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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Pais também devem verificar composição dos materiais escolares, afirma especialista

ilustração/Google Quem disse que só economizar na hora da compra dos materiais escolares está bom?

Além da economia, todo cuidado é pouco na hora de comprar colas, tintas, borrachas e outros materiais que possam ser tóxicos que podem prejudicar a saúde dos pequenos.

Escolher produtos que zelam pela segurança das crianças são essenciais para começar bem o ano letivo.

Pensando nisso, o Instituto de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial, o Inmetro, disponibiliza, desde 2011, selos de qualidade entre os muitos artigos escolares para verificar aqueles que realmente oferecem risco às crianças.

De acordo com o Instituto, a medida foi tomada devido ao grande número de reclamações dos pais preocupados com a segurança dos filhos.

Segundo a psicóloga, especialista em psicopedagogia, Clinaura Maria Lima, além do selo do Inmetro, os pais devem observar aspectos importantes que constam nos rótulos. "A gente precisa observar a lista, o material e ter esses cuidados em relação à saúde mesmo, a questão da pele de alergias, ver o rótulo, a validade, tudo isso, os pais, professores, o adulto que for comprar esse material precisa observar".

Preocupada com a segurança dos três filhos, a secretária Fernanda Bortoni conta que sempre que vai às compras nas papelarias fica atenta não só aos preços como também na composição do produto escolar. 

 "Eu costumo olhar a questão se é alérgico, se é aprovado, se tem o selo de garantia, claro valores que não sejam também abusivos, porque a gente consegue coisas boas com preços também razoáveis, mas eu to sempre verificando essa questão assim se é tóxico ou se não é".

Além dos cuidados, os pais podem aderir à compra de produtos não-tóxicos existentes no mercado.

A gerente de uma tradicional marca de colas, Carolina Camelier, avisa que as papelarias já contam com várias opções para os pais, mas ela ressalta a importância da atenção na hora da compra.  "Hoje a maioria dos adesivos são à base de produtos não-tóxicos, mas isso deve ser muito observado durante o momento da compra. Nas embalagens o pai deve verificar se existe a indicação de que é um produto não-tóxico, se existe a indicação de que é inflamável, porque se existe a indicação de que é inflamável isso quer dizer que esse produto pode vir a causar algum dano à saúde da criança".

Segundo a psicopedagoga, Clinaura Maria Lima, os pais devem se atentar a faixa etária de cada material. 
 
É importante também que eles realizem uma orientação com os filhos de que nem todo material com o desenho mais colorido e da moda é o mais seguro.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Depressão Infantil cresce no Brasil

Estudos psicológicos mostram que as agressões verbais são tão prejudiciais quanto às físicas e que crianças submetidas a insultos têm mais chance de desenvolver depressão.

A Bruna veio outro dia me dizer que aprendeu na escola que existe uma lei contra pai bater em filho. Dei corda no assunto, porque queria entender onde e como o papo tinha surgido. Descobri que tinha sido um garoto da sala a levantar a conversa na hora do recreio e que, professora atenta, aproveitou a oportunidade para discutir com as crianças a realidade do país. Sabe uma discussão que seria oportuna também? A da violência psicológica contra as crianças. Não acho que a conversa possa ser levada pra sala de aula, calma. Mas entre professores, pais, educadores, enfim. Os especialistas em psicologia sabem bem que as agressões verbais são igualmente desaconselháveis às físicas. Quer dizer, devia existir a Lei do Insulto, assim como a da Palmada...

Não vou me melindrar e criar a expectativa que uma professora nunca extrapole vez ou outra na bagunça da sala de aula. Do mesmo modo, não vou dizer que sempre consigo ser a mãe equilibrada, ponderada, e que não dou meus chiliques de vez quando. Mas há uma diferença essencial entre administrar conflitos e extrapolar autoridade. Quando os filhos exageram na bagunça, na malcriação e na falta de limite é preciso educá-los. Seja em casa ou na escola. Espera-se que pais e professores possam, enfim, conter as crianças com equilíbrio, mas sempre lembrando que uma bronca exagerada ou um desabafo fora de hora podem causar um estrago inestimável na criança.


Frases pesadas que a gente ouve na televisão, na casa do vizinho, na fila do supermercado, que envolvem humilhação, sarcasmo, acusação, como “não acredito que pus no mundo um filho assim”, “mas que ideia brilhante esta!”, “você faz da minha vida um inferno” são insultos. Insulto deseduca. E não é só isso. Insultar uma criança de modo recorrente provoca um trauma que traz como consequência tristeza, alterações de humor, sofrimento moral e rejeição – um cenário que se espalha como epidemia silenciosa entre as crianças, independente da condição social, econômica e cultural, e que tem um nome terrível: depressão. Nos últimos 10 anos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, aumentou em 8% o diagnóstico de depressão em crianças entre 6 e 10 anos.  E a perversidade e o despreparo de um adulto para lidar com o conflito é que estão por trás disso!


O conflito na educação dos nossos filhos é um processo que envolve limite e autocrítica dos dois lados. Se o professor se exalta, se os pais gritam, é preciso parar nesse ponto, reconhecer o erro e definir o que mudar dali pra frente pra aquilo não ocorrer novamente. Quando essa situação não é diagnosticada e nem remediada, vira a bola de neve que ninguém mais sabe dizer onde começou, nem como parar... mas que todo mundo sabe onde e como vai terminar: destruindo a confiança e a autoestima de uma criança.

*foto Fonte das Crianças Tristes (Kansas/EUA): Johan Doe / Creative Commons