Mostrando postagens com marcador paz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador paz. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Quase 1.900 morreram na Síria desde início da conferência de paz, diz ONG

Entre os mortos, há 498 civis, diz Observatório Sírio dos Direitos Humanos.
Governo e oposição discutem desde dia 22 saída pacífica para guerra civil.

Quase 1.900 pessoas morreram na Síria desde 22 de janeiro, quando começaram na Suíça as negociações de paz de Genebra 2 entre o regime e a oposição, afirmou nesta sexta-feira (31) o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

Ao menos 498 civis estão entre as vítimas do conflito, que não foi interrompido durante o encontro entre representantes do governo e dos rebeldes em uma cúpula que até o momento não apresentou resultados.

"Entre 22 e 30 de janeiro, houve 1.870 mortos, entre eles 498 civis", disse Rami Abdel Rahman, diretor da entidade ligada à oposição síria.

Até agora, a difícil negociação mediada pela ONU não trouxe nenhum resultado prático.

"Além dos 646 rebeldes, 208 jihadistas da Frente al Nosra e do Estado Islâmico do Iraque e o Levante (EIIL), 515 soldados e milicianos leais ao regime e 3 combatentes curdos perderam a vida durante este período", acrescentou.

Estes combatentes morreram em confrontos entre distintas frentes: forças leais ao governo contra os rebeldes ou insurgentes contra jihadistas e curdos.

"Isso dá uma média de 208 mortos por dia e o número real de mortes é certamente mais elevado", enfatizou Abdel Rahman.

"A conferência de paz de Genebra deveria ter sido realizada com um cessar total das operações militares e das prisões. Pedimos à comunidade internacional que atua de forma séria e real para deter o assassinato e as violações dos direitos humanos na Síria antes de promover uma solução política", afirmou ainda.

arte síria versão 24.01 (Foto: Arte/G1)
 

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Síria: O Papa pede ao G-20 promover o diálogo de paz e evitar intervenção militar

O Papa Francisco enviou uma carta ao Presidente da Rússia, Vladimir Putin, pedindo aos líderes dos estados membros do G-20 que não sejam indiferentes à situação de conflito que vive a Síria, que promovam o diálogo para a paz e a assistência humanitária. O Santo Padre exorta também a evitar uma intervenção militar.

Na missiva, o Santo Padre assinala que embora o encontro tenha um fim principalmente econômico, "peço-lhes que não permaneçam indiferentes diante do drama que tem vivido por muito tempo a querida população síria".

"Ajudem a encontrar caminhos para superar os diferentes contrastes e abandonar toda a vã pretensão de uma solução militar", exortou o Pontífice aos líderes destes países e também lhes pediu "prosseguir com coragem e determinação, uma solução pacífica através do diálogo e negociação entre as partes envolvidas, com o apoio unânime da comunidade internacional".

O Papa assinalou que "infelizmente, dói ver que muitos interesses têm prevalecido desde o início do conflito sírio, impedindo encontrar uma solução que evitasse o massacre desnecessário que estamos assistindo".

Ressaltou que os governos têm "o dever moral" de promover a assistência humanitária a todos os "que sofrem por causa do conflito dentro e fora do país".

Os conflitos armados "criam divisões profundas, que levam muitos anos para cicatrizar-se", sublinhou o Pontífice.

Sustentou que "as guerras são a negação prática de qualquer esforço para alcançar as grandes metas econômicas e sociais que a comunidade internacional tem como dever, por exemplo, o Millennium Development Goals".

Ao finalizar a carta o Santo Padre enviou sua bênção a todos os participantes e cidadãos de todos os estados membros da cúpula econômica do G-20, que desde hoje estarão reunidos em São Petersburgo (Rússia) e lhes pediu também que rezem por ele.