perigos a que, possivelmente, estamos todos expostos na internet e nas redes sociais. Essas informações e ressalvas chegam de variadas fontes: a família conversa e instrui, a televisão noticia casos variados sobre o assunto e, mais timidamente, mas progressivamente, a escola também vai se envolvendo neste debate, ainda que o uso desites de redes sociais seja comumente proibido em seus espaços. As crianças mostraram que elegem critérios para aceitar ou recusar pedidos de amizade e eu fui, inclusive, recusada por muitas quando busquei realizar a pesquisa com crianças indicadas por amigos, desconhecidas para mim. As recusas me obrigaram a redesenhar os critérios de escolha dos interlocutores e foram fundamentais no percurso da pesquisa. Ao longo do processo, também me dei conta, em diálogo com outras pesquisas a que fui tendo acesso, que as redes sociais são espaços de encontro entre pessoas que têm ou já tiveram algum tipo de relação face a face. Assim, sob esta lógica, as recomendações dos pais aos filhos sobre os perigos de dar atenção a pessoas estranhas é incorporada também para a vida online. É possível que esta constatação na minha tese, que nem sempre emerge em outros estudos, tenha a ver com a abordagem teórico-metodológica que adotei na pesquisa. A minha premissa foi de que as crianças estão de forma ativa e autônoma nos sites de redes sociais e me interessou ver o que fazem, como usam, por que usam e, em última instância, o que comunicam sobre suas experiências quando estão em rede, enquanto sujeitos criativos e produtores de cultura que são. Há outros estudos que, embora se detenham em temática similar, se fundamentam em concepções de infância que remetem aos pilares modernos de vulnerabilidade, inabilidade e menoridade, já elencando como premissa que há perigos, há uma proibição burocrática e, portanto, as crianças não deveriam estar lá. Penso que falamos, portanto, de lugares distintos; logo, nos posicionamos de formas diferentes em relação às crianças e às experiências de infância, conduzindo as pesquisas por caminhos que, nem sempre, se encontram. É preciso enfatizar aqui que reconhecer que as crianças entendem os perigos a que estamos expostos na internet não representa ignorar a importância do adulto no que diz respeito ao seu papel de proteção da criança. Friso que é fundamental que o adulto assuma o seu lugar de quem se oferece ao diálogo e aponta o caminho seguro. No entanto, me preocupa observar como essa relação se traveste, muitas vezes, em controle e vigilância por parte dos pais. Se é certo admitir que estamos todos, adultos e crianças, aprendendo a viver em rede, também é preciso compreender que a produção compartilhada de sentidos sobre o que nos desafia é um processo que se dá em diálogo.

A participação de crianças e adultos no ambiente online vem estabelecendo um novo tipo de relacionamento?

N.M. – Essa pergunta conduz ao debate pertinente em torno da questão geracional que marca os estudos sobre crianças e tecnologias digitais. Quando nos espantamos com a intimidade dos bebês com um tablet nas mãos, evidenciamos que a questão geracional está posta. Mas é importante não perder de vista que a relação com as mídias sempre esteve atravessada por essa tensão. O que parece complexificar a questão no contexto cibercultura é que a velocidade das transformações e a obsolescência como marca dessa era nos coloca, enquanto adultos, num lugar frágil de quem também se vê inseguro e rendido pelas constantes novidades, tão bem recebidas e incorporadas pelas crianças. Elas lidam com os aparatos de forma lúdica, criativa e desbravadora, enquanto o adulto, com um olhar mais cristalizado para a realidade, se relaciona de forma menos espontânea. Mas, se as redes sociais podem ser concebidas como lugares de encontro, podemos percebê-las na potência do encontro entre adultos e crianças, e não como algo que produz algum tipo de impacto negativo, ou que gera um abismo geracional.
 
Fonte - Observatório da Imprensa

quarta-feira, 26 de março de 2014

Justiça brasileira muda política de adoção de crianças

CNJ permitirá que crianças "mais velhas" e grupos de irmãos sejam adotados por estrangeiros. (Foto: Divulgação)
Uma resolução que deve ser aprovada nesta segunda-feira pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai permitir que casais estrangeiros ou brasileiros residentes no exterior sejam incluídos no Cadastro Nacional de Adoção (CNA). O objetivo é aumentar as adoções de crianças com mais idade e também de grupos de irmãos.
 
O texto foi preparado após mais de um ano e meio de discussões. A expectativa de conselheiros e especialistas na área é de que seja aprovada. Dados atualizados do cadastro nacional mostram que há mais de 30 mil pretendentes a adotar e 5,4 mil crianças aptas à adoção. Os números levariam a crer que todas as crianças seriam adotadas, mas a realidade é outra.
 
Cerca de 98% dos pretendentes à adoção no país querem crianças com menos de 7 anos de idade. Só que as crianças nessa faixa etária são menos de 10% das disponíveis para a adoção. A grande maioria dos que procuram um lar são crianças e adolescentes entre 9 e 16 anos. Outro dado indica que 75% dos jovens que esperam ser adotados têm irmãos também disponíveis para adoção. E a Justiça sempre busca que eles sejam adotados juntos para não perderem o vínculo familiar. Entre os pretendentes, 80% querem adotar uma única criança.
 
Para o conselheiro do CNJ Guilherme Calmon, que coordena o grupo de cooperação jurídica internacional do Conselho, a relação entre crianças disponíveis e pretendentes no cadastro "não se encaixa". Segundo ele, a inclusão de estrangeiros visa permitir que mais crianças tenham uma família. "As crianças mais velhas, grupos de irmãos, estão num perfil daqueles que não são procurados. E o perfil de criança que o estrangeiro quer adotar não é o mesmo do pretendente nacional", diz Calmon.
 
A lei brasileira já permite que estrangeiros adotem crianças brasileiras. Atualmente, essas adoções ocorrem diretamente nos tribunais estaduais, sem passar pelo cadastro nacional. "A adoção internacional é exceção da exceção. O ideal é que a criança fique na sua família natural, e a adoção já é uma exceção. Mas verificamos que o cadastro não serve para a adoção internacional. Então, precisamos atualizar para permitir que mais crianças sejam favorecidas. Temos inúmeros casos de crianças que não são adotadas, ficam mofando nos abrigos e chega uma idade que ninguém mais quer saber de adotar", destaca.
 
Especialistas preveem melhorias

A advogada Nádia de Araujo, especializada em Direito Internacional e que atua na área de adoção, concorda que os estrangeiros são mais abertos que os brasileiros. "Acho que vai dar transparência para a adoção internacional e facilitar a adoção de crianças cujo perfil os casais residentes no Brasil não querem", destaca Nádia. Presidente da Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção (Angaad), Suzana Schettini destaca que a partir de agora será possível saber onde os estrangeiros adotam as crianças. "Ficava sempre na obscuridade. Isso vai dar transparência e permitir o cruzamento de dados. Os estrangeiros são mais abertos a grupos de irmãos e até crianças com deficiência." O desembargador do Tribunal de Justiça de Pernambuco Luiz Carlos Figueiredo participou dos debates no CNJ e concorda que a medida será positiva. Ele destaca que, antes do cadastro nacional, não se tinha informação sobre se o estrangeiro era ou não favorecido ante brasileiros. Isso vai dar transparência, e as adoções internacionais podem voltar a subir.
 
Principais destinos são Itália e França

Para adotar uma criança, o estrangeiro atualmente se habilita em seu país por intermédio de uma entidade credenciada pela Autoridade Central Administrativa Federal (Acaf), ligada à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República do Brasil. Passa por uma preparação e envia a documentação para as Comissões Estaduais Judiciárias de Adoção, que tentam localizar as crianças. Depois que o juiz analisa o caso e permite a adoção, é iniciado o procedimento de emissão de passaporte para o adotado. O casal estrangeiro ou residente no exterior precisa ficar um mês com a criança no Brasil sob supervisão.
 
A Acaf acompanha a adoção por mais dois anos. Segundo o coordenador-geral da Acaf, George Lima, em 2013 cerca de 300 crianças foram adotadas no Brasil. Os principais destinos foram Itália e França. Lima diz que o governo espera que o CNJ aprove a inclusão dos estrangeiros no cadastro nacional. "A criança, quando vai para adoção, passa por um processo de destituição do poder familiar. Não queremos incentivar a adoção internacional, mas permitir que mais crianças tenham uma família."
 
* Correio do Povo

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Novas normas para tratar crianças com HIV

Uma nova proposta do Ministério da Saúde recomenda que o início do tratamento em recém-nascidos com o vírus HIV seja feito com o medicamento AZT por quatro semanas, nos casos em que a mãe soropositiva não fez o pré-natal.
Foto: Ilustração//Google 
A principal função do AZT é impedir a reprodução do vírus da aids ainda na fase inicial. Antes, a recomendação era de uso do AZT durante seis semanas.

O período do tratamento ficou mais curto, mas a proteção ficou maior. Isso porque outro medicamento vai ser usado em conjunto com o AZT, a Nevirapina, em três doses, aumentando a proteção. A Nevirapina impede que o vírus HIV se reproduza e ainda aumenta a produção das células de defesa do organismo.

Para as mães que fizeram o pré-natal, o tratamento no bebê continua com o AZT durante quatro semanas.

O coordenador de Assistência e Tratamento em DST/Aids do Ministério da Saúde, Marcelo Freitas, explica que as mudanças no tratamento vão aumentar a proteção a essas crianças. "Com isso, nós vamos aumentar muito o nível de proteção de crianças que foram expostas ao HIV durante a gestação e parto, principalmente daquelas cujas mães, elas não fizeram o uso de antirretroviral ao longo da gestação ou que chegaram com uma carga de vírus, a carga viral, elevada no momento do parto. Então, nesses casos, que são casos de maior risco, nós utilizamos, então, associamos o uso da Nevirapina para ampliar a faixa de proteção a essas crianças".

Outra proposta do Ministério da Saúde é iniciar o tratamento para combater o vírus da aids em crianças acima de cinco anos, com mais de 100 mil cópias do HIV no sangue.

Essa quantidade de HIV é alta e sugere que a doença esteja se desenvolvendo nas crianças. Também é recomendado o início do tratamento para todas as crianças com mais de cinco anos com contagem de células de defesa do corpo abaixo de 500.

Antes, o tratamento era para as crianças que tinham essa contagem abaixo de 350. Marcelo Freitas, destaca que a ideia é que gestores e profissionais sigam as recomendações da proposta do Ministério da Saúde. "Dessa vez nós colocamos essas recomendações no formato de um protocolo clínico. Significa que os gestores, os profissionais de saúde do SUS, eles devem seguir essas recomendações que estão colocadas dentro desse protocolo".

A nova proposta do Ministério da Saúde que recomenda o tratamento em recém-nascidos com o vírus HIV por quatro semanas fica em consulta pública até 9 de março.

O texto completo da proposta está disponível no endereço www.saude.gov.br/consultapublica.

A validação das proposições e elaboração do protocolo é coordenada pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.  
 
Fonte: Agência do Rádio, colaboração, Fábio Ruas.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Novo protocolo propõe reduzir tempo de tratamento para crianças com HIV

Curitiba foi exemplo neste combate em 2013, ano em que a cidade não teve novos registros de menores de 13 anos com o vírus. (Foto: Divulgação) O Ministério da Saúde colocou em consulta pública a proposta de um novo protocolo de tratamento de crianças e adolescentes com HIV. O documento pretende reduzir de seis para quatro semanas o tratamento com AZT (coquetel antiaids) para recém-nascidos de mulheres soropositivas que se trataram durante o gravidez.
  
As crianças cujas mães não foram acompanhadas durante a gravidez, além de tomar o AZT, deverão tomar três doses de Nevirapina. O protocolo também sugere que crianças de um a cinco anos, com carga viral de HIV superior a 100 mil, considerada alta, iniciem o tratamento. O protocolo ficará em consulta pública até 9 de março. A faixa etária considerada para o protocolo é de recém-nascidos até os 17 anos.
 
Para o infectologista presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Érico Arruda, a mudança é positiva, já que reduz o tempo de tratamento mantendo a eficácia, mas ele ressalta que grande parte das grávidas não tem acesso ao exame que detecta o vírus HIV no pré-natal, algo essencial para o tratamento precoce. Para o especialista, é possível reduzir a quase zero o número de crianças infectadas detectando o vírus da mãe no início da gestação.
 
“Testar todas as mulheres grávidas, ter um programa de pré natal que consiga atender toda a demanda de mulheres gravidas, é o que propõe uma série de medidas nacionais, mas falta a prática” avaliou Arruda.
 
Curitiba foi exemplo neste combate em 2013, ano em que a capital paranaense não teve novos registros de menores de 13 anos com o vírus. O coordenador do programa Mãe Curitibana, Wagner Dias, explicou que quando a gestante inicia o pré-natal em uma unidade básica de saúde de Curitiba, são feitos os testes para HIV e sífilis. O teste é feito duas vezes durante a gestação e ainda é feito um teste rápido no momento em que a gestante dá entrada na maternidade. Quando detectado o vírus, a gestante recebe acompanhamento de um infectologista e inicia o tratamento com retrovirais na 15ª semana de gravidez.
 
No ano passado, 96 gestantes soropositivas foram acompanhadas em Curitiba e nenhuma transmitiu o vírus para o bebê. A transmissão geralmente acontece durante a gestação, no parto ou na amamentação.
 
Arruda recomenda que mães soropositivas não amamentem seus filhos. Ele conta que para a mãe não passar o vírus para a criança é importante que comece a tomar os antirretrovirais preventivos entre o segundo e o terceiro trimestre de gestação.
 
Para estas mães, também é importante que o parto seja cesáreo e que a criança seja limpa imediatamente depois, para que possa ter o mínimo de contato possível com as secreções da mãe.
 
* Portal Brasil

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Xuxa demite, faz inventário e prepara mudança para os EUA

Xuxa Meneghel, 50, apresentadora e empresária, está fechando seu escritório pessoal e dispensando funcionários. Além disso, Xuxa está fazendo uma espécie de inventário de todo seu acervo - de figurinos a fotografias, de troféus a jóias, de imóveis a carros.

O motivo de tudo isso é que, sem programa, ela decidiu mudar para os Estados Unidos, onde deverá ficar ao menos até meados de 2015.

Segundo esta coluna apurou, houve muito choro nos últimos dias, já que Xuxa teve de dispensar pessoas que trabalharam com ela durante anos. Apesar do corte de pessoal, a Fundação Xuxa, que cuida de crianças carentes, ficará intacta.

Boa parte da equipe que trabalhava em seu programa na Globo também foi demitida pela emissora. Poucos tiveram a sorte de ser alocados para outras produções.

Uma equipe enxuta cuidará dos negócios de Xuxa no Brasil enquanto ela estiver fora. Atualmente, entre outras coisas, Xuxa lançou uma franquia de casas para festas de criança; ela também tem negócios no ramo de CDs, DVDs, além de uma infinidade de produtos licenciados com sua marca.

Sobre o inventário, a eterna rainha dos baixinhos pode estar de olho no futuro - quem sabe num eventual museu Xuxa; além disso também pretende desocupar muito espaço (e, obviamente, gastos em manutenção).

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Lar das Meninas: aberta licitação para reformas

Abertura das propostas será no dia 6 de março

Lar das Meninas: aberta licitação para reformasA prefeitura de Bento Gonçalves abriu na última semana licitação para reforma e adaptação dos três pavimentos do Lar das Meninas.

Em julho de 2013, a prefeitura assinou termo de comodato com a Associação Beneficente Lar das Meninas. O prédio está emprestado gratuitamente para o município, mediante o compromisso de atender à demanda socioassistencial. A ideia é oferecer, no local, cursos profissionalizantes para adolescentes e trabalho de Justiça Restaurativa, voltado para a solução de conflitos. Além disso, devem ser transferidos para o prédio as atividades da Casa de Acolhimento Azaleia (antigo Albergue Municipal), atendendo crianças e adolescentes.

As obras incluem adequação de sanitários coletivos para privativos, divisão das salas, troca do piso e instalação de redes de proteção nas janelas, além de adequação na parte elétrica. Após o início, a previsão de conclusão dos trabalhos é de 90 dias. A concorrência é na modalidade menor preço. A abertura das propostas ocorre no dia 6 de março. O edital 005/2014 pode ser acessado no site da prefeitura.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

As férias proporcionam outras experiências de vida

As férias escolares constituem uma pausa no ritmo acelerado de aquisição de informação e conhecimentos. É familiar a todos os jovens alunos ter que simultaneamente estudar para os testes, fazer os TPC’s e trabalhos de grupo, entre todas as restantes responsabilidades.
As crianças não têm tempo para viver a infância e brincar, sofrendo pressões para as quais ainda não estão preparadas e que podem desencadear stress. Cada vez há menos espaço para a leitura, para o sonho, para a música, para a dança, para o teatro, para a arte e para simplesmente brincar e fantasiar.
As pausas letivas são um período de descanso e de lazer, mas também de novas experiências, sendo importante que as crianças realizem atividades que lhes permitam desenvolver as suas competências sociais, artísticas e desportivas, que estimulem a sua criatividade, que aumentem a sua autoestima e autonomia. “O brincar” ajuda a desenvolver a noção espacial e corporal, a capacidade de solucionar problemas, a imaginação, entre tantas outras competências essenciais para um desenvolvimento cognitivo saudável.
Existem inúmeras atividades que estimulam as crianças, as com movimento, por exemplo, ajudam à oxigenação do cérebro provocando bem estar físico e psicológico para, além disso, quando o jovem pratica atividades com movimento faz representações mentais, sendo estas fundamentais para a organização do raciocínio e construção do conhecimento.
É compensador apostar em atividades desportivas e culturais, divertidas e ao mesmo tempo pedagógicas no período das férias escolares, oferecendo outras vivências para além da rotina diária, estímulos para que a criança possa conhecer mais lhe proporcionando desafios cognitivos e novas “oportunidades de vida”.

É importante que a criança tenha a liberdade de explorar, de conhecer, de experimentar novos desafios, de partir à aventura com novos amigos e até eventualmente descobrir a sua vocação.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Uso de fogos de artifícios requer cuidados para evitar acidentes, alerta Bombeiros

Com a proximidade da virada de ano, a compra de fogos de artifício, dos mais diversos tipos, é muito comum para as comemorações do reveillon, mas o uso dos artefatos requer cuidados. O tenente-coronel dos bombeiros do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, Wiliam Bonfim, aconselha que as pessoas só comprem produtos licenciados pelo Ministério do Exército e em lojas credenciadas.
 
Segundo Bonfim, devido ao aumento da prevenção, o número de acidentes com fogos de artifício no Distrito Federal tem diminuído. Ele alerta que o uso dos produtos sempre é arriscado e nunca deve ser associado ao consumo de bebidas alcoólicas. "Bebida e fogos é o mesmo que bebida e direção. Não combinam. A pessoa diminui os reflexos, se sente poderosa, quer se mostrar para os amigos e isso pode acabar em acidente", alertou o tenente-coronel.
 
Bonfim ressalta que os responsáveis nunca devem deixar crianças brincarem com fogos de artifício sozinhas, mesmo estalinhos e chuva de ouro, e devem sempre seguir as instruções trazidas nas embalagens. O pirotécnico Roberto Batata também alerta que o consumidor observe se tem rede elétrica no local onde vai soltar os fogos.
 
"As pessoas têm sempre que obedecer as regras da caixa, soltar longe de crianças, observar a área e tomar bastante cuidado depois da queima para não deixar resíduos no chão e mergulhar o material usado em água para evitar a reutilização", alertou. Ele explica que mesmo o estalinho, muito usado por crianças, oferece risco à saúde.
 
De acordo com o Ministério da Saúde, entre 2001 e 2010, mais de 100 pessoas, em todo o país, morreram vítimas de queimaduras por fogos de artifício e quase 6 mil foram internados com ferimentos graves por esse motivo. A pasta orienta que, em caso de acidente com fogos de artifício, o ferimento deve ser lavado com água corrente. Não se deve tocar na área afetada e nem colocar substâncias sobre a lesão, como manteiga, creme dental, clara de ovo ou pomadas.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Cuidados com fogos de artifícios nas festas de fim de ano

Ilustração (Foto: Eduardo De Bastiani/Divulgação)Com a chegada do fim do ano, nas festividades de Natal e véspera de ano novo, a incidência de acidentes envolvendo fogos de artifícios é crescente. O que era pra ser festa e comemoração pode se tornar casos de tragédias.
 
O comandante interino do Copo de Bombeiros de Flores da Cunha, sargento Pelizzaro, alerta para o uso inadequado dos artefatos. Para se manter em segurança, o sargento lembra de cuidados básicos e adverte: o uso inadequado dos produtos explosivos aumentam as chances não apenas de queimaduras, mas de ocorrências de mutilação dos dedos, mãos e rosto.
 
- É sempre importante cuidar a localização onde os artefatos serão acionados, neste caso onde não tenham aglomeração de pessoas e presença de rede elétrica. A direção a qual o equipamento será submetido também requer toda precaução, bem como os cuidados próprios com o acendimento – reforça.
 
Em caso de acidentes, o socorro médico deve ser solicitado através do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), no telefone 192. Orientações podem ser obtidas pelo 193, número do Corpo de Bombeiros.
 
Confira algumas dicas para soltar fogos de artifício com segurança:

- Não compre fogos de artifícios clandestinos, na maioria das vezes não são testados. Esses fogos são vendidos de forma avulsa e não trazem as orientações do fabricante na embalagem.
- Sigas as dicas do fabricante e peça orientações de como proceder no momento da compra do artefato.
- Compre artefatos que venham com a base para encaixar no suporte dos fogos de artifício, para que seja possível colocar no chão. Dessa forma, não é preciso segurá-los com as mãos.
- Nunca deixe crianças soltar fogos.
- A distância para explodir os fogos com segurança é de 30 a 50 metros de pessoas, edificações e carros.
- Se os fogos não estourarem, não tente reaproveitá-los. Molhe-os para apagar o pavil e evitar acidentes e leve na loja em que comprou para trocá-los.
- Se for guardar fogos de artifício em casa, deixe-os em um local seco e longe de fogões, isqueiros e do acesso a fumantes. 

sábado, 14 de dezembro de 2013

Natal e chegada do Papai Noel reúne mais de três mil pessoas em Bento

Aconteceu durante este sábado a Festa de Natal da Rádio Difusora em Bento Gonçalves, em parceria com o gabinete da Primeira Dama e Prefeitura Municipal. O evento foi realizado nas dependências do estádio Getúlio Vargas, antiga Montanha dos Vinhedos, e reuniu mais de três mil pessoas. Destaque para a chegada do Papai Noel de helicóptero, alegrando e contagiando os presentes. 
 
Durante o evento foram distribuídos lanches, refrigerante, água, bolas, além de recreação e diversão. Ocorreu também a apresentação da Banda Marcial de Bento Gonçalves, levando músicas e cantos natalinos para o público, sob o comando do maestro Jéferson Trivilin.
 
O diretor da Rádio Difusora, Volnei Pértile, salientou a importância da colaboração da comunidade em geral e comemorou os resultados. “Não tem presente maior do que ver estas crianças felizes”, disse.
 
A Primeira Dama do Município, Cynthia Gomes Costa Pasin, afirmou que “todo mundo trabalhou o máximo para ver as crianças felizes. A gente tinha uma expectativa muito positiva e acho que foi superada”, comentou.
 
O prefeito Guilherme Pasin (PP), o vice Mário Gabardo, secretário Municipais e vereadores, bem como parceiros e colaboradores da Rádio Difusora compareceram na Festa.
 
A Difusora e Prefeitura de Bento Gonçalves teve ainda a parceria da Luancer Comércio de Alimentos Ltda, 6° BCOM, Corsan, Bento Vôlei, Farrapos Rugby, Instituição Pequeno Grande Campeão, Brigada Militar, Câmara de Vereadores, Clínica de Olhos Sérgio Gracia, o empresário Evandro Speranza, Rodotécnica, Jato Corretora de Seguros, Comercial de Canos Marcon, Marmoraria Universitária, Farmácia Flor Essência, Essência de Fiori e Mercado Dell Miro.
 
  Fonte: Felipe Machado
Fotos: Tomaz Graciliano e Antônio Sérgio de Oliveira - Central de Jornalismo da Difusora

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Sorriso do Bem: dentista representa Bento

Sorriso do Bem: dentista representa BentoA dentista Angela Rigo foi a representante de Bento Gonçalves na premiação Sorriso do Bem, promovida pela Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) Turma do Bem - TdB. Angela é voluntária e coordenadora regional da organização, e participou do evento pela segunda vez. 
Fundada em 2002, a TdB tem como missão mudar a percepção da sociedade sobre a questão da saúde bucal e da classe odontológica com relação ao impacto socioambiental de sua atividade.
O principal projeto da TdB é o Dentista do Bem, que conta com o trabalho voluntário de cirurgiões-dentistas que atendem a crianças e adolescentes de baixa renda, proporcionando-lhes tratamento odontológico gratuito até completarem 18 anos.
Os pacientes são selecionados por grau de necessidade, através de uma triagem feita em escolas da rede pública ou organizações sociais, entre crianças e jovens de 11 a 17 anos. A seleção é feita através da aplicação de um índice de prioridade, que beneficia as crianças com problemas bucais mais graves, mais pobres e mais velhas (mais próximas do primeiro emprego).                
O tratamento, feito no consultório do próprio dentista voluntário, é de caráter curativo, preventivo e educativo. Atualmente, o projeto Dentista do Bem possui cerca de 15 mil dentistas voluntários, sendo a maior rede de voluntariado especializado do mundo. Está presente em mais de 1.300 municípios do Brasil, 10 países da América Latina e Portugal. Mais de 410 mil crianças e adolescentes já foram triados pelo projeto e mais de 41 mil foram encaminhados para o dentista.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Cooperação entre entidades de Bento busca conscientizar sobre consumo de álcool por menores de idade

Dando continuidade aos debates sobre o uso de bebidas alcoólicas em festas de formaturas e outros eventos de escolas, foi apresentado nesta terça-feira, dia 12, pelo promotor da Infância e Juventude de Bento, Élcio Resmini Menezes, o Termo de Cooperação Conjunta que deverá ser celebrado por instituições de ensino, secretarias municipais, Justiça e polícia, para buscar a conscientização sobre o uso de bebidas por menores de idade no município.
 
O promotor destaca a importância do documento, que deverá ser assinado no dia 3 de dezembro. O documento é o resultado do trabalho em conjunto entre o Ministério Público, o Conselho Municipal Antidrogas (Comad), Conselho Municipal de Saúde, Conselho Tutelar, Escolas, 16ª CRE, Brigada Militar, Procon, entre outros.
 
O objetivo do documento é que as escolas e as entidades aumentem a fiscalização para evitar o consumo de bebidas alcoólicas e mostrar a união dos esforços para a conscientização da comunidade.
 
A presidente do conselho tutelar, Solange Balestreli, acredita que a medida serve como uma prevenção para casos de abusos de bebidas por menores.
 
A presidente do Comad e do conselho Municipal da Saúde, Adriana Lazzarotto, afirma que um dos principais objetivos do documento é mudar a cultura da comunidade na questão do consumo de álcool.
 
O capitão Evandro José Flores, comandante da 1ª Companhia do 3° Bpat da Brigada Militar, afirma que o documento dará um respaldo maior para a corporação atuar em caso de denúncias e de abusos.
 
Durante os próximos dias, as entidades e escolas municipais e estaduais de bento poderão apresentar sugestões para o documento. A assinatura será em solenidade marcada para as 17h30min do dia 3 de dezembro, no auditório da promotoria de Bento.
 
 
Fonte e foto: Rádio Difusora - Tomaz Graciliano

sábado, 12 de outubro de 2013

Cuidados ao escolher o presente das crianças

Pediatras recomendam atenção às informações da embalagem para garantir a segurança dos pequenos


Cuidados ao escolher o presente das crianças
Brinquedos são os presentes ideais para a criançada, especialmente no dia dedicado a elas: divertem, educam, aprimoram o desenvolvimento intelectual e físico e melhoram até a relação afetiva com os pais. Mas eles podem oferecer riscos à saúde dos pequenos. Apesar de o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) fornecer um selo garantindo que o produto é seguro, há muitos brinquedos vendidos em lojas que não são certificados ou são inadequados à faixa etária da criança. Para acertar na escolha, fique atento aos cuidados que pediatras recomendam. 


Ruídos excessivos


Brinquedos que emitem sons muito altos podem causar danos à audição da criança. “Às vezes, os pais estão em uma loja com muito barulho e não conseguem perceber que o som do brinquedo é muito alto”, diz o pediatra Marcelo Otsuka. O cuidado vale tanto para carrinhos e celulares de brinquedo quanto para jogos de videogame. Esse último exemplo, aliás, pede uma atenção ainda maior na escolha: “além de regular o som da televisão, é preciso evitar games de luta e morte, que podem induzir a criança a ter um comportamento mais agressivo”, alerta o médico. 


É brinquedo ou comida?


Objetos com formas e cheiros que imitam alimentos podem fazer com que crianças tentem engoli-los, principalmente as menores de três anos. “Verifique se há peças pequenas, que são mais fáceis de serem ingeridas”, alerta a pediatra Alessandra Cavalcante. Mesmo brinquedos maiores, como bonecas grandes com cheiro de fruta, precisam de atenção. “Eles podem transmitir doenças, já que a criança irá levar o objeto à boca várias vezes, confundindo com comida”, explica Marcelo.  


Objetos que cortam


Partes cortantes ou pontiagudas não devem compor os brinquedos. Crianças que estão aprendendo a andar, por exemplo, podem tropeçar e cair em cima delas. 


Substâncias tóxicas


Guie-se pelas instruções da embalagem para saber qual a composição. “O exemplo mais comum que temos é a massinha de modelar. Confirme se há indicação no rótulo de que ela não é tóxica”, orienta Marcelo. Tinta com chumbo também é outra substância altamente tóxica. “É um metal pesado que pode levar a sérios problemas dermatológicos e outras complicações de saúde”, explica o médico. 


Fabricante


Verifique se a embalagem do brinquedo possui informações do fabricante (nome, endereço e telefone ou outra forma de contato). Isso representa uma maior garantia de que o brinquedo não tem origem duvidosa e é fabricado dentro de padrões adequados de segurança. 


Brinquedos elétricos


Cuidado com brinquedos que precisam ser ligados na tomada, principalmente se as da sua casa não forem adaptadas ao modelo mais seguro. Crianças pequenas podem tentar mexer sozinhas no fio e na tomada. “Dependendo da intensidade do choque, pode ocorrer até parada cardíaca e óbito”, alerta o pediatra Marcelo. 


Mercado informal


O Inmetro não recomenda comprar brinquedos no comércio informal, como camelôs. Esses produtos, geralmente mais baratos, costumam ser irregulares e falsificados e podem até conter substâncias tóxicas na composição. Também é importante exigir sempre a nota fiscal do estabelecimento para que haja responsabilidade social em caso de acidente ou defeito no produto.


Prazo de validade


Muitos brinquedos apresentam data de validade e, quando vencidos, podem exalar mau cheiro e soltar fragmentos da pintura que podem ser ingeridos, além de outros sinais de decomposição que prejudicam a saúde da criança. 


Por Letícia Gonçalves
Fonte: portal Minha Vida

sábado, 21 de setembro de 2013

Quatro mil crianças sírias fogem sem os pais

Mais de 4 mil crianças sírias cruzaram as fronteiras para países vizinhos sem a companhia dos pais ou parentes adultos, de acordo com um relatório divulgado nessa sexta-feira pela Unicef, agência da ONU para a infância.
 
Marixie Mercado, porta-voz da agência, disse em Genebra que muitas das crianças “estavam trabalhando para providenciar uma renda a suas famílias, e estavam desesperadas para voltar para a escola”. Segundo a Unicef, ao fugir sozinhas, as crianças ficam vulneráveis ao abuso e exploração.
 
Foram registradas 4.150 crianças sírias deixando o país sem a companhia de um responsável. Destas, 1.698 estão no Líbano – muitas delas são levadas para trabalhar em campos agrícolas na região do vale Beka’a. A Jordânia é o novo lar para cerca de 1.170 crianças, incluindo algumas de até nove anos. No Iraque, estima-se que 300 crianças chegaram pelo norte do país.
 
Mercado afirmou que “todas as crianças testemunharam ou foram vítimas de terríveis níveis de violência”, acrescentando que algumas deixaram a Síria por conta dos conflitos, enquanto outras saíram para procurar familiares que já haviam fugido. Algumas crianças, no entanto, são enviadas para fora do território sírio para que não sejam recrutadas por forças envolvidas na crise.
 
De acordo com a Unicef, há atualmente 3,1 milhões de crianças vivendo em péssimas condições na Síria, por conta da pobreza, falta de lugar para morar ou por estarem em zonas de conflito.
 
Além disso, segundo um relatório atualizado nessa sexta-feira, há 1.069.849 crianças sírias vivendo como refugiadas no Líbano, Jordânia, Iraque, Turquia, Egito e alguns países do norte da África.
 
Com informações do site Terra

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Depressão Infantil cresce no Brasil

Estudos psicológicos mostram que as agressões verbais são tão prejudiciais quanto às físicas e que crianças submetidas a insultos têm mais chance de desenvolver depressão.

A Bruna veio outro dia me dizer que aprendeu na escola que existe uma lei contra pai bater em filho. Dei corda no assunto, porque queria entender onde e como o papo tinha surgido. Descobri que tinha sido um garoto da sala a levantar a conversa na hora do recreio e que, professora atenta, aproveitou a oportunidade para discutir com as crianças a realidade do país. Sabe uma discussão que seria oportuna também? A da violência psicológica contra as crianças. Não acho que a conversa possa ser levada pra sala de aula, calma. Mas entre professores, pais, educadores, enfim. Os especialistas em psicologia sabem bem que as agressões verbais são igualmente desaconselháveis às físicas. Quer dizer, devia existir a Lei do Insulto, assim como a da Palmada...

Não vou me melindrar e criar a expectativa que uma professora nunca extrapole vez ou outra na bagunça da sala de aula. Do mesmo modo, não vou dizer que sempre consigo ser a mãe equilibrada, ponderada, e que não dou meus chiliques de vez quando. Mas há uma diferença essencial entre administrar conflitos e extrapolar autoridade. Quando os filhos exageram na bagunça, na malcriação e na falta de limite é preciso educá-los. Seja em casa ou na escola. Espera-se que pais e professores possam, enfim, conter as crianças com equilíbrio, mas sempre lembrando que uma bronca exagerada ou um desabafo fora de hora podem causar um estrago inestimável na criança.


Frases pesadas que a gente ouve na televisão, na casa do vizinho, na fila do supermercado, que envolvem humilhação, sarcasmo, acusação, como “não acredito que pus no mundo um filho assim”, “mas que ideia brilhante esta!”, “você faz da minha vida um inferno” são insultos. Insulto deseduca. E não é só isso. Insultar uma criança de modo recorrente provoca um trauma que traz como consequência tristeza, alterações de humor, sofrimento moral e rejeição – um cenário que se espalha como epidemia silenciosa entre as crianças, independente da condição social, econômica e cultural, e que tem um nome terrível: depressão. Nos últimos 10 anos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, aumentou em 8% o diagnóstico de depressão em crianças entre 6 e 10 anos.  E a perversidade e o despreparo de um adulto para lidar com o conflito é que estão por trás disso!


O conflito na educação dos nossos filhos é um processo que envolve limite e autocrítica dos dois lados. Se o professor se exalta, se os pais gritam, é preciso parar nesse ponto, reconhecer o erro e definir o que mudar dali pra frente pra aquilo não ocorrer novamente. Quando essa situação não é diagnosticada e nem remediada, vira a bola de neve que ninguém mais sabe dizer onde começou, nem como parar... mas que todo mundo sabe onde e como vai terminar: destruindo a confiança e a autoestima de uma criança.

*foto Fonte das Crianças Tristes (Kansas/EUA): Johan Doe / Creative Commons

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

28ª Feira do Livro inicia nesta quarta-feira

Abertura oficial está marcada para as 17h

Fotos: Arquivo SERRANOSSA/Foto ilustrativa
28ª Feira do Livro inicia nesta quarta-feira
Será aberta nesta quarta-feira, dia 11, às 17h, a 28ª edição da Feira do Livro de Bento Gonçalves. Barracas de 17 livreiros estão instaladas na Via Del Vino, que também será palco de diversas atividades culturais até o próximo dia 22. Ao longo de 12 dias, 16 livros serão lançados e 35 escritores participarão do evento. O bento-gonçalvense Remy Valduga é o patrono e Armindo Trevisan o escritor homenageado.
Programação desta quarta-feira: 
16h30 - Apresentação artística da Banda Furiosa, na Via Del Vino    
17h - Abertura oficial da 28ª Feira do Livro de Bento Gonçalves, homenagem ao patrono Remy Valduga e ao escritor homenageado Armindo Trevisan. Abertura da exposição "Mural Permanente dos Escritores de Bento Gonçalves", no Salão Nobre da Prefeitura Municipal
20h - Palestra "Como tornar a poesia acessível ao grande público. O prazer da leitura poética", ministrada pelo escritor homenageado Armindo Trevisan, no teatro do Sesc  

Veja aqui a programação completa.

sábado, 7 de setembro de 2013

Desfile cívico-militar reúne 8 mil espectadores

Marcha pelo Sete de Setembro na Osvaldo Aranha durou pouco mais de duas horas e meia


Desfile cívico-militar reúne 8 mil espectadores

O tempo colaborou e, de acordo com estimativa da Brigada Militar (BM), pelo menos 8 mil pessoas assistiram a marcha de 29 instituições pela avenida Osvaldo Aranha, em homenagem ao Dia da Independência, na manhã deste sábado. O desfile foi aberto pela Brigada Militar, às 9h – com o 3º Batalhão de Policiamento de Áreas Turísticas (3º BPAT), a Polícia Rodoviária e os Bombeiros –, seguida dos escoteiros. Na sequência, vieram 26 escolas e, por fim, o fechamento com o 6º Batalhão de Comunicações (6º BCOM), após pouco mais de duas horas e meia.

Graças à retomada do caráter cívico-militar da parada, as entidades que ficaram de fora desta edição, segundo a secretaria municipal de Educação (Smed), organizadora do evento, ganharão espaço para divulgação dos trabalhos na Semana de Bento, em outubro. Na tarde deste sábado, a partir das 16h, ocorre a cerimônia de encerramento da Semana da Pátria, na Via Del Vino.

Jornal SerraNossa - Reportagem: Jorge Bronzato Jr