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domingo, 27 de abril de 2014

Cuidados com o uso de internet por crianças

A professora Nélia Mara defendeu, em fevereiro deste ano, sua tese de doutorado, em Educação, pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Com o título Você tem face?, o estudo pesquisou as experiências infantis com as redes sociais online, tendo como plataformas de investigação o Orkut e o Facebook.

“Em 2009, meus alunos de seis anos, na classe alfabetização, perguntavam frequentemente se eu tinha Orkut e revelavam, com frequência, novidades sobre seus perfis. Enquanto isso, o grupo de pesquisa do qual faço parte desde 2005, Grupo de Pesquisa Infância e Cultura Contemporânea, coordenado pela professora Rita Ribes, na UERJ, voltava seu foco de estudos para a relação das crianças com as mídias digitais, oportunizando a sistematização teórica e metodológica das minhas questões nascidas na escola. Buscava entender porque as crianças estavam no Orkut, como acessavam e o que gostavam de fazer nas redes sociais online. Dois anos depois, as crianças migraram para o Facebook e, em pouco tempo, muitas tinham suas primeiras experiências com as redes sociais nele. Por isso, os dois sites foram as principais plataformas de análise”, conta.

Segundo Nélia, o grande desafio foi conseguir construir uma metodologia que não desprezasse a dimensão técnica do fenômeno que pretendia estudar e que conseguisse captar, de alguma forma, a fugacidade das relações online e, em última instância, a dinâmica da cultura contemporânea. “Foi assim que nasceu uma pesquisa online, em que eu conversei com crianças entre oito e onze anos através dos chats, além de observar constantemente todas as atualizações nos perfis infantis”, destaca.

Em entrevista à revistapontocom, Nélia conta detalhes do estudo e suas principais conclusões sobre a relação das crianças com as redes sociais online. “Desejo que a entrevista seja o começo de uma conversa com quem se interesse pelo tema e que traduza também num convite para a leitura da tese”, afirma.

Acompanhe a entrevista:

O que leva as crianças a participarem, cada vez mais, das redes sociais?

Nélia Mara – As redes sociais despontam na fase atual da cibercultura como uma potência que inaugura novas experiências nas formas de se relacionar, aprender, conviver, se expressar… Quando me interessei pelo tema, busquei selecionar os sites que as crianças mais acessavam, como forma de conhecer suas experiências e preferências na internet. Queria ir onde elas estivessem. E apesar de, em 2009, época em que surgiram os primeiros movimentos da pesquisa, eu ter conhecido alguns sites de rede social voltados especialmente para crianças, estes não eram sequer citados pelas crianças quando as indagava sobre o que faziam na internet. Talvez esse seja um bom exemplo para pensar que as crianças não vivem num mundo apartado dos adultos, mas estão inseridas na cultura e dela participam ativamente. As crianças querem estar onde todos estão.

Como podemos definir as crianças que participam das redes sociais?

N.M. – São crianças que inauguram experiências que situam a infância em um lugar social inédito na cultura. A pesquisa me permite afirmar que a presença e a participação das crianças nas redes sociais online possibilitam que as vozes das crianças habitem o ciberespaço numa relação de horizontalidade com as vozes dos adultos. Estão todos lá, convivendo, interagindo, comunicando. Isto quer dizer que a possibilidade de as crianças serem emissoras de conteúdo guarda uma potência que liberta a infância dos estatutos modernos calcados na ideia de menoridade e inferiorização em relação ao adulto. São crianças que burlam os protocolos dos sites – que é bom lembrar, ostentam uma proibição hipócrita, visto que atraem as crianças de forma velada –, criam e se apropriam cada vez mais de novas linguagens, novas formas de ser criança e de viver a infância. Para essas crianças, as redes sociais representam hoje, sobretudo, novas formas de interação e sociabilização. Elas jogam, brincam, conversam, assistem a vídeos, produzem vídeos, se informam, aprendem coisas novas, consomem. No entanto, é importante não perder de vista que a cibercultura, essa cultura em rede que vivemos hoje, nos afeta não só materialmente, mas, sobretudo, simbolicamente. Está em jogo a produção de novas linguagens, subjetividades, de novas formas de aprender, de se relacionar, novas relações com o tempo e com o espaço, o que é também vivido por quem não tem, necessariamente, um perfil no Facebook.

São grandes as diferenças de formação, oportunidade, experiência e conhecimento entre crianças que acessam e as que não acessam as redes?

N.M. – Pesquisas oficiais de cunho quantitativo sobre crianças e internet, como as realizadas pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC) em todo o território nacional, têm demonstrado o quanto a condição socioeconômica é fator que determina o acesso à internet, a frequência com que ocorre, bem como a posse de aparatos técnicos. Renda familiar, classe social e região do país – dada desigualdade no investimento das condições técnicas para a distribuição da conexão, se compararmos os dados da região norte com a sudeste, por exemplo – são elementos que interferem de maneira decisiva para a participação das crianças nas redes sociais. No caso específico da pesquisa que realizei, é importante dizer que não se adotou um recorte de classe, pois se buscou, inicialmente, dialogar com crianças que já possuíam perfis em sites de redes sociais e, num segundo momento, crianças que fizessem parte da minha rede de contatos. Dito isto, a pesquisa que realizei não se debruçou sobre um estudo comparativo entre as crianças que têm acesso e as que não têm. No entanto, se aceitamos a ideia de que a cibercultura nos afeta simbolicamente, a questão se complexifica e exige aprofundamento. Mas é inegável que a oportunidade de entrar em contato com o mundo através do seu próprio celular posiciona a criança no mundo de maneira diferente daquela que, sequer, tem o que comer. São, sem dúvida, experiências de infância distintas qualitativamente. Penso que autonomia e criatividade estão no centro da participação nas redes sociais online. Inclusive, as crianças precisam, muitas vezes, criar datas de nascimento fictícias para terem acesso a uma conta no site. Precisam criar um perfil com inúmeras informações sobre si. O próprio ato de apenas “curtir”, no Facebook, alguma postagem, já evidencia uma expressão. Solidariedade e ética são noções por demais subjetivas para serem definidas aqui como algo propiciado pelas redes sociais. As crianças que estão nas redes sociais estão em diálogo com o mundo – elas têm acesso à informação, são encorajadas a se mostrar, a emitir opiniões, a compartilhar o que gostam, a conversar. Mas a formação se dá a todo momento: para a leitura, para a escrita, para a relação com o outro, para a construção da própria identidade, para a construção das noções de privacidade, formação para o consumo… Por isso, ao mesmo tempo em que é indiscutível reconhecer a centralidade que ocupam hoje as redes sociais na vida de muitas crianças, é indispensável pensar em formas articuladas de oferecer uma mediação que possam amplificar e qualificar todas estas fontes de in(formação).

Quando falamos de mediação pensamos no papel dos adultos. As crianças estão sozinhas na rede?

N.M. – Não, elas não estão sozinhas, ainda que acessem a internet sem ninguém por perto fisicamente. Penso que o grande desafio, hoje, para pais, professores e pesquisadores é pensar em novas formas de mediação online. Dado o caráter diferenciado das tecnologias digitais, a mediação não pode ser pensada sobre as mesmas bases, já consolidadas, das mídias eletrônicas. A mobilidade, por exemplo, é uma realidade e uma tendência também entre as crianças, já que a miniaturização dos aparelhos produz também condições para um uso mais individualizado. Se, por um lado, a impossibilidade de acompanhar fisicamente os acessos das crianças à rede pode sugerir menos possibilidade de acompanhamento dos adultos ao que as crianças acessam, há que se compreender que, online, as crianças nunca estão sozinhas. Estar nas redes sociais pressupõe estar em diálogo com alguém, seja um amigo, um familiar, um estranho ou mesmo uma empresa. O “estar com” é a essência do “estar em rede”. Por isso, friso, nosso papel enquanto adultos é buscar o diálogo com as crianças também online, fazendo-se presente também nas redes sociais. Há responsáveis que, sim, marcam sua presença de diferentes formas nos perfis de seus filhos; outros não. Há uma diversidade nas formas como a permissão do acesso às redes sociais acontece nas casas das crianças: há pais que criam os perfis dos filhos, incentivando que coexistam em rede; também há filhos que criam contas para seus pais, em busca de “atualizá-los”. Há famílias, por exemplo, que impõem uma idade mínima para que a criança conquiste o direito de estar numa rede social online, entendendo que é preciso crescer para ganhar novas responsabilidades, mesmo que não seja uma idade inferior à recomendada por sites como o Facebook ou o Orkut. Há pais que usam seus perfis com os filhos, um uso compartilhado. Em outros casos, e aqui já me posiciono como forma de dizer que penso ser a postura mais interessante, cada indivíduo da família possui um perfil, mas os pais e demais adultos interagem online com a criança frequentemente, além de conversarem em casa sobre o assunto. É uma forma de estar junto em rede, de acompanhar o que a criança faz, com quem interage, o que comunica, mas permitindo que ela tenha seu espaço, que ela construa seu perfil com suas características, preferências, fotos que gosta, podendo expressar a singularidade da sua identidade na internet.

E quanto à escola?

N.M. – A escola, de maneira geral, ainda não consegue ocupar o espaço de quem pode e deve colocar esse assunto como questão curricular porque ainda se baseia na lógica da vigilância, da proibição ou mesmo da didatização das tecnologias sob um viés, algumas vezes, empobrecedor e distante dos usos que as crianças fazem fora das salas de aula. Há instituições que, inclusive, proíbem o uso de aparelhos em suas dependências, parecendo fechar-se a uma realidade que está posta. Em paralelo, crianças postam, em seus perfis, fotos na escola em tempo real, o que denuncia que, a despeito de normas meramente burocráticas, as crianças estão em rede, se conectam de seus dispositivos móveis e, na maioria das vezes, a escola não se oferece para o diálogo.

E ao contrário do que se pensa, as crianças têm conhecimento dos perigos da internet, não é isso?

N.M. – As crianças demonstram ter muita informação sobre os perigos a que, possivelmente, estamos todos expostos na internet e nas redes sociais. Essas informações e ressalvas chegam de variadas fontes: a família conversa e instrui, a televisão noticia casos variados sobre o assunto e, mais timidamente, mas progressivamente, a escola também vai se envolvendo neste debate, ainda que o uso desites de redes sociais seja comumente proibido em seus espaços. As crianças mostraram que elegem critérios para aceitar ou recusar pedidos de amizade e eu fui, inclusive, recusada por muitas quando busquei realizar a pesquisa com crianças indicadas por amigos, desconhecidas para mim. As recusas me obrigaram a redesenhar os critérios de escolha dos interlocutores e foram fundamentais no percurso da pesquisa. Ao longo do processo, também me dei conta, em diálogo com outras pesquisas a que fui tendo acesso, que as redes sociais são espaços de encontro entre pessoas que têm ou já tiveram algum tipo de relação face a face. Assim, sob esta lógica, as recomendações dos pais aos filhos sobre os perigos de dar atenção a pessoas estranhas é incorporada também para a vida online. É possível que esta constatação na minha tese, que nem sempre emerge em outros estudos, tenha a ver com a abordagem teórico-metodológica que adotei na pesquisa. A minha premissa foi de que as crianças estão de forma ativa e autônoma nos sites de redes sociais e me interessou ver o que fazem, como usam, por que usam e, em última instância, o que comunicam sobre suas experiências quando estão em rede, enquanto sujeitos criativos e produtores de cultura que são. Há outros estudos que, embora se detenham em temática similar, se fundamentam em concepções de infância que remetem aos pilares modernos de vulnerabilidade, inabilidade e menoridade, já elencando como premissa que há perigos, há uma proibição burocrática e, portanto, as crianças não deveriam estar lá. Penso que falamos, portanto, de lugares distintos; logo, nos posicionamos de formas diferentes em relação às crianças e às experiências de infância, conduzindo as pesquisas por caminhos que, nem sempre, se encontram. É preciso enfatizar aqui que reconhecer que as crianças entendem os perigos a que estamos expostos na internet não representa ignorar a importância do adulto no que diz respeito ao seu papel de proteção da criança. Friso que é fundamental que o adulto assuma o seu lugar de quem se oferece ao diálogo e aponta o caminho seguro. No entanto, me preocupa observar como essa relação se traveste, muitas vezes, em controle e vigilância por parte dos pais. Se é certo admitir que estamos todos, adultos e crianças, aprendendo a viver em rede, também é preciso compreender que a produção compartilhada de sentidos sobre o que nos desafia é um processo que se dá em diálogo.

A participação de crianças e adultos no ambiente online vem estabelecendo um novo tipo de relacionamento?

N.M. – Essa pergunta conduz ao debate pertinente em torno da questão geracional que marca os estudos sobre crianças e tecnologias digitais. Quando nos espantamos com a intimidade dos bebês com um tablet nas mãos, evidenciamos que a questão geracional está posta. Mas é importante não perder de vista que a relação com as mídias sempre esteve atravessada por essa tensão. O que parece complexificar a questão no contexto cibercultura é que a velocidade das transformações e a obsolescência como marca dessa era nos coloca, enquanto adultos, num lugar frágil de quem também se vê inseguro e rendido pelas constantes novidades, tão bem recebidas e incorporadas pelas crianças. Elas lidam com os aparatos de forma lúdica, criativa e desbravadora, enquanto o adulto, com um olhar mais cristalizado para a realidade, se relaciona de forma menos espontânea. Mas, se as redes sociais podem ser concebidas como lugares de encontro, podemos percebê-las na potência do encontro entre adultos e crianças, e não como algo que produz algum tipo de impacto negativo, ou que gera um abismo geracional.
 
Fonte - Observatório da Imprensa

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Pais também devem verificar composição dos materiais escolares, afirma especialista

ilustração/Google Quem disse que só economizar na hora da compra dos materiais escolares está bom?

Além da economia, todo cuidado é pouco na hora de comprar colas, tintas, borrachas e outros materiais que possam ser tóxicos que podem prejudicar a saúde dos pequenos.

Escolher produtos que zelam pela segurança das crianças são essenciais para começar bem o ano letivo.

Pensando nisso, o Instituto de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial, o Inmetro, disponibiliza, desde 2011, selos de qualidade entre os muitos artigos escolares para verificar aqueles que realmente oferecem risco às crianças.

De acordo com o Instituto, a medida foi tomada devido ao grande número de reclamações dos pais preocupados com a segurança dos filhos.

Segundo a psicóloga, especialista em psicopedagogia, Clinaura Maria Lima, além do selo do Inmetro, os pais devem observar aspectos importantes que constam nos rótulos. "A gente precisa observar a lista, o material e ter esses cuidados em relação à saúde mesmo, a questão da pele de alergias, ver o rótulo, a validade, tudo isso, os pais, professores, o adulto que for comprar esse material precisa observar".

Preocupada com a segurança dos três filhos, a secretária Fernanda Bortoni conta que sempre que vai às compras nas papelarias fica atenta não só aos preços como também na composição do produto escolar. 

 "Eu costumo olhar a questão se é alérgico, se é aprovado, se tem o selo de garantia, claro valores que não sejam também abusivos, porque a gente consegue coisas boas com preços também razoáveis, mas eu to sempre verificando essa questão assim se é tóxico ou se não é".

Além dos cuidados, os pais podem aderir à compra de produtos não-tóxicos existentes no mercado.

A gerente de uma tradicional marca de colas, Carolina Camelier, avisa que as papelarias já contam com várias opções para os pais, mas ela ressalta a importância da atenção na hora da compra.  "Hoje a maioria dos adesivos são à base de produtos não-tóxicos, mas isso deve ser muito observado durante o momento da compra. Nas embalagens o pai deve verificar se existe a indicação de que é um produto não-tóxico, se existe a indicação de que é inflamável, porque se existe a indicação de que é inflamável isso quer dizer que esse produto pode vir a causar algum dano à saúde da criança".

Segundo a psicopedagoga, Clinaura Maria Lima, os pais devem se atentar a faixa etária de cada material. 
 
É importante também que eles realizem uma orientação com os filhos de que nem todo material com o desenho mais colorido e da moda é o mais seguro.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Comandante da BM em São Marcos orienta pais na contratação do transporte escolar para os filhos

Vai se aproximando o reinício das aulas e muitos pais começam a procurar o transporte escolar para que seu filho vá para escola com segurança e volte para casa com tranquilidade. Antes de contratar o serviço, é preciso verificar se o veículo tem autorização para transportar crianças e adolescentes, ficar atento aos itens de segurança e observar a conduta do motorista no trânsito.
 
Conforme o comandante do 2° Pelotão da Brigada Militar (BM) em São Marcos, Tenente Marco Antonio Picoli, os filhos merecem a maior segurança, e os pais, devem primeiramente observar o estado do veículo.
 
Divulgação – As nossas crianças são os nossos maiores tesouros. Nós temos que dar aos nossos filhos a maior segurança possível. Partindo desse pressuposto, eu acredito que a primeira coisa é verificar a aparência do veículo. Se o veículo aparentemente apresenta problemas de lataria, iluminação e pneus, já vai demonstrar uma certa ineficiência na prestação desse serviço – orienta Picoli.
 
No interior do veículo deve-se observar se as poltronas estão em condições perfeitas, se há cinto de segurança pra todos e, principalmente, observar a capacidade de pessoas no veículo.
 
– Deve-se observar qual é a quantidade de criança que o veículo vai transportar, para que realmente tenha lugar suficiente para as nossas crianças nesses veículos – explica Picoli.
 
A segunda coisa a ser observada será o motorista. Os pais podem verificar se o motorista fez o curso de capacitação exigido para o transporte escolar. A informação consta na carteira de habilitação, que precisa ser da categoria D.
 
– O condutor tem que estar bem apresentado. Ele é uma pessoa que tem a responsabilidade de conduzir os nossos filhos até a escola – disse Picoli.
 
Os pais podem observar o modo como o motorista dirige, o cuidado que ele tem com as crianças no momento do embarque e desembarque.
 
– Se os pais perceberem alguma irregularidade devem chamar a atenção e, principalmente, chamar a Brigada Militar para que tome as providencias necessárias. Nós não podemos fazer vistas grossas para isso – finaliza Picoli.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Cuidados com fogos de artifícios nas festas de fim de ano

Ilustração (Foto: Eduardo De Bastiani/Divulgação)Com a chegada do fim do ano, nas festividades de Natal e véspera de ano novo, a incidência de acidentes envolvendo fogos de artifícios é crescente. O que era pra ser festa e comemoração pode se tornar casos de tragédias.
 
O comandante interino do Copo de Bombeiros de Flores da Cunha, sargento Pelizzaro, alerta para o uso inadequado dos artefatos. Para se manter em segurança, o sargento lembra de cuidados básicos e adverte: o uso inadequado dos produtos explosivos aumentam as chances não apenas de queimaduras, mas de ocorrências de mutilação dos dedos, mãos e rosto.
 
- É sempre importante cuidar a localização onde os artefatos serão acionados, neste caso onde não tenham aglomeração de pessoas e presença de rede elétrica. A direção a qual o equipamento será submetido também requer toda precaução, bem como os cuidados próprios com o acendimento – reforça.
 
Em caso de acidentes, o socorro médico deve ser solicitado através do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), no telefone 192. Orientações podem ser obtidas pelo 193, número do Corpo de Bombeiros.
 
Confira algumas dicas para soltar fogos de artifício com segurança:

- Não compre fogos de artifícios clandestinos, na maioria das vezes não são testados. Esses fogos são vendidos de forma avulsa e não trazem as orientações do fabricante na embalagem.
- Sigas as dicas do fabricante e peça orientações de como proceder no momento da compra do artefato.
- Compre artefatos que venham com a base para encaixar no suporte dos fogos de artifício, para que seja possível colocar no chão. Dessa forma, não é preciso segurá-los com as mãos.
- Nunca deixe crianças soltar fogos.
- A distância para explodir os fogos com segurança é de 30 a 50 metros de pessoas, edificações e carros.
- Se os fogos não estourarem, não tente reaproveitá-los. Molhe-os para apagar o pavil e evitar acidentes e leve na loja em que comprou para trocá-los.
- Se for guardar fogos de artifício em casa, deixe-os em um local seco e longe de fogões, isqueiros e do acesso a fumantes. 

sábado, 16 de novembro de 2013

Chega o verão: Cuidados com animais peçonhentos

  Estamos nos aproximando da estação mais quente do ano, o verão. Esse é um período em que os cuidados com animais peçonhentos devem ser redobrados. Conforme a coordenadora do setor de epideumologia da Secretaria de Saúde de Farroupilha, seguidamente tem acontecido acidentes com esses tipos de animais no município. Em 2012, foram quatro acidentes com aranhas marrom a Loxosceles.


As aranhas-marrons (Brasil) ou aranhas-violino (Portugal), Loxosceles spp. são aracnídeos venenosos, conhecidas por sua picada necrosante. Elas são membros da família Sicariidae.


As aranhas-marrom têm um comprimento total de cerca de 3–4 cm (um terço disso sendo o corpo, de coloração típicamente marrom) e seis olhos na cor branca.

Algumas apresentam o desenho de uma estrela no cefalotórax. De teias irregulares, têm como característica a peregrinação noturna e a alta atividade no verão.Durante o dia permanecem escondidas sob cascas de árvores e folhas secas de palmeira - na natureza - ou atrás de móveis, em sótãos porões e garagens - no ambiente doméstico.

ilustração//google Tem por habitat, calçados, roupas que não são utilizadas a algum tempo, por isso, sempre que for utilizar uma peça de vestuário, é bom verificar se não há dentro ou sobre essa peça, uma dessas aranhas.


As cobras, também fazem parte da família dos peçonhentos, e tem causados acidentes no município de Farroupilha, segundo a coordenadora Paulina Inês Guisso.
 
Outra recomendação, é evitar fazer torniquete, quando alguém for picado por uma cobra, e nem mesmo fazer um corte e “chupar” o local, pois com essa atitude que fizer, será contaminado pelo veneno.


É muito fácil para distinguir cobras peçonhentas das não peçonhentas. As peçonhentas têm a cabeça triangular, destacada do corpo e com escamas miúdas. Suas pupilas são estreitas e verticais. Tem um orifício entre a narina e o olho.

ilustração//google A cauda é curta e mais ou menos distinta do corpo, porque afina rapidamente, e em algumas apresenta um chocalho. Já as não peçonhentas têm uma cabeça alongada coberta de placas e não de escamas. Seus olhos são grandes e não possuem o orifício entre a narina e o olho como as peçonhentas.

Suas escamas são achatadas dando as cobras um brilho. Em Farroupilha no ano que passou foram quatro casos, todos necessitaram utilizar o soro antiofídico.

A taturana também é uma incidência na região, e quando alguém for atingido pelos espinhos de uma destas deve buscar imediatamente atendimento médico, recomenda Paulina.


Existe um tipo de taturana que é a mais venenosa, e que se deve ter muito cuidado.
 
ilustração//google Escorpiões são outros peçonhentos que já provocaram acidentes no bairro Industrial em janeiro de 2012, onde houve uma superpopulação.


A reprodução desse animal, acontece quando encontram restos de alimentos, principalmente restos de carne, que é com o que eles se alimentam e com isso aumentam a população, colocando em risco pessoas adultas e crianças, pois eles podem invadir casas. “Dentre esses, o escorpião amarelo é o mais perigoso”. Conclui Paulina, destacando principalmente, que sempre que possível, quando alguém for atacado por um desses animais, que é importante que se pegue o animal e leve junto ao posto de saúde para que se consiga saber exatamente qual o tipo de animal é, para aplicar o soro específico, pois para cada um há um tipo de soro.

sábado, 12 de outubro de 2013

Cuidados ao escolher o presente das crianças

Pediatras recomendam atenção às informações da embalagem para garantir a segurança dos pequenos


Cuidados ao escolher o presente das crianças
Brinquedos são os presentes ideais para a criançada, especialmente no dia dedicado a elas: divertem, educam, aprimoram o desenvolvimento intelectual e físico e melhoram até a relação afetiva com os pais. Mas eles podem oferecer riscos à saúde dos pequenos. Apesar de o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) fornecer um selo garantindo que o produto é seguro, há muitos brinquedos vendidos em lojas que não são certificados ou são inadequados à faixa etária da criança. Para acertar na escolha, fique atento aos cuidados que pediatras recomendam. 


Ruídos excessivos


Brinquedos que emitem sons muito altos podem causar danos à audição da criança. “Às vezes, os pais estão em uma loja com muito barulho e não conseguem perceber que o som do brinquedo é muito alto”, diz o pediatra Marcelo Otsuka. O cuidado vale tanto para carrinhos e celulares de brinquedo quanto para jogos de videogame. Esse último exemplo, aliás, pede uma atenção ainda maior na escolha: “além de regular o som da televisão, é preciso evitar games de luta e morte, que podem induzir a criança a ter um comportamento mais agressivo”, alerta o médico. 


É brinquedo ou comida?


Objetos com formas e cheiros que imitam alimentos podem fazer com que crianças tentem engoli-los, principalmente as menores de três anos. “Verifique se há peças pequenas, que são mais fáceis de serem ingeridas”, alerta a pediatra Alessandra Cavalcante. Mesmo brinquedos maiores, como bonecas grandes com cheiro de fruta, precisam de atenção. “Eles podem transmitir doenças, já que a criança irá levar o objeto à boca várias vezes, confundindo com comida”, explica Marcelo.  


Objetos que cortam


Partes cortantes ou pontiagudas não devem compor os brinquedos. Crianças que estão aprendendo a andar, por exemplo, podem tropeçar e cair em cima delas. 


Substâncias tóxicas


Guie-se pelas instruções da embalagem para saber qual a composição. “O exemplo mais comum que temos é a massinha de modelar. Confirme se há indicação no rótulo de que ela não é tóxica”, orienta Marcelo. Tinta com chumbo também é outra substância altamente tóxica. “É um metal pesado que pode levar a sérios problemas dermatológicos e outras complicações de saúde”, explica o médico. 


Fabricante


Verifique se a embalagem do brinquedo possui informações do fabricante (nome, endereço e telefone ou outra forma de contato). Isso representa uma maior garantia de que o brinquedo não tem origem duvidosa e é fabricado dentro de padrões adequados de segurança. 


Brinquedos elétricos


Cuidado com brinquedos que precisam ser ligados na tomada, principalmente se as da sua casa não forem adaptadas ao modelo mais seguro. Crianças pequenas podem tentar mexer sozinhas no fio e na tomada. “Dependendo da intensidade do choque, pode ocorrer até parada cardíaca e óbito”, alerta o pediatra Marcelo. 


Mercado informal


O Inmetro não recomenda comprar brinquedos no comércio informal, como camelôs. Esses produtos, geralmente mais baratos, costumam ser irregulares e falsificados e podem até conter substâncias tóxicas na composição. Também é importante exigir sempre a nota fiscal do estabelecimento para que haja responsabilidade social em caso de acidente ou defeito no produto.


Prazo de validade


Muitos brinquedos apresentam data de validade e, quando vencidos, podem exalar mau cheiro e soltar fragmentos da pintura que podem ser ingeridos, além de outros sinais de decomposição que prejudicam a saúde da criança. 


Por Letícia Gonçalves
Fonte: portal Minha Vida

domingo, 29 de setembro de 2013

PROCON ORIENTA SOBRE CUIDADOS NECESSÁRIOS NA HORA DE COMPRAR ALIMENTOS


O Procon de Bento Gonçalves orienta para que o consumidor, ao constatar que os alimentos estão estragados ou com objetos suspeitos não identificados, informe imediatamente a Anvisa (0800-6429782), a Vigilância Sanitária do Município ou a Delegacia do Consumidor, que é o órgão responsável da Polícia Civil, efetuando ocorrência policial. Desse modo, a autoridade policial realizará a apuração, por meio do inquérito ou termo circunstanciado, dos crimes praticados contra os consumidores. Após isso, com o registro de ocorrência em mãos, o consumidor pode procurar o Procon.
O coordenador do órgão no município, Maciel Giovanella, lembra que se o consumidor adquirir produtos que apresentem alguma contaminação ou a presença de algo não identificado, pode solicitar ao fornecedor a substituição do produto por outro da mesma espécie em perfeitas condições ou a restituição imediata da quantia paga. "Se ficar comprovado que houve irregularidade no processo de fabricação de um alimento, a empresa fabricante poderá ser penalizada nos termos do Código de Defesa do Consumidor. Além disso, o consumidor tem o direito de ser indenizado pelo constrangimento e pelos danos que possam afetar a sua saúde na forma judicial", salienta.  

Atenção às embalagens dos produtos

Leia com cuidado as informações escritas sobre os produtos em letras legíveis sobre data de fabricação, prazo de validade, composição, peso, modo de usar, advertências sobre os riscos e outros dados essenciais ao consumidor. Não leve para casa embalagens estufadas, enferrujadas, amassadas, furadas, rasgadas, violadas ou que estejam vazando. Latas assim podem indicar que o alimento está estragado. Se você só notar o problema quando chegar em casa, tome as seguintes providências:
- procure o estabelecimento onde foi feita a compra; - apresente a nota fiscal ou ticket e exija a troca ou peça seu dinheiro de volta;
- se o fornecedor não quiser trocar o produto, envie uma reclamação por escrito ao estabelecimento em que comprou o produto;
- peça ajuda ao Procon;
- se você se sentir mal, com intoxicação, após consumir um alimento estragado, procure imediatamente um médico;
- guarde as receitas que o médico passar e os comprovantes de despesas e, assim que puder, entre em contato com a Vigilância Sanitária. Informe com detalhes, qual o alimento suspeito, onde você o comprou e a hora que comeu ou bebeu;
- a declaração dada pela Vigilância Sanitária servirá como prova, caso você recorra à Justiça.  

Caso em Bento Gonçalves
O Procon de Bento Gonçalves notificou nesta quinta-feira (26/09) uma empresa fabricante de alimentos, para que esclareça o relato de uma consumidora do bairro São Francisco, que teria achado um animal morto em um sachê de molho de tomate num estabelecimento comercial da cidade. Devido à notificação a fabricante terá de informar o número de lote, a data de fabricação e de validade dos produtos, o total de unidades distribuídas na cidade e os potenciais riscos à saúde e à segurança aos consumidores. As ações estão sendo promovidas pelo órgão e também pela Vigilância Sanitária. 

Segundo informações colhidas junto à Vigilância Sanitaria, o material foi recolhido e enviado para análise. 


Assessoria de Comunicação Social Prefeitura Bento Gonçalves