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sexta-feira, 12 de maio de 2023

NetFar do Bem faz um ano de parceria com Pequeno Grande Campeão

Viva Nós! Sim, Parabéns para NetFar e Pequeno Grande Campeão! Completamos 1 ano de Parceria! E que venham mais e mais anos! Parceria se dá pelo Projeto NetFar do Bem, que contribui para estarmos Conectados com Você Usuário, Amigo e Parceiros. Conheça o Projeto, acesse: www.netfar.net/dobem

A Netfar do Bem é um projeto de múltiplas ações dedicado a promover a responsabilidade social da empresa (RSE), gerando um impacto positivo à sociedade. Nosso objetivo é empreender promovendo cidadania. Junto aos nossos clientes e nossos colaboradores buscamos contribuir para uma sociedade mais participativa, responsável e solidária.

Desde seu início, a Netfar disponibilizou o serviço de internet gratuita para instituições de fins filantrópicos de Bento Gonçalves. Com os anos, o desejo de contribuir para uma sociedade melhor foi crescendo e amadurecendo e em 2019 foi lançada a Netfar do Bem e sua ação piloto: campanhas de arrecadação que ocorressem ao longo de todo o ano, vinculadas ao serviço prestado pela empresa, engajando os clientes Netfar a fazer o bem conosco. A ação deu certo e segue acontecendo até hoje. Assim, quanto mais a Netfar cresce, mais cresce o número de doações e crescemos junto com a sociedade em que estamos. Vem fazer o bem com a gente!

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Seu filho já falou sobre o WhatsApp da Momo?

Alerta à Todos!


Uma figura medonha, “Momo”, ativa nas redes sociais, tem apavorado muita gente ao ameaçar usuários de aplicativos de conversa, aleatoriamente, em uma nova espécie de “jogo” online cujo objetivo nada mais é que amedrontar e tirar o sono das vítimas. Pelo menos até agora. No Brasil, dezenas de “convocações” para o jogo, nos últimos meses, despertaram a atenção das autoridades e órgãos vinculados à segurança na internet já emitiram o alerta: a “brincadeira” é coisa séria e pode virar golpe. A Instituição Pequeno Grande Campeão e Brique da Praça, deseja alertar toda comunidade para que possa acompanhar de perto este novo “Modismo”, observado as práticas das crianças e adolescentes nos aplicativos que possuem, orientando-os (as) sobre o perigo que os envolve.

Vamos Juntos, Vencer o Mal! Repasse!

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Internet liberada em mais duas praças de Bento

Agora, seis pontos da cidades estão ofertando o sinal gratuitamente

Para promover a inclusão digital em Bento Gonçalves, foi liberada internet gratuita em mais duas praças do município, a da Igreja São Roque e do bairro Fátima. Com essa iniciativa, seis pontos estão ofertando o acesso sem fio à população. As praças Centenário, Vico Barbieri, Achyles Mincarone e Rui Lorenzi (Praça das Rosas) já possuíam o sinal ativo. Além da instalação do sistema, placas de sinalização também foram inseridas nos locais, alertando a população do serviço. A rede "Bento Digital" não possui senha.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

PPC: Serra registra 20 mil votos pela internet


A região do Corede Serra registrou 20.253 votos pela internet na escolha de Prioridades para o Orçamento do Estado. A região foi a segunda em índice de participação online, sendo superada somente pelo Corede Médio Alto Uruguai que computou 28.750 votantes, o que representa mais de 10% do total da votação pela internet, que encerrou na noite desta quarta-feira (04), e atingiu 255.751 votos online em todo o estado. Esta é a maior votação de forma digital desde o início do processo de consultas à população, iniciado em 2005. 

Neste ano, a Votação de Prioridades disponibilizou R$ 200 milhões para a consulta popular, cifra 21% maior no comparativo com o período anterior, quando o montante somava R$ 165 milhões. Os números da votação presencial, que ocorreu no dia 4 em todo o Estado, ainda serão computados e divulgados pela Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag).
 
A Votação de Prioridades faz parte do Sistema Estadual de Participação Popular e Cidadã, e é a quarta etapa de debates sobre o Orçamento Estadual que é elaborado pela Secretaria do Planejamento, Gestão e Participação Cidadã e deve ser encaminhado pelo Governador do Estado à Assembléia Legislativa até o dia 15 de setembro de cada ano, na forma de Proposta de Lei Orçamentária Anual (Ploa). Consta da proposta o texto de mensagem do chefe do Poder Executivo, no qual são analisados os cenários macro e microeconômico, as finanças estaduais, a regionalização das receitas e das despesas, os indicadores socioeconômicos, entre outros itens relevantes. 
 
Entre os diferenciais da campanha deste ano, consta a utilização maciça das redes sociais para viralizar conteúdos e atrair novos votantes, sob coordenação do Gabinete Digital, encarregado de ampliar o alcance no ambiente online. Com o apoio da Procergs e da Seplag, responsável pela consulta, o sistema de votação também foi reformulado a partir do zero, propiciando uma interface mais amigável e a possibilidade de cruzar dados por meio do Login Cidadão. A estratégia possibilitou, por exemplo, que os participantes recebessem cupons extras para o Sorteio do Milhão da Nota Fiscal Gaúcha, agendado para março de 2015.
 
 
Fonte: Corede Serra

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Caiu na net: muito além da exposição

Divulgação de cenas íntimas na internet é mais do que invasão de privacidade: é crime

Caiu na net: muito além da exposiçãoMais do que escancarar a realidade íntima de algumas garotas, como nos recentes casos de imagens de pelo menos três jovens de Bento Gonçalves que foram expostas na internet, a propagação de fotos de conteúdo erótico em redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas desperta outra abordagem comportamental nem sempre tão discutida: a agilidade com que a mesma sociedade que incentiva e difunde a sexualidade passa a condená-la de forma tão severa. É essa a avaliação que a psicóloga e terapeuta sexual Jaqueline Barretti faz da repercussão que as situações de desejada exposição na rede ganharam nas últimas semanas. 

Para a profissional, um dos aspectos mais importantes a serem considerados é o tratamento diferenciado que é aplicado quando as protagonistas dos fatos são do sexo feminino. “Nós sabemos que essa descoberta da sexualidade, esses jogos sexuais, sempre existiram e sempre existirão entre adolescentes. É uma maneira de experimentar o prazer, mesmo sozinho, e que antes apenas era feita de outras formas. E sabemos também que muitos meninos fazem esse tipo de fotos, mas nunca são julgados da mesma forma que elas. A sociedade ainda é extremamente perversa em casos assim, especialmente com a mulher”, analisa.

Quando os responsáveis por espalhar o material são, por exemplo, ex-namorados ou amigos, o impacto tende a ser ainda maior. “É muito pior, porque além de estar exposta, a pessoa ainda precisará conviver com a decepção de ter confiado em alguém que traiu sua confiança. Quando isso acontece em função do fim de um relacionamento, só reforça o sentimento de posse e se transforma em uma vingança cruel”, destaca Jaqueline.

O apoio da família é fundamental para superar o ocorrido e não alimentar traumas que prejudiquem a vida daqui para frente. “Não adianta fugir, ainda mais porque o mundo eletrônico não permite se esconder do problema. Ele vai junto. E não há como esquecer, mas é preciso encontrar a melhor forma de conviver com isso”, completa a psicóloga.

A chegada a um ponto extremo, como uma ocorrência em Veranópolis, em 2013, na qual uma jovem tirou a própria vida após ser vítima de situação semelhante, é tratada pela especialista como exceção. “Normalmente, em ocasiões assim, já há uma predisposição. Cabe justamente à família acompanhar, monitorar e, se necessário, buscar ajuda profissional. Mas o mais importante é ouvir, confiar e dar suporte”, explica.

Por fim, Jaqueline diz que é impossível esperar uma mudança comportamental dos jovens e que o caminho não é exigir que eles passem a reprimir seus sentimentos. “O que eles têm que aprender é encontrar uma forma de se proteger dessas armadilhas. Infelizmente, para que a maioria aprenda, alguns têm que pagar esse preço altíssimo. E é preciso discutir cada vez mais esse assunto em casa e nas escolas. Não há outro caminho, é preciso ser direto e objetivo com os adolescentes”, conclui a terapeuta. 

"É desumano", diz vítima

Um vídeo, extremamente íntimo, divulgado por um ex-namorado e espalhado para milhares de pessoas, ainda marca a vida de uma empresária de Bento Gonçalves, que prefere preservar sua identidade. O episódio, que ocorreu quando ela tinha 16 anos de idade, deixou marcas que ela jamais irá esquecer. Tudo começou quando um ex-namorado, inconformado com o fim do relacionamento, mostrou o vídeo para colegas de trabalho. Imediatamente, as imagens já estavam em diversas mãos. “Ele fez isso por raiva e por maldade. Mas talvez nem ele tenha se dado conta do tamanho da repercussão que iria ocasionar e como isso prejudicaria não só a minha vida, mas também a dele”, conta, afirmando que depois do episódio ele se mudou de Bento Gonçalves. “Não conseguia entender como a pessoa teria coragem de fazer isso, afinal, estava me expondo e expondo a si mesmo”. Confira trechos da entrevista.

SERRANOSSA – Como isso interferiu na sua vida? 

Vítima – Seria muita hipocrisia dizer que esse fato não interferiu na minha vida pessoal e profissional e nos meus relacionamentos. Realmente interferiu, mas somente naquela época. Houve momentos de indiferença. Os poucos amigos que se afastaram depois do episódio hoje não fazem falta alguma e, inclusive, alguns buscaram uma reaproximação. Por conta da divulgação do vídeo, fui demitida, mas a empresa não imagina o quanto isso foi bom. Fez com que eu criasse coragem para tantas outras coisas que eu já conquistei com meu trabalho: apartamento pago, carro e faculdade, por exemplo. Depois disso, também tive outros namorados e posso dizer que foram homens de verdade e que nunca se importaram com isso. Emocionalmente, a mulher fica desestruturada. Senti medo, pânico, raiva, ansiedade, nervosismo e profunda tristeza. Quem julga, comenta, invade a intimidade de outra pessoa causa outros danos a ela: morais, à saúde, à liberdade, às escolhas.

SERRANOSSA – Como sua família reagiu?

Vítima – Eles procuravam não falar sobre este assunto e não questionavam. Sabiam o que tinha acontecido, mas entenderam que fui vítima de uma circunstância. E nunca me julgaram por conta do vazamento na internet. 

SERRANOSSA – Você processou essas pessoas que divulgaram e espalharam o vídeo?

Vítima – Naquela época não existiam leis específicas para crimes eletrônicos, isso é bem recente. Absolutamente nada. Era tudo muito vago. Entrei com um processo, mas as leis não colaboraram. Fui ressarcida de outras formas. Se fosse hoje, certamente teria sido diferente. Geralmente, a pena não condiz com a violência psicológica causada. 

SERRANOSSA
– E hoje, como você vê essa situação?

Vítima – Hoje sou uma mulher madura, estabilizada, bem relacionada, e não mais uma adolescente de 16 anos. Muitos, até hoje, falam sobre a coragem que tive por ter enfrentado tudo isso sozinha, por ter tapado os ouvidos para a ignorância alheia e tocado todos os sonhos à frente. Confesso que por inúmeras vezes senti uma alegria imensa quando me disseram: “tu não é nada daquilo que eu imaginava”. 

SERRANOSSA – Hoje as imagens se espalham com muito mais rapidez, por causa de aplicativos nos celulares e redes sociais... 

Vítima – Essa situação desumana vai contra as frases de impacto que hoje são postadas nas redes sociais. O sujeito fala de respeito, mas não assegura a privacidade de sua parceira; posta sobre amizade, mas apunhala pelas costas a amiga; recita sobre educação e debocha das fotos que viu. Essa situação me fez amadurecer mais depressa e se tornou plausível analisar quem tem caráter. E a vida de uma pessoa não pode ser rotulada somente por um vídeo ou uma foto. Já recebi fotos e vídeos de inúmeras meninas, inclusive que conheço, e confesso não ter visto nada diferente daquilo que todo mundo faz! Não repasso e não tenho o mínimo de interesse em assistir. Outra coisa, a frase “é uma guria de Bento” não cola mais. O sotaque é nordestino, mas dizem que a guria é de Bento.

SERRANOSSA – O que você diria para quem está tendo imagens divulgadas?

Vítima – O vazamento de imagens na internet não é o que você representa para si e para quem realmente merece a sua importância. É ruim, constrangedor, difícil de digerir, mas passageiro. Porém requer paciência. O segredo é ter coragem, assumir os erros, não ter vergonha de ser o que é. Hoje é muito comum as meninas fazerem fotos eróticas e salvar no celular. Simples, fácil e rápido: deletar sempre. Já os sujeitos que repassam as imagens precisam se autoafirmar: querem mostrar com quem estão se relacionando ou se relacionaram. Até não ser a vez da própria mãe. É desumano, desrespeitoso, sem caráter. Acreditam que ganharão “moral” perante os amigos. Querem farra, denegrir a mulher, ser o centro das atenções no meio da turma. Quem repassa ensaia a dissimulação. São imaturos e imensamente inseguros com a sua sexualidade. Eles julgam a mulher, mas estão fazendo o quê? A mulher que repassa este tipo de conteúdo também deve ficar atenta: a tecnologia está aí, e ela pode ser a próxima. 

Repassar imagens é delito

A delegada titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), Isabel Pires Trevisan, diz que o registro de ocorrências envolvendo exposição íntima sempre aconteceu em Bento Gonçalves, mas tem se popularizado em função das redes sociais. Segundo ela, o repasse de imagens pornográficas sem autorização é crime. “É importante deixar claro que todas as pessoas que repassam as imagens indevidas também podem responder por crime contra a honra”, explica. Mesmo que não exista uma lei específica para punir quem divulga imagens íntimas sem o consentimento da pessoa, quem espalha esse tipo de conteúdo pode responder pelos delitos de difamação e injúria, violência psicológica, crime digital e pornografia infantil.
A delegada confirma que vários casos ainda estão em investigação. “Nós temos diversas pessoas indiciadas por esse tipo de delito. Nesses casos, o mais difícil é a identificação do autor. É importante que a vítima consiga a maior quantidade de material possível para incluir no inquérito”, conta. O primeiro passo para quem for vítima é procurar a polícia. 

Em Bento, os casos de crime contra a honra são investigados pela Deam quando envolvem crianças ou adolescentes e pela Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) quando a vítima tiver mais de 18 anos. Isabel alega que é difícil contabilizar o número total de ocorrências devido às várias formas como elas podem estar catalogadas. “Esses crimes podem ser registrados como difamação ou contra a honra, por exemplo, por isso é difícil de dizer quantos registros recebemos em média. Existem outros que não chegam a ser registrados”, explica.

A delegada pede mais cuidado na manipulação de imagens na internet. “As pessoas devem se precaver nessa situação. Acreditamos que pessoas de boa fé não devem repassar fotos ou vídeos, por isso concordamos que o repasse também é crime. O que também temos recebido são montagens fotográficas em que aparece somente o corpo e se manipula a imagem para dar a entender que seja determinada pessoa. Isso também é crime”, alerta. Em todos os casos, o procedimento da polícia é encaminhar os dados para perícia. “Todo o material é encaminhado para perícia que realiza uma investigação detalhada. Se preciso, os administradores das páginas e redes sociais são contatados para que, caso necessário, seja feita a quebra de sigilo”, diz a delegada.

Fique seguro!

Tome alguns cuidados com a manipulação de informações sigilosas na internet. Sempre coloque uma senha em seu computador ou celular e evite deixar imagens íntimas salvas – o furto de celular é comum. Fique atento e não adicione pessoas que você não conhece. Suspeite de e-mails desconhecidos.

O WhatsApp é um dos mais populares aplicativos no Brasil, mas vem sendo utilizado para a prática de crimes eletrônicos, como o compartilhamento de conteúdo ofensivo, ameaçador, difamatório e envolvendo crimes de intolerância e pornografia infantil. 

Como proceder se você foi vítima

O primeiro passo é procurar a Polícia Civil e registrar uma ocorrência com a maior quantidade de informações possível.

Converse com quem viu a imagem ou participa de grupos fechados e verifique se há como descobrir os nomes dos participantes ou números telefônicos dos responsáveis pelo conteúdo ofensivo.

Tenha em mente que o nome que aparece em um contato pode ser falso, então, busque pelo número de telefone utilizado para repassar as mensagens.

Se algum amigo recebeu o conteúdo, ele pode fazer um backup da conversa e enviar para um e-mail, que servirá como prova. 

Após o registro da ocorrência, é possível abrir um processo para requerer o extrato das comunicações feitas de um usuário WhatsApp para outro. É um erro processar a operadora de telefonia ou provedor de internet obrigando que sejam fornecidos dados de um usuário do WhatsApp, já que cada um faz o cadastro independente no sistema.

Reportagem: Jonathan Zanotto, Jorge Bronzato Jr. e Raquel Konrad

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Internet: Marco Civil passa valer em todo país

A Lei que regulamenta o uso da internet no Brasil, o chamado Marco Civil da Internet, foi sancionada pela presidenta Dilma Rousseff.

A norma foi analisada pelos deputados federais por mais de dois anos e por menos de um mês no Senado. O Marco Civil da Internet garante a liberdade de expressão, direitos e deveres para usuários e provedores da rede mundial de computadores em todo território nacional.

Com a Lei, o usuário passa a ter direito ao livre acesso a internet, independentemente, do plano contratado pelo internauta. As empresas não vão poder cobrar a mais por serviços como downloads de músicas e vídeos. O provedor vai ser obrigado garantir o sigilo sobre informações pessoais dos usuários e excluí-las de todos os bancos de dados quando o internauta encerrar a conta.

Além disso, o Marco Civil prevê ainda, que o usuário passe a ser responsável por todo o conteúdo que postar na internet. O internauta vai poder ser processado judicialmente por mensagens, comentários e por publicações de vídeos que agridem outras pessoas nas redes sociais como o Facebook e o Twitter. O texto da Lei foi aprovado pelos deputados Federais e  seguiu para análise dos senadores, no dia 25 de março.

No Senado, os parlamentares da base aliada do Governo bloquearam as emendas sugeridas pela oposição. É que se, o texto tivesse sido alterado teria que retornar para a Câmara dos Deputados, o que atrasaria a sanção da Lei, ainda mais.

O pedido da aprovação da Lei sem emendas foi feito pela presidenta Dilma Rousseff que esperava aprovar a medida antes do início da conferência internacional sobre governança na internet, esta semana, em São Paulo.
 
Fonte: Agência do Rádio, colaboração, Cristiano Carlos

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Ingressos para shows da ExpoBento já podem ser adquiridos pela internet

Site Bluticket disponibiliza bilhetes para shows do Só pra Contrariar, Nando Reis, Guri de Uruguaiana e Peppa Pig
 
Quatro shows da 24ª ExpoBento, que ocorre entre os dias 5 e 15 de junho, no Parque de Eventos de Bento Gonçalves, já possuem ingressos à venda. Quem quer garantir presença nos shows do Só pra Contrariar, Nando Reis, Guri de Uruguaiana e no infantil Peppa Pig pode adquirir bilhetes do primeiro lote pelo site www.blueticket.com.br. A comercialização física inicia em 5 de maio, nas Lojas Benoit de toda a Serra Gaúcha. Ingressos para os demais shows começam a ser comercializados antes do final de abril.
 
Integrando a turnê dos 25 anos da banda, o Só pra Contrariar chega a Bento Gonçalves tendo novamente seu líder e vocalista, Alexandre Pires, como atração de destaque. O grupo deve apresentar grandes sucessos que embalaram amantes do samba e do pagode ao longo de mais de duas décadas. Ingressos para pista custam R$ 20, front vip R$ 40, camarotes R$ 60 e on stage R$ 90. O show ocorre no dia 7 de junho, às 23 horas.
 
Um dos maiores compositores do pop rock nacional em sua geração, Nando Reis, baixista da primeira composição dos Titãs, sobe ao palco da ExpoBento no dia 11 de junho, às 23 horas, para apresentar grandes sucessos de sua carreira solo, gravados por ele e por parceiros. Ingressos para pista custam R$ 20, front vip R$ 40, camarotes R$ 60 e on stage R$ 90.
 
Os Causos do Guri de Uruguaiana é um novo show de Jair Kobe com seu divertido personagem, cantando versões do Canto Alegretense como Ratanga, Garota de Ipanema, Elvis Presley, entre outras. Alegre para todas as idades, o espetáculo ocorre no dia 12 de junho, às 23 horas. Ingressos para pista custam R$ 20 e front vip R$ 40.
 
Peppa Pig é a grande atração para as crianças. A porquinha e sua família, que são sucesso na televisão, chegam ao palco da ExpoBento no dia 6 de junho, às 19 horas. De origem britânica e vencedor de vários prêmios internacionais, o desenho, que é exibido em 180 países é ideal para crianças em idade pré-escolar. Crianças até dois anos não pagam ingressos, que podem ser adquiridos por R$ 15 para pista e R$ 30 espaço kids.
 
Os quatro shows ocorrem no Pavilhão E do Parque de Eventos de Bento Gonçalves. As compras pela internet podem ser feitas com cartão de crédito em até três vezes ou por boleto bancário, com pagamento à vista. Cada ingresso adquirido para estes shows, o visitante ganha o ingresso para a feira.
 
Os outros shows
Fãs da cultura gauchesca poderão se deliciar com o espetáculo O melhor do Canto Encanto Nativo, no dia 5 de junho, no Pavilhão E, às 23h. Outro destaque é a apresentação da invernada artística do atual campeão do ENART, CTG Ronda Charrua, dia 8 de junho, na Arena do Pavilhão A. Oswaldir & Carlos Magrão sobem ao palco da Praça de Alimentação, no Pavilhão B, no dia 10, às 21h. Mesmo local por onde passa outro ícone da música brasileira, Renato Borghetti, no dia 14, às 20h.
 
Programação completa em: www.expobento.com.br.

domingo, 27 de abril de 2014

Cuidados com o uso de internet por crianças

A professora Nélia Mara defendeu, em fevereiro deste ano, sua tese de doutorado, em Educação, pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Com o título Você tem face?, o estudo pesquisou as experiências infantis com as redes sociais online, tendo como plataformas de investigação o Orkut e o Facebook.

“Em 2009, meus alunos de seis anos, na classe alfabetização, perguntavam frequentemente se eu tinha Orkut e revelavam, com frequência, novidades sobre seus perfis. Enquanto isso, o grupo de pesquisa do qual faço parte desde 2005, Grupo de Pesquisa Infância e Cultura Contemporânea, coordenado pela professora Rita Ribes, na UERJ, voltava seu foco de estudos para a relação das crianças com as mídias digitais, oportunizando a sistematização teórica e metodológica das minhas questões nascidas na escola. Buscava entender porque as crianças estavam no Orkut, como acessavam e o que gostavam de fazer nas redes sociais online. Dois anos depois, as crianças migraram para o Facebook e, em pouco tempo, muitas tinham suas primeiras experiências com as redes sociais nele. Por isso, os dois sites foram as principais plataformas de análise”, conta.

Segundo Nélia, o grande desafio foi conseguir construir uma metodologia que não desprezasse a dimensão técnica do fenômeno que pretendia estudar e que conseguisse captar, de alguma forma, a fugacidade das relações online e, em última instância, a dinâmica da cultura contemporânea. “Foi assim que nasceu uma pesquisa online, em que eu conversei com crianças entre oito e onze anos através dos chats, além de observar constantemente todas as atualizações nos perfis infantis”, destaca.

Em entrevista à revistapontocom, Nélia conta detalhes do estudo e suas principais conclusões sobre a relação das crianças com as redes sociais online. “Desejo que a entrevista seja o começo de uma conversa com quem se interesse pelo tema e que traduza também num convite para a leitura da tese”, afirma.

Acompanhe a entrevista:

O que leva as crianças a participarem, cada vez mais, das redes sociais?

Nélia Mara – As redes sociais despontam na fase atual da cibercultura como uma potência que inaugura novas experiências nas formas de se relacionar, aprender, conviver, se expressar… Quando me interessei pelo tema, busquei selecionar os sites que as crianças mais acessavam, como forma de conhecer suas experiências e preferências na internet. Queria ir onde elas estivessem. E apesar de, em 2009, época em que surgiram os primeiros movimentos da pesquisa, eu ter conhecido alguns sites de rede social voltados especialmente para crianças, estes não eram sequer citados pelas crianças quando as indagava sobre o que faziam na internet. Talvez esse seja um bom exemplo para pensar que as crianças não vivem num mundo apartado dos adultos, mas estão inseridas na cultura e dela participam ativamente. As crianças querem estar onde todos estão.

Como podemos definir as crianças que participam das redes sociais?

N.M. – São crianças que inauguram experiências que situam a infância em um lugar social inédito na cultura. A pesquisa me permite afirmar que a presença e a participação das crianças nas redes sociais online possibilitam que as vozes das crianças habitem o ciberespaço numa relação de horizontalidade com as vozes dos adultos. Estão todos lá, convivendo, interagindo, comunicando. Isto quer dizer que a possibilidade de as crianças serem emissoras de conteúdo guarda uma potência que liberta a infância dos estatutos modernos calcados na ideia de menoridade e inferiorização em relação ao adulto. São crianças que burlam os protocolos dos sites – que é bom lembrar, ostentam uma proibição hipócrita, visto que atraem as crianças de forma velada –, criam e se apropriam cada vez mais de novas linguagens, novas formas de ser criança e de viver a infância. Para essas crianças, as redes sociais representam hoje, sobretudo, novas formas de interação e sociabilização. Elas jogam, brincam, conversam, assistem a vídeos, produzem vídeos, se informam, aprendem coisas novas, consomem. No entanto, é importante não perder de vista que a cibercultura, essa cultura em rede que vivemos hoje, nos afeta não só materialmente, mas, sobretudo, simbolicamente. Está em jogo a produção de novas linguagens, subjetividades, de novas formas de aprender, de se relacionar, novas relações com o tempo e com o espaço, o que é também vivido por quem não tem, necessariamente, um perfil no Facebook.

São grandes as diferenças de formação, oportunidade, experiência e conhecimento entre crianças que acessam e as que não acessam as redes?

N.M. – Pesquisas oficiais de cunho quantitativo sobre crianças e internet, como as realizadas pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC) em todo o território nacional, têm demonstrado o quanto a condição socioeconômica é fator que determina o acesso à internet, a frequência com que ocorre, bem como a posse de aparatos técnicos. Renda familiar, classe social e região do país – dada desigualdade no investimento das condições técnicas para a distribuição da conexão, se compararmos os dados da região norte com a sudeste, por exemplo – são elementos que interferem de maneira decisiva para a participação das crianças nas redes sociais. No caso específico da pesquisa que realizei, é importante dizer que não se adotou um recorte de classe, pois se buscou, inicialmente, dialogar com crianças que já possuíam perfis em sites de redes sociais e, num segundo momento, crianças que fizessem parte da minha rede de contatos. Dito isto, a pesquisa que realizei não se debruçou sobre um estudo comparativo entre as crianças que têm acesso e as que não têm. No entanto, se aceitamos a ideia de que a cibercultura nos afeta simbolicamente, a questão se complexifica e exige aprofundamento. Mas é inegável que a oportunidade de entrar em contato com o mundo através do seu próprio celular posiciona a criança no mundo de maneira diferente daquela que, sequer, tem o que comer. São, sem dúvida, experiências de infância distintas qualitativamente. Penso que autonomia e criatividade estão no centro da participação nas redes sociais online. Inclusive, as crianças precisam, muitas vezes, criar datas de nascimento fictícias para terem acesso a uma conta no site. Precisam criar um perfil com inúmeras informações sobre si. O próprio ato de apenas “curtir”, no Facebook, alguma postagem, já evidencia uma expressão. Solidariedade e ética são noções por demais subjetivas para serem definidas aqui como algo propiciado pelas redes sociais. As crianças que estão nas redes sociais estão em diálogo com o mundo – elas têm acesso à informação, são encorajadas a se mostrar, a emitir opiniões, a compartilhar o que gostam, a conversar. Mas a formação se dá a todo momento: para a leitura, para a escrita, para a relação com o outro, para a construção da própria identidade, para a construção das noções de privacidade, formação para o consumo… Por isso, ao mesmo tempo em que é indiscutível reconhecer a centralidade que ocupam hoje as redes sociais na vida de muitas crianças, é indispensável pensar em formas articuladas de oferecer uma mediação que possam amplificar e qualificar todas estas fontes de in(formação).

Quando falamos de mediação pensamos no papel dos adultos. As crianças estão sozinhas na rede?

N.M. – Não, elas não estão sozinhas, ainda que acessem a internet sem ninguém por perto fisicamente. Penso que o grande desafio, hoje, para pais, professores e pesquisadores é pensar em novas formas de mediação online. Dado o caráter diferenciado das tecnologias digitais, a mediação não pode ser pensada sobre as mesmas bases, já consolidadas, das mídias eletrônicas. A mobilidade, por exemplo, é uma realidade e uma tendência também entre as crianças, já que a miniaturização dos aparelhos produz também condições para um uso mais individualizado. Se, por um lado, a impossibilidade de acompanhar fisicamente os acessos das crianças à rede pode sugerir menos possibilidade de acompanhamento dos adultos ao que as crianças acessam, há que se compreender que, online, as crianças nunca estão sozinhas. Estar nas redes sociais pressupõe estar em diálogo com alguém, seja um amigo, um familiar, um estranho ou mesmo uma empresa. O “estar com” é a essência do “estar em rede”. Por isso, friso, nosso papel enquanto adultos é buscar o diálogo com as crianças também online, fazendo-se presente também nas redes sociais. Há responsáveis que, sim, marcam sua presença de diferentes formas nos perfis de seus filhos; outros não. Há uma diversidade nas formas como a permissão do acesso às redes sociais acontece nas casas das crianças: há pais que criam os perfis dos filhos, incentivando que coexistam em rede; também há filhos que criam contas para seus pais, em busca de “atualizá-los”. Há famílias, por exemplo, que impõem uma idade mínima para que a criança conquiste o direito de estar numa rede social online, entendendo que é preciso crescer para ganhar novas responsabilidades, mesmo que não seja uma idade inferior à recomendada por sites como o Facebook ou o Orkut. Há pais que usam seus perfis com os filhos, um uso compartilhado. Em outros casos, e aqui já me posiciono como forma de dizer que penso ser a postura mais interessante, cada indivíduo da família possui um perfil, mas os pais e demais adultos interagem online com a criança frequentemente, além de conversarem em casa sobre o assunto. É uma forma de estar junto em rede, de acompanhar o que a criança faz, com quem interage, o que comunica, mas permitindo que ela tenha seu espaço, que ela construa seu perfil com suas características, preferências, fotos que gosta, podendo expressar a singularidade da sua identidade na internet.

E quanto à escola?

N.M. – A escola, de maneira geral, ainda não consegue ocupar o espaço de quem pode e deve colocar esse assunto como questão curricular porque ainda se baseia na lógica da vigilância, da proibição ou mesmo da didatização das tecnologias sob um viés, algumas vezes, empobrecedor e distante dos usos que as crianças fazem fora das salas de aula. Há instituições que, inclusive, proíbem o uso de aparelhos em suas dependências, parecendo fechar-se a uma realidade que está posta. Em paralelo, crianças postam, em seus perfis, fotos na escola em tempo real, o que denuncia que, a despeito de normas meramente burocráticas, as crianças estão em rede, se conectam de seus dispositivos móveis e, na maioria das vezes, a escola não se oferece para o diálogo.

E ao contrário do que se pensa, as crianças têm conhecimento dos perigos da internet, não é isso?

N.M. – As crianças demonstram ter muita informação sobre os perigos a que, possivelmente, estamos todos expostos na internet e nas redes sociais. Essas informações e ressalvas chegam de variadas fontes: a família conversa e instrui, a televisão noticia casos variados sobre o assunto e, mais timidamente, mas progressivamente, a escola também vai se envolvendo neste debate, ainda que o uso desites de redes sociais seja comumente proibido em seus espaços. As crianças mostraram que elegem critérios para aceitar ou recusar pedidos de amizade e eu fui, inclusive, recusada por muitas quando busquei realizar a pesquisa com crianças indicadas por amigos, desconhecidas para mim. As recusas me obrigaram a redesenhar os critérios de escolha dos interlocutores e foram fundamentais no percurso da pesquisa. Ao longo do processo, também me dei conta, em diálogo com outras pesquisas a que fui tendo acesso, que as redes sociais são espaços de encontro entre pessoas que têm ou já tiveram algum tipo de relação face a face. Assim, sob esta lógica, as recomendações dos pais aos filhos sobre os perigos de dar atenção a pessoas estranhas é incorporada também para a vida online. É possível que esta constatação na minha tese, que nem sempre emerge em outros estudos, tenha a ver com a abordagem teórico-metodológica que adotei na pesquisa. A minha premissa foi de que as crianças estão de forma ativa e autônoma nos sites de redes sociais e me interessou ver o que fazem, como usam, por que usam e, em última instância, o que comunicam sobre suas experiências quando estão em rede, enquanto sujeitos criativos e produtores de cultura que são. Há outros estudos que, embora se detenham em temática similar, se fundamentam em concepções de infância que remetem aos pilares modernos de vulnerabilidade, inabilidade e menoridade, já elencando como premissa que há perigos, há uma proibição burocrática e, portanto, as crianças não deveriam estar lá. Penso que falamos, portanto, de lugares distintos; logo, nos posicionamos de formas diferentes em relação às crianças e às experiências de infância, conduzindo as pesquisas por caminhos que, nem sempre, se encontram. É preciso enfatizar aqui que reconhecer que as crianças entendem os perigos a que estamos expostos na internet não representa ignorar a importância do adulto no que diz respeito ao seu papel de proteção da criança. Friso que é fundamental que o adulto assuma o seu lugar de quem se oferece ao diálogo e aponta o caminho seguro. No entanto, me preocupa observar como essa relação se traveste, muitas vezes, em controle e vigilância por parte dos pais. Se é certo admitir que estamos todos, adultos e crianças, aprendendo a viver em rede, também é preciso compreender que a produção compartilhada de sentidos sobre o que nos desafia é um processo que se dá em diálogo.

A participação de crianças e adultos no ambiente online vem estabelecendo um novo tipo de relacionamento?

N.M. – Essa pergunta conduz ao debate pertinente em torno da questão geracional que marca os estudos sobre crianças e tecnologias digitais. Quando nos espantamos com a intimidade dos bebês com um tablet nas mãos, evidenciamos que a questão geracional está posta. Mas é importante não perder de vista que a relação com as mídias sempre esteve atravessada por essa tensão. O que parece complexificar a questão no contexto cibercultura é que a velocidade das transformações e a obsolescência como marca dessa era nos coloca, enquanto adultos, num lugar frágil de quem também se vê inseguro e rendido pelas constantes novidades, tão bem recebidas e incorporadas pelas crianças. Elas lidam com os aparatos de forma lúdica, criativa e desbravadora, enquanto o adulto, com um olhar mais cristalizado para a realidade, se relaciona de forma menos espontânea. Mas, se as redes sociais podem ser concebidas como lugares de encontro, podemos percebê-las na potência do encontro entre adultos e crianças, e não como algo que produz algum tipo de impacto negativo, ou que gera um abismo geracional.
 
Fonte - Observatório da Imprensa

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Justiça alerta consumidores sobre falha de segurança na internet

Nas últimas semanas, foi amplamente divulgada a existência de uma falha de segurança que pode atingir boa parte dos usuários da internet. A falha é no sistema responsável pelas comunicações consideradas seguras (criptografadas) utilizado em boa parte dos serviços da internet, o OpenSSL, e pode permitir que informações sensíveis dos usuários da rede sejam enviadas a terceiros.
 
Neste contexto, a Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiaça (Senacon/MJ) busca esclarecer algumas questões básicas de interesse do consumidor, bem como lhes fornecer recomendações sobre como se proteger.
 
O que é a falha de segurança Heartbleed?

Heartbleed é o nome que foi dado à falha de segurança que afeta a tecnologia utilizada para garantir conexões protegidas pela internet na sua implementação mais comum, a biblioteca OpenSSL. Ela incide, em especial, na execução do mecanismo conhecido como Heartbeat Extension dos protocolos TLS/DTLS (Transport Layer Security – Segurança da Camada de Transporte)
 
Esta vulnerabilidade permite a violação dos mecanismos de segurança de provedores de serviços e aplicações de serviços de Internet que se utilizem do OpenSSL, colocando em risco as informações dos usuários.
 
Como esta falha afeta as comunicações e a utilização da Internet?
 
A falha de segurança Heartbleed pode permitir o acesso não autorizado aos registros de sistemas que se protegem pela versão vulnerável do OpenSSL, permitindo, por exemplo (1) ter acesso a informações privadas do consumidor, como senhas e nomes de usuário; (2) acessar as chaves privadas usadas pelo servidor; (3) acesso ao conteúdo do tráfego criptografado.
 
Quem foi afetado? Todos os sites e aplicativos da internet?
 
Não foi toda a internet que foi afetada, embora esta falha tenha sido provavelmente a mais ampla e significativa até o momento. Foram afetados somente os provedores e sites que fazem uso das versões OpenSSL 1.0.1 a 1.0.1g.[1]
 
Recomendações
1. Para o consumidor:

a. Procure informar-se junto aos provedores de serviço que você utiliza para comunicar seus dados pessoais, em especial seus dados mais vulneráveis, como informações bancárias, íntimas, de saúde, sigilosas etc. Solicite informações sobre (a) se o serviço foi afetado pela falha de segurança Heartbleed; (b) Quais as medidas estão sendo tomadas; (c) O que pode e deve ser feito pelo próprio consumidor - como, por exemplo, a alteração de senhas;
 
b. Fique atento para eventuais comunicados informativos pelos provedores de serviços. Caso não haja essa comunicação, você pode entrar em contato por meio dos seus serviços de atendimento ao consumidor para obter as informações listadas no item a.
 
c. Monitore a ocorrência de atividades irregulares ou suspeitas em suas contas de correio eletrônico, redes sociais, Internet banking e outros serviços na rede. Caso verifique algo fora do usual, contate o respectivo serviço, solicitando informações sobre como proceder;
 
c. A falha Heartbleed não é um vírus ou um programa malicioso que possa ser “corrigida" instantaneamente, somente pelo usuário, em seu próprio computador. Diferentemente de um vírus, ela não se aloja propriamente em um computador, mas é parte integral do sistema de algumas comunicações deste com outros computadores por meio da internet. Dessa forma, o consumidor deve ficar atento a ofertas enganosas de serviços que busquem solucionar de forma cabal a questão;
 
f. Fique atento a e-mails recebidos solicitando alteração de senha e/ou nome de usuário. Se essa não foi a comunicação oficialmente utilizada pelo fornecedor do serviço, não forneça novos dados a um remetente desconhecido. Em especial, evite seguir links inseridos no correio eletrônico, sempre preferindo realizar a alteração de senhas indo diretamente ao site do serviço.
 
g. Os consumidores que optarem por alterar as senhas dos serviços antes de uma comunicação oficial pelos fornecedores devem ter em mente que a alteração da senha só será eficaz após a solução da falha de segurança. Havendo esse comunicado, o consumidor deverá alterar novamente suas informações.
 
2. Para os provedores de aplicações de serviço de Internet

Recomenda-se a informação ao consumidor se o serviço foi ou não afetado pela falha de segurança Heartbleed. Caso tenha sido, recomenda-se comunicar seus consumidores e clientes sobre a correção da falha e as medidas de proteção a serem tomadas por seus consumidores.
 
Caso o consumidor verifique irregularidade nos serviços na rede, ele poderá procurar os órgãos do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor para se informar e exercer seus direitos referentes a eventuais prejuízos, lembrando que, sempre que se verificar uma relação de consumo, os provedores, sites e demais entes que se utilizarem da tecnologia sujeita a falhas são solidariamente responsáveis por eventuais danos.

terça-feira, 1 de abril de 2014

MC Gui compra BMW e planeja viagem para a Disney: "mas ainda não estou rico não"

Dono do funk "O Bonde Passou", de 15 anos, posa para as lentes do iG e fala sobre música, namoro, dinheiro e as tão amadas fãs, conhecidas como "guináticas". "Eu tenho várias paqueras, não fico com ninguém sério. Mas já tenho uma no pente"

Guilherme Kaue Castanheira Alves é como qualquer outro garoto de 15 anos. Está no primeiro ano do Ensino Médio, tem um violão e adora jogar PlayStation 3. A diferença dele está nos números: 34 milhões de visualizações no YouTube, 2,3 milhões de curtidas no Facebook e sua própria legião de fãs, as Guináticas. MC Gui é o mais novo -- também em idade -- fenômeno da música. Com o hit “O Bonde Passou”, o paulistano alcançou um status invejável para muito marmanjo e hoje é referência do chamado funk ostentação.
MC Gui tem 15 anos e mora no Jardim Imperador, na zona leste de São Paulo
Através da música, ganhou tanto dinheiro que já é o responsável pelo sustento de “muitas famílias”, como ele mesmo pontua. “Acho muito bom ter a chance de sustentar uma família, que é uma coisa muito difícil. Muita gente tem uns 30 anos de idade e não consegue sustentar sua família”, conta o cantor ao iG em seu estúdio no Belezinho, ZL de São Paulo. 

Com o dinheiro que ganhou fazendo uma média de 60 shows por mês, aliás, já comprou um carro para os pais, um para o irmão e ainda uma BMW para ele, mesmo sem poder dirigir.

Morador do Jardim Imperador, também na zona leste, o músico sempre teve o funk correndo em suas veias. “Tem muita gente que começa em gospel, sertanejo. Eu comecei no funk mesmo”, deixa claro. Aos 10 anos, Gui teve a primeira chance de soltar suas rimas ao cantar com ninguém menos que Mr. Catra. “Foi o Mr. Catra que me deu a chance de subir no palco e assim tudo começou”, lembra o funkeiro.

Com o sucesso, MC Gui não ganhou só fama e dinheiro, mas também milhares de fãs alucinadas. Desde que o funkeirou estourou, as Guináticas começaram a tomar conta das redes sociais. Só no Facebook, o maior grupo grupo de admiradoras do cantor já tem mais de 8 mil membros, sem contar outros muitos grupos menores.

A admiração não fica só na internet. “Outro dia eu fui na casa do Gui à 1h da manhã e tinham 60 garotas na porta da casa dele”, conta o produtor do DVD do funkeiro, que será gravado no próximo dia 13, no Citibank Hall. Em cima de sua mesa no escritório, Gui guardava pelo menos 10 cartas que tinham chegado só no dia do encontro com a reportagem. “Eu devo ter uns 3 mil ursinhos e muitos quilômetros de carta. Acho que dá pra ir até a praia”, brinca.

Com apenas 15 anos (e uma conta bancária que ele nem arrisca estimar), Gui não esconde que o funk mudou sua vida. “Mudou tudo. Tinha gente da minha família que não ligava para mim depois que me viu na televisão falou ‘é meu sobrinho.’ Hoje fala né, porque hoje eu sou o MC Gui. Mas será que se eu tivesse passando por outra coisa eles iam falar que eu era sobrinho? Acho que não”, diz.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Câmara dos Deputados aprova Marco Civil da Internet

Após cinco meses de polêmica e intensos debates, a Câmara aprovou ontem  (25) o projeto do Marco Civil da Internet (PL 2.126/11). Os deputados aprovaram o texto em votação simbólica. Desde 28 de outubro de 2013, o projeto passou a trancar a pauta da Câmara.

O projeto define os direitos e deveres de usuários e provedores de serviços de conexão e aplicativos na internet. A aprovação abre caminho para que os internautas brasileiros possam ter garantido o direito à privacidade e à não discriminação do tráfego de conteúdos. O texto agora segue para o Senado e, caso seja aprovado lá também, irá para sanção presidencial.

“Hoje em dia precisamos de lei para proteger a essência da internet que está ameaçada por praticadas de mercado e, até mesmo, de governo. Assim, precisamos garantir regras para que a liberdade na rede seja garantida", disse o relator do projeto deputado Alessandro Molon (PT-RJ).

Antes da votação, um grupo de manifestantes entregou ao presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), uma petição com mais de 340 mil assinaturas a favor do Marco Civil da Internet. Na ocasião, Alves disse que o projeto já estava "amadurecido" para ir à votação.

Entre os principais pontos da proposta estão: a garantia do direito à privacidade dos usuários, especialmente à inviolabilidade e ao sigilo de suas comunicações pela internet. Atualmente, as informações são usadas livremente por empresas que vendem esses dados para o setores de marketing ou vendas.

Os provedores não poderão fornecer a terceiros as informações dos usuários, a não ser que haja consentimento do internauta; os registros constantes de sites de buscas, os e-mails, entre outros dados, só poderão ser armazenados por seis meses. O projeto também define os casos em que a Justiça pode requisitar registros de acesso à rede e a comunicações de usuários.
De acordo com o texto, as empresas não vão poder limitar o acesso a certos conteúdos ou cobrar preços diferenciados para cada tipo de serviço prestado.
Antes da votação, o governo recuou e aceitou alterar alguns pontos considerados polêmicos por parlamentares da oposição e da base aliada. O principal deles é o princípio da neutralidade de rede que assegura a não discriminação do tráfego de conteúdos. Após negociação os deputados acordaram que a regulamentação deste trecho da lei caberá a um decreto da Presidência da República, depois de consulta à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI)

Também caiu a obrigatoriedade das empresas provedoras de conexão e aplicações de internet manterem em território nacional estrutura de armazenamento de dados, os chamados data centers.

A obrigatoriedade havia sido incluída após as denúncias de espionagem do governo brasileiro, por parte dos Estados Unidos, revelados pelo ex-consultor que prestava serviços à Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) norte-americana, Edward Snowden. Como forma de punição para a violação das comunicações, ficou assegurado no texto que deverá ser “obrigatoriamente respeitada a legislação brasileira”.

“Felizmente, o governo recuou e o relator acatou a sugestão da oposição e retirou do texto a obrigatoriedade de data centers no território brasileiro”, disse o líder do DEM, Mendonça Filho (PE).

Outro ponto do projeto é o que isenta os provedores de conexão à internet de serem responsabilizados civilmente por danos decorrentes de conteúdos gerados por terceiros. Isso só ocorrerá se, após ordem judicial específica, o provedor não tomar as providências para retirar o conteúdo da rede.

Nesses casos, o projeto determina que a retirada de material com cenas de sexo ou nudez deve ocorrer a partir de apresentação pela pessoa vítima da violação de intimidade e não pelo ofendido, o que poderia dar interpretação de que qualquer pessoa ofendida poderia pedir a retirada do material. Agora, a retirada deverá ser feita a partir de ordem judicial.

Além disso, o relator também incluiu um artigo para prever que os pais possam escolher e usar programas de controle na internet para evitar o acesso de crianças e adolescentes a conteúdo inadequado para a idade. “O usuário terá a opção de livre escolha da utilização de controle parental em seu terminal e caberá ao Poder Público em conjunto com os provedores de conexão a definição de aplicativos para realizar este controle e a definição de boas práticas de inclusão digital de crianças e adolescentes”, discursou Molon.

Após diversas negociações, o governo conseguiu com que os partidos contrários ao marco civil mudassem de ideia. O PPS foi o único partido que votou contra o projeto. O PMDB, que era contra a proposta, mudou de opinião e defendeu a aprovação. "Continuo com uma parte do receio de que a internet chegou onde chegou por falta de regulação", disse o líder do partido na Casa, Eduardo Cunha (RJ), que justificou a mudança de postura como fruto de negociações do governo e da alteração de pontos considerados polêmicos no texto.  "O PMDB vai se posicionar favoravelmente ao projeto", completou.

A aprovação do Marco Civil da Internet foi vista como uma vitória pelo líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP). "Eu acho que é uma vitória porque nós vivemos momentos variados, o mínimo que eu posso dizer sobre esta matéria é que houve tensões. A paciência e determinação em buscar através de um diálogo, independentemente de quem quer que seja, isso é uma grande vitória", disse Chinaglia.

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 10 de março de 2014

Anatel amplia direitos de usuários de telefonia, internet e TV paga

Entre os benefícios previstos estão facilidades para o cancelamento dos serviços, a pedido do cliente. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)O Brasil terá novas regras para telefonias fixa e móvel, internet e TVs por assinatura em 120 dias. Com a aprovação do Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços de Telecomunicações (RGC), em portaria publicada hoje (10) pela Agência Nacional de Telecomuicações (Anatel) no Diário Oficial da União, direitos e garantias dos usuários desses serviços serão ampliados.
 
Entre os benefícios previstos estão facilidades para o cancelamento dos serviços, a pedido do cliente. O bloqueio passará a ser feito de forma mais automática e com prazo máximo de dois dias para a conclusão, podendo ser feito por meio de ligação telefônica, pela internet ou pelos terminais.
 
Caso a ligação feita com a operadora caia, caberá à própria empresa fazer o retorno. Lojas associadas às operadoras passarão a ter, também como atribuição, o cancelamento de contas. Além disso, caberá a esses estabelecimentos fazer atendimento aos clientes que buscam resolver problemas na conta, bem como a fazer o registro de reclamações.
 
As novas regras fixam uma validade mínima de 30 dias para os créditos das contas pré-pagas. Caberá às empresas informar aos clientes pré-pagos a data de expiração dos créditos e aos pós-pagos, os limites de serviços de mensagem (SMS) e internet móvel estão próximos de atingir os limites previstos no plano contratado.
 
No caso dos pós-pagos, as novas regras preveem, ainda, faturas mais detalhadas, de forma a dar mais clareza e transparência ao serviço. O regulamento prevê que os pacotes de serviços conjuntos (combos) estejam agrupados no mesmo contrato.
 
Ofertas e planos de vendas terão de ser disponibilizados nos sites das operadoras. Com isso, a Anatel tenta evitar que planos iguais sejam comercializados com valores diferenciados, prejudicando alguns clientes – prática relatada em queixas reportadas à Anatel.
 
As principais mudanças poderão ser conferidas na página da Anatel.
 
* Agência Brasil

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Créditos de celulares terão validade mínima de 30 dias

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) determinou que os créditos de celulares pré-pagos tenham validade mínima de 30 dias. A obrigação está em um regulamento aprovado nesta quinta-feira (20) pela agência reguladora.

De acordo com o relator da matéria, conselheiro Rodrigo Zerbone, a facilidade de compra de créditos de pré-pago faz com que, muitas vezes, o consumidor não seja informado sobre a validade do serviço, que, em alguns casos, expira em sete ou dez dias. “É difícil exigir que o atendente da padaria, da banca de jornal ou da farmácia saiba qual a validade desse crédito”, disse Zerbone. A empresa também terá que comunicar ao consumidor quando os créditos estiverem na iminência de expirar ou acabar e comercializar créditos com validade de 90 e de 180 dias. 
 
No ano passado, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região chegou a proibir o estabelecimento de créditos na modalidade pré-paga, mas a decisão foi derrubada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). 
 
O regulamento traz também outras regras que devem ser cumpridas pelas operadoras de telefonia fixa, móvel, internet e TV por assinatura. No caso do celular pós-pago, a fatura terá de detalhar o valor dos tributos por serviço e a operadora deverá comunicar quando o consumo se aproximar da franquia contratada.
 
A Anatel também determinou que as operadoras não podem enviar mensagens de texto para os clientes com publicidade, a não ser que o consumidor peça para receber os anúncios. Em 2012, a Anatel já tinha determinado que as prestadoras fizessem uma consulta aos assinantes sobre o interesse em continuar recebendo mensagens publicitárias. 
 
As empresas deverão disponibilizar aos clientes um sumário com as informações da oferta antes da contratação, principalmente as que impactem custos para o usuário. Segundo Zerbone, isso vai ajudar a resolver problemas de falhas de comunicação na hora da contratação do serviço. “Percebemos que parte das reclamações é referente a falhas na comunicação durante a contratação. Ou o usuário não entendeu, ou alguma restrição não estava clara, ou algum valor não foi bem apresentado pelo vendedor. Depois, na hora de pagar a conta, o consumidor percebe isso."
 
Outra garantia prevista no regulamento é que o consumidor que for cliente de uma empresa e queira aderir a um plano ou promoção não poderá sofrer discriminação. “O usuário que já seja assinante e queira ter acesso a qualquer plano disponibilizado no mercado e tem essa garantia”, ressaltou Zerbone. Além disso, todos os planos da operadora devem estar disponíveis no site da empresa.
 
O regulamento também traz mudanças nas regras de atendimento ao consumidor. Uma das exigências é que todos os contatos com o consumidor sejam gravados, inclusive os fetos pela operadora. “Muitos problemas que temos são relativos à contratação de um serviço: é passado pra o cliente algum benefício ou vantagem e, quando ele vai ver na fatura, isso não é prestado pela operadora. O consumidor fica, então, sem meio de provar que isso foi prometido a ele”, disse Zerbone. Atualmente, a gravação só é obrigatória quando o cliente entrar em contato com a empresa.
 
Segundo o regulamento da Anatel, as empresas deverão oferecer atendimento em lojas que fazem apenas a venda de planos ou aparelhos. O objetivo é que os consumidores que adquiriram o produto naquela loja possa retornar a ela e ter atendimento pós-venda.
 
A rescisão de contrato poderá ser feita pelo atendente da operadora e terá efeito imediato. Se for feito de forma automática, por telefone, internet e por terminais de autoatendimento, será efetivada em até dois dias úteis, período no qual o consumidor poderá desistir do cancelamento. As empresas também terão que disponibilizar na internet um espaço no qual o consumidor possa ter uma cópia do seu contrato, plano de serviços, histórico de demandas e solicitação de gravações no call center.
 
O Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil) informou que  vai aguardar publicação do regulamento para analisar as novas regras. 
 
Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Marco Civil da Internet pode ser votado nesta terça-feira

O Projeto de Lei nº 2.126/2011, conhecido como Marco Civil da Internet, entrou na pauta da reunião de líderes da Câmara dos Deputados como um dos que devem ser votados no próxima terça-feira (11). O projeto tramita em conjunto com o Projeto de Lei 5.403/2001 e outras 38 proposições, e encontra-se em regime de urgência. Isso permite que seja incluído na ordem do dia para discussão e votação imediata.
 
Nos últimos anos, a votação do projeto foi adiada por várias vezes. O motivo do adiamento das votações seria a falta de consenso em torno do tratamento dado à neutralidade de rede no texto do substitutivo elaborado pelo deputado federal Alessandro Molon (PT/RJ), relator do projeto na comissão especial criada para sua apreciação.
 
A neutralidade da rede é um princípio fundantal da internet e corresponde à obrigação, a todos os envolvidos na transmissão de dados, de tratarem todas as informações de forma igualitária e sem discriminações, com exceção daquelas fundadas em requisitos técnicos indispensáveis à adequada utilização de serviços.
 
A proposta, tida por muitos como uma verdadeira “constituição da internet”, foi elaborada pelo Ministério da Justiça a partir de um amplo debate público realizado pela própria rede.
 
“O marco civil da Internet é o exemplo mais bem sucedido de construção participativa que temos nos últimos anos. O debate público em torno do tema recebeu mais de 2 mil contribuições. Graças a essa participação conseguimos elaborar um texto em plena harmonia com as diversas demandas dos usuários da Internet em nosso país”, afirma Marivaldo Pereira, Secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça.
 
O que é o Marco Civil da Internet?

O Projeto de Lei nº 2126/2011, também conhecido como “Marco Civil da Internet”, pretende, dentro do contexto do Estado brasileiro, estabelecer regras mais claras a respeito dos direitos, deveres, garantias e princípios para o uso da Internet no Brasil. A proposta delimita deveres e responsabilidades a serem exigidos dos prestadores de serviços e define o papel a ser exercido pelo poder público em relação ao desenvolvimento do potencial social da rede.
 
Para que a internet seja preservada como um espaço dinâmico e de colaboração, qualquer iniciativa de regulamentação da Internet deve observar tanto os princípios constitucionais (como a liberdade de expressão, a privacidade do indivíduo, o respeito aos direitos humanos) quanto os princípios que estruturam o funcionamento da rede. No entanto, muitas interpretações judiciais têm desconsiderado os princípios constitucionais e a arquitetura da Internet. Com o intuito de resolver o impasse, o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) editou, em 2009, um documento com “Diretrizes para o uso e governança da Internet no Brasil”. Estas diretrizes apresentam 10 princípios fundamentais para a regulação da Internet, de forma harmônica com os valores constitucionais, para assegurar seu adequado funcionamento tanto tecnológico como social. Junto aos princípios e garantias constitucionais, essas diretrizes formam as bases principiológicas do Marco Civil.
 
Além de traçar diretrizes para a regulação da internet no país, o Marco Civil também traz uma uniformização de conceitos relacionados à rede, para harmonizar a interpretação dos aspectos tecnológicos e facilitar a regulamentação de matérias afins. Ainda, estabelece algumas regras, deveres e responsabilidades aos diversos atores da rede.
 
Dentre elas, destacam-se as questões relacionadas à privacidade do usuário. Além da garantia da inviolabilidade das comunicações e da proteção dos dados pessoais, o marco civil também propõe limitações e regras claras para a guarda de registros de internet (os chamados logs, que permitem identificar os usuários e suas atividades na rede). Como regra geral, estes registros só podem ser fornecidos a terceiros mediante ordem judicial – ou, em alguns casos, mediante prévia autorização do usuário a quem se referem.
 
Outro ponto relevante é a neutralidade da rede – que corresponde ao princípio de que os pacotes de dados que trafegam entre os usuários devem ser tratados de forma igualitária, sem discriminação quanto à sua origem, destino, aparelho, serviço utilizado ou conteúdo. Esta garantia tem o objetivo tanto de proteger os consumidores com relação à prejuízos injustificados nos serviços quanto garantir a adequada concorrência entre os diversos prestadores de serviços.
 
Um terceiro ponto importante é a criação de regras de isenção de responsabilidade com relação ao conteúdo postado por terceiros. Nos últimos anos, grande parte do desenvolvimento da internet como ferramenta de comunicação partiu da lógica de que qualquer usuário pode interagir livremente, publicando ou editando textos, comentários, vídeos e fotos em sites variados gerenciados por empresas ou por outros usuários. Estabelecer de antemão que todos os sites seriam responsáveis pelos danos causados por qualquer conteúdo postado por um visitante levaria a internet a um fechamento indesejável: o custo ou o risco de fornecer estes serviços levaria ao fechamento de incontáveis blogs e serviços de comunicação. Este é um tema que o marco civil busca regulamentar, em defesa da liberdade de expressão.
 
Por fim, o marco civil traz ainda um conjunto de diretrizes para a atuação do poder público na organização e no gerenciamento da internet. Além de atuar na promoção do acesso a todos os cidadãos, cabe aos governos também utilizar a rede para prestar serviços, garantir mais transparência nas informações públicas, e utilizar-se das tecnologias de forma adequada para o aperfeiçoamento da gestão pública.
 
O que muda na sua vida com a aprovação do Marco Civil da Internet?

O Marco Civil não vai regulamentar o funcionamento técnico da Internet. Ele objetiva regular apenas o uso da Internet no Brasil do ponto de vista jurídico e civil, estabelecendo direitos e responsabilidades dos usuários no uso da Internet.

A Internet funciona segundo protocolos definidos por entidades internacionais que fazem a chamada governança da Internet. Estas entidades definem, geralmente por consenso e em foros técnicos internacionais, os requisitos e padrões técnicos relativos ao funcionamento da rede. O Marco Civil não vai interferir nisso, pois não fixa nenhuma mudança com relação aos protocolos técnicos de funcionamento da Internet.

Se o PL 2126/2011 for aprovado, os usuários passarão a ter direitos e garantias mais claras com relação à sua privacidade. O Marco Civil traz como princípio da utilização da Internet a proteção da privacidade e dos dados pessoais do usuário, e traz também uma série de direitos relacionados à proteção dos dados pessoais. O texto reconhece o direito do usuário à inviolabilidade de suas comunicações e ao sigilo de seus registros na Internet, salvo mediante decisão judicial.

O marco civil também permitirá que alguém que se sinta prejudicado por alguma ofensa ou crime praticado por meio da internet busque, por via judicial, os registros necessários para a identificação do autor da ofensa ou do delito.Para que o pedido seja aceito pelo juiz, o Marco Civil exige que o interessado comprove, além da utilidade e pertinência do pedido, haver fortes indícios da prática do ilícito. Além disso, o pedido deve ser específico e limitado a um período no tempo.

O marco civil trará também regras mais claras sobre a possibilidade de remoção de conteúdo postado por terceiros em sites, blogs e redes sociais. Na redação proposta, aquele que hospeda um comentário somente será considerado responsável civilmente (ou seja, somente terá o dever de indenizar por danos causados) caso venha a descumprir uma ordem judicial que determine a remoção de determinado conteúdo. Esta medida busca proteger a liberdade de expressão e evitar a censura, ao minimizar a possibilidade de que estes sites venham a remover conteúdos por meio de intimidações extrajudiciais.
 
* Ministério da Justiça

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Indiano Satya Nadella é o novo CEO da Microsoft

A Microsoft anunciou nesta terça-feira (4) Satya Nadella como seu novo CEO. O executivo de 46 anos de idade será encarregado de substituir Steve Ballmer, que anunciou sua aposentadoria no ano passado. Nadella deve assumir o comando da Microsoft imediatamente.

O indiano já está na companhia de Redmond desde 1992 e trabalhou na divisão de serviços online da Microsoft antes de atuar em diversas posições em produtos como a suíte de programas de escritório Office e o buscador Bing. Mais recentemente, Nadella esteve encarregado dos serviços em nuvem da gigante tecnológica.

O nome de Nadella fazia parte de uma grande lista de prováveis sucessores de Ballmer. Originalmente, a ideia era que o nome fosse anunciado no final do ano passado, o que não foi possível. A nomeação de um novo CEO neste momento é considerada crucial, já que será responsabilidade do indiano trabalhar no fechamento do acordo da Microsoft com a Nokia e na posterior reorganização das companhias.

Em comunicado divulgado para a imprensa, Nadella afirma que a Microsoft pode "revolucionar o mundo por meio da tecnologia". O novo chefão da Microsoft estudou Engenharia Elétrica na Universidade Mangalore, na Índia, e Ciências da Computação na Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos. Nadella se diz pronto para o desafio de fazer a empresa entregar "produtos inovadores" aos clientes.

 — A Microsoft é uma daquelas raras empresas que têm realmente o poder de revolucionar o mundo através da tecnologia e eu não poderia estar mais honrado por ter sido escolhido para liderar a empresa. A oportunidade à frente para a Microsoft é grande, mas para aproveitá-la. Devemos nos concentrar de forma clara, nos mover mais rápido e continuar a transformar. Uma grande parte do meu trabalho é acelerar nossa capacidade de trazer produtos inovadores para nossos clientes.

A "volta" de Bill Gates

Enquanto Nadella assume o cargo de CEO da Microsoft, Bill Gates deve deixar o cargo de presidente da empresa e seu novo título será de conselheiro de tecnologia. O criador do Windows deve ser uma presença mais constante no desenvolvimento de novos produtos da empresa.

Em um vídeo em que Gates fala sobre o novo chefão da Microsoft, ele comenta sua "volta" ao setor de desenvolvimento.

— Estou emocionado que Satya me pediu para intensificar e aumentar substancialmente o meu tempo na empresa.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Emissão de alvarás pode ser realizada pela internet em Bento

A emissão de Alvarás de licença de localização ou funcionamento está disponível na internet.
 
O serviço faz parte da meta Atividade Regular, do Programa Reorganiza Sefin e está disponível pelo portal Cidadão Web para os contribuintes em situação regular e guia quitada, mediante senha cadastrada no portal.
 
Para este ano, o contribuinte conta com mais uma facilidade, não é mais necessário contatar a Secretaria de Finanças para solicitar o acesso a este recurso.

Para emitir o alvará on line, basta apenas acessar o site e seguir o passo-a-passo.
 
* Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Bento Gonçalves. 

domingo, 29 de setembro de 2013

Dilma lança novo Portal Brasil e diz que quer ouvir mais as ruas

A presidenta Dilma Rousseff disse nessa sexta (27), ao lançar o novo Portal Brasil, que seu governo quer construir uma “prática sistemática” de ouvir as ruas. Segundo a Presidência, o portal pretende ser a porta de entrada da relação entre o cidadão e o governo federal e reunirá informações e serviços de todos os ministérios. Dilma disse que o portal é um instrumento para o exercício da cidadania que contribuirá para a melhoria da qualidade dos serviços e do grau de informação dos cidadãos.

Além do Portal Brasil, a Presidência está criando perfis no Instagram e no Facebook e a presidenta também voltou hoje a escrever em seu perfil no Twitter, após quase três anos afastada. “Isso significa que nós queremos construir uma prática sistemática de ouvir as ruas, ouvir o que querem as universidades, o que quer a população da cidade e do campo no Brasil, dos diferentes segmentos sociais e ouvir as redes sociais, ter com elas uma interação”, disse Dilma.

O porta-voz da Presidência da República, Thomas Traumann, disse que o Portal Brasil, assim como o retorno da presidenta Dilma Rousseff ao Twitter e a criação de perfil da Presidência no Instagram e no Facebook, fazem parte de uma nova postura do governo. “Pretendemos construir uma relação com a sociedade, por meio das redes sociais, de forma que ela possa interferir também nas decisões do governo”.

O coordenador do Gabinete Digital, Valdir Simão, explicou que o Portal Brasil trará informações e serviços e que a página na internet poderá ser customizada pelo cidadão de acordo com suas necessidades. Por meio do portal, será possível obter informações sobre como solicitar documentos pessoais, além de serviços como a emissão de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf), pedido de passaporte, cálculo da Previdência e inscrição no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

De acordo com Dilma, uma das razões para a modernização do portal é reunir informações de vários órgãos governamentais em apenas um canal. “Quem é múltiplo é o governo. É ele quem tem que criar uma entrada única a esse cidadão único e se subordinar ao fato que, a partir daí, ele acessa aquilo que ele quer”, discursou.

O objetivo, de acordo com Valdir Simão, é colocar no portal os serviços de todos os ministérios do governo. Até o momento, segundo ele, 12 pastas compartilharam informações com o site e fornecem ao cidadão 583 serviços. “Até o fim do ano todos os ministérios estarão presentes nesse serviço”, disse Simão.

Segundo a presidenta, por meio da ferramenta, o cidadão será o responsável por definir as condições para acessar as informações, que estarão disponíveis de forma bruta, completa, e também sistematizada por programas do governo. “Ao tratar o cidadão como uno, estamos reconhecendo e nos curvando de forma humilde ao reinado do cidadão sobre a questão da informação”, disse.

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Aumenta número de vítimas de crimes digitais

O número de pessoas que já sofreram ou conhecem alguém que tenha sido vitima de crime digital passou de 12,7%, no ano passado, para 17,9% este ano, revela a quinta edição da pesquisa O Comportamento dos Usuários na Internet, feita pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo no Estado de São Paulo (FecomercioSP).
 
Segundo a pesquisa, apresentada na última segunda-feira, 12, os homens continuam sendo os mais atingidos, com 20,6% dizendo já ter sido vítima, contra 15,2% das mulheres. Feita em maio, a pesquisa fez 33 perguntas a 1.000 pessoas na capital paulista.
 
(Foto: Divulgação) Mesmo com os riscos frequentemente apontados para operações na internet, a pesquisa mostra que, no ano passado, 79,8% dos usuários usavam alguma ferramenta de prevenção e que, neste ano, o número caiu para 65,4%. Entre os entrevistados, 66,6% disseram conhecer a nova lei de crimes cibernéticos e 16,3% acreditam que ela será suficiente. Perguntados sobre conteúdos ilegalmente espalhados pela rede, 65,9% disseram que o material irregular deve ser removido imediatamente, a pedido da vítima, e 34,1% responderam que isso deve ser feito por ordem judicial.
 
De acordo com a pesquisa, 49,8% dos usuários acreditam que as empresas usam seus dados pessoais ou os compartilham com outras empresas sem autorização e 72,3% não confiam na forma como essas informações são armazenadas. Mesmo assim, 87,8% disseram que os sites deveriam armazenar os dados para o caso de serem necessárias futuras investigações de crimes eletrônicos. Quando questionados sobre compras na internet, 55,9% confirmaram que fazem. Entre os que não fazem, o principal fator que interfere é o receio de fraudes (32,9%).
 
Uma das questões novas abordadas pela pesquisa mostrou que 48,7% dos internautas usam seus dispositivos pessoais no ambiente de trabalho, sendo que 29,7% levam dados ou informações da empresa em seus aparelhos. A maioria (86,4%) disse ter medo de fraudes ou ataque de hackers (especialistas em informática capazes de modificar programas e redes de computadores) Mesmo assim, 59,7% dos entrevistados costumam baixar aplicativos nos seus dispositivos.
 
Segundo a economista Kelly Carvalho, da Fecomercio, o crescimento do número de pessoas que sofreram algum tipo de crime eletrônico preocupa, porque o tema está em evidência com a discussão sobre inovações nas formas de ataque e de ferramentas para evitar as fraudes. “Até se tornarem vítimas, as pessoas pensam que estão protegidas e deixam de tomar alguns cuidados e usar ferramentas de proteção. Publicar fotos e divulgar dados pessoais, nome completo, nome da empresa onde trabalha nas redes sociais, por exemplo, é muito perigoso, assim como senhas de fácil acesso, fazer check-in no local onde estão.”
 
Kelly explicou que, apesar de todas as recomendações, as pessoas têm se descuidado da segurança na internet justamente por não ter sofrido nenhum tipo de crime. “Por isso, as pessoas esquecem de atualizar seu navegador, o antivírus. Até que ela faz uma compra pela internet e tem seu cartão clonado, ou seu dinheiro desviado no meio dessas transações. É preciso estar atento porque os hackers estão 24 horas procurando formas de cometer crimes”, alertou.
 
A economista chamou a atenção para o expressivo número de pessoas que caem no golpe dos e-mails com links maliciosos. Para ela, apesar de o truque ser antigo, ainda há pessoas que acreditam e, mesmo com os frequentes avisos, acabam clicando nos links suspeitos ou deixando dados armazenados em sites. “Por isso, a prática desse crime vem crescendo – pela falta de atenção das pessoas, pela falta de conhecimento de que aquilo, de fato, é um crime", disse Kelly, ao lembrar que existem também os que atualizam as ferramentas de prevenção, mas se esquecem de que é preciso ter atitudes seguras.

* Com informações da Agência Brasil