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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Carga de energia no sistema elétrico nacional sobe 11,8% janeiro

A carga de energia no sistema elétrico brasileiro subiu 11,8 por cento em janeiro ante mesmo mês de 2013, devido principalmente ao uso intensivo de aparelhos de refrigeração nas regiões Sul e Sudeste/Centro-Oeste, cujas cargas somadas representam 78 por cento da demanda do país.

A carga total em janeiro foi de 68.828 megawatts (MW) informou o Boletim de Carga Mensal divulgado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) nesta quarta-feira.

A forte elevação de carga ocorreu em um mês de altas temperaturas e pouca chuva, quando o nível dos reservatórios das hidrelétricas diminuiu principalmente no Sudeste/Centro Oeste.

A elevação de carga ficou um pouco acima da estimativa mais recente que tinha sido divulgada pelo ONS, de aumento 11,5 por cento, conforme o Sumário Executivo do Programa Mensal de Operação da última semana de janeiro.

O grande aumento percentual também pode ser creditada a baixa base de comparação, já que janeiro do ano passado foi um mês de temperaturas amenas para o período, disse a ONS. Em janeiro de 2013, a elevação de carga ante janeiro de 2012 tinha sido de 4,9 por cento no sistema interligado nacional.

Na região Sudeste/Centro-Oeste, onde a elevação da carga foi de 11,6 por cento em janeiro, a alta é justificada também pela aceleração do ritmo industrial durante o mês, além do uso de equipamentos de refrigeração.

No Sul, o crescimento da carga em janeiro foi de 11,8 por cento, número que reflete o bom desempenho dda agroindústria e também a maior utilização dos aparelhos de refrigeração e ventilação.

No Nordeste, a carga subiu 4,6 por cento, e no Norte o aumento foi de 8,2 por cento, desconsiderando o efeito da interligação de Manaus ao sistema interligado nacional a partir de 9 de julho de 2013. Considerando esse efeito, a alta na carga é de 30,7 por cento.
Fonte: Agência Reuters

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Ministério não sabe causa de blecaute, mas diz que sistema é equilibrado

O sistema interligado brasileiro de distribuição de energia “trabalha com tranquilidade, dentro do equilíbrio estrutural normal entre oferta e demanda”, disse nesta terça-feira (4) o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, ao tentar explicar a falta de energia, logo depois das 14h desta terça-feira, em parte das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além do estado do Tocantins.
 
Zimmermann informou que a falta de energia, que afetou consumidores de 11 estados, “não tem nada a ver com  estresse do sistema”, não está relacionado com aumento do consumo de energia nem foi provocado por excesso de calor. “Não sabemos as causas do desligamento, que aconteceu na rede entre Tocantins e Goiás e o Operador Nacional do Sistema Elétrico [ONS] está apurando o que houve”, disse.
 
O presidente  da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, também presente à coletiva de imprensa convocada pelo MME, ressaltou que “riscos dessa natureza existem”, como aconteceu no Nordeste no ano passado. Na ocasião houve desligamento de quase 100% da rede, enquanto no caso de  hoje “o sistema funcionou aparentemente como deveria, sem desligar toda uma região, o que provocaria efeito dominó. Digo aparentemente, porque as causas ainda estão sob análise”.
 
Zimmerman descartou a possibilidade de falta de energia no país em decorrência do baixo nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas, ratificando comentário feito na véspera pelo ministro Edison Lobão, quando falou em “risco zero”.  Tolmasquim acrescentou, categórico, que “temos que estar preparados para ocorrências como as de hoje, que acontecem, não é nenhum fato extraordinário, mas posso afirmar que o país tem excedente de energia”.
Fonte: Agência Brasil