O Dia Mundial da Conscientização do Autismo, ou simplesmente Dia Mundial do Autismo, é comemorado em 2 de Abril.
A data visa ajudar a conscientizar a população mundial sobre o Autismo, um transtorno no desenvolvimento do cérebro que afeta cerca de 70 milhões de pessoas em todo o mundo.
Origem do Dia Mundial do Autismo
O Dia Mundial de Conscientização do Autismo foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 18 de Dezembro de 2007, com o intuito de alertar as sociedades e governantes sobre esta doença, ajudando a derrubar preconceitos e esclarecer a todos.
Dia Mundial da Conscientização do Autismo
Dia do Autismo no Brasil
No Brasil, o Dia Mundial do Autismo é celebrado com palestras e eventos públicos que acontecem por várias cidades brasileiras. O objetivo é o mesmo em todo o lugar, ajudar a conscientizar e informar as pessoas sobre o que é o Autismo e como lidar com a doença.
Nesta data, vários pontos turísticos do país são iluminados de azul, cor que simboliza o Autismo.
O que é o Autismo?
O Autismo pertence a um grupo de doenças do desenvolvimento cerebral, conhecido por "Transtornos de Espectro Autista" - TEA.
Os sintomas do autismo são: fobias, agressividade, dificuldades de aprendizagem, dificuldades de relacionamento, por exemplo. No entanto, vale ressaltar que o autismo é único para cada pessoa. Existem vários níveis diferentes de autismo, até mesmo pessoas que apresentam o transtorno, mas sem nenhum tipo de atraso mental.
Texto critica duramente modo como a Santa Sé trata os casos de pedofilia. Arcebispo acusou ONGs pró-casamento gay de influenciar teor do relatório.
O Vaticano afirmou nesta quarta-feira (5) que o relatório de um órgão da ONU sobre abusos sexuais de criança por clérigos é "distorcido, injusto e ideologicamente orientado".
As declarações foram feitas pelo arcebispo Silvano Tomasi, representante do Vaticano
na ONU, reagindo a críticas sobre o duro relatório do Comitê de
Direitos da Infância divulgado mais cedo, que critica duramente o modo
como a Igreja Católica reagiu após o escândalo da pedofilia no clero.
O arcebispo disse que a ONU não pode, como supostamente faz no
relatório, pedir à Igreja Católica que mude seus ensinamentos morais
"inegociáveis" a respeito de homossexualidade, aborto e contracepção.
Tomasi também acusou organizações não-governamentais pró-casamento gay
de "provavelmente influenciar" o comitê, com sede em Genebra, a
reforçar a "linha ideológica" do relatório.
Ele disse que o relatório "não levou em consideração" as explicações da Santa Sé sobre a questão, dadas em uma audiência pública em janeiro, e que pareceu que estava "preparado com antecipação".
Falando à Rádio Vaticana, Tomasi disse que as críticas causaram "surpresa" no Vaticano.
"A primeira reação é de surpresa, porque o aspecto negativo do
documento que fizeram faz parecer que ele já estivesse preparado antes
do encontro entre o comitê e a delegação da Santa Sé", disse.
Para Tomasi, o Vaticano ofereceu em janeiro respostas "detalhadas e
precisas" sobre o modo como trata os abusos, e essas respostas não
apareceram no relatório.
'Transparência'
Mais cedo, o porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi, disse que o
Vaticano enfrenta os casos de pedofilia com uma "exigência de
transparência", e prova disso é que, nos próximos dias ou semanas, irá
explicar o funcionamento da comissão criada para prevenir abusos sexuais
contra crianças pelo clero.
A declaração foi feita na Conferência Episcopal Espanhola, quando o porta-voz do Vaticano foi questionado sobre o relatório.
O Vaticano reafirmou seu compromisso em "defender e proteger os
direitos das crianças" e disse que o relatório da ONU vai ser estudado e
examinado "com atenção".
Intrigada com o fato de que organizadores da Copa do
Mundo tenham alertado turistas sobre a existência de prostituição
infantil no Brasil, uma emissora britânica veio ao País conferir se - e
como - adolescentes eram exploradas no mercado do sexo. Vagando pelas
ruas do Recife, a rede de televisão descobriu jovens entre 12 e 17 anos
cheirando cola, muitas delas envolvidas com prostituição. A reportagem
foi informada de que, por R$ 10 ou R$ 20, uma menina aceitaria ir para a
casa com o estrangeiro ou ser levada para um motel. Recife é uma das
cidades que vai receber os jogos da Copa, como destacou a emissora. As
informações são da Sky News.
"Elas vendem seus corpos", informou um homem que se
identificou como "dono da rua" por onde passou a reportagem. "Elas vão
para boates e outros lugares onde sabem que onde sabem que
ocorre prostituição, mas também há aqueles que vêm aqui e as levam,
pagam por sexo", garantiu. Meninas ouvidas pela emissora relataram que
nem sempre se sentem seguras, e às vezes "coisas ruins" acontecem nas
ruas. Aos 17 anos, a irmã de uma garota de 12 anos diz que a prática é
comum na família: ela se prostitui desde os 13, e disse que chegou a
vender o corpo por até R$ 3.
O Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho
Infantil estima que meio milhão de crianças e adolescentes são vítimas
da prostituição no Brasil, e teme que muitos sejam levados para áreas
que receberão turistas durante a Copa do Mundo. Uma campanha promovida
em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU) alerta que pessoas
viajando ao País durante a Copa do Mundo podem ser presas caso explorem
jovens com menos de 18 anos. Nos voos de uma companhia aérea britânica,
um vídeo com participação de jogadores como David Luiz, Ramires e Frank
Lampard também alerta sobre o crime.
Para a urbanista Raquel Rolnik, o legado urbanístico que a Copa do Mundo vai deixar para o País não será significativo
Relatora especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU para o
Direito à Moradia Adequada acredita que Copa não deixará legado
significativo
Tidos pelo poder público como uma vitrine para o País e
uma oportunidade de investimentos, os grandes eventos que serão
realizados no Brasil acabaram servindo de estopim para uma série de
reivindicações, que eclodiram nas agora conhecidas como jornadas de
junho. Essas reivindicações seguem se desdobrando, causando
dor de cabeça aos governantes e perplexidade aos estudiosos. No centro
da questão, por sediar a final da Copa do Mundo e as Olimpíadas e fazer
parte do imaginário estrangeiro do Brasil, a cidade do Rio de Janeiro e
os seus 6 milhões de habitantes servem de laboratório, e se veem entre
as promessas de uma cidade melhor e a realidade caótica de má qualidade
dos serviços públicos e obras aquém do anunciado.
Para a urbanista Raquel Rolnik, professora da
Universidade de São Paulo e relatora especial do Conselho de Direitos
Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Direito à Moradia
Adequada, que acompanha de perto o processo desde 2009, a principal
discussão que se coloca é o direito à cidade e a necessidade de se
investir em uma cidade realmente para todos. "Não é comprar casa,
comprar moto. Tem uma dimensão publica essencial que é a urbanidade e
que precisa ser resolvida", afirma.
Leia a seguir os principais trechos da entrevista.
O legado urbanístico que a Copa do Mundo vai deixar não é significativo
Raquel Rolkik
Relatora especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU para o Direito à Moradia Adequada
Terra: A cinco meses da Copa, que tipo de legado o evento deixa para a cidade do Rio de Janeiro?
Raquel Rolnik:
O legado urbanístico que a Copa do Mundo vai deixar não é
significativo. Alguns projetos viários e de infraestrutura relacionados
com os deslocamentos necessários para o evento, como BRTs, novas vias de
ligação com os estádios e entre aeroportos e zonas hoteleiras e
estádios, estão sendo feitos, mas essas não eram as prioridades de
mobilidade. Não há outros legados do ponto de vista urbanístico que
possam ser mencionados. Ações esperadas, como a despoluição da Baía de
Guanabara e a melhoria das condições de saneamento gerais da cidade, não
foram realizadas. Por outro lado, para a implantação desses projetos de
infraestrutura foi necessário remover comunidades e assentamentos que
se encontravam naqueles locais há décadas sem que uma alternativa
adequada de moradia tenha sido oferecida. Para as pessoas diretamente
atingidas, ao invés de um legado, a Copa deixa um ônus.
Terra: Essas remoções foram feitas de forma irregular?
Raquel: Os
procedimentos adotados durantes as remoções não correspondem ao marco
internacional dos direitos humanos, que inclui o direito a moradia
adequada, nem respeitam a forma como elas devem ocorrer. O direito a
informação, a transparência e a participação direta dos atingidos na
definição das alternativas e de intervenção sobre as suas comunidades
não foi obedecido. As pessoas receberam compensações insuficientes para
garantir seu direito à moradia adequada em outro local e, em grande
parte dos casos, não houve reassentamento onde as condições pudessem ser
iguais ou melhores daquelas em que se encontravam. Nos casos em que
aconteceu algum tipo de reassentamento para o Minha Casa Minha Vida,
esse se deu em áreas muito distantes dos locais originais de moradia,
prejudicando os moradores no acesso aos locais de trabalho, meio de
sobrevivência e a rede socioeconômica que sustenta na cidade.
Terra: Isso tem alguma relação com a Copa ser
realizada em um país em desenvolvimento. Em outras nações que receberam o
campeonato esse processo se deu de uma forma diferente?
Raquel: Aquilo
que se incide de uma forma diferenciada sobre o Brasil e que podemos
estender para outros casos, como a Índia na organização dos Commonwealth Games,
e também da África do Sul na Copa do Mundo, é a existência de
assentamentos informais de baixa renda consolidados. Essas comunidades
são as mais vulneráveis as violações aos direitos de moradia, o que não
quer dizer que em outros países isso tenha sido respeitado.
Terra: Desde junho, milhares de pessoas saíram
às ruas em protesto tanto contra a qualidade e o preço do transporte
quanto contra os gastos com os megaeventos. O grito "não vai ter Copa"
se tornou uma bandeira comum a diversos grupos. O que essas
manifestações expressam e o que podemos esperar para 2014?
Raquel:
Me parece que a sociedade brasileira tem demonstrado o seu
descontentamento em relação ao modelo de crescimento econômico e de
inclusão social que estamos vivendo. Esse modelo, baseado na ampliação
do acesso ao consumo, não enfrentou e não resolveu a questão da cidade
para todos. Ou seja, não se criou um modelo de desenvolvimento urbano
que rompa com a ideia de uma cidade excludente, para poucos. As
manifestações tem um conteúdo bastante claro de reivindicação de
direitos, especialmente do direito à cidade, expresso através do direito
ao espaço publico e ao serviço publico de qualidade, entre outras
questões.
Terra: Você comentou que as obras de
transporte que estão sendo realizadas não seriam as mais necessárias. O
que seria uma prioridade para o Rio?
Raquel: Toda a relação
com a população da Baixada Fluminense é absolutamente prioritária,
assim como o eixo Niterói-São Gonçalo, que são os locais que enfrentam
os maiores gargalos de mobilidade e que beneficiariam o maior número de
habitantes.
Terra: O Rio sofre com o crescimento da
especulação imobiliária, que se reflete nos preço dos imóveis e na alta
do custo de vida. Qual o efeito disso a longo prazo na cidade?
Raquel:
Talvez o Rio seja o local onde isto esteja acontecendo com maior
intensidade, mas a especulação também afeta outras cidades. O efeito é a
expulsão dos setores de menor renda das áreas mais urbanizadas, com
acesso a serviços, oportunidades etc. Há um descolamento em direção a
periferias desqualificadas, sem urbanidade, com impactos enormes sobre a
mobilidade e as condições de vida da população. Além de gerar, e isso
já está claro em São Paulo e no Rio, um aumento na quantidade de pessoas
morando na rua e sem teto. Não há um censo, mas nós já observamos que
há um número cada vez maior de pessoas que não tem condições de morar em
local algum. Esses números são alarmantes. É a população que hoje está
ou vivendo nas ruas ou nas ruas promovendo ocupações e protestos.
Terra: Quais os principais desafios do Rio?
Raquel: O
Rio, assim como outras metrópoles do Brasil, é uma cidade partida. O
maior desafio é a inclusão territorial, fazer uma cidade que seja
realmente para todos. Não é comprar casa, comprar moto. Tem uma dimensão
pública essencial que é a urbanidade e que precisa ser resolvida. Tenho
acompanhado o tema dos megaeventos desde que apresentei um relatório
temático ao conselho de direitos humanos da ONU em 2009 fazendo uma
espécie de overview da questão no mundo com foco na moradia. A
partir daí o conselho votou uma resolução definindo claramente que a
preparação dos megaeventos deveria levar em consideração e respeitar o
direito a moradia para todos. Acredito que os procedimentos ao longo
desses anos, devido a própria organização das populações atingidas, aos
comitês em torno da Copa, à sensibilidade dos meios de comunicação para
reportar esse tema, estão melhorando. Nos primeiros casos que vi no Rio
de Janeiro, o trator já ia derrubando as casas com as coisas das pessoas
dentro. Houve aumento no valor dos benefícios, acabou de sair uma
portaria do governo federal em relação a essa questão, mas isso ainda é
insuficiente em relação aos desafios que temos nesse campo.
Entre os mortos, há 498 civis, diz Observatório Sírio dos Direitos Humanos. Governo e oposição discutem desde dia 22 saída pacífica para guerra civil.
Quase 1.900 pessoas morreram na Síria
desde 22 de janeiro, quando começaram na Suíça as negociações de paz de
Genebra 2 entre o regime e a oposição, afirmou nesta sexta-feira (31) o
Observatório Sírio dos Direitos Humanos.
Ao menos 498 civis estão entre as vítimas do conflito, que não foi
interrompido durante o encontro entre representantes do governo e dos
rebeldes em uma cúpula que até o momento não apresentou resultados.
"Entre 22 e 30 de janeiro, houve 1.870 mortos, entre eles 498 civis",
disse Rami Abdel Rahman, diretor da entidade ligada à oposição síria.
Até agora, a difícil negociação mediada pela ONU não trouxe nenhum resultado prático.
"Além dos 646 rebeldes, 208 jihadistas da Frente al Nosra e do Estado
Islâmico do Iraque e o Levante (EIIL), 515 soldados e milicianos leais
ao regime e 3 combatentes curdos perderam a vida durante este período",
acrescentou.
Estes combatentes morreram em confrontos entre distintas frentes:
forças leais ao governo contra os rebeldes ou insurgentes contra
jihadistas e curdos.
"Isso dá uma média de 208 mortos por dia e o número real de mortes é certamente mais elevado", enfatizou Abdel Rahman.
"A conferência de paz de Genebra deveria ter sido realizada com um
cessar total das operações militares e das prisões. Pedimos à comunidade
internacional que atua de forma séria e real para deter o assassinato e
as violações dos direitos humanos na Síria antes de promover uma
solução política", afirmou ainda.
O Brasil foi eleito na última quarta-feira,29, para presidir a
Comissão de Construção da Paz da Organização das Nações Unidas (ONU) em
2014. A missão é ajudar os países que saíram recentemente de conflitos
armados a construir um cenário de estabilidade política e segurança.
Na agenda a ser desenvolvida pelo Brasil estão projetos para países
como a Guiné-Bissau, o Burundi, a República da Guiné, Libéria, República
Centro-Africana e Serra Leoa.
Criada em 2005, a Comissão de Construção da Paz das Nações Unidas visa a
auxiliar as nações com cenários ainda frágeis a consolidar sua
capacidade de garantir a própria segurança nacional, bem como o
desenvolvimento sustentável, com inclusão social.
Em nota, o governo brasileiro informou que pretende promover, durante o
seu mandato, maior participação de países em desenvolvimento e
organizações regionais e sub-regionais nas atividades da comissão, bem
como manter um "engajamento produtivo" no Conselho de Segurança da ONU.
Segundo a nota, as atividades lideradas pelo Brasil levarão em conta a "interdependência" entre segurança e desenvolvimento.
País "caminha lentamente" rumo à solução do problema, aponta relatório
Dos 36 milhões de adultos analfabetos na América Latina, 38,5% são
brasileiros. São cerca de 14 milhões de pessoas num país que abriga
34,2% da população latino-americana. O dado levantado entre 2005 e 2011
consta do relatório Educação Para Todos, divulgado nesta quarta-feira
pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a
Cultura (Unesco). Publicado anualmente, o relatório sintetiza
indicadores da educação em mais de 160 países, observando seis metas
estabelecidas em 2000, no Fórum Mundial de Educação, em Dacar (confira no quatro abaixo).
Metas da Unesco para 2015
Meta 1
Expandir e aprimorar a educação e os cuidados com a primeira infância,
especialmente para as crianças mais vulneráveis e desfavorecidas
Meta 2
Garantir que todas as crianças, especialmente meninas, crianças em
situações difíceis e pertencentes a minorias étnicas, tenham acesso a
uma educação primária de boa qualidade, gratuita e obrigatória, além da
possibilidade de completá-la
Meta 3
Assegurar que as necessidades de aprendizagem de todos os jovens e
adultos sejam satisfeitas mediante o acesso à aprendizagem apropriada e a
programas de capacitação para a vida
Meta 4
Atingir 50% de melhoria nos níveis de alfabetização de adultos,
especialmente para as mulheres, e igualdade de acesso à educação
fundamental e permanente para todos os adultos
Meta 5
Atingir a igualdade de gêneros na educação, concentrando esforços para
garantir que as meninas tenham pleno acesso, em igualdade de condições, à
educação fundamental de boa qualidade e que consigam completá-la
Meta 6
Melhorar todos os aspectos da qualidade da educação e assegurar a
excelência de todos, de modo que resultados de aprendizagem reconhecidos
e mensuráveis sejam alcançados por todos, especialmente em
alfabetização, cálculo e habilidades essenciais para a vida.
Além de desabonador para o Brasil, o resultado do levantamento não é
animador para o restante do mundo: atualmente, 774 milhões de adultos
são analfabetos e cerca 57 milhões de crianças estão fora da escola
primária. Diante desses números, a Unesco afirma que nenhum dos países
vai alcançar as seis metas até 2015, prazo definido para erradicar o
analfabetismo e garantir acesso a escolas de qualidade para crianças e
jovens.
Há, é claro, diferenças entre as nações. No quesito combate ao
analfabetismo, Finlândia, Estados Unidos e França já atingiram o
objetivo, mas ainda caminham para garantir que 95% das crianças estejam
no ensino fundamental em 2015. Já o Brasil figura no grupo que "caminha
lentamente", segundo a própria Unesco, para reverter a situação dos
adultos analfabetos, com chances de atingir 80% da meta no prazo.
Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) coletados em
2012 mostram que a taxa de analfabetismo da população com 15 anos ou
mais teve leve alta entre 2011 e 2012,
passando de 8,6% para 8,7%, longe de cumprir a meta firmada na ONU de
6,7% até 2015. A pesquisa apontou que o país tinha 13,2 milhões de
habitantes analfabetos. A variação no número de iletrados se explica
pela diferença entre as metodologias: enquanto a Pnad traz uma amostra
de dados coletados em visitas trimestrais às casas dos brasileiros
dentro de um ano, a Unesco se baseia nos bancos de dados disponíveis
entre 2005 e 2011.
Garantir a qualidade do ensino é, segundo a Unesco, o principal
desafio, uma vez que políticas para assegurar o acesso têm sido cada vez
mais eficientes em colocar crianças de setores mais vulneráveis na
escola. "Quando falamos de qualidade da educação, não nos referimos
apenas a países pobres, mas também aos ricos como Austrália e Nova
Zelândia", diz a diretora do relatório, Pauline Rose.
Para a especialista, uma das principais explicações para a
contradição entre o avanço na economia nacional e o baixo nível do
ensino brasileiro está na dificuldade de direcionar recursos e bons
professores para as regiões mais necessitadas, como os Estados das
regiões Norte e Nordeste. "Isso se nota pelo grande número de adultos
analfabetos, herança de gestões passadas, e que se acumulam em grande
parte na zona rural e nas favelas."
O estudo comparou a situação de brasileiros de 15 anos: de um lado,
os jovens pobres da zona rural; do outro, os de famílias mais abastadas
das cidades. Entre os primeiros, apenas 9% devem alcançar os padrões
mínimos de aprendizagem; no segundo grupo, a taxa é de 55%. Pauline
destaca que, apesar de o Brasil não alcançar os objetivos para 2015, a
Unesco tem uma visão otimista sobre o país: "É claro que existem
problemas, mas identificamos que o Brasil reconhece esses problemas e
tem implementado políticas para reverter essa situação."
O relatório destaca ações que levaram à melhoria da situação no
Brasil. É o caso de políticas que dão prioridade à população mais pobre,
como o Bolsa Família, além de políticas de bonificação de professores,
identificadas como responsáveis pelos avanços no acesso e na qualidade
nas escolas.
Segundo definição das Nações Unidas,
"o voluntário é o jovem ou o adulto que, devido
a seu interesse pessoal e ao seu espírito cívico, dedica
parte do seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas
formas de atividades, organizadas ou não, de bem estar social,
ou outros campos..."
Em recente estudo realizado na Fundação
Abrinq pelos Direitos da Criança, definiu-se o voluntário
como ator social e agente de transformação, que presta
serviços não remunerados em benefício da comunidade;
doando seu tempo e conhecimentos, realiza um trabalho gerado pela
energia de seu impulso solidário, atendendo tanto às
necessidades do próximo ou aos imperativos de uma causa, como
às suas próprias motivações pessoais,
sejam estas de caráter religioso, cultural, filosófico,
político, emocional.
Quando nos referimos ao voluntário
contemporâneo, engajado, participante e consciente, diferenciamos
também o seu grau de comprometimento: ações mais
permanentes, que implicam em maiores compromissos, requerem um determinado
tipo de voluntário, e podem levá-lo inclusive a uma "profissionalização
voluntária"; existem também ações pontuais,
esporádicas, que mobilizam outro perfil de indivíduos.
Ao
analisar os motivos que mobilizam em direção ao trabalho
voluntário, (descritos com maiores detalhes a seguir), descobrem-se,
entre outros, dois componentes fundamentais: o de cunho pessoal, a doação
de tempo e esforço como resposta a uma inquietação
interior que é levada à prática, e o social, a tomada
de consciência dos problemas ao se enfrentar com a realidade, o
que leva à luta por um ideal ou ao comprometimento com uma causa.
Altruísmo e solidariedade são
valores morais socialmente constituídos vistos como virtude do
indivíduo. Do ponto de vista religioso acredita-se que a prática
do bem salva a alma; numa perspectiva social e política, pressupõe-se
que a prática de tais valores zelará pela manutenção
da ordem social e pelo progresso do homem. A caridade (forte herança
cultural e religiosa), reforçada pelo ideal, as crenças,
os sistemas de valores, e o compromisso com determinadas causas são
componentes vitais do engajamento.
Não se deve esquecer, contudo,
o potencial transformador que essas atitudes representam para o crescimento
interior do próprio indivíduo.
Seja Voluntário, Participe! Conte Conosco: (54) 34537193/ 99283380, à tarde
(entre 13h às 16h) e/ ou por e-mail: pequenograndecampeao@hotmail.com
Coordenador do Escritório das Nações Unidas redigiu texto sobre tragédia. Leitura de carta foi antecedida por momento de choro e emoção.
Redigida pelo coordenador do Escritório das Nações Unidas para Redução
de Risco e Desastres, David Stevens, uma carta aberta aos familiares das
vítimas e sobreviventes incêndio da boate Kiss pede que esforços de
reconstrução no país leve em conta "alternativas menos vulneráveis". O
texto ainda lembra que 144 municípios brasileiros já aderiram à campanha
global "Construindo Cidades Resilientes", nas quais as administrações
locais se comprometeram a trabalhar para que tragédias não se repitam.
"A tragédia ocorrida em Santa Maria deixou como legado a tristeza
inescapável dos familiares e amigos das centenas de vítimas, e imagens
que comoveram o mundo. A tragédia contribuiu também para uma reflexão
nacional e tem inspirado ações de prevenção e resiliência, para que tal
tragédia não se repita jamais, nem no Brasil nem em qualquer outro país
do mundo", diz a carta da ONU.
"Esforços de reconstrução devem levar em conta estas experiências
passadas para criar alternativas menos vulneráveis, mas preparadas, não
só em termos de reconstrução dos espaços públicos, mas também no sentido
de promover o conhecimento e a conscientização dos riscos em toda a
sociedade", segue a carta.
Segundo as Nações Unidas, a campanha quer buscar transparência e tornar
público todos os esforços na redução do risco de desastres para a
sociedade monitorar avanços e "cobrar compromissos". O documento ainda
ressalta que "ações simples de prevenção podem reduzir
significativamente o risco e a gravidade de acidentes".
A carta foi divulgada durante o 1° Congresso Internacional Novos
Caminhos - A Vida em Transformação, iniciado na manhã deste sábado (25),
em Santa Maria.
Feita pelo advogado Luis Fernando Smaniotto, um voluntário da
Associação, a leitura foi antecedida por um momento de comoção no
auditório do Centro Universitário Franciscano (Unifra). Durante o
discurso da solenidade de abertura, o presidente da AVTSM, Adherbal
Ferreira, chorou por pelo menos 20 minutos.
"Esse laço lindo que tínhamos foi cortado. Você olha as fotos, lembra
das viagens que fazia, dos primeiros passos da primeira fala, do quanto
você dormiu. Meu Deus, que saudade. Amor incondicional. Nós pais lutamos
pelo nosso conforto familiar. Agora, nós precisamos de muita fé para
andar e viver. É uma dor atravessada no peito", disse ele, que é pai de
uma das vítimas.
"Nosso domingo, principalmente, não presta mais. É difícil suportar um
domingo. Todos nós temos essa dor. É a dor na alma da saudade.
Precisamos viver para achar uma maneira nova, por isso o congresso
'novos caminhos'. Superação não. Vamos modificar ou transformar a vida.
Pois lutamos pela verdadeira Justiça pra que nenhuma família volte a
sofrer o que passamos. Precisamos ter muita fé e nos colocarmos no lugar
do outro. Abraça teu irmão", seguiu Adherbal.
A comoção de Adherbal se estendeu a outros parentes de vítimas
presentes no auditório, que até então estavam com semblante tranquilo, e
demostravam mais preocupação em cobrar justiça. Alguns deixaram o local
aos prantos logo após o discurso, e tiveram que ser amparados por
voluntários da organização. Enquanto autoridades ocupavam uma tribuna
montada para o congresso, um telão mostrava fotos dos 242 jovens vítimas
da tragédia que vai completar um ano nesta segunda-feira (27).
Entenda
O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul,
ocorreu na madrugada do dia 27 de janeiro de 2013. A tragédia matou 242
pessoas, sendo a maioria por asfixia, e deixou mais de 630 feridos.
O fogo teve início durante uma apresentação da banda Gurizada
Fandangueira e se espalhou rapidamente pela casa noturna, localizada na
Rua dos Andradas, 1.925.
O local tinha capacidade para 691 pessoas, mas a suspeita é que mais de
800 estivessem no interior do estabelecimento. Os principais fatores
que contribuíram para a tragédia, segundo a polícia, são: o material
empregado para isolamento acústico (espuma irregular), uso de
sinalizador em ambiente fechado, saída única, indício de superlotação,
falhas no extintor e exaustão de ar inadequada.
Ainda estão em andamento dois processos criminais contra oito réus,
sendo quatro por homicídio doloso (quando há intenção de matar) e
tentativa de homicídio, e os outros quatro por falso testemunho e fraude
processual. Os trabalhos estão sendo conduzidos pelo juiz Ulysses
Fonseca Louzada. Sete bombeiros também estão respondendo pelo incêndio
na Justiça Militar. O número inicial era oito, mas um deles fez acordo e
deixou de ser réu.
Entre as pessoas que respondem por homicídio doloso (com intenção), na
modalidade de "dolo eventual", estão os sócios da boate Kiss, Elissandro
Spohr (Kiko) e Mauro Hoffmann, além de dois integrantes da banda
Gurizada Fandangueira, o vocalista Marcelo de Jesus dos Santos e o
funcionário Luciano Bonilha Leão. Os quatro chegaram a ser presos nos
dias seguintes ao incêndio, mas a Justiça concedeu liberdade provisória
aos quatro em maio do ano passado. Entre os bombeiros investigados, está
Moisés da Silva Fuchs, que exerceu a função de comandante do 4° Comando
Regional de Bombeiros (CRB) de Santa Maria.
Atualmente, a Justiça está em fase de recolher depoimentos dos
sobreviventes da tragédia. O próximo passo será ouvir testemunhas. Os
réus serão os últimos a falar sobre o incêndio ao juiz. Quando essa fase
for finalizada, Louzada deverá fazer a pronúncia, que é considerada uma
etapa intermediária do processo.
Se o magistrado "pronunciar" o réu, ele vai a júri (a pronúncia é a
ordem para ir a júri). Outra possibilidade é a chamada desclassificação,
quando o juiz não manda o réu para júri, mas reconhece que houve algum
tipo de crime. Nesse caso, a causa será julgada sem júri. Também existe a
chance de absolvição sumária dos réus. Em todas as hipóteses, cabe
recurso.
No âmbito das investigações, três delas estão sendo conduzidas pela
Polícia Civil. Além dos documentos sobre as licenças concedidas à boate
Kiss, um inquérito apura as atividades da empresa Hidramix, responsável
pela instalação de barras antipânico na boate, e outro analisa uma
suposta fraude no documento de estudo de impacto na vizinhança do prédio
onde ficava a casa noturna. O Ministério Público, por sua vez,
investiga as responsabilidades de servidores municipais na tragédia.
Governo e oposição reuniram-se neste sábado (25), em Genebra.
Mediador espera conseguir acordo para levar suprimentos para Homs.
O mediador internacional Lakhdar Brahimi,
eviado especial das Nações Unidas para a Síria, disse que a negociação
entre o governo e a oposição do país não atingiram resultados
significantes neste sábado (25).
Entretanto, ele disse esperar que as
conversas permitam que suprimentos de ajuda cheguem à cidade sitiada de
Homs.
"Não conseguimos muito, mas vamos continuar", disse Brahimi em uma
coletiva de imprensa neste sábado após duas reuniões entre delegações do
governo e da oposição em Genebra.
Ele disse que, se um acordo for alcançado no domingo, um comboio humanitário poderá entrar na cidade de Homs no dia seguinte. Brahimi ainda afirmou que planeja discutir no domingo a liberação de prisioneiros dos dois lados.
A equipe de negociadores do regime é dirigida por Bashar al Jaafari, embaixador da Síria na ONU,
e não o ministro sírio das Relações Exteriores Walid Mualem, segundo
uma fonte próximas às negociações. Os negociadores da oposição, por sua
parte, são liderados por Hadi al Bahra.
Antes da reunião, o governo sírio reiterou sua rejeição à proposta de
formar um governo de transição como parte da solução política para o
conflito do país.
“Nós temos reservas completas em relação a isso”, disse o ministro da
Informação sírio, Omran Zoabi, pouco antes de começar o encontro com a
oposição. “A Síria é um Estado com instituições”, afirmou. “Um governo
de transição acontece quando o Estado está em desintegração, ou não tem
instituições.”
Já a oposição síria antecipou que vetaria a presença do atual presidente Bashar al-Assad e de qualquer pessoa de seu entorno no órgão de governo transitório que pode ser criado nas negociações de paz para a Síria.
As duas partes se acusam mutuamente de atravancar as negociações -
patrocinadas pelos Estados Unidos, aliados da oposição, e pela Rússia,
pilar do regime de Damasco -, adiadas inúmeras vezes.
O Estatuto da Criança e do Adolescente é conhecido pela sociedade
brasileira por ECA (as primeiras letras das palavras Estatuto Criança e
Adolescente).
A Lei que deu vida ao ECA é de Nº 8.069, de 13
de julho de 1990 e esta foi sancionada pelo ex-Presidente do Brasil
Fernando Collor de Mello.
O ECA nada mais é do que um
instrumento de cidadania. Na verdade o ECA é uma lei, fruto da luta de
movimentos sociais, profissionais e de pessoas preocupadas com as
condições e os direitos infanto-juvenis no Brasil.
O ECA foi
especialmente criado para revelar os direitos e os deveres das crianças e
dos adolescentes. Também há neste estatuto os direitos e deveres dos
adultos.
O ECA também dispõe sobre a proteção integral das
crianças e dos adolescentes. O art. 3° do ECA assegura-lhes a proteção
integral que se traduz em todas as oportunidades e facilidades "a fim de
lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral espiritual e
social, em condições de liberdade e de dignidade" .
O ECA
garante que todas as crianças e adolescentes, independentemente de cor,
etnia ou classe social, sejam tratados como pessoas que precisam de
atenção, proteção e cuidados especiais para se desenvolverem e serem
adultos saudáveis.
Antes do surgimento do ECA, existia apenas
o Código de Menores (uma lei de 1979), uma lei voltada apenas para os
menores de 18 anos, pobres, abandonados, carentes ou infratores.
Vale a pena lembrar ainda que o ECA respeita as demais leis
internacionais que mencionam os direitos das crianças e dos
adolescentes, como: a Declaração dos Direitos da Criança (Resolução
1.386 da ONU - 20 de novembro de 1959); as regras mínimas das Nações
Unidas para administração da Justiça da Infância e da Juventude - Regras
de Beijing (Resolução 40/33 - ONU - 29 de novembro de 1985); as
Diretrizes das Nações Unidas para prevenção da Delinqüência Juvenil -
diretrizes de Riad (ONU - 1º de março de 1988 - RIAD) entre outros.
ECA é o número um!
Você sabia que o ECA coloca o Brasil em posição de destaque entre os
demais países do mundo por ser considerado uma das leis mais avançadas
na defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes?
Conhecendo e utilizando o ECA...
Como já vimos o ECA nasceu de um movimento de conscientização e
respeito pela criança e pelo adolescente. Assim, com o espírito de somar
esforços para se chegar a uma sociedade melhor, é preciso conhecer
muito bem o nosso ECA para não fazermos um uso inadequado ou um
comentário não verdadeiro sobre ele.
Exemplo de um uso inadequado do ECA:
Em uma casa qualquer, uma mãe pede a seu filho que arrume a bagunça do
quarto e os brinquedos espalhados pela casa, “Filho, ajude a mamãe,
arrume seu quarto e guarde os brinquedos”. Com isso, o filho,
insatisfeito gritou: “ECA na Mãe! Tenho direito de brincar!”.
A Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) vai decretar o dia 2 de
novembro Dia Internacional contra a Impunidade de Crimes contra
Jornalistas. Essa é a data em que foram assassinados dois jornalistas
franceses no Mali. O anúncio foi feito nesta terça-feira, 26, pelo
ministro dos Negócios Estrangeiros da França, Laurent Fabius. Segundo
ele, a votação na organização deverá ser feita nesta terça-feira, 26.
“Com base em uma proposta da França, a Assembleia Geral vai aprovar – é
simbólico, mas importante – um dia internacional para lutar contra a
impunidade dos crimes contra os jornalistas. Pedimos e conseguimos que a
data internacional seja o dia 2 de novembro, o dia do assassinato de
Ghislaine Dupont e Claude Verlon. A partir de agora, todos os anos
haverá esse dia em referência aos colegas franceses assassinados e à
necessária proteção aos jornalistas”, disse Fabius.
No dia 2 de novembro deste ano, Ghislaine Dupont, 57 anos, e Claude
Verlon, de 55 anos, jornalista e técnico na Rádio França Internacional,
estavam em reportagem em Kidal, no Norte do Mali, quando foram
sequestrados por homens armados. Seus corpos foram encontrados menos de
duas horas mais tarde por uma patrulha francesa, a cerca de dez
quilômetros a leste da cidade.
O homem suspeito de ter organizado o sequestro dos dois jornalistas, um
traficante de drogas ligado à Al Qaeda, continua sendo procurado,
segundo a Justiça francesa.
“Pela defesa do direito de informar e de ser informado, é preciso
apoiar firmemente a profissão do jornalista e ser rigoroso quando
ocorrem ataques e crimes”, explicou Fabius.
A
concentração de gases na atmosfera que aquecem o planeta aumentou 32
por cento entre os anos de 1990 e 2012. A informação é da Organização
Meteorológica Mundial, agência da Organização das Nações Unidas, a ONU.
De acordo com a OMM, a quantidade de dióxido de carbono, de metano e de
óxido de nitrogênio na atmosfera alcançou níveis máximos no ano de 2012.
Os três elementos químicos são os
responsáveis pelo efeito estufa e pelo aquecimento global.
A OMM estima
que se a média de emissão de gases tóxicos na atmosfera continuar a
crescer, a temperatura da Terra pode aumentar em quase cinco graus, até o
fim do século.
O especialista em Educação Ambiental da
Universidade de Brasília, Gustavo Souto Maior, explica que a mudança na
temperatura do planeta pode gerar grandes prejuízos para toda a
humanidade."Tem consequências drásticas esse aumento da temperatura.
Afeta a agricultura, por exemplo. Uma série de culturas que dependem de
baixa temperatura, com isso prejudicando o fornecimento de alimentos.
Vai aumentar o degelo das nossas geleiras. As nossas cidades costeiras
vão ter problemas de inundação. A população no mundo todo vai sofrer,
principalmente as populações mais pobres, mas é algo que vai afetar o
mundo todo." Disse.
O
dióxido de carbono é um gás produzido pela combustão de matérias
fósseis como o petróleo e pelo desmatamento de florestas. Gustavo Souto
Maior acredita que é possível retardar o aumento da temperatura do planeta.
Para isso, ele lembra que as nações
devem tomar atitudes econômicas sustentáveis e cuidar melhor do meio
ambiente. Para a OMM, mesmo se a emissão de gases parar totalmente, o
planeta não deve sentir benefícios tão cedo. É que o dióxido de carbono
pode ficar na atmosfera por centenas de anos.
domingo, 29 de setembro de 2013
Inspetores da ONU visitam novos locais na Síria para investigar ataques químicos
Segundo a ONU, especialistas receberam documentos e amostras e realizaram entrevistas
Os especialistas da ONU que investigam locais onde supostamente foram realizados ataques químicos na Síria deixaram neste domingo (29) seu hotel para uma nova missão, constatou um fotógrafo da AFP.
Os especialistas, que chegaram quarta-feira (26) à capital síria para determinar se armas químicas foram usadas no conflito, saíram em quatro veículos da ONU, mas seu destino não foi revelado.
A equipe iniciou quinta-feira (27) os seus trabalhos que consistem em investigar sete locais onde ataques químicos podem ter ocorrido, de acordo com informações fornecidas pela oposição e o regime.
Três destes locais estão localizados perto da capital: Bahhariyé (22 de agosto), Jobar, um subúrbio ao norte de Damasco (24 de agosto), e Ashrafieh Sahnaya, na província de Damasco (25 de agosto). As demais áreas estão localizadas no norte do país.
Durante a sua atual missão, os especialistas "receberam vários documentos e amostras e realizaram várias entrevistas", segundo a ONU, que acrescentou em um comunicado que a equipe deve concluir seus trabalhos na segunda-feira, 30 de setembro.
Os especialistas, liderados por Aake Sellström, já haviam investigado um ataque com armas químicas em 21 de agosto, perto de Damasco, que provocou cerca de 1.500 mortes, segundo Washington. Em seu relatório publicado em meados de setembro, eles concluíram o uso de gás sarin em larga escala no ataque, sem apontar os responsáveis.
Ocidentais e a oposição acusam o regime, que nega.
Fonte: Copyright AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados
Pelo menos 16 pessoas, em sua maioria estudantes do ensino médio, morreram e várias ficaram feridas em um bombardeio da aviação militar síria hoje contra a cidade de Al Raqa, no norte do país, denunciaram ativistas e grupos da oposição. A Coalizão Nacional Síria (CNFROS), principal grupo opositor, anunciou em comunicado que este ataque da aviação do regime foi dirigido contra o Instituto Comercial de Ensino Médio de Ibn Tofayel. Por sua parte, o Observatório Sírio de Direitos Humanos, com sede em Londres, mas com uma ampla rede de ativistas no terreno, afirmou que pelo menos 16 pessoas morreram no ataque.
O ataque ocorreu no mesmo dia em que o presidente síria, Bashar al-Assad, anunciou à TV italiana RaiNews24 que vai respeitar o acordo do Conselho de Segurança da ONU sobre armas químicas. "Nós nos juntamos ao acordo internacional contra a aquisição e o uso de armas químicas mesmo antes dessa resolução ser aprovada", afirmou.
"A aviação síria bombardeou a entrada de uma escola técnica na cidade de Raqa, matando 16 pessoas, incluindo dez alunos menores de 18 anos, e ferindo muitos outros, alguns dos quais estão em estado grave", informou o OSDH. "Houve pânico, crianças chorando na escola e tentando se esconder", relatou uma testemunha à ONG.
Os rebeldes tomaram o controle de Raqa em 6 de março, sendo a única capital provincial nas mãos dos insurgentes. Atualmente, a cidade é controlada principalmente pelos jihadistas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL).
Assad concede entrevista à jornalista da TV italiana em DamascoFoto: AP
No sul, após quatro dias de intensos combates em que 26 soldados e um grande número de insurgentes, incluindo "sete não-sírios" foram mortos, os rebeldes assumiram o controle de um posto aduaneiro e agora ocupam uma faixa de terra da cidade de Deraa, próxima as Colinas de Golã, a leste, segundo o OSDH.
No entanto, um alto funcionário dos serviços de segurança informou à AFP que "não se pode dizer que os grupos terroristas tomaram o controle de uma posição, muitas vezes porque a situação muda repentinamente e a luta continua".
Catorze corpos de membros das Forças de Defesa, que apoiam o regime sírio, mortos um dia antes em Zamalka, perto de Damasco, foram transportados neste domingo para Homs, no centro do país de onde são originários, segundo o OSDH. Uma fonte da segurança informou combates em Zamalka e Jobar (leste).
Ainda de acordo com o OSDH, pelo menos 19 soldados foram mortos e 60 ficaram feridos em um ataque rebelde na madrugada deste domingo contra posições militares em Nasseriya al-Qalamun, ao norte de Damasco. "Há também vítimas nas fileiras dos rebeldes, que conseguiram tomar o controle de várias posições", de acordo com o OSDH. Por sua vez, o exército afirmou ter matado "um grande número" de rebeldes em Nashabiyé, ao norte da capital.
A Jordânia anunciou neste domingo ter protestado na embaixada síria contra a queda de morteiros em Ramtha, em seu território, quinta-feira à noite. "O ministério das Relações Exteriores enviou uma mensagem de protesto à embaixada da Síria em Amman, após a queda de um morteiro sobre a mesquita de Al-Fatah, perto de um parque industrial na cidade de Ramtha", afirmou o ministro jordaniano da Informação, Mohammad Momani, citado pela agência de notícias Petra.
"O morteiro atingiu esta região durante confrontos entre o exército sírio e combatentes (rebeldes) do Exército Sírio Livre (ESL)" do outro lado da fronteira, explicou. Estas informações não puderam ser verificadas de forma independente devido às restrições impostas aos jornalistas pelas autoridades sírias para trabalhar no terreno.
Assad diz que pode deixar presidência, mas não agora
Na entrevista a TV italiana, Bashar al Assad, afirmou que deixaria a chefia de Estado se isso contribuísse para melhorar a situação no país, mas disse não pensar em fazê-lo no meio do atual conflito armado.
"Se abandonar meu cargo contribuísse para melhorar a situação, não teria nenhum escrúpulo, mas agora devo seguir em meu posto", disse Assad. "No meio de uma tempestade não se abandona o navio; minha missão é levá-lo ao porto, não abandoná-lo", argumentou Assad na primeira entrevista concedida a um veículo estrangeiro após a resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre o desmantelamento do arsenal químico da Síria.
O conflito sírio causou desde março de 2011 a morte de cerca de 100 mil pessoas e o deslocamento de dois milhões, segundo as Nações Unidas.
Presidente Bashar al-Assad falou ao canal de TV italiano 'RaiNews24'.
Conselho de Segurança da ONU aprovou resolução sobre armas sírias.
A Síria respeitará acordo da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre armas químicas, afirmou o presidente Bashar al-Assad ao canal de TV italiano "RaiNews24" neste domingo (29), diz a agência Reuters.
"Nós nos juntamos ao acordo internacional contra a aquisição e o uso de armas químicas mesmo antes dessa resolução ser aprovada", afirmou, quando questionado se a Síria se adequaria à resolução adotada na sexta-feira.
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas adotou na sexta uma resolução que exige a erradicação das armas químicas da Síria, mas não ameaça o presidente sírio, Bashar al-Assad, com uma ação militar automática se seu governo não cumprir a determinação.
O texto foi aprovado por unanimidade pelos 15 integrantes do conselho.
Essa é a primeira resolução adotada pelo órgão da ONU sobre a Síria desde o início da guerra civil naquele país, no início de 2011, após os vetos de Rússia e China a três projetos anteriores.
A aprovação ocorreu logo após o comitê executivo da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) ter aprovado o plano sírio para entrega de armas.
A resolução, aprovada após ampla negociação entre Rússia e EUA, exige a erradicação do arsenal, mas não especifica ações punitivas caso o regime do contestado presidente sírio Bashar al-Assad não a cumpra.
Sua aprovação encerra semanas de tensa negociação entre russos -aliados de Assad- e americanos.
Conferência seria mediada pelos Estados Unidos e pela Rússia.
Guerra civil na Síria dura dois anos e meio e deixou milhares de mortos.
O presidente da coalizão de oposição da Síria,
Ahmad Jarba, disse que o grupo está pronto para participar de uma
conferência de Genebra proposta para acabar com dois anos e meio de
conflito na Síria, como parte das intenções de estabelecer um governo de
transição com plenos poderes.
Foi o primeiro compromisso claro da coalizão, apoiada por países
ocidentais e árabes, para participar da conferência proposta, mediada
pelos Estados Unidos e pela Rússia. A coalizão estava relutante em
participar, especialmente depois de um ataque com armas químicas em 21
de agosto, que matou centenas de pessoas em Damasco.
Em uma carta ao Conselho de Segurança da ONU, obtida pela Reuters e
datada de 19 de setembro, Jarba diz que a coalizão "reafirma a sua
vontade de se envolver em uma futura Conferência de Genebra".
Mas " todas as partes devem concordar ... que o objetivo da conferência
será o estabelecimento de um governo de transição com plenos poderes
executivos", conforme estipulado na primeira rodada de conversações
internacionais sobre a Síria em Genebra no ano passado.
Rebeldes e opositores políticos do presidente da Síria, Bashar al-
Assad, também insistiram que ele não deve desempenhar qualquer papel em
um governo de transição. Mas o presidente minimiza as perspectivas de
que vá transferir quaisquer poderes.
Na carta, Jarba apelou ao Conselho de Segurança para tornar qualquer
resolução sobre um acordo russo-americano para a destruição de armas
químicas de Assad sujeita ao "Capítulo 7" da carta da ONU, o que poderia
autorizar o uso da força em caso de não cumprimento.
Jarba também convidou o Conselho a tomar as "medidas necessárias" para
impor um cessar-fogo no país e a libertação de milhares de ativistas
pacíficos.
A oposição e seus aliados ocidentais e árabes dizem que Assad está por
trás do ataque com armas químicas que atingiu áreas rebeldes de Damasco.
Assad acusa os rebeldes de terem promovido o ataque.
A governante fará o
discurso de abertura da Assembleia da ONU e segundo fontes oficiais
abordará a necessidade de se adotar medidas globais para impedir a
espionagem
A
presidente Dilma Rousseff chegará nesta segunda-feira em Nova York para
participar da Assembleia Geral das Nações Unidas, onde provavelmente
criticará a espionagem feita pelos Estados Unidos e da qual foi vítima
direta. Dilma partirá para Nova York na noite de hoje e amanhã não terá
compromissos oficiais, segundo a agenda divulgada pela presidência.
Na terça-feira, como é de costume devido a sua condição de presidente
do Brasil, a governante fará o discurso de abertura da Assembleia da
ONU e segundo fontes oficiais abordará a necessidade de se adotar
medidas globais para impedir a espionagem.
A atuação das agências de inteligência americanas no Brasil esfriou
as relações entre ambos os países e Dilma chegou a adiar a visita de
Estado a Washington prevista para 23 de outubro. Segundo documentos
filtrados pelo ex-técnico da Agência Nacional de Segurança (ANS) Edward
Snowden, o serviço de inteligência americana espionou Dilma, assim como a
Petrobras e cidadãos brasileiros.
Em seu discurso diante dos líderes mundiais, também se prevê que a
presidente critique a política monetária dos Estados Unidos e seu
impacto nas moedas nacionais, declare sua rejeição a uma intervenção na
Síria sem apoio da ONU e reitere seu reconhecimento ao Estado palestino,
entre outros assuntos.
Além de participar da Assembleia Geral, Dilma aproveitará sua estadia
em Nova York para se reunir com empresários americanos e operadores do
mercado de Wall Strett, aos quais apresentará oportunidades de negócios
no Brasil.
Entre os membros da delegação que acompanhará a presidente em Nova
York está o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo,
que entre outros compromissos tem prevista uma reunião com chanceleres
do grupo Brics, formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do
Sul.
Mais de 4 mil crianças sírias cruzaram as fronteiras para países
vizinhos sem a companhia dos pais ou parentes adultos, de acordo com um
relatório divulgado nessa sexta-feira pela Unicef, agência da ONU para a
infância.
Marixie Mercado, porta-voz da agência, disse em Genebra que muitas das
crianças “estavam trabalhando para providenciar uma renda a suas
famílias, e estavam desesperadas para voltar para a escola”. Segundo a
Unicef, ao fugir sozinhas, as crianças ficam vulneráveis ao abuso e
exploração.
Foram registradas 4.150 crianças sírias deixando o país sem a companhia
de um responsável. Destas, 1.698 estão no Líbano – muitas delas são
levadas para trabalhar em campos agrícolas na região do vale Beka’a. A
Jordânia é o novo lar para cerca de 1.170 crianças, incluindo algumas de
até nove anos. No Iraque, estima-se que 300 crianças chegaram pelo
norte do país.
Mercado afirmou que “todas as crianças testemunharam ou foram vítimas
de terríveis níveis de violência”, acrescentando que algumas deixaram a
Síria por conta dos conflitos, enquanto outras saíram para procurar
familiares que já haviam fugido. Algumas crianças, no entanto, são
enviadas para fora do território sírio para que não sejam recrutadas por
forças envolvidas na crise.
De acordo com a Unicef, há atualmente 3,1 milhões de crianças vivendo
em péssimas condições na Síria, por conta da pobreza, falta de lugar
para morar ou por estarem em zonas de conflito.
Além disso, segundo um relatório atualizado nessa sexta-feira, há
1.069.849 crianças sírias vivendo como refugiadas no Líbano, Jordânia,
Iraque, Turquia, Egito e alguns países do norte da África.
A Síria entregou detalhes sobre as armas químicas do
país à Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPCW, na sigla
em inglês) em Haia, informou a organização à Reuters nesta sexta-feira.
Acredita-se
que a Síria possua cerca de 1.000 toneladas de toxinas químicas, e o
país concordou em destruí-los sob um acordo fechado por Rússia-EUA
destinado a evitar um ataque dos EUA contra a Síria.
"Recebemos parte da verificação e esperamos mais", disse um porta-voz da OPCW.
Um
diplomata da ONU, falando sob condição de anonimato, confirmou que os
detalhes foram submetidos. "É bem longo... e está sendo traduzido."
Os
principais membros da organização têm que votar, provavelmente na
próxima semana, em um plano destinado a acelerar a destruição dos
arsenais químicos da Síria, até meados de 2014.
O plano surgiu a
partir de uma ameaça dos EUA de atacar a Síria em resposta a um ataque
com gás venenoso que matou centenas de civis nos arredores de Damasco,
no mês passado.