Mostrando postagens com marcador ONU. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ONU. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 2 de abril de 2019

Dia Mundial da Conscientização do Autismo

O Dia Mundial da Conscientização do Autismo, ou simplesmente Dia Mundial do Autismo, é comemorado em 2 de Abril.

A data visa ajudar a conscientizar a população mundial sobre o Autismo, um transtorno no desenvolvimento do cérebro que afeta cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo.

Origem do Dia Mundial do Autismo

O Dia Mundial de Conscientização do Autismo foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 18 de Dezembro de 2007, com o intuito de alertar as sociedades e governantes sobre esta doença, ajudando a derrubar preconceitos e esclarecer a todos.

Dia Mundial da Conscientização do Autismo

Dia do Autismo no Brasil

No Brasil, o Dia Mundial do Autismo é celebrado com palestras e eventos públicos que acontecem por várias cidades brasileiras. O objetivo é o mesmo em todo o lugar, ajudar a conscientizar e informar as pessoas sobre o que é o Autismo e como lidar com a doença.

Nesta data, vários pontos turísticos do país são iluminados de azul, cor que simboliza o Autismo.

O que é o Autismo?

O Autismo pertence a um grupo de doenças do desenvolvimento cerebral, conhecido por "Transtornos de Espectro Autista" - TEA.

Os sintomas do autismo são: fobias, agressividade, dificuldades de aprendizagem, dificuldades de relacionamento, por exemplo. No entanto, vale ressaltar que o autismo é único para cada pessoa. Existem vários níveis diferentes de autismo, até mesmo pessoas que apresentam o transtorno, mas sem nenhum tipo de atraso mental.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Relatório da ONU sobre abusos é 'distorcido e injusto', diz Vaticano

Texto critica duramente modo como a Santa Sé trata os casos de pedofilia.
Arcebispo acusou ONGs pró-casamento gay de influenciar teor do relatório.

O Vaticano afirmou nesta quarta-feira (5) que o relatório de um órgão da ONU sobre abusos sexuais de criança por clérigos é "distorcido, injusto e ideologicamente orientado".

As declarações foram feitas pelo arcebispo Silvano Tomasi, representante do Vaticano na ONU, reagindo a críticas sobre o duro relatório do Comitê de Direitos da Infância divulgado mais cedo, que critica duramente o modo como a Igreja Católica reagiu após o escândalo da pedofilia no clero.

O arcebispo disse que a ONU não pode, como supostamente faz no relatório, pedir à Igreja Católica que mude seus ensinamentos morais "inegociáveis" a respeito de homossexualidade, aborto e contracepção.
Tomasi também acusou organizações não-governamentais pró-casamento gay de "provavelmente influenciar" o comitê, com sede em Genebra,  a reforçar a "linha ideológica" do relatório.

Ele disse que o relatório "não levou em consideração" as explicações da Santa Sé sobre a questão, dadas em uma audiência pública em janeiro, e que pareceu que estava "preparado com antecipação".
Falando à Rádio Vaticana, Tomasi disse que as críticas causaram "surpresa" no Vaticano.

"A primeira reação é de surpresa, porque o aspecto negativo do documento que fizeram faz parecer que ele já estivesse preparado antes do encontro entre o comitê e a delegação da Santa Sé", disse.

Para Tomasi, o Vaticano ofereceu em janeiro respostas "detalhadas e precisas" sobre o modo como trata os abusos, e essas respostas não apareceram no relatório.

'Transparência'

Mais cedo, o porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi, disse que o Vaticano enfrenta os casos de pedofilia com uma "exigência de transparência", e prova disso é que, nos próximos dias ou semanas, irá explicar o funcionamento da comissão criada para prevenir abusos sexuais contra crianças pelo clero.

A declaração foi feita na Conferência Episcopal Espanhola, quando o porta-voz do Vaticano foi questionado sobre o relatório.

O Vaticano reafirmou seu compromisso em "defender e proteger os direitos das crianças"  e disse que o relatório da ONU vai ser estudado e examinado "com atenção".

Emissora britânica denuncia prostituição de jovens no Brasil antes da Copa

Intrigada com o fato de que organizadores da Copa do Mundo tenham alertado turistas sobre a existência de prostituição infantil no Brasil, uma emissora britânica veio ao País conferir se - e como - adolescentes eram exploradas no mercado do sexo. Vagando pelas ruas do Recife, a rede de televisão descobriu jovens entre 12 e 17 anos cheirando cola, muitas delas envolvidas com prostituição. A reportagem foi informada de que, por R$ 10 ou R$ 20, uma menina aceitaria ir para a casa com o estrangeiro ou ser levada para um motel. Recife é uma das cidades que vai receber os jogos da Copa, como destacou a emissora. As informações são da Sky News.

"Elas vendem seus corpos", informou um homem que se identificou como "dono da rua" por onde passou a reportagem. "Elas vão para boates e outros lugares onde sabem que onde sabem que ocorre prostituição, mas também há aqueles que vêm aqui e as levam, pagam por sexo", garantiu. Meninas ouvidas pela emissora relataram que nem sempre se sentem seguras, e às vezes "coisas ruins" acontecem nas ruas. Aos 17 anos, a irmã de uma garota de 12 anos diz que a prática é comum na família: ela se prostitui desde os 13, e disse que chegou a vender o corpo por até R$ 3.

O Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil estima que meio milhão de crianças e adolescentes são vítimas da prostituição no Brasil, e teme que muitos sejam levados para áreas que receberão turistas durante a Copa do Mundo. Uma campanha promovida em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU) alerta que pessoas viajando ao País durante a Copa do Mundo podem ser presas caso explorem jovens com menos de 18 anos. Nos voos de uma companhia aérea britânica, um vídeo com participação de jogadores como David Luiz, Ramires e Frank Lampard também alerta sobre o crime.

Copa no Brasil deixará ônus, e não legado, diz relatora da ONU

Para a urbanista Raquel Rolnik, o legado urbanístico que a Copa do Mundo vai deixar para o País não será significativo

Relatora especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU para o Direito à Moradia Adequada acredita que Copa não deixará legado significativo Foto: Marc Ferré/UN Photo  / Divulgação
Relatora especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU para o Direito à Moradia Adequada acredita que Copa não deixará legado significativo 
Tidos pelo poder público como uma vitrine para o País e uma oportunidade de investimentos, os grandes eventos que serão realizados no Brasil acabaram servindo de estopim para uma série de reivindicações, que eclodiram nas agora conhecidas como jornadas de junho. Essas reivindicações seguem se desdobrando, causando dor de cabeça aos governantes e perplexidade aos estudiosos. No centro da questão, por sediar a final da Copa do Mundo e as Olimpíadas e fazer parte do imaginário estrangeiro do Brasil, a cidade do Rio de Janeiro e os seus 6 milhões de habitantes servem de laboratório, e se veem entre as promessas de uma cidade melhor e a realidade caótica de má qualidade dos serviços públicos e obras aquém do anunciado.

Para a urbanista Raquel Rolnik, professora da Universidade de São Paulo e relatora especial do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Direito à Moradia Adequada, que acompanha de perto o processo desde 2009, a principal discussão que se coloca é o direito à cidade e a necessidade de se investir em uma cidade realmente para todos. "Não é comprar casa, comprar moto. Tem uma dimensão publica essencial que é a urbanidade e que precisa ser resolvida", afirma.

Leia a seguir os principais trechos da entrevista.

O legado urbanístico que a Copa do Mundo vai deixar não é significativo

Raquel Rolkik Relatora especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU para o Direito à Moradia Adequada
 
Terra: A cinco meses da Copa, que tipo de legado o evento deixa para a cidade do Rio de Janeiro?

Raquel Rolnik:
O legado urbanístico que a Copa do Mundo vai deixar não é significativo. Alguns projetos viários e de infraestrutura relacionados com os deslocamentos necessários para o evento, como BRTs, novas vias de ligação com os estádios e entre aeroportos e zonas hoteleiras e estádios, estão sendo feitos, mas essas não eram as prioridades de mobilidade. Não há outros legados do ponto de vista urbanístico que possam ser mencionados. Ações esperadas, como a despoluição da Baía de Guanabara e a melhoria das condições de saneamento gerais da cidade, não foram realizadas. Por outro lado, para a implantação desses projetos de infraestrutura foi necessário remover comunidades e assentamentos que se encontravam naqueles locais há décadas sem que uma alternativa adequada de moradia tenha sido oferecida. Para as pessoas diretamente atingidas, ao invés de um legado, a Copa deixa um ônus.

Terra: Essas remoções foram feitas de forma irregular?

Raquel:
Os procedimentos adotados durantes as remoções não correspondem ao marco internacional dos direitos humanos, que inclui o direito a moradia adequada, nem respeitam a forma como elas devem ocorrer. O direito a informação, a transparência e a participação direta dos atingidos na definição das alternativas e de intervenção sobre as suas comunidades não foi obedecido. As pessoas receberam compensações insuficientes para garantir seu direito à moradia adequada em outro local e, em grande parte dos casos, não houve reassentamento onde as condições pudessem ser iguais ou melhores daquelas em que se encontravam. Nos casos em que aconteceu algum tipo de reassentamento para o Minha Casa Minha Vida, esse se deu em áreas muito distantes dos locais originais de moradia, prejudicando os moradores no acesso aos locais de trabalho, meio de sobrevivência e a rede socioeconômica que sustenta na cidade.
Famílias da Vila do Metrô, ao lado da comunidade da Mangueira, tiveram casas derrubadas a fim de reordenar o espaço e criar um polo automotivo no local Foto: Daniel Ramalho / Terra
Terra: Isso tem alguma relação com a Copa ser realizada em um país em desenvolvimento. Em outras nações que receberam o campeonato esse processo se deu de uma forma diferente?

Raquel:
Aquilo que se incide de uma forma diferenciada sobre o Brasil e que podemos estender para outros casos, como a Índia na organização dos Commonwealth Games, e também da África do Sul na Copa do Mundo, é a existência de assentamentos informais de baixa renda consolidados. Essas comunidades são as mais vulneráveis as violações aos direitos de moradia, o que não quer dizer que em outros países isso tenha sido respeitado.

Terra: Desde junho, milhares de pessoas saíram às ruas em protesto tanto contra a qualidade e o preço do transporte quanto contra os gastos com os megaeventos. O grito "não vai ter Copa" se tornou uma bandeira comum a diversos grupos. O que essas manifestações expressam e o que podemos esperar para 2014?

Raquel:
Me parece que a sociedade brasileira tem demonstrado o seu descontentamento em relação ao modelo de crescimento econômico e de inclusão social que estamos vivendo. Esse modelo, baseado na ampliação do acesso ao consumo, não enfrentou e não resolveu a questão da cidade para todos. Ou seja, não se criou um modelo de desenvolvimento urbano que rompa com a ideia de uma cidade excludente, para poucos. As manifestações tem um conteúdo bastante claro de reivindicação de direitos, especialmente do direito à cidade, expresso através do direito ao espaço publico e ao serviço publico de qualidade, entre outras questões.

Terra: Você comentou que as obras de transporte que estão sendo realizadas não seriam as mais necessárias. O que seria uma prioridade para o Rio?

Raquel:
Toda a relação com a população da Baixada Fluminense é absolutamente prioritária, assim como o eixo Niterói-São Gonçalo, que são os locais que enfrentam os maiores gargalos de mobilidade e que beneficiariam o maior número de habitantes.

Terra: O Rio sofre com o crescimento da especulação imobiliária, que se reflete nos preço dos imóveis e na alta do custo de vida. Qual o efeito disso a longo prazo na cidade?

Raquel:
Talvez o Rio seja o local onde isto esteja acontecendo com maior intensidade, mas a especulação também afeta outras cidades. O efeito é a expulsão dos setores de menor renda das áreas mais urbanizadas, com acesso a serviços, oportunidades etc. Há um descolamento em direção a periferias desqualificadas, sem urbanidade, com impactos enormes sobre a mobilidade e as condições de vida da população. Além de gerar, e isso já está claro em São Paulo e no Rio, um aumento na quantidade de pessoas morando na rua e sem teto. Não há um censo, mas nós já observamos que há um número cada vez maior de pessoas que não tem condições de morar em local algum. Esses números são alarmantes. É a população que hoje está ou vivendo nas ruas ou nas ruas promovendo ocupações e protestos.

Terra: Quais os principais desafios do Rio?

Raquel:
O Rio, assim como outras metrópoles do Brasil, é uma cidade partida. O maior desafio é a inclusão territorial, fazer uma cidade que seja realmente para todos. Não é comprar casa, comprar moto. Tem uma dimensão pública essencial que é a urbanidade e que precisa ser resolvida. Tenho acompanhado o tema dos megaeventos desde que apresentei um relatório temático ao conselho de direitos humanos da ONU em 2009 fazendo uma espécie de overview da questão no mundo com foco na moradia. A partir daí o conselho votou uma resolução definindo claramente que a preparação dos megaeventos deveria levar em consideração e respeitar o direito a moradia para todos. Acredito que os procedimentos ao longo desses anos, devido a própria organização das populações atingidas, aos comitês em torno da Copa, à sensibilidade dos meios de comunicação para reportar esse tema, estão melhorando. Nos primeiros casos que vi no Rio de Janeiro, o trator já ia derrubando as casas com as coisas das pessoas dentro. Houve aumento no valor dos benefícios, acabou de sair uma portaria do governo federal em relação a essa questão, mas isso ainda é insuficiente em relação aos desafios que temos nesse campo.

Fonte: Terra

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Quase 1.900 morreram na Síria desde início da conferência de paz, diz ONG

Entre os mortos, há 498 civis, diz Observatório Sírio dos Direitos Humanos.
Governo e oposição discutem desde dia 22 saída pacífica para guerra civil.

Quase 1.900 pessoas morreram na Síria desde 22 de janeiro, quando começaram na Suíça as negociações de paz de Genebra 2 entre o regime e a oposição, afirmou nesta sexta-feira (31) o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

Ao menos 498 civis estão entre as vítimas do conflito, que não foi interrompido durante o encontro entre representantes do governo e dos rebeldes em uma cúpula que até o momento não apresentou resultados.

"Entre 22 e 30 de janeiro, houve 1.870 mortos, entre eles 498 civis", disse Rami Abdel Rahman, diretor da entidade ligada à oposição síria.

Até agora, a difícil negociação mediada pela ONU não trouxe nenhum resultado prático.

"Além dos 646 rebeldes, 208 jihadistas da Frente al Nosra e do Estado Islâmico do Iraque e o Levante (EIIL), 515 soldados e milicianos leais ao regime e 3 combatentes curdos perderam a vida durante este período", acrescentou.

Estes combatentes morreram em confrontos entre distintas frentes: forças leais ao governo contra os rebeldes ou insurgentes contra jihadistas e curdos.

"Isso dá uma média de 208 mortos por dia e o número real de mortes é certamente mais elevado", enfatizou Abdel Rahman.

"A conferência de paz de Genebra deveria ter sido realizada com um cessar total das operações militares e das prisões. Pedimos à comunidade internacional que atua de forma séria e real para deter o assassinato e as violações dos direitos humanos na Síria antes de promover uma solução política", afirmou ainda.

arte síria versão 24.01 (Foto: Arte/G1)
 

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Brasil vai presidir Comissão de Construção de Paz da ONU

Grupo visa auxiliar nações recém-saídas de conflitos armados a construir um cenário de estabilidade política. (Foto: Divulgação)O Brasil foi eleito na última quarta-feira,29, para presidir a Comissão de Construção da Paz da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2014. A missão é ajudar os países que saíram recentemente de conflitos armados a construir um cenário de estabilidade política e segurança.
 
Na agenda a ser desenvolvida pelo Brasil estão projetos para países como a Guiné-Bissau, o Burundi, a República da Guiné, Libéria, República Centro-Africana e Serra Leoa.

Criada em 2005, a Comissão de Construção da Paz das Nações Unidas visa a auxiliar as nações com cenários ainda frágeis a consolidar sua capacidade de garantir a própria segurança nacional, bem como o desenvolvimento sustentável, com inclusão social.
 
Em nota, o governo brasileiro informou que pretende promover, durante o seu mandato, maior participação de países em desenvolvimento e organizações regionais e sub-regionais nas atividades da comissão, bem como manter um "engajamento produtivo" no Conselho de Segurança da ONU.
 
Segundo a nota, as atividades lideradas pelo Brasil levarão em conta a "interdependência" entre segurança e desenvolvimento.
 
* Portal Brasil

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Unesco: 38% dos analfabetos latino-americanos são brasileiros

País "caminha lentamente" rumo à solução do problema, aponta relatório

Brasil concentra 38,5% dos adultos analfabetos da América Latina, diz Unesco
Dos 36 milhões de adultos analfabetos na América Latina, 38,5% são brasileiros. São cerca de 14 milhões de pessoas num país que abriga 34,2% da população latino-americana. O dado levantado entre 2005 e 2011 consta do relatório Educação Para Todos, divulgado nesta quarta-feira pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Publicado anualmente, o relatório sintetiza indicadores da educação em mais de 160 países, observando seis metas estabelecidas em 2000, no Fórum Mundial de Educação, em Dacar (confira no quatro abaixo).

Metas da Unesco para 2015

Meta 1
Expandir e aprimorar a educação e os cuidados com a primeira infância, especialmente para as crianças mais vulneráveis e desfavorecidas

Meta 2
Garantir que todas as crianças, especialmente meninas, crianças em situações difíceis e pertencentes a minorias étnicas, tenham acesso a uma educação primária de boa qualidade, gratuita e obrigatória, além da possibilidade de completá-la

Meta 3
Assegurar que as necessidades de aprendizagem de todos os jovens e adultos sejam satisfeitas mediante o acesso à aprendizagem apropriada e a programas de capacitação para a vida

Meta 4
Atingir 50% de melhoria nos níveis de alfabetização de adultos, especialmente para as mulheres, e igualdade de acesso à educação fundamental e permanente para todos os adultos

Meta 5
Atingir a igualdade de gêneros na educação, concentrando esforços para garantir que as meninas tenham pleno acesso, em igualdade de condições, à educação fundamental de boa qualidade e que consigam completá-la

Meta 6
Melhorar todos os aspectos da qualidade da educação e assegurar a excelência de todos, de modo que resultados de aprendizagem reconhecidos e mensuráveis sejam alcançados por todos, especialmente em alfabetização, cálculo e habilidades essenciais para a vida.

Além de desabonador para o Brasil, o resultado do levantamento não é animador para o restante do mundo: atualmente, 774 milhões de adultos são analfabetos e cerca 57 milhões de crianças estão fora da escola primária. Diante desses números, a Unesco afirma que nenhum dos países vai alcançar as seis metas até 2015, prazo definido para erradicar o analfabetismo e garantir acesso a escolas de qualidade para crianças e jovens.

Há, é claro, diferenças entre as nações. No quesito combate ao analfabetismo, Finlândia, Estados Unidos e França já atingiram o objetivo, mas ainda caminham para garantir que 95% das crianças estejam no ensino fundamental em 2015. Já o Brasil figura no grupo que "caminha lentamente", segundo a própria Unesco, para reverter a situação dos adultos analfabetos, com chances de atingir 80% da meta no prazo.

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) coletados em 2012 mostram que a taxa de analfabetismo da população com 15 anos ou mais teve leve alta entre 2011 e 2012, passando de 8,6% para 8,7%, longe de cumprir a meta firmada na ONU de 6,7% até 2015. A pesquisa apontou que o país tinha 13,2 milhões de habitantes analfabetos. A variação no número de iletrados se explica pela diferença entre as metodologias: enquanto a Pnad traz uma amostra de dados coletados em visitas trimestrais às casas dos brasileiros dentro de um ano, a Unesco se baseia nos bancos de dados disponíveis entre 2005 e 2011.

Garantir a qualidade do ensino é, segundo a Unesco, o principal desafio, uma vez que políticas para assegurar o acesso têm sido cada vez mais eficientes em colocar crianças de setores mais vulneráveis na escola. "Quando falamos de qualidade da educação, não nos referimos apenas a países pobres, mas também aos ricos como Austrália e Nova Zelândia", diz a diretora do relatório, Pauline Rose.

Para a especialista, uma das principais explicações para a contradição entre o avanço na economia nacional e o baixo nível do ensino brasileiro está na dificuldade de direcionar recursos e bons professores para as regiões mais necessitadas, como os Estados das regiões Norte e Nordeste. "Isso se nota pelo grande número de adultos analfabetos, herança de gestões passadas, e que se acumulam em grande parte na zona rural e nas favelas."

O estudo comparou a situação de brasileiros de 15 anos: de um lado, os jovens pobres da zona rural; do outro, os de famílias mais abastadas das cidades. Entre os primeiros, apenas 9% devem alcançar os padrões mínimos de aprendizagem; no segundo grupo, a taxa é de 55%. Pauline destaca que, apesar de o Brasil não alcançar os objetivos para 2015, a Unesco tem uma visão otimista sobre o país: "É claro que existem problemas, mas identificamos que o Brasil reconhece esses problemas e tem implementado políticas para reverter essa situação."

O relatório destaca ações que levaram à melhoria da situação no Brasil. É o caso de políticas que dão prioridade à população mais pobre, como o Bolsa Família, além de políticas de bonificação de professores, identificadas como responsáveis pelos avanços no acesso e na qualidade nas escolas.

domingo, 26 de janeiro de 2014

O que é voluntariado?

Segundo definição das Nações Unidas, "o voluntário é o jovem ou o adulto que, devido a seu interesse pessoal e ao seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas de atividades, organizadas ou não, de bem estar social, ou outros campos..." 

Em recente estudo realizado na Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança, definiu-se o voluntário como ator social e agente de transformação, que presta serviços não remunerados em benefício da comunidade; doando seu tempo e conhecimentos, realiza um trabalho gerado pela energia de seu impulso solidário, atendendo tanto às necessidades do próximo ou aos imperativos de uma causa, como às suas próprias motivações pessoais, sejam estas de caráter religioso, cultural, filosófico, político, emocional. 

Quando nos referimos ao voluntário contemporâneo, engajado, participante e consciente, diferenciamos também o seu grau de comprometimento: ações mais permanentes, que implicam em maiores compromissos, requerem um determinado tipo de voluntário, e podem levá-lo inclusive a uma "profissionalização voluntária"; existem também ações pontuais, esporádicas, que mobilizam outro perfil de indivíduos.

Ao analisar os motivos que mobilizam em direção ao trabalho voluntário, (descritos com maiores detalhes a seguir), descobrem-se, entre outros, dois componentes fundamentais: o de cunho pessoal, a doação de tempo e esforço como resposta a uma inquietação interior que é levada à prática, e o social, a tomada de consciência dos problemas ao se enfrentar com a realidade, o que leva à luta por um ideal ou ao comprometimento com uma causa.
 
Altruísmo e solidariedade são valores morais socialmente constituídos vistos como virtude do indivíduo. Do ponto de vista religioso acredita-se que a prática do bem salva a alma; numa perspectiva social e política, pressupõe-se que a prática de tais valores zelará pela manutenção da ordem social e pelo progresso do homem. A caridade (forte herança cultural e religiosa), reforçada pelo ideal, as crenças, os sistemas de valores, e o compromisso com determinadas causas são componentes vitais do engajamento. 

Não se deve esquecer, contudo, o potencial transformador que essas atitudes representam para o crescimento interior do próprio indivíduo.

Seja Voluntário, Participe! Conte Conosco: (54) 34537193/ 99283380, à tarde
(entre 13h às 16h)  e/ ou por e-mail: pequenograndecampeao@hotmail.com

sábado, 25 de janeiro de 2014

ONU cobra 'conscientização de riscos' em congresso de 1 ano da Kiss

Coordenador do Escritório das Nações Unidas redigiu texto sobre tragédia.
Leitura de carta foi antecedida por momento de choro e emoção.

Congresso começou neste sábado em Santa Maria (Foto: Estêvão Pires/G1) Redigida pelo coordenador do Escritório das Nações Unidas para Redução de Risco e Desastres, David Stevens, uma carta aberta aos familiares das vítimas e sobreviventes incêndio da boate Kiss pede que esforços de reconstrução no país leve em conta "alternativas menos vulneráveis". O texto ainda lembra que 144 municípios brasileiros já aderiram à campanha global "Construindo Cidades Resilientes", nas quais as administrações locais se comprometeram a trabalhar para que tragédias não se repitam.

"A tragédia ocorrida em Santa Maria deixou como legado a tristeza inescapável dos familiares e amigos das centenas de vítimas, e imagens que comoveram o mundo. A tragédia contribuiu também para uma reflexão nacional e tem inspirado ações de prevenção e resiliência, para que tal tragédia não se repita jamais, nem no Brasil nem em qualquer outro país do mundo", diz a carta da ONU.

"Esforços de reconstrução devem levar em conta estas experiências passadas para criar alternativas menos vulneráveis, mas preparadas, não só em termos de reconstrução dos espaços públicos, mas também no sentido de promover o conhecimento e a conscientização dos riscos em toda a sociedade", segue a carta.

Segundo as Nações Unidas, a campanha quer buscar transparência e tornar público todos os esforços na redução do risco de desastres para a sociedade monitorar avanços e "cobrar compromissos". O documento ainda ressalta que "ações simples de prevenção podem reduzir significativamente o risco e a gravidade de acidentes".

A carta foi divulgada durante o 1° Congresso Internacional Novos Caminhos - A Vida em Transformação, iniciado na manhã deste sábado (25), em Santa Maria. Feita pelo advogado Luis Fernando Smaniotto, um voluntário da Associação, a leitura foi antecedida por um momento de comoção no auditório do Centro Universitário Franciscano (Unifra). Durante o discurso da solenidade de abertura, o presidente da AVTSM, Adherbal Ferreira, chorou por pelo menos 20 minutos.

Adherba Ferreira, pai de vítima, não conteve a emoção (Foto: Estêvão Pires/G1)
"Esse laço lindo que tínhamos foi cortado. Você olha as fotos, lembra das viagens que fazia, dos primeiros passos da primeira fala, do quanto você dormiu. Meu Deus, que saudade. Amor incondicional. Nós pais lutamos pelo nosso conforto familiar. Agora, nós precisamos de muita fé para andar e viver. É uma dor atravessada no peito", disse ele, que é pai de uma das vítimas.
"Nosso domingo, principalmente, não presta mais. É difícil suportar um domingo. Todos nós temos essa dor. É a dor na alma da saudade. Precisamos viver para achar uma maneira nova, por isso o congresso 'novos caminhos'. Superação não. Vamos modificar ou transformar a vida. Pois lutamos pela verdadeira Justiça pra que nenhuma família volte a sofrer o que passamos. Precisamos ter muita fé e nos colocarmos no lugar do outro. Abraça teu irmão", seguiu Adherbal.

A comoção de Adherbal se estendeu a outros parentes de vítimas presentes no auditório, que até então estavam com semblante tranquilo, e demostravam mais preocupação em cobrar justiça. Alguns deixaram o local aos prantos logo após o discurso, e tiveram que ser amparados por voluntários da organização. Enquanto autoridades ocupavam uma tribuna montada para o congresso, um telão mostrava fotos dos 242 jovens vítimas da tragédia que vai completar um ano nesta segunda-feira (27).

Entenda

O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul, ocorreu na madrugada do dia 27 de janeiro de 2013. A tragédia matou 242 pessoas, sendo a maioria por asfixia, e deixou mais de 630 feridos.

O fogo teve início durante uma apresentação da banda Gurizada Fandangueira e se espalhou rapidamente pela casa noturna, localizada na Rua dos Andradas, 1.925.

O local tinha capacidade para 691 pessoas, mas a suspeita é que mais de 800 estivessem no interior do estabelecimento. Os principais fatores que contribuíram para a tragédia, segundo a polícia, são: o material empregado para isolamento acústico (espuma irregular), uso de sinalizador em ambiente fechado, saída única, indício de superlotação, falhas no extintor e exaustão de ar inadequada.

Ainda estão em andamento dois processos criminais contra oito réus, sendo quatro por homicídio doloso (quando há intenção de matar) e tentativa de homicídio, e os outros quatro por falso testemunho e fraude processual. Os trabalhos estão sendo conduzidos pelo juiz Ulysses Fonseca Louzada. Sete bombeiros também estão respondendo pelo incêndio na Justiça Militar. O número inicial era oito, mas um deles fez acordo e deixou de ser réu.

Entre as pessoas que respondem por homicídio doloso (com intenção), na modalidade de "dolo eventual", estão os sócios da boate Kiss, Elissandro Spohr (Kiko) e Mauro Hoffmann, além de dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, o vocalista Marcelo de Jesus dos Santos e o funcionário Luciano Bonilha Leão. Os quatro chegaram a ser presos nos dias seguintes ao incêndio, mas a Justiça concedeu liberdade provisória aos quatro em maio do ano passado. Entre os bombeiros investigados, está Moisés da Silva Fuchs, que exerceu a função de comandante do 4° Comando Regional de Bombeiros (CRB) de Santa Maria.

Atualmente, a Justiça está em fase de recolher depoimentos dos sobreviventes da tragédia. O próximo passo será ouvir testemunhas. Os réus serão os últimos a falar sobre o incêndio ao juiz. Quando essa fase for finalizada, Louzada deverá fazer a pronúncia, que é considerada uma etapa intermediária do processo.
Se o magistrado "pronunciar" o réu, ele vai a júri (a pronúncia é a ordem para ir a júri). Outra possibilidade é a chamada desclassificação, quando o juiz não manda o réu para júri, mas reconhece que houve algum tipo de crime. Nesse caso, a causa será julgada sem júri. Também existe a chance de absolvição sumária dos réus. Em todas as hipóteses, cabe recurso.

No âmbito das investigações, três delas estão sendo conduzidas pela Polícia Civil. Além dos documentos sobre as licenças concedidas à boate Kiss, um inquérito apura as atividades da empresa Hidramix, responsável pela instalação de barras antipânico na boate, e outro analisa uma suposta fraude no documento de estudo de impacto na vizinhança do prédio onde ficava a casa noturna. O Ministério Público, por sua vez, investiga as responsabilidades de servidores municipais na tragédia.

Negociações na Síria não avançaram muito, mas continuarão, diz ONU

Governo e oposição reuniram-se neste sábado (25), em Genebra.
Mediador espera conseguir acordo para levar suprimentos para Homs.

O negociador-chefe da oposição síria, Hadi al-Bahra (ao centro), chega para reunião com o regime nesta sábado (25) em Genebra  (Foto: Philippe Desmazes/AFP)
O mediador internacional Lakhdar Brahimi, eviado especial das Nações Unidas para a Síria, disse que a negociação entre o governo e a oposição do país não atingiram resultados significantes neste sábado (25). 

Entretanto, ele disse esperar que as conversas permitam que suprimentos de ajuda cheguem à cidade sitiada de Homs.

"Não conseguimos muito, mas vamos continuar", disse Brahimi em uma coletiva de imprensa neste sábado após duas reuniões entre delegações do governo e da oposição em Genebra. 

Ele disse que, se um acordo for alcançado no domingo, um comboio humanitário poderá entrar na cidade de Homs no dia seguinte. Brahimi ainda afirmou que planeja discutir no domingo a liberação de prisioneiros dos dois lados.

A equipe de negociadores do regime é dirigida por Bashar al Jaafari, embaixador da Síria na ONU, e não o ministro sírio das Relações Exteriores Walid Mualem, segundo uma fonte próximas às negociações. Os negociadores da oposição, por sua parte, são liderados por Hadi al Bahra.

Antes da reunião, o governo sírio reiterou sua rejeição à proposta de formar um governo de transição como parte da solução política para o conflito do país.

“Nós temos reservas completas em relação a isso”, disse o ministro da Informação sírio, Omran Zoabi, pouco antes de começar o encontro com a oposição. “A Síria é um Estado com instituições”, afirmou. “Um governo de transição acontece quando o Estado está em desintegração, ou não tem instituições.”

Já a oposição síria antecipou que vetaria a presença do atual presidente Bashar al-Assad e de qualquer pessoa de seu entorno no órgão de governo transitório que pode ser criado nas negociações de paz para a Síria.

As duas partes se acusam mutuamente de atravancar as negociações - patrocinadas pelos Estados Unidos, aliados da oposição, e pela Rússia, pilar do regime de Damasco -, adiadas inúmeras vezes.

arte síria versão 24.01 (Foto: Arte/G1)
 

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente - Saiba oque é!

Apresentação
figuras                                   
    O Estatuto da Criança e do Adolescente é conhecido pela sociedade brasileira por ECA (as primeiras letras das palavras Estatuto Criança e Adolescente).

    A Lei que deu vida ao ECA é de Nº 8.069, de 13 de julho de 1990 e esta foi sancionada pelo ex-Presidente do Brasil Fernando Collor de Mello.

    O ECA nada mais é do que um instrumento de cidadania. Na verdade o ECA é uma lei, fruto da luta de movimentos sociais, profissionais e de pessoas preocupadas com as condições e os direitos infanto-juvenis no Brasil.

   O ECA foi especialmente criado para revelar os direitos e os deveres das crianças e dos adolescentes.  Também há neste estatuto os direitos e deveres dos adultos.

    O ECA também dispõe sobre a proteção integral das crianças e dos adolescentes. O art. 3° do ECA assegura-lhes a proteção integral que se traduz em todas as oportunidades e facilidades "a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade" .

    O ECA garante que todas as crianças e adolescentes, independentemente de cor, etnia ou classe social, sejam tratados como pessoas que precisam de atenção, proteção e cuidados especiais para se desenvolverem e serem adultos saudáveis.

    Antes do surgimento do ECA, existia apenas o Código de Menores (uma lei de 1979), uma lei voltada apenas para os menores de 18 anos, pobres, abandonados, carentes ou infratores.

    Vale a pena lembrar ainda que o ECA respeita as demais leis internacionais que mencionam os direitos das crianças e dos adolescentes, como: a Declaração dos Direitos da Criança (Resolução 1.386 da ONU - 20 de novembro de 1959); as regras mínimas das Nações Unidas para administração da Justiça da Infância e da Juventude - Regras de Beijing (Resolução 40/33 - ONU - 29 de novembro de 1985); as Diretrizes das Nações Unidas para prevenção da Delinqüência Juvenil - diretrizes de Riad (ONU - 1º de março de 1988 - RIAD) entre outros.


ECA é o número um!

    Você sabia que o ECA coloca o Brasil em posição de destaque entre os demais países do mundo por ser considerado uma das leis mais avançadas na defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes?


Conhecendo e utilizando o ECA...

    Como já vimos o ECA nasceu de um movimento de conscientização e respeito pela criança e pelo adolescente. Assim, com o espírito de somar esforços para se chegar a uma sociedade melhor, é preciso conhecer muito bem o nosso ECA para não fazermos um uso inadequado ou um comentário não verdadeiro sobre ele.


Exemplo de um uso inadequado do ECA:

    Em uma casa qualquer, uma mãe pede a seu filho que arrume a bagunça do quarto e os brinquedos espalhados pela casa, “Filho, ajude a mamãe, arrume seu quarto e guarde os brinquedos”. Com isso, o filho, insatisfeito gritou: “ECA na Mãe! Tenho direito de brincar!”.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

ONU vai decretar dia internacional de combate à impunidade de crimes contra jornalistas

A Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) vai decretar o dia 2 de novembro Dia Internacional contra a Impunidade de Crimes contra Jornalistas. Essa é a data em que foram assassinados dois jornalistas franceses no Mali. O anúncio foi feito nesta terça-feira, 26, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da França, Laurent Fabius. Segundo ele, a votação na organização deverá ser feita nesta terça-feira, 26.
 
“Com base em uma proposta da França, a Assembleia Geral vai aprovar – é simbólico, mas importante – um dia internacional para lutar contra a impunidade dos crimes contra os jornalistas. Pedimos e conseguimos que a data internacional seja o dia 2 de novembro, o dia do assassinato de Ghislaine Dupont e Claude Verlon. A partir de agora, todos os anos haverá esse dia em referência aos colegas franceses assassinados e à necessária proteção aos jornalistas”, disse Fabius.
 
No dia 2 de novembro deste ano, Ghislaine Dupont, 57 anos, e Claude Verlon, de 55 anos, jornalista e técnico na Rádio França Internacional, estavam em reportagem em Kidal, no Norte do Mali, quando foram sequestrados por homens armados. Seus corpos foram encontrados menos de duas horas mais tarde por uma patrulha francesa, a cerca de dez quilômetros a leste da cidade.
 
O homem suspeito de ter organizado o sequestro dos dois jornalistas, um traficante de drogas ligado à Al Qaeda, continua sendo procurado, segundo a Justiça francesa.
 
“Pela defesa do direito de informar e de ser informado, é preciso apoiar firmemente a profissão do jornalista e ser rigoroso quando ocorrem ataques e crimes”, explicou Fabius.
 
Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

EFEITO ESTUFA: Temperatura do planeta pode subir cinco graus nos próximos anos, revela ONU


Foto ilustração//Google
          A concentração de gases na atmosfera que aquecem o planeta aumentou 32 por cento entre os anos de 1990 e 2012. A informação é da Organização Meteorológica Mundial, agência da Organização das Nações Unidas, a ONU. De acordo com a OMM, a quantidade de dióxido de carbono, de metano e de óxido de nitrogênio na atmosfera alcançou níveis máximos no ano de 2012.

          Os três elementos químicos são os responsáveis pelo efeito estufa e pelo aquecimento global.
         A OMM estima que se a média de emissão de gases tóxicos na atmosfera continuar a crescer, a temperatura da Terra pode aumentar em quase cinco graus, até o fim do século.
Foto ilustração//Google
Foto ilustração//Google          O especialista em Educação Ambiental da Universidade de Brasília, Gustavo Souto Maior, explica que a mudança na temperatura do planeta pode gerar grandes prejuízos para toda a humanidade."Tem consequências drásticas esse aumento da temperatura. Afeta a agricultura, por exemplo. Uma série de culturas que dependem de baixa temperatura, com isso prejudicando o fornecimento de alimentos. Vai aumentar o degelo das nossas geleiras. As nossas cidades costeiras vão ter problemas de inundação. A população no mundo todo vai sofrer, principalmente as populações mais pobres, mas é algo que vai afetar o mundo todo." Disse.
          O dióxido de carbono é um gás produzido pela combustão de matérias fósseis como o petróleo e pelo desmatamento de florestas. Gustavo Souto Maior acredita que é possível retardar o aumento da temperatura do planeta.
            Para isso, ele lembra que as nações devem tomar atitudes econômicas sustentáveis e cuidar melhor do meio ambiente. Para a OMM, mesmo se a emissão de gases parar totalmente, o planeta não deve sentir benefícios tão cedo. É que o dióxido de carbono pode ficar na atmosfera por centenas de anos.        

domingo, 29 de setembro de 2013

Inspetores da ONU visitam novos locais na Síria para investigar ataques químicos

Segundo a ONU, especialistas receberam documentos e amostras e realizaram entrevistas
Os especialistas da ONU que investigam locais onde supostamente foram realizados ataques químicos na Síria deixaram neste domingo (29) seu hotel para uma nova missão, constatou um fotógrafo da AFP.
Os especialistas, que chegaram quarta-feira (26) à capital síria para determinar se armas químicas foram usadas no conflito, saíram em quatro veículos da ONU, mas seu destino não foi revelado.
A equipe iniciou quinta-feira (27) os seus trabalhos que consistem em investigar sete locais onde ataques químicos podem ter ocorrido, de acordo com informações fornecidas pela oposição e o regime.
Três destes locais estão localizados perto da capital: Bahhariyé (22 de agosto), Jobar, um subúrbio ao norte de Damasco (24 de agosto), e Ashrafieh Sahnaya, na província de Damasco (25 de agosto). As demais áreas estão localizadas no norte do país.
Durante a sua atual missão, os especialistas "receberam vários documentos e amostras e realizaram várias entrevistas", segundo a ONU, que acrescentou em um comunicado que a equipe deve concluir seus trabalhos na segunda-feira, 30 de setembro.
Os especialistas, liderados por Aake Sellström, já haviam investigado um ataque com armas químicas em 21 de agosto, perto de Damasco, que provocou cerca de 1.500 mortes, segundo Washington. Em seu relatório publicado em meados de setembro, eles concluíram o uso de gás sarin em larga escala no ataque, sem apontar os responsáveis.
Ocidentais e a oposição acusam o regime, que nega. 

Após Assad anunciar cooperação, bombardeio mata 16 em escola

Pelo menos 16 pessoas, em sua maioria estudantes do ensino médio, morreram e várias ficaram feridas em um bombardeio da aviação militar síria hoje contra a cidade de Al Raqa, no norte do país, denunciaram ativistas e grupos da oposição. A Coalizão Nacional Síria (CNFROS), principal grupo opositor, anunciou em comunicado que este ataque da aviação do regime foi dirigido contra o Instituto Comercial de Ensino Médio de Ibn Tofayel. Por sua parte, o Observatório Sírio de Direitos Humanos, com sede em Londres, mas com uma ampla rede de ativistas no terreno, afirmou que pelo menos 16 pessoas morreram no ataque.

O ataque ocorreu no mesmo dia em que o presidente síria, Bashar al-Assad, anunciou à TV italiana RaiNews24 que vai respeitar o acordo do Conselho de Segurança da ONU sobre armas químicas. "Nós nos juntamos ao acordo internacional contra a aquisição e o uso de armas químicas mesmo antes dessa resolução ser aprovada", afirmou.
"A aviação síria bombardeou a entrada de uma escola técnica na cidade de Raqa, matando 16 pessoas, incluindo dez alunos menores de 18 anos, e ferindo muitos outros, alguns dos quais estão em estado grave", informou o OSDH. "Houve pânico, crianças chorando na escola e tentando se esconder", relatou uma testemunha à ONG.
Os rebeldes tomaram o controle de Raqa em 6 de março, sendo a única capital provincial nas mãos dos insurgentes. Atualmente, a cidade é controlada principalmente pelos jihadistas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL).
Assad concede entrevista à jornalista da TV italiana em Damasco Foto: AP
Assad concede entrevista à jornalista da TV italiana em Damasco
Foto: AP
No sul, após quatro dias de intensos combates em que 26 soldados e um grande número de insurgentes, incluindo "sete não-sírios" foram mortos, os rebeldes assumiram o controle de um posto aduaneiro e agora ocupam uma faixa de terra da cidade de Deraa, próxima as Colinas de Golã, a leste, segundo o OSDH.
No entanto, um alto funcionário dos serviços de segurança informou à AFP que "não se pode dizer que os grupos terroristas tomaram o controle de uma posição, muitas vezes porque a situação muda repentinamente e a luta continua".
Catorze corpos de membros das Forças de Defesa, que apoiam o regime sírio, mortos um dia antes em Zamalka, perto de Damasco, foram transportados neste domingo para Homs, no centro do país de onde são originários, segundo o OSDH. Uma fonte da segurança informou combates em Zamalka e Jobar (leste).
REPORTAGENS EXCLUSIVAS
AFP
Ainda de acordo com o OSDH, pelo menos 19 soldados foram mortos e 60 ficaram feridos em um ataque rebelde na madrugada deste domingo contra posições militares em Nasseriya al-Qalamun, ao norte de Damasco. "Há também vítimas nas fileiras dos rebeldes, que conseguiram tomar o controle de várias posições", de acordo com o OSDH. Por sua vez, o exército afirmou ter matado "um grande número" de rebeldes em Nashabiyé, ao norte da capital.
A Jordânia anunciou neste domingo ter protestado na embaixada síria contra a queda de morteiros em Ramtha, em seu território, quinta-feira à noite. "O ministério das Relações Exteriores enviou uma mensagem de protesto à embaixada da Síria em Amman, após a queda de um morteiro sobre a mesquita de Al-Fatah, perto de um parque industrial na cidade de Ramtha", afirmou o ministro jordaniano da Informação, Mohammad Momani, citado pela agência de notícias Petra.
"O morteiro atingiu esta região durante confrontos entre o exército sírio e combatentes (rebeldes) do Exército Sírio Livre (ESL)" do outro lado da fronteira, explicou. Estas informações não puderam ser verificadas de forma independente devido às restrições impostas aos jornalistas pelas autoridades sírias para trabalhar no terreno.
Assad diz que pode deixar presidência, mas não agora
Na entrevista a TV italiana, Bashar al Assad, afirmou que deixaria a chefia de Estado se isso contribuísse para melhorar a situação no país, mas disse não pensar em fazê-lo no meio do atual conflito armado.

"Se abandonar meu cargo contribuísse para melhorar a situação, não teria nenhum escrúpulo, mas agora devo seguir em meu posto", disse Assad. "No meio de uma tempestade não se abandona o navio; minha missão é levá-lo ao porto, não abandoná-lo", argumentou Assad na primeira entrevista concedida a um veículo estrangeiro após a resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre o desmantelamento do arsenal químico da Síria.
O conflito sírio causou desde março de 2011 a morte de cerca de 100 mil pessoas e o deslocamento de dois milhões, segundo as Nações Unidas.

Síria vai respeitar acordo da ONU sobre armas químicas, diz Assad

Presidente Bashar al-Assad falou ao canal de TV italiano 'RaiNews24'.

Conselho de Segurança da ONU aprovou resolução sobre armas sírias.

A Síria respeitará acordo da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre armas químicas, afirmou o presidente Bashar al-Assad ao canal de TV italiano "RaiNews24" neste domingo (29), diz a agência Reuters.
"Nós nos juntamos ao acordo internacional contra a aquisição e o uso de armas químicas mesmo antes dessa resolução ser aprovada", afirmou, quando questionado se a Síria se adequaria à resolução adotada na sexta-feira.
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas adotou na sexta uma resolução que exige a erradicação das armas químicas da Síria, mas não ameaça o presidente sírio, Bashar al-Assad, com uma ação militar automática se seu governo não cumprir a determinação.
O texto foi aprovado por unanimidade pelos 15 integrantes do conselho.
Essa é a primeira resolução adotada pelo órgão da ONU sobre a Síria desde o início da guerra civil naquele país, no início de 2011, após os vetos de Rússia e China a três projetos anteriores.
A aprovação ocorreu logo após o comitê executivo da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) ter aprovado o plano sírio para entrega de armas.
A resolução, aprovada após ampla negociação entre Rússia e EUA, exige a erradicação do arsenal, mas não especifica ações punitivas caso o regime do contestado presidente sírio Bashar al-Assad não a cumpra.
Sua aprovação encerra semanas de tensa negociação entre russos -aliados de Assad- e americanos.
Arte Síria 17/09 (Foto: Arte/G1)

domingo, 22 de setembro de 2013

Oposição síria diz estar disposta a participar de negociação em Genebra

Conferência seria mediada pelos Estados Unidos e pela Rússia.

Ahmad Jarba disse que a oposição está disposta a participar de negociação em Genebra (Foto: Ozan Kose/AFP)
Guerra civil na Síria dura dois anos e meio e deixou milhares de mortos.


O presidente da coalizão de oposição da Síria, Ahmad Jarba, disse que o grupo está pronto para participar de uma conferência de Genebra proposta para acabar com dois anos e meio de conflito na Síria, como parte das intenções de estabelecer um governo de transição com plenos poderes.

Foi o primeiro compromisso claro da coalizão, apoiada por países ocidentais e árabes, para participar da conferência proposta, mediada pelos Estados Unidos e pela Rússia. A coalizão estava relutante em participar, especialmente depois de um ataque com armas químicas em 21 de agosto, que matou centenas de pessoas em Damasco.

Em uma carta ao Conselho de Segurança da ONU, obtida pela Reuters e datada de 19 de setembro, Jarba diz que a coalizão "reafirma a sua vontade de se envolver em uma futura Conferência de Genebra".

Mas " todas as partes devem concordar ... que o objetivo da conferência será o estabelecimento de um governo de transição com plenos poderes executivos", conforme estipulado na primeira rodada de conversações internacionais sobre a Síria em Genebra no ano passado.

Rebeldes e opositores políticos do presidente da Síria, Bashar al- Assad, também insistiram que ele não deve desempenhar qualquer papel em um governo de transição. Mas o presidente minimiza as perspectivas de que vá transferir quaisquer poderes.

Na carta, Jarba apelou ao Conselho de Segurança para tornar qualquer resolução sobre um acordo russo-americano para a destruição de armas químicas de Assad sujeita ao "Capítulo 7" da carta da ONU, o que poderia autorizar o uso da força em caso de não cumprimento.

Jarba também convidou o Conselho a tomar as "medidas necessárias" para impor um cessar-fogo no país e a libertação de milhares de ativistas pacíficos.

A oposição e seus aliados ocidentais e árabes dizem que Assad está por trás do ataque com armas químicas que atingiu áreas rebeldes de Damasco. Assad acusa os rebeldes de terem promovido o ataque.

Dilma viaja para NY e fará queixa contra espionagem na ONU

A governante fará o discurso de abertura da Assembleia da ONU e segundo fontes oficiais abordará a necessidade de se adotar medidas globais para impedir a espionagem

A presidente Dilma Rousseff chegará nesta segunda-feira em Nova York para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas, onde provavelmente criticará a espionagem feita pelos Estados Unidos e da qual foi vítima direta. Dilma partirá para Nova York na noite de hoje e amanhã não terá compromissos oficiais, segundo a agenda divulgada pela presidência.


Na terça-feira, como é de costume devido a sua condição de presidente do Brasil, a governante fará o discurso de abertura da Assembleia da ONU e segundo fontes oficiais abordará a necessidade de se adotar medidas globais para impedir a espionagem.


A atuação das agências de inteligência americanas no Brasil esfriou as relações entre ambos os países e Dilma chegou a adiar a visita de Estado a Washington prevista para 23 de outubro. Segundo documentos filtrados pelo ex-técnico da Agência Nacional de Segurança (ANS) Edward Snowden, o serviço de inteligência americana espionou Dilma, assim como a Petrobras e cidadãos brasileiros.


Em seu discurso diante dos líderes mundiais, também se prevê que a presidente critique a política monetária dos Estados Unidos e seu impacto nas moedas nacionais, declare sua rejeição a uma intervenção na Síria sem apoio da ONU e reitere seu reconhecimento ao Estado palestino, entre outros assuntos.


Além de participar da Assembleia Geral, Dilma aproveitará sua estadia em Nova York para se reunir com empresários americanos e operadores do mercado de Wall Strett, aos quais apresentará oportunidades de negócios no Brasil.


Entre os membros da delegação que acompanhará a presidente em Nova York está o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, que entre outros compromissos tem prevista uma reunião com chanceleres do grupo Brics, formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.


EFE EFE - Agencia EFE - Todos os direitos reservados. 

sábado, 21 de setembro de 2013

Quatro mil crianças sírias fogem sem os pais

Mais de 4 mil crianças sírias cruzaram as fronteiras para países vizinhos sem a companhia dos pais ou parentes adultos, de acordo com um relatório divulgado nessa sexta-feira pela Unicef, agência da ONU para a infância.
 
Marixie Mercado, porta-voz da agência, disse em Genebra que muitas das crianças “estavam trabalhando para providenciar uma renda a suas famílias, e estavam desesperadas para voltar para a escola”. Segundo a Unicef, ao fugir sozinhas, as crianças ficam vulneráveis ao abuso e exploração.
 
Foram registradas 4.150 crianças sírias deixando o país sem a companhia de um responsável. Destas, 1.698 estão no Líbano – muitas delas são levadas para trabalhar em campos agrícolas na região do vale Beka’a. A Jordânia é o novo lar para cerca de 1.170 crianças, incluindo algumas de até nove anos. No Iraque, estima-se que 300 crianças chegaram pelo norte do país.
 
Mercado afirmou que “todas as crianças testemunharam ou foram vítimas de terríveis níveis de violência”, acrescentando que algumas deixaram a Síria por conta dos conflitos, enquanto outras saíram para procurar familiares que já haviam fugido. Algumas crianças, no entanto, são enviadas para fora do território sírio para que não sejam recrutadas por forças envolvidas na crise.
 
De acordo com a Unicef, há atualmente 3,1 milhões de crianças vivendo em péssimas condições na Síria, por conta da pobreza, falta de lugar para morar ou por estarem em zonas de conflito.
 
Além disso, segundo um relatório atualizado nessa sexta-feira, há 1.069.849 crianças sírias vivendo como refugiadas no Líbano, Jordânia, Iraque, Turquia, Egito e alguns países do norte da África.
 
Com informações do site Terra

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Síria entrega detalhes sobre armas químicas a órgão fiscalizador

A Síria entregou detalhes sobre as armas químicas do país à Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPCW, na sigla em inglês) em Haia, informou a organização à Reuters nesta sexta-feira.

Acredita-se que a Síria possua cerca de 1.000 toneladas de toxinas químicas, e o país concordou em destruí-los sob um acordo fechado por Rússia-EUA destinado a evitar um ataque dos EUA contra a Síria.
"Recebemos parte da verificação e esperamos mais", disse um porta-voz da OPCW.

Um diplomata da ONU, falando sob condição de anonimato, confirmou que os detalhes foram submetidos. "É bem longo... e está sendo traduzido."

Os principais membros da organização têm que votar, provavelmente na próxima semana, em um plano destinado a acelerar a destruição dos arsenais químicos da Síria, até meados de 2014.

O plano surgiu a partir de uma ameaça dos EUA de atacar a Síria em resposta a um ataque com gás venenoso que matou centenas de civis nos arredores de Damasco, no mês passado.