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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Depressão Infantil cresce no Brasil

Estudos psicológicos mostram que as agressões verbais são tão prejudiciais quanto às físicas e que crianças submetidas a insultos têm mais chance de desenvolver depressão.

A Bruna veio outro dia me dizer que aprendeu na escola que existe uma lei contra pai bater em filho. Dei corda no assunto, porque queria entender onde e como o papo tinha surgido. Descobri que tinha sido um garoto da sala a levantar a conversa na hora do recreio e que, professora atenta, aproveitou a oportunidade para discutir com as crianças a realidade do país. Sabe uma discussão que seria oportuna também? A da violência psicológica contra as crianças. Não acho que a conversa possa ser levada pra sala de aula, calma. Mas entre professores, pais, educadores, enfim. Os especialistas em psicologia sabem bem que as agressões verbais são igualmente desaconselháveis às físicas. Quer dizer, devia existir a Lei do Insulto, assim como a da Palmada...

Não vou me melindrar e criar a expectativa que uma professora nunca extrapole vez ou outra na bagunça da sala de aula. Do mesmo modo, não vou dizer que sempre consigo ser a mãe equilibrada, ponderada, e que não dou meus chiliques de vez quando. Mas há uma diferença essencial entre administrar conflitos e extrapolar autoridade. Quando os filhos exageram na bagunça, na malcriação e na falta de limite é preciso educá-los. Seja em casa ou na escola. Espera-se que pais e professores possam, enfim, conter as crianças com equilíbrio, mas sempre lembrando que uma bronca exagerada ou um desabafo fora de hora podem causar um estrago inestimável na criança.


Frases pesadas que a gente ouve na televisão, na casa do vizinho, na fila do supermercado, que envolvem humilhação, sarcasmo, acusação, como “não acredito que pus no mundo um filho assim”, “mas que ideia brilhante esta!”, “você faz da minha vida um inferno” são insultos. Insulto deseduca. E não é só isso. Insultar uma criança de modo recorrente provoca um trauma que traz como consequência tristeza, alterações de humor, sofrimento moral e rejeição – um cenário que se espalha como epidemia silenciosa entre as crianças, independente da condição social, econômica e cultural, e que tem um nome terrível: depressão. Nos últimos 10 anos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, aumentou em 8% o diagnóstico de depressão em crianças entre 6 e 10 anos.  E a perversidade e o despreparo de um adulto para lidar com o conflito é que estão por trás disso!


O conflito na educação dos nossos filhos é um processo que envolve limite e autocrítica dos dois lados. Se o professor se exalta, se os pais gritam, é preciso parar nesse ponto, reconhecer o erro e definir o que mudar dali pra frente pra aquilo não ocorrer novamente. Quando essa situação não é diagnosticada e nem remediada, vira a bola de neve que ninguém mais sabe dizer onde começou, nem como parar... mas que todo mundo sabe onde e como vai terminar: destruindo a confiança e a autoestima de uma criança.

*foto Fonte das Crianças Tristes (Kansas/EUA): Johan Doe / Creative Commons

sexta-feira, 12 de julho de 2013

O que não se deve falar para as crianças

O que não se deve falar para as crianças

Os pais são os exemplos dos filhos e suas atitudes podem ter um impacto positivo ou negativo na formação da personalidade e identidade social da criança. Por isso, de acordo com o pediatra Marcelo Reibscheid, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo, existem algumas coisas que jamais devem ser ditas às crianças ou faladas na frente delas. Veja quais são:

1 – Não rotule seu filho de pestinha, chato, lerdo ou outro adjetivo agressivo, mesmo que de brincadeira. Isso fará com que ele se torne realmente isso.

2 – Não diga apenas sim. Os nãos e porquês fazem parte da relação de amizade que os pais querem construir com os filhos.

3 – Não pergunte à criança se ela quer fazer uma atividade obrigatória ou ir a um evento indispensável. Diga apenas que agora é a hora de fazer.

4 – Não mande a criança parar de chorar. Se for o caso, pergunte o motivo do choro ou apenas peça que mantenha a calma, ensinando assim a lidar com suas emoções.

5 – Não diga que a injeção não vai doer, porque você sabe que vai doer. A menos que seja gotinha, diga que será rápido ou apenas uma picadinha, mas não engane.

6 – Não diga palavrões. Seu filho vai repetir as palavras de baixo calão que ouvir.

7 – Não ria do erro da criança. Fazer piada com mau comportamento ou erros na troca de letras pode inibir o desenvolvimento saudável.

8 – Não diga mentiras. Todos os comportamentos dos pais são aprendidos pelos filhos e servem de espelho.

9 – Não diga que foi apenas um pesadelo e mande voltar para a cama. As crianças têm dificuldade de separar o mundo real do imaginário. Quando acontecer um sonho ruim, acalme seu filho e leve-o para a cama, fazendo companhia até dormir.

10 – Nunca diga que vai embora se não for obedecido. Ameaças e chantagens nunca são saudáveis.

http://itodas.uol.com.br/mae/o-que-nao-se-deve-falar-para-as-criancas/ Os pais são os exemplos dos filhos e suas atitudes podem ter um impacto positivo ou negativo na formação da personalidade e identidade social da criança. Por isso, de acordo com o pediatra Marcelo Reibscheid, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo, existem algumas coisas que jamais devem ser ditas às crianças ou faladas na frente delas. Veja quais são:


1 – Não rotule seu filho de pestinha, chato, lerdo ou outro adjetivo agressivo, mesmo que de brincadeira. Isso fará com que ele se torne realmente isso.


2 – Não diga apenas sim. Os nãos e porquês fazem parte da relação de amizade que os pais querem construir com os filhos.


3 – Não pergunte à criança se ela quer fazer uma atividade obrigatória ou ir a um evento indispensável. Diga apenas que agora é a hora de fazer.


4 – Não mande a criança parar de chorar. Se for o caso, pergunte o motivo do choro ou apenas peça que mantenha a calma, ensinando assim a lidar com suas emoções.


5 – Não diga que a injeção não vai doer, porque você sabe que vai doer. A menos que seja gotinha, diga que será rápido ou apenas uma picadinha, mas não engane.


6 – Não diga palavrões. Seu filho vai repetir as palavras de baixo calão que ouvir.


7 – Não ria do erro da criança. Fazer piada com mau comportamento ou erros na troca de letras pode inibir o desenvolvimento saudável.


8 – Não diga mentiras. Todos os comportamentos dos pais são aprendidos pelos filhos e servem de espelho.


9 – Não diga que foi apenas um pesadelo e mande voltar para a cama. As crianças têm dificuldade de separar o mundo real do imaginário. Quando acontecer um sonho ruim, acalme seu filho e leve-o para a cama, fazendo companhia até dormir.


10 – Nunca diga que vai embora se não for obedecido. Ameaças e chantagens nunca são saudáveis.
 
                                                                                                                               Fonte: www.uol.com.br