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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Falta de energia preocupa o setor moveleiro

O apagão da terça-feira, 4, que deixou a região Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil sem energia elétrica, causou transtornos e afetou cerca de seis milhões de pessoas. O fluxo de energia foi interrompido a partir 14h e reestabelecido por volta das 16h. O corte de energia foi determinado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) devido a problemas de abastecimento na Região Norte. A estimativa da ONS é de que pelo menos 11 estados tiveram o fornecimento de eletricidade comprometido. A medida cautelosa foi tomada para evitar que outras regiões também fossem afetadas.

De acordo com Ivo Cansan, presidente da Associação das Indústrias de Móveis do Estado (Movergs), a medida do governo causou inúmeros transtornos às indústrias de Bento Gonçalves e região. A estimativa é de que R$ 7 milhões foram deixados de produzir na terça. O prejuízo, calculado por Cansan, gira em torno de R$ 1 milhão. "O que aconteceu foi lastimável. Fica mais evidente de que o Brasil não consegue se preparar para fornecer um serviço de forma eficiente", explica.

Segundo Cansan, as indústrias precisaram liberar seus funcionários devido à falta de luz. Sem produção, automaticamente as empresas não geram lucro. "O processo produtivo foi rompido inviabilizando o trabalho. A produção parada não é lucro pra ninguém. O governo investe em setores demais e em outros menos e quem acaba pagando essa conta é o setor produtivo", destaca.

Para calcular os prejuízos, Cansan avaliou a média de lucro do setor moveleiro durante o ano, levando em conta os dias trabalhados, inflação e impostos. Apesar do segmento não estar em ritmo acelerado, o déficit deverá ser recuperado ao longo do ano. "Não temos como avaliar de que forma esse dia perdido irá influenciar futuramente, mas temos certeza de que isso aumenta ainda mais a insegurança do setor", afirma.

De acordo com o presidente, o ponto que mais causou revolta foi o fato de que, após o corte de luz, ninguém sabia esclarecer o motivo do apagão e nem estimar o horário do retorno. "Ninguém sabia que essa medida extrema iria acontecer, não fomos informados em nenhum momento. Quando existe previsão de falta de água e as pessoas são informadas, por exemplo, elas conseguem armazenar quantidades de água, conseguem se precaver. Nesse caso todos foram pegos de surpresa. É um descaso", avalia.

Conforme Cansan, problemas como esse fazem com que o setor moveleiro se torne menos competitivo, perdendo espaço no mercado interno quanto externo. "Na verdade vemos que o governo está no seu limite. A indústria já está ciente de possíveis transtornos que essas falhas podem trazer. Além das dificuldades de logística e transporte precisamos enfrentar a falta de recursos do país".

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Móveis gaúchos são os mais exportados do Brasil

RS manteve primeira colocação entre janeiro e agosto de 2013, entre os estados que mais exportam


Móveis gaúchos são os mais exportados do BrasilOs móveis gaúchos estão no topo da lista de participação nas exportações brasileiras do segmento. O Estado manteve sua liderança no ranking das vendas internacionais, no acumulado de janeiro a agosto de 2013. Ocupando a primeira colocação com US$ 130,2 milhões exportados e 28,5% de participação, o RS é seguido por Santa Catarina e Paraná.

Embora positivo no contexto nacional, o desempenho, quando avaliado globalmente, tem outra percepção: as vendas de móveis gaúchos para o exterior caíram 1,3% no comparativo com o mesmo período do ano anterior. 

“Perdemos muita competitividade no mercado internacional nos últimos anos, e o processo para recuperação desses indicadores é demorado. Ainda mais quando temos dificuldade em solucionar questões fundamentais como as de logística, de carga tributária e falta de incentivos fiscais”, avalia o presidente da Movergs, Ivo Cansan.

Recentemente, o Congresso acatou o veto presidencial que impedia a prorrogação do Reintegra, mantendo o benefício somente até o final deste ano. “Essas medidas acabam desfavorecendo nossas indústrias, que precisam exportar com todo o custo Brasil embutido em seus produtos. É necessária uma política séria de estímulo às exportações, caso contrário, todos se voltarão para o mercado interno e, logo mais, estaremos vendendo commodities e colocando em risco a sobrevivência das próprias empresas”, complementa.

Em sua pauta de reivindicações, a Movergs pleiteia investimentos em logística, como melhor infraestrutura viária, além de incentivos tributários para as empresas que exportam acima de 40% de seu faturamento. 

 
Destino das exportações


Entre os principais destinos das exportações brasileiras, que totalizam US$ 456,6 milhões nos primeiros oito meses de 2013, estão Argentina, Estados Unidos, Reino Unido e Uruguai. No mercado gaúcho, o país que mais adquiriu móveis no período de janeiro a agosto de 2013, foi o Reino Unido, seguido do Uruguai, Peru e Chile.

Os dados foram apontados pelo Relatório das Exportações desenvolvido pela Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul (Movergs), em conjunto com o Centro Gestor de Inovação (CGI Moveleiro) com dados obtidos na Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Fonte: Jornal SerraNossa

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Balanço renova ânimo para exportação de móveis

Balanço renova ânimo para exportação de móveisO balanço do primeiro semestre do ano trouxe sinais positivos para as exportações gaúchas de móveis, segundo dados da Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul (Movergs). Após passar por períodos de desaceleração nas vendas no comércio internacional, o Rio Grande do Sul retomou a dianteira do ranking nacional, no período de janeiro a junho de 2013. Com 27,7% das exportações de móveis do país, o RS registrou US$ 91,8 milhões – um aumento de 3% em participação e 1,9% em valores, no comparativo com os mesmos meses do ano anterior.

O principal destino dos móveis gaúchos foi o Reino Unido, com importações de US$ 13.114.482 – número 25,2% mais alto que no ano passado. Em seguida, aparecem Uruguai (US$ 12.066.231), Peru (US$ 10.325.030), Chile (US$ 9.699.089) e Estados Unidos (US$ 6.845.002). No Brasil, as rotas prioritárias para os móveis foram Argentina com US$ 62.200.014, Estados Unidos com US$ 45.856.142 e Reino Unido com US$ 36.715.892.

Apesar de positivo, o balanço do primeiro semestre não indica uma recuperação nas exportações de móveis do Estado, afirma o presidente da Movergs, Ivo Cansan. “Esses números renovam as expectativas das indústrias gaúchas para o próximo semestre, mas ainda faltam incentivos governamentais para que possamos recuperar e prospectar novos mercados”, explica. Para Cansan, as estatísticas mostram um dado relevante: mesmo com condições desiguais de competição, o mobiliário gaúcho consegue se sobressair por agregar diversos diferenciais, como tecnologia de ponta, design atraente, qualidade, entre outros.