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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Analfabetismo mundial cai 1% em 11 anos

Foto: DivulgaçãoEntre 2000 e 2011, a taxa de analfabetismo mundial entre adultos caiu 1%. O número de adultos analfabetos em 2011 era 774 milhões e a projeção é que até 2015 esse número caia para 743 milhões. Os dados são do 11° Relatório de Monitoramento Global de Educação para Todos, divulgado hoje (29) pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
 
Segundo o documento, dez países respondem por 72% da população mundial de analfabetos, entre eles o Brasil, a Índia, China e Etiópia. Dados de 2011 mostram que no ranking dos dez países com o maior número de adultos analfabetos, o Brasil ocupa a oitava posição.
 
A taxa de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais no Brasil é 8,6%, totalizando 12,9 milhões de brasileiros, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2011. Para cumprir o compromisso assumido no Acordo de Dacar (Senegal), o Brasil deve chegar a 2015 com taxa de analfabetismo de 6,7%.
 
O compromisso Educação para Todos traz seis metas que integram o Acordo de Dacar, assinado em 2000. Até 2015, os países devem expandir cuidados na primeira infância e educação, universalizar o ensino primário, promover as competências de aprendizagem e de vida para jovens e adultos, reduzir o analfabetismo em 50%, alcançar a paridade e igualdade de gênero e melhorar a qualidade da educação.
 
*Agência Brasil

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Brasil é bem avaliado por 61% dos americanos


O Brasil é o país emergente com visão mais positiva pelos americanos, segundo pesquisa feita pelo instituto Pew, um dos maiores centros de estudos dos EUA.

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Dos americanos pesquisados, 61% disseram ter opinião “favorável” sobre o país, contra apenas 15% de “desfavorável”. O Brasil empatou com Israel no quesito “a favor”, mas Israel tem visão negativa para 26% dos ouvidos, 11 pontos acima.

Mas o número de americanos sem opinião formada sobre o Brasil é o maior entre todos os países pesquisados: 24% dos consultados não opinaram sobre o país.

A visão negativa é majoritária para outros países emergentes, como China (55%), Rússia (54%) e até o vizinho México (52%).

Os resultados são de uma pesquisa chamada “O Lugar da América no Mundo”, feita a cada quatro anos pelo Pew em conjunto com o Council on Foreign Relations, outro centro de estudos.

Realizada entre outubro e novembro, ela também revelou a queda pelo desejo de intervencionismo (ou de maior presença americana) no resto do mundo: 52% dos americanos dizem que o país “deveria cuidar de sua própria vida e deixar outros cuidarem de seus problemas por si”, o maior número desde o início da pesquisa, em 1964.

“As opiniões dos americanos também mudam muito, apesar de o desinteresse em temas internacionais estar em alta”, diz Bruce Strokes, diretor do Projeto de Atitudes Globais do Pew.

“Em 2003, na discordância sobre a guerra do Iraque, só 29% tinham imagem positiva da França, hoje é de 59%. A visão desfavorável da China em 2006 era de 29%, hoje saltou para 55%”.

Apesar das relações desgastadas entre Brasília e Washington pelas denúncias de espionagem americana, as opiniões das sociedades são reciprocamente positivas.

Uma pesquisa anterior do instituto descobriu que apenas 7% dos brasileiros consideram os EUA um país inimigo, número bem inferior aos argentinos (23%), mexicanos (18%) e turcos (49%).

Dos brasileiros, 73% dos entrevistados têm imagem positiva dos EUA, um índice superior ao de aliados históricos dos americanos, como os japoneses (69%) e mexicanos (66%).

Fonte: Folha UOL