Mostrando postagens com marcador Barack Obama. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Barack Obama. Mostrar todas as postagens

sábado, 18 de janeiro de 2014

Estados Unidos anunciam mudanças nos serviços de inteligência

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta sexta-feira (17) mudanças nos serviços de inteligência do país. Em discurso, ele disse que os serviços de informações não irão espionar rotineiramente países considerados aliados. 

“Fui muito claro para os serviços de informação: a menos que a segurança nacional esteja em jogo, não iremos espionar as comunicações dos líderes dos países aliados mais próximos e nossos amigos”, afirmou.
 
Obama havia informado, no dia 10 deste mês, que faria o anúncio das mudanças, mas que elas ainda estavam sendo definidas. A medida altera a regulação dos programas de vigilância norte-americanos, tão criticados após as denúncias feitas pelo consultor de informática Edward Snowden, que prestava serviços à Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês).
 
As revelações sobre casos de espionagem maciça fornecidas por Snowden aos jornais Washington Post, dos Estados Unidos, e The Guardian, da Grã-Bretanha, provocaram mal-estar diplomático, ao tornar público que os serviços secretos norte-americanos espionaram as comunicações em diversos países. Entre os líderes que tiveram as comunicações monitoradas pelo serviço norte-americano estavam a chanceler alemã Angela Merkel e a presidenta do Brasil, Dilma Rousseff.
 
Em dezembro, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou, por unanimidade, o projeto de resolução O Direito à Privacidade na Era Digital, apresentado por Brasil e Alemanha como reação às denúncias de espionagem internacional praticada pelos Estados Unidos em meios eletrônicos e digitais.

Fonte: Agência Brasil

domingo, 22 de setembro de 2013

Dilma viaja para NY e fará queixa contra espionagem na ONU

A governante fará o discurso de abertura da Assembleia da ONU e segundo fontes oficiais abordará a necessidade de se adotar medidas globais para impedir a espionagem

A presidente Dilma Rousseff chegará nesta segunda-feira em Nova York para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas, onde provavelmente criticará a espionagem feita pelos Estados Unidos e da qual foi vítima direta. Dilma partirá para Nova York na noite de hoje e amanhã não terá compromissos oficiais, segundo a agenda divulgada pela presidência.


Na terça-feira, como é de costume devido a sua condição de presidente do Brasil, a governante fará o discurso de abertura da Assembleia da ONU e segundo fontes oficiais abordará a necessidade de se adotar medidas globais para impedir a espionagem.


A atuação das agências de inteligência americanas no Brasil esfriou as relações entre ambos os países e Dilma chegou a adiar a visita de Estado a Washington prevista para 23 de outubro. Segundo documentos filtrados pelo ex-técnico da Agência Nacional de Segurança (ANS) Edward Snowden, o serviço de inteligência americana espionou Dilma, assim como a Petrobras e cidadãos brasileiros.


Em seu discurso diante dos líderes mundiais, também se prevê que a presidente critique a política monetária dos Estados Unidos e seu impacto nas moedas nacionais, declare sua rejeição a uma intervenção na Síria sem apoio da ONU e reitere seu reconhecimento ao Estado palestino, entre outros assuntos.


Além de participar da Assembleia Geral, Dilma aproveitará sua estadia em Nova York para se reunir com empresários americanos e operadores do mercado de Wall Strett, aos quais apresentará oportunidades de negócios no Brasil.


Entre os membros da delegação que acompanhará a presidente em Nova York está o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, que entre outros compromissos tem prevista uma reunião com chanceleres do grupo Brics, formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.


EFE EFE - Agencia EFE - Todos os direitos reservados. 

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Casa Branca diz que Dilma visitará Washington em data a ser acertada de comum acordo

Foto de arquivo da presidente Dilma Rousseff ao lado de seu homólogo norte-americano Barack Obama, em abril de 2012, nos EUA. A Casa Branca confirmou nesta terça-feira que Dilma adiou uma visita de Estado que faria a Washington em outubro devido a denúncias de espionagem, e disse que uma nova data para a visita será acertada de comum acordo. 09/04/2012 Foto: Kevin Lamarque / Reuters

A Casa Branca confirmou nesta terça-feira que a presidente Dilma Rousseff adiou uma visita de Estado que faria a Washington em outubro devido a denúncias de espionagem, e disse que uma nova data para a visita será acertada de comum acordo.

Dilma conversou por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na segunda-feira à noite, após encontro entre os dois na cúpula do G20, em São Petersburgo, na semana passada.

"O presidente disse que ele entende e lamenta as preocupações que supostas atividades de inteligência dos EUA geraram no Brasil e deixou claro que está empenhado em trabalhar em conjunto com a presidente Dilma Rousseff e seu governo nos canais diplomáticos para superar esta questão como uma fonte de tensão em nossa relação bilateral", disse o porta-voz da Casa Branca Jay Carney.

Reuters

Dilma Rousseff cancela viagem aos Estados Unidos

A presidente Dilma Rousseff decidiu cancelar sua viagem oficial aos Estados Unidos, marcada para o dia 23 de outubro. No Palácio do Planalto a informação é que não há clima para a realização da viagem de Estado a Washington após as suspeitas de espionagem envolvendo o governo americano.

 
Palácio do Planalto vê clima ruim após suspeitas de espionagem da Agência Nacional de Segurança
As respostas dadas até agora sobre os vazamentos de Eduard Snowden, segundo quem Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) monitorou conversas da própria Dilma, além de dados da Petrobras, não foram satisfatórias, na avaliação da presidente. Por isso, o adiamento seria a melhor solução, para que, até lá, o assunto espionagem saia da pauta principal e se possa considerar poder discutir questões econômicas.
 
A resposta do Brasil está sendo informada aos Estados Unidos e a forma de comunicado, construída em conjunto entre os dois países. Os norte-americanos também vão anunciar uma decisão por Washington. Enquanto isso, Dilma mantém a disposição de usar seu discurso da ONU, na semana que vem, para criticar o monitoramento.
 
No início da crise, há dois meses, a reação americana ficou muito aquém do que esperava o Brasil. No fim da tarde dessa segunda, Obama telefonou para Dilma para tratar do assunto. Nem o Itamaraty nem a Presidência revelaram detalhes da conversa dos dois - que aconteceu às 18h30 e durou cerca de 20 minutos.
 
Há duas semanas, a presidente já havia mandado cancelar a viagem da equipe preparatória, que cuida de toda a logística da visita e define os detalhes da agenda. Na semana passada, durante reunião de cúpula do G-20, na Rússia, Dilma declarou que sua ida dependeria de "condições políticas" a serem criadas por Obama.
 
* Com informações, Estadão Conteúdo

Dilma recebe telefonema de Obama e anuncia nesta terça decisão sobre viagem aos EUA



O porta-voz da Presidência da República, Thomas Traumann, informou hoje (16) que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, telefonou às 18h30 para a presidenta da República, Dilma Rousseff. Conforme o porta-voz, a presidenta anunciará amanhã (17) decisão sobre a viagem ao país, programada para outubro. De acordo com Traumann, a conversa entre os dois presidentes durou vinte minutos e o porta-voz não revelou detalhes do telefonema. “A decisão sobre Washington será anunciada amanhã”, disse o porta-voz. Após denúncias de que os Estados Unidos espionaram dados de brasileiros, incluindo da presidenta, Dilma passou a cogitar o cancelamento da visita de Estado ao país.


A presidenta se reuniu no final do dia com o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, para discutir o retorno dado pelo governo norte-americano aos questionamentos do Brasil sobre as denúncias de espionagem. Figueiredo esteve em Washington na semana passada para tratar do assunto com a conselheira de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Susan Rice. Há dez dias, durante a Cúpula do G20, na Rússia, o presidente Barack Obama se comprometeu com a presidenta Dilma a responder aos questionamentos do governo brasileiro em uma semana, prazo já expirado. No início da próxima semana, a presidenta Dilma viajará aos Estados Unidos, mas para a abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. 

Fonte: Agência Brasil

domingo, 15 de setembro de 2013

Mais de 500 pessoas são consideradas desaparecidas em inundações no Colorado

Mais de 500 pessoas foram consideradas desaparecidas neste domingo (15) no Estado do Colorado, no oeste dos Estados Unidos, devido às inundações que deixaram pelo menos cinco mortos, anunciaram as autoridades.

Casas são destruídas e levadas por enchentes, nesta sexta-feira (13), nos arredores de Lyon, no Estado americano do Colorado. A região é castigada há uma semana por fortes chuvas. Mais de duas mil pessoas foram evacuadas de Lyon. Autoridades informaram a morte de quatro pessoas em todo Estado.

Equipes de socorristas mobilizadas em grande escala tentavam localizar mais de 500 pessoas, enquanto novas chuvas eram registradas durante o dia neste Estado, que recebeu em poucos dias o mesmo volume de chuva do que o que registrado normalmente em vários meses.


Um registro provisório indica cinco mortos. Uma mulher arrastada por uma correnteza no sábado na cidade de Boulder foi a última vítima registrada, informaram as autoridades locais. Na quinta-feira (12), os socorristas recuperaram três corpos, e na sexta-feira (13) um quarto corpo foi encontrado no condado de Boulder.

"É possível que haja mais perdas humanas", disse à imprensa o xerife do condado de Boulder, Joe Pelle, mas, "com um exército de voluntários e o socorro aéreo, esperamos chegar a todos o mais rápido possível", acrescentou.

Reforços são esperados depois de o presidente Barack Obama ter decretado estado de emergência no Colorado e ordenado o envio de socorristas e mais equipamentos para ajudar as autoridades locais.

Mas estas já advertiram que levará vários dias para que as equipes de resgate tenham acesso às áreas mais isoladas. Além disso, as chuvas torrenciais continuarão "por mais vários dias", indicaram os meteorologistas.

Os trabalhos dos socorristas eram prejudicados pela destruição de diversas torres de telefonia móvel. Além disso, foram registradas várias quedas de luz e as ruas se transformaram em rios.

Cerca de 250 pessoas foram registradas como desaparecidas só no condado de Larimer, onde cerca de quinhentos moradores foram retirados de suas casas, informou o gabinete do xerife.

No condado vizinho de Boulder, 231 pessoas estão desaparecidas, de acordo com a rede de notícias CNN, mas as autoridades advertiram que esses dados são muito flutuantes.

De qualquer forma, "isto é, sem dúvida alguma, um acontecimento histórico, que vemos uma vez a cada 500 ou 1000 anos, disse ao jornal Denver Post Sean Conway, uma autoridade do condado de Weld.

Fonte: www.uol.com.br

EUA e Rússia dão ultimato para Síria apresentar lista de armas químicas

Se país descumprir o plano, o uso da força será incluído em uma resolução do Conselho de Segurança da ONU.

Estados Unidos e Rússia deram um prazo de sete dias para a Síria entregar a lista de armamento químico. O ultimato foi acertado neste sábado (14) em Genebra, na Suíça.


O anúncio foi feito pelo secretário de Defesa dos Estados Unidos e pelo chanceler russo depois de três dias de intensas negociações em Genebra, na Suíça. Mas o americano John Kerry avisou: "Desta vez, nada de jogos. Não há espaço para qualquer atitude que não seja o total comprometimento por parte do regime de Bashar al-Assad".
  
No documento – de seis pontos –, a Síria fica obrigada a apresentar em, no máximo, uma semana, uma lista detalhada do tipo, quantidade e localização de seu estoque de armas químicas – estimado em mil toneladas. Os inspetores das Nações Unidas deverão ter acesso irrestrito ao arsenal, que será destruído ou removido do país até a metade do ano que vem.


Se a Síria descumprir o plano, o uso da força será incluído em uma resolução do Conselho de Segurança da ONU. Mas o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, relembrou que a Rússia tem poder de veto no conselho e que não apoiaria uma intervenção militar no país.

O presidente americano, Barack Obama, divulgou uma nota comemorando o acordo. Mas ele deixou claro que, se a diplomacia falhar, os Estados Unidos estarão prontos para agir.

Representantes dos rebeldes já disseram que rejeitam o plano.

Hoje o governo sírio voltou a bombardear o subúrbio da capital, Damasco.

Ainda não ficou claro como os inspetores da ONU poderão trabalhar no meio da guerra civil.

Obama diz ter trocado cartas com novo presidente do Irã

Presidente dos EUA fez afirmação em programa de TV neste domingo (15).

Para Obama, diplomacia pode funcionar se apoiada por ação militar.

Barack Obama durante reunião na Casa Branca em 12 de setembro (Foto: Jewel Samad/AFP)
Barack Obama disse que ele e o presidente do Irã, Hassan Rohani, trocaram cartas, e avisou que sua relutância em atacar a Síria não afeta as ameaças dos Estados Unidos de usar a força para impedir a bomba nuclear iraniana.

O presidente norte-americano, em entrevista à rede ABC News que foi ao ar neste domingo (15), confirmou a comunicação com Rohani pela primeira vez, e disse acreditar que a crise das armas químicas síria mostra que a diplomacia pode funcionar se apoiada por ameaças de ação militar.

Obama não revelou detalhes sobre a troca de cartas, mas deixou claro que as preocupações dos Estados Unidos com as ambições nucleares do Irã, são uma questão muito maior, para os EUA, do que as armas químicas na Síria.

Obama e Rouhani falarão na Assembléia Geral das Nações Unidas na próxima semana, no mesmo dia, mas não há planos para que tenham uma reunião.

Obama disse que o Irã deve evitar pensar que os EUA não lançariam um ataque militar em resposta ao programa nuclear apenas porque não atacou a Síria.

Ainda no programa "This Week with George Stephanopoulos", Obama culpou os republicanos conservadores por um impasse sobre o orçamento e insistiu que, embora estivesse disposto a regatear impostos e gastos, não faria um acordo que impusesse condições sobre aumentar o limite da dívida.

Com uma possível paralisação do governo em duas semanas, e a ameaça de um calote da dívida dos Estados Unidos já em meados de outubro, Obama disse que cabe aos parlamentares elaborarem um orçamento.

Mas ele insistiu que o orçamento deveria conter gastos suficientes para ajudar a apoiar o crescimento econômico, e acrescentou que não permitirá aos republicanos a imposição de condições para aumentar o limite de endividamento norte-americano de 16,7 trilhões de dólares.

"Apresentamos nosso orçamento", disse Obama. "Agora cabe ao Congresso surgir com um orçamento que mantenha a tendência de longo prazo de... redução do déficit avançando, mas que também nos permita investir em coisas que precisamos para crescer".

Negociar cortes em seu programa de sistema de saúde em troca de um aumento no limite de endividamento do país não é uma opção, disse Obama.

"O que eu não estava disposto a negociar, e não irei negociar, é o teto da dívida", disse.

Com a crise da Síria menos premente, Washington enfrenta outro confronto fiscal. A maioria das operações do governo vai parar em 1 de outubro a menos que o Congresso aprove um orçamento que o presidente aceite, e os Estados Unidos correm o risco de um calote da dívida em meados de outubro se os parlamentares adiarem elevar o limite da dívida.

Obama e o Congresso liderado pelos republicanos continuam em desacordo tanto sobre o orçamento quanto sobre o limite da dívida.


"Meios de fazer isso"

Na semana passada, os parlamentares consideraram ampliar o fundo do governo que está atualmente em 988 bilhões de dólares até meados de dezembro, mas os republicanos do Tea Party insistiram que os cortes no Obamacare continuem como parte do pacote.


Obama vai destacar o aniversário de cinco anos da crise financeira dos EUA na segunda-feira em um esforço para retomar sua agenda doméstica depois de passar semanas lidando com a Síria e sobre como responder ao uso de armas químicas por aquele país. A crise financeira foi desencadeada em 15 de setembro de 2008, quando o banco Lehman Brothers entrou com pedido de falência.

Obama deve se concentrar no positivo, discutindo o progresso realizado e destacando suas medidas para incentivar a criação de empregos em meio a batalhas orçamentárias esperadas com os republicanos no Congresso nas próximas semanas.

Obama disse que estaria disposto a conversar com o presidente da Câmara, John Boehner, sobre reverter profundos cortes de gastos, que entraram em vigor neste ano através do processo conhecido como sequestro, mas disse que o principal republicano do Congresso era um parceiro relutante.

"Há maneiras de fazer isso. Acontece que eles não se mostraram dispostos a negociar de maneira séria", disse.

sábado, 14 de setembro de 2013

Obama comemora acordo sobre a Síria, mas mantém ameaça de intervenção

O presidente americano, Barack Obama, saudou o acordo obtido neste sábado sobre o desmantelamento do arsenal químico sírio, mas destacou que Damasco deve cumprir seus compromissos.

Em um comunicado, Obama ressaltou que espera que o regime de Bashar al-Assad "esteja à altura de seus compromissos" e acrescentou que "os Estados Unidos continuam preparados para agir, caso fracasse a diplomacia".

Obama disse que o acordo só foi possível "em parte" pelo que ele chamou de ameaça crível do uso da força contra a Síria, como punição por seu suposto uso de armas químicas contra civis no mês passado.

"Mesmo com o importante progresso que foi feito, ainda resta muito trabalho pela frente", afirmou Obama.

"Os Estados Unidos continuarão trabalhando com Rússia, Reino Unido, França, Nações Unidas e outros para garantir que este processo seja verificável, e que haja consequências, se o regime de Assad não cumprir os compromissos estabelecidos hoje. E, se a diplomacia fracassar, os Estados Unidos permanecem preparados para agir", insistiu.

"O uso de armas químicas em qualquer lugar do mundo é um insulto à dignidade humana e uma ameaça à segurança das pessoas", afirmou Obama.

"Por nossos filhos, temos o dever de preservar um mundo sem temor de armas químicas. Hoje, dá-se um importante passo para essa meta", destacou.

O novo acordo dá à Síria uma semana para fornecer detalhes a respeito de seus arsenais de armas químicas e indica que o país árabe deve conceder acesso irrestrito aos inspetores internacionais, com o objetivo de eliminar esse tipo de armamento até meados de 2014.

Dois influentes senadores da oposição republicana, John McCain e Lindsey Graham, rejeitaram o acordo entre seu país e a Rússia.

"Não resolve em nada o verdadeiro problema na Síria, ou seja, o conflito que causou a morte de 110 mil pessoas, o deslocamento de milhões e a desestabilização dos nossos amigos e aliados na região", disseram os congressistas, em comunicado comum distribuído à imprensa.

Ambos temem que tanto os amigos como os inimigos dos EUA considerem o acordo um gesto de fraqueza por parte de Washington.

AFP AFP - Todos os direitos reservados. Está proibido todo tipo de reprodução sem autorização. 

Brasil acolhe satisfeito adesão da Síria à Convenção contra armas químicas

O Governo brasileiro acolheu neste sábado com "satisfação" a adesão da Síria à Convenção Internacional para a Proibição das Armas Químicas e comemorou sua intenção de "aplicá-la imediatamente".

Em comunicado do Ministério das Relações Exteriores, o Brasil lembrou que como um dos "signatários originais" da convenção, espera que a adesão da Síria "impulsione a universalização desse instrumento e conduza a busca do objetivo de um mundo livre de todas as armas químicas".

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, recebeu neste sábado os documentos necessários para que a Síria se una à convenção, com os quais o país árabe formaliza sua adesão, segundo informou a ONU.

A inclusão da Síria na convenção faz parte dos requisitos enunciados pela comunidade internacional para evitar um ataque limitado contra o país, depois que supostamente o regime de Bashar al Assad fez uso deste tipo de armamento no dia 21 de agosto.

"O Brasil comemora também o acordo feito por Estados Unidos e Rússia sobre a eliminação de armas químicas sírias", apontou a nota.

EUA e Rússia chegaram também neste sábado a um acordo para que se inspecionem de maneira "imediata e total" todos os locais de armazenagem de armas químicas em solo sírio para que depois sejam destruídas.
O Brasil "acredita que tais medidas contribuirão significativamente para dar novo vigor à busca de uma solução negociada para atender as legítimas aspirações da sociedade síria".

"Nesse sentido, o Brasil reitera seu inequívoco apoio ao representante especial da ONU e da Liga Árabe, Lakhdar Brahimi, e à realização de uma nova conferência internacional sobre a Síria, para cujo sucesso continua pronto para contribuir", especificou a Chancelaria.

EFE EFE - Agencia EFE - Todos os direitos reservados. Está proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agencia EFE S/A. 

Viagem de Dilma aos EUA será decidida após reunião com Figueiredo

Palácio do Planalto confirmou na noite deste sábado que decisão sobre viagem aos Estados Unidos será

tomada após reunião com chanceler

O Palácio do Planalto confirmou na noite deste sábado que a decisão sobre a visita da presidente Dilma Rousseff aos Estados Unidos só será tomada depois de reunião com o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo. A agência Reuters noticiou hoje que assessores próximos de Dilma têm orientado a presidente a cancelar sua viagem oficial aos Estados Unidos. 


A viagem, prevista para ocorrer no próximo mês, aconteceria após revelações de que a mandatária brasileira e outros órgãos do País foram alvos de espionagem da Agência de Segurança Nacional americana (NSA, na sigla em inglês). Figueiredo viajou aos Estados Unidos nesta semana para ouvir as explicações das autoridades americanas a respeito das denúncias de espionagens, e é aguardado em Brasília para apresentar seu relatório a Dilma.


Entre aqueles que encorajam Dilma a cancelar a viagem está o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo a Reuters.


Dilma participou neste sábado do sepultamento do ex-ministro da Secretaria de Comunicação (Secom) do governo Lula, Luiz Gushiken, no cemitério do Redentor, em São Paulo, onde esteve acompanhada do ex-presidente da República e de diversos ministros. No início da noite, a presidente chegou a Porto Alegre (RS), onde pernoitará. Na manhã de domingo, Dilma prestigiará a cerimônia de conclusão das obras da plataforma de petróleo P-55, em Rio Grande, no sul do Estado.

Espionagem americana no Brasil

Matéria do jornal O Globo de 6 de julho denunciou que brasileiros, pessoas em trânsito pelo Brasil e também empresas podem ter sido espionados pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (National Security Agency - NSA, na sigla em inglês), que virou alvo de polêmicas após denúncias do ex-técnico da inteligência americana Edward Snowden. A NSA teria utilizado um programa chamado Fairview, em parceria com uma empresa de telefonia americana, que fornece dados de redes de comunicação ao governo do país. Com relações comerciais com empresas de diversos países, a empresa oferece também informações sobre usuários de redes de comunicação de outras nações, ampliando o alcance da espionagem da inteligência do governo dos EUA.


Ainda segundo o jornal, uma das estações de espionagem utilizadas por agentes da NSA, em parceria com a Agência Central de Inteligência (CIA) funcionou em Brasília, pelo menos até 2002. Outros documentos apontam que escritórios da Embaixada do Brasil em Washington e da missão brasileira nas Nações Unidas, em Nova York, teriam sido alvos da agência.
Logo após a denúncia, a diplomacia brasileira cobrou explicações do governo americano. O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmou que o País reagiu com “preocupação” ao caso.
O embaixador dos Estados Unidos, Thomas Shannon negou que o governo americano colete dados em território brasileiro e afirmou também que não houve a cooperação de empresas brasileiras com o serviço secreto americano.
Por conta do caso, o governo brasileiro determinou que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) verifique se empresas de telecomunicações sediadas no País violaram o sigilo de dados e de comunicação telefônica. A Polícia Federal também instaurou inquérito para apurar as informações sobre o caso.
Após as revelações, a ministra responsável pela articulação política do governo, Ideli Salvatti (Relações Institucionais), afirmou que vai pedir urgência na aprovação do marco civil da internet. O projeto tramita no Congresso Nacional desde 2011 e hoje está em apreciação pela Câmara dos Deputados.
Monitoramento

Reportagem veiculada pelo programa Fantástico, da TV Globo, afirma que documentos que fariam parte de uma apresentação interna da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos mostram a presidente Dilma Rousseff e seus assessores como alvos de espionagem.

De acordo com a reportagem, entre os documentos está uma apresentação chamada "filtragem inteligente de dados: estudo de caso México e Brasil". Nela, aparecem o nome da presidente do Brasil e do presidente do México, Enrique Peña Nieto, então candidato à presidência daquele país quando o relatório foi produzido.
O nome de Dilma, de acordo com a reportagem, está, por exemplo, em um desenho que mostraria sua comunicação com assessores. Os nomes deles, no entanto, estão apagados. O documento cita programas que podem rastrear e-mails, acesso a páginas na internet, ligações telefônicas e o IP (código de identificação do computador utilizado), mas não há exemplos de mensagens ou ligações.

Planalto confirma que Dilma conversou com Obama para tratar de espionagem

Casa Branca já havia confirmado o encontro entre os dois presidentes

Dilma chega ao jantar oficial do G20, em São Petersburgo, na Rússia, depois de se reunir a sós com o presidente americano, Barack Obama
    Dilma chega ao jantar oficial do G20, em São Petersburgo, na Rússia, depois de se reunir a sós com o presidente americano, Barack Obama Foto: AP
  • O Palácio de Planalto confirmou o encontro da presidente Dilma Rousseff com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, durante a 8ª cúpula do G20, iniciada nesta quinta-feira na Rússia. De acordo com o twitter do Blog do Planalto, a reunião ocorreu logo depois da abertura do evento. A conversa era esperada após denúncias de que os americanos espionaram brasileiros, entre eles a própria presidente.
Encerrada a cerimônia de boas-vindas do G20, líderes das 19 maiores economias mundiais participaram da primeira reunião de trabalho. Depois, se dirigiram ao Palácio Grand Peterhof, em São Petersburgo, onde o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ofereceu um jantar aos chefes de Estado. Dilma e Obama chegaram atrasados ao local.


O governo americano confirmou o encontro, mas não deu qualquer detalhe. Antes, Ben Rhodes, vice-assessor de segurança para comunicações estratégicas da Presidência americana, disse que Obama buscaria fazer com "que os brasileiros tenham um melhor entendimento sobre o que fazemos e o que não fazemos". 


No último fim de semana, reportagem do Fantástico revelou documentos mostrando que a Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos monitorou conversas entre Dilma e seus principais assessores.

As revelações de espionagem causaram mal-estar na relação bilateral e colocaram em dúvida a visita que Dilma deve fazer aos Estados Unidos em outubro. Nesta quinta-feira, o Planalto confirmou o cancelamento da ida a Washington, no sábado, de uma equipe que faria os preparativos da viagem.




Espionagem americana no Brasil

Matéria do jornal O Globo de 6 de julho denunciou que brasileiros, pessoas em trânsito pelo Brasil e também empresas podem ter sido espionados pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (National Security Agency - NSA, na sigla em inglês), que virou alvo de polêmicas após denúncias do ex-técnico da inteligência americana Edward Snowden. A NSA teria utilizado um programa chamado Fairview, em parceria com uma empresa de telefonia americana, que fornece dados de redes de comunicação ao governo do país. Com relações comerciais com empresas de diversos países, a empresa oferece também informações sobre usuários de redes de comunicação de outras nações, ampliando o alcance da espionagem da inteligência do governo dos EUA.



Ainda segundo o jornal, uma das estações de espionagem utilizadas por agentes da NSA, em parceria com a Agência Central de Inteligência (CIA) funcionou em Brasília, pelo menos até 2002. Outros documentos apontam que escritórios da Embaixada do Brasil em Washington e da missão brasileira nas Nações Unidas, em Nova York, teriam sido alvos da agência.

Logo após a denúncia, a diplomacia brasileira cobrou explicações do governo americano. O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmou que o País reagiu com “preocupação” ao caso.

O embaixador dos Estados Unidos, Thomas Shannon negou que o governo americano colete dados em território brasileiro e afirmou também que não houve a cooperação de empresas brasileiras com o serviço secreto americano.

Por conta do caso, o governo brasileiro determinou que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) verifique se empresas de telecomunicações sediadas no País violaram o sigilo de dados e de comunicação telefônica. A Polícia Federal também instaurou inquérito para apurar as informações sobre o caso.

Após as revelações, a ministra responsável pela articulação política do governo, Ideli Salvatti (Relações Institucionais), afirmou que vai pedir urgência na aprovação do marco civil da internet. O projeto tramita no Congresso Nacional desde 2011 e hoje está em apreciação pela Câmara dos Deputados.

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Brasil quer cooperação com Argentina contra espionagem eletrônica

  O Brasil quer cooperar com a Argentina na área defesa cibernética para se proteger de espionagem eletrônica, disse o ministro da Defesa, Celso Amorim, que chegou nesta quinta-feira, 12, à capital argentina para uma visita de dois dias. O tema adquiriu especial relevância a partir das denúncias de que tanto a presidenta Dilma Rousseff como a Petrobras foram espionadas pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA).
 
A informação sobre a espionagem foi divulgada pela imprensa com base em documentos sigilosos revelados ao jornalista norte-americano Glenn Greenwald por Edward Snowden, ex-consultor de informática de uma empresa que prestava serviço à NSA.
 
Segundo Amorim, a defesa cibernética "é a mais importante área de defesa no século 21", mas o Brasil ainda está "dando os primeiros passos". Por isso quer discutir, com a Argentina, uma aliança. "Queremos ter uma ação coordenada, conjunta com a Argentina”, disse o ministro. Ele lembrou que a presidenta Dilma - além de cobrar explicações dos Estados Unidos - pediu "interesse redobrado nas questões de defesa”.
 
Amorim teve um encontro nesta quinta-feira com a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner. Amanhã (13), ele vai se reunir com chanceler argentino, Hector Timerman, e o ministro da Defesa, Agustín Rossi.
 
O comandante do Centro de Defesa Cibernética do Exército, general José Carlos dos Santos, também participará dos encontros. Pelo menos 100 políticos e personalidades da Argentina também foram vítimas de espionagem eletrônica, disse Timerman, na última reunião de presidentes do Mercado Comum do Sul (Mercosul), em julho, no Uruguai.
 
* Com informações da Agência Brasil

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Obama diz que preferia consenso, mas ONU está paralisada sobre a Síria

O presidente americano afirmou que fará um pronunciamento ao povo americano na próxima terça-feira


O presidente americano, Barack Obama, afirmou nesta quinta-feira em São Petersburgo, na Rússia, que preferia que houvesse um consenso internacional sobre uma eventual ação militar na Síria, mas que uma ação unilateral é justificada pelo fato de o Conselho de Segurança da ONU estar paralisado e não responder sobre a utilização de armas químicas pelo regime sírio de Bashar al-Assad. 

Em pronunciamento após o encerramento da cúpula do G20, Obama falou que o uso de armas químicas pelo regime Assad é uma ameaça à segurança mundial e que não responder a essa violação do direito internacional enviaria uma mensagem a nação autoritárias e "piratas" de que elas poderiam utilizar armas químicas sem receberem uma resposta.

Obama confirmou que a questão síria foi tratada pelos líderes reunidos em São Petersburgo durante um jantar na noite de quinta-feira e que líderes asiáticos, europeus e do Oriente Médio concordaram que é preciso tomar uma atitudade em relação à Síria. Segundo Obama, houve um consenso de que armas químicas foram utilizadas na Síria e de que as normas que as proíbem precisam ser mantidas.


Ele também disse que está confiante de que a maioria dos países "está confortável com a conclusão" de que o regime Assad foi o responsável pelo o uso de armas químicas e afirmou que a divisão está entre aqueles que acreditam que uma intevenção militar deve ser respaldada pelo Conselho de Segurança da ONU. 

Obama disse que respeita aqueles que estão preocupados com ações militares fora do Conselho de Segurança da ONU, mas que uma ação precisa ser tomada quando o organismo multilateral alcança um impasse e se torna uma barreira para que normas internacionais sejam respeitadas. O americano disse que a ONU está "paralisada, congelada e não age", em uma referência às seguidas resoluções vetadas por Rússia e China que condenavam as ações do regime de Bashar al-Assad em diversos momentos da guerra civil síria. 


"Mais de 1,4 mil pessoas foram atingidas com gás, mais de 400 delas crianças. Isso não é algo que fabricamos, isso não é algo que estamos utilizando como desculpa", disse Obama. O presidente americano ainda afirmou que, no encontro com os líderes, ele lembrou seus colegas de que foi eleito para acabar guerras e que está fazendo isso há quatro anos e meio. Ele também voltou a garantir que os Estados Unidos não se engajarão em uma longa ação militar na Síria.

Fui eleito para acabar com guerras e não para começar outras, diz Obama
Em relação a um encontro privado que teve com Putin, Obama afirmou que as interações entre eles são "bem francas". O americano disse que ambos concordam que a crise síria só pode ser alcançada através de uma transição política, ainda que discordem de como responder ao uso de armas químicas. 

Obama ainda afirmou que fará um pronunciamento ao povo americano na noite de terça-feira e preferiu não especular qual decisão tomará para o caso de o Congresso americano não concordar com uma intervenção militar na Síria. 

Obama diz entender preocupações do Brasil sobre espionagem

Barack Obama concedeu entrevista coletiva durante encontro do G20 na Rússia Foto: AP

Em entrevista durante reunião do G20, Obama diz levar "muito a sério" as acusações de espionagem dos serviços secretos americanos


O presidente americano, Barack Obama, declarou nesta sexta-feira em São Petersburgo, na Rússia, que entende as "preocupações" de Brasil e México sobre as acusações de espionagem dos serviços secretos de seu país e que as leva "
muito a sério".

"Levo estas acusações muito a sério", disse Obama em uma coletiva de imprensa, antes de assegurar que "entende as preocupações" da presidente Dilma Rousseff e do presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, que lhe pediram explicações.


Levo estas acusações muito a sério

Barack Obama presidente dos Estados Unidos

Segundo Obama, os interesses do seu país com México e Brasil são maiores do que a questão da espionagem, e que não "assina embaixo de tudo que os jornais dizem" a respeito do assunto. Sobre atuação da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês), Obama cogitou dar "um passo atrás" para analisar a forma como as tecnologias têm sido usadas.


Obama ressaltou que "há uma gama de interesses" nas relações envolvendo os EUA e os dois países que, segundo denúncias veiculadas na imprensa, foram espionados. "Especificamente sobre Brasil e México, temos de analisar as alegações. Não assino embaixo de tudo que os jornais dizem. Levo as alegações muito a sério, entendo as alegações de mexicanos e do povo brasileiro, e vamos trabalhar para ver onde está a fonte de tensão", disse.


"A razão pela qual fui ao Brasil é que esse é um país importante e com história de sucesso na transição da ditadura para a democracia, além de ser uma das economias mais dinâmicas do mundo", argumentou o presidente dos EUA.


Sobre a atuação da NSA, envolvida na espionagem ao Brasil e México, Obama disse caber à agência "buscar informações que não estão em fontes públicas", e que essa prática é similar ao que países mundo afora fazem por meio dos seus serviços de inteligência. "A verdade é que somos maiores e temos melhor capacidade", emendou.


"Com a tecnologia mudando tão rapidamente, e as capacidades aumentando ainda mais, é importante que a gente dê um passo atrás e analise o que estamos fazendo, porque, só porque podemos conseguir as informações, não quer dizer que tenhamos que acessá-las. Pode ter aí uma relação custo-benefício que temos que pesar", completou o presidente americano. Ele considerou a possibilidade de a NSA fazer análises "camada a camada", para identificar o que, posteriormente, pode ser analisado de forma mais aprofundada.

           Monitoramento

Reportagem veiculada no último domingo pelo programa Fantástico, da TV Globo, afirma que documentos que fariam parte de uma apresentação interna da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos mostram a presidente Dilma Rousseff e seus assessores como alvos de espionagem.


De acordo com a reportagem, entre os documentos está uma apresentação chamada "filtragem inteligente de dados: estudo de caso México e Brasil". Nela, aparecem o nome da presidente do Brasil e do presidente do México, Enrique Peña Nieto, então candidato à presidência daquele país quando o relatório foi produzido.

O nome de Dilma, de acordo com a reportagem, está, por exemplo, em um desenho que mostraria sua comunicação com assessores. Os nomes deles, no entanto, estão apagados. O documento cita programas que podem rastrear e-mails, acesso a páginas na internet, ligações telefônicas e o IP (código de identificação do computador utilizado), mas não há exemplos de mensagens ou ligações.

Em meio a tensão com EUA, Dilma participa de reunião do G20

Espionagem americana no Brasil

Matéria do jornal O Globo de 6 de julho denunciou que brasileiros, pessoas em trânsito pelo Brasil e também empresas podem ter sido espionados pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (National Security Agency - NSA, na sigla em inglês), que virou alvo de polêmicas após denúncias do ex-técnico da inteligência americana Edward Snowden. A NSA teria utilizado um programa chamado Fairview, em parceria com uma empresa de telefonia americana, que fornece dados de redes de comunicação ao governo do país. Com relações comerciais com empresas de diversos países, a empresa oferece também informações sobre usuários de redes de comunicação de outras nações, ampliando o alcance da espionagem da inteligência do governo dos EUA.



Ainda segundo o jornal, uma das estações de espionagem utilizadas por agentes da NSA, em parceria com a Agência Central de Inteligência (CIA) funcionou em Brasília, pelo menos até 2002. Outros documentos apontam que escritórios da Embaixada do Brasil em Washington e da missão brasileira nas Nações Unidas, em Nova York, teriam sido alvos da agência.

Logo após a denúncia, a diplomacia brasileira cobrou explicações do governo americano. O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmou que o País reagiu com “preocupação” ao caso.

O embaixador dos Estados Unidos, Thomas Shannon negou que o governo americano colete dados em território brasileiro e afirmou também que não houve a cooperação de empresas brasileiras com o serviço secreto americano.

Por conta do caso, o governo brasileiro determinou que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) verifique se empresas de telecomunicações sediadas no País violaram o sigilo de dados e de comunicação telefônica. A Polícia Federal também instaurou inquérito para apurar as informações sobre o caso.

Após as revelações, a ministra responsável pela articulação política do governo, Ideli Salvatti (Relações Institucionais), afirmou que vai pedir urgência na aprovação do marco civil da internet. O projeto tramita no Congresso Nacional desde 2011 e hoje está em apreciação pela Câmara dos Deputados.

Com informações da AFP e da Agência Brasil.