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sábado, 21 de setembro de 2013

Quatro mil crianças sírias fogem sem os pais

Mais de 4 mil crianças sírias cruzaram as fronteiras para países vizinhos sem a companhia dos pais ou parentes adultos, de acordo com um relatório divulgado nessa sexta-feira pela Unicef, agência da ONU para a infância.
 
Marixie Mercado, porta-voz da agência, disse em Genebra que muitas das crianças “estavam trabalhando para providenciar uma renda a suas famílias, e estavam desesperadas para voltar para a escola”. Segundo a Unicef, ao fugir sozinhas, as crianças ficam vulneráveis ao abuso e exploração.
 
Foram registradas 4.150 crianças sírias deixando o país sem a companhia de um responsável. Destas, 1.698 estão no Líbano – muitas delas são levadas para trabalhar em campos agrícolas na região do vale Beka’a. A Jordânia é o novo lar para cerca de 1.170 crianças, incluindo algumas de até nove anos. No Iraque, estima-se que 300 crianças chegaram pelo norte do país.
 
Mercado afirmou que “todas as crianças testemunharam ou foram vítimas de terríveis níveis de violência”, acrescentando que algumas deixaram a Síria por conta dos conflitos, enquanto outras saíram para procurar familiares que já haviam fugido. Algumas crianças, no entanto, são enviadas para fora do território sírio para que não sejam recrutadas por forças envolvidas na crise.
 
De acordo com a Unicef, há atualmente 3,1 milhões de crianças vivendo em péssimas condições na Síria, por conta da pobreza, falta de lugar para morar ou por estarem em zonas de conflito.
 
Além disso, segundo um relatório atualizado nessa sexta-feira, há 1.069.849 crianças sírias vivendo como refugiadas no Líbano, Jordânia, Iraque, Turquia, Egito e alguns países do norte da África.
 
Com informações do site Terra

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Mortalidade infantil cai 77% em 22 anos

  A mortalidade infantil no Brasil caiu 77% entre 1990 e 2012, de acordo com o Relatório de Progresso 2013 sobre o Compromisso com a Sobrevivência Infantil: Uma Promessa Renovada, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Segundo o estudo, em 1990, a taxa de mortalidade infantil no Brasil era 62 para cada mil nascidos vivos. Em 2012, o número caiu para 14.
 
Tal número coloca o País em 120º lugar no ranking entre mais de 190 países. A lista é decrescente e quanto mais à frente, maior o índice de mortalidade infantil.
 
A taxa calcula a probabilidade de morte entre o nascimento e os 5 anos de idade a cada mil nascimentos. Ela compõe a expectativa de vida ao nascer, que faz parte do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e é um dos indicativos mais usados para mensurar o desenvolvimento dos países e nortear a elaboração de políticas púbicas.
 
O Brasil teve melhora em todos os índices apurados. No ranking do Unicef, o País está atrás de outros desenvolvidos como Finlândia, Japão, Cingapura, Noruega e Islândia – primeira colocada no ranking. Os cinco países com os piores índices de mortalidade infantil estão no continente: Serra Leoa, Angola, Chade, Somália e Congo.
 
* Com informações, Agência Brasil