domingo, 27 de outubro de 2013

Técnicos ambientais avaliam riscos de queda de árvores em praças públicas

Cerca de 90 árvores localizadas em praças públicas do município precisarão passar por um processo de limpeza, manutenção, poda, retirada dos galhos mais pesados e, em alguns casos, corte definitivo. O resultado divulgado nesta quarta-feira, 16, consta de um diagnóstico elaborado pelo corpo técnico da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMAM), constituído por dois engenheiros florestais  (Flávio  Romagna  e Artur  Sandrin), uma  engenheira  ambiental  (Cristiane  Lovison)  e  uma  engenheira  agrônoma  (Rochele  Scopel). A avaliação foi realizada na primeira semana do mês setembro e havia sido solicitado pelo prefeito Guilherme Pasin.
Preocupado com os riscos que algumas árvores possam oferecer à população e considerando a fatalidade ocorrida em Porto Alegre no último dia 31 de agosto, onde um eucalipto caiu no Parque da Redenção, matando uma pessoa e ferindo outras três, o prefeito Guilherme Pasin determinou o estudo. "Árvores podem cair a qualquer tempo, mas em áreas de grande circulação de pessoas torna-se um perigo de vida, se pudermos prever os riscos e evitá-los é muito melhor", salienta o prefeito.  

Foram realizadas vistorias nas principais praças da cidade de Bento Gonçalves: Achyles Mincarone; Antônio F. Casagrande; Bartholomeu Tachini; Centenário; Coronel Carvalho Júnior; Parque das Nascentes Chico Mendes;  Délcio Tesser; Dom Luiz Colussi; Praça dos Motoristas; João Cobalchini; Oscar Bertoldo; Rui Lorenzi; Praça São Roque; Via Del Vino; Vico Barbieri; Walter Galassi e  Rótula Acesso Norte São Roque.  

A análise de risco tem como finalidade identificar os fatores que podem levar as árvores a cair e evitar acidentes. O método de avaliação utilizado nesse estudo foi a avaliação visual e a identificação de problemas biomecânicos e fitossanitários, bem como a interpretação do risco de queda. 

Foi realizado levantamento fotográfico de todos os exemplares que apresentavam qualquer tipo de deterioração, peso excessivo da copa, raízes cortadas ou danificadas, em exemplares com evidente risco de queda.   De acordo com o documento serão necessárias algumas intervenções, a fim de garantir a segurança das pessoas que circulam diariamente próximas as árvores, além da preservação do patrimônio público e particular. Na maioria dos casos será necessária a poda de manutenção (cerca de 20% do  volume  da  copa), mediante  a  retirada  dos  galhos  inferiores,  de  maior diâmetro, e que ofereçam maior risco de rompimento e queda sobre a área de passeio ou bancos.  

Os técnicos detectaram que em algumas praças, há árvores muito antigas, de porte muito elevado, algumas inclusive em processo de envelhecimento, com galhos secos de diâmetro considerável, danos no tronco e raízes, dentre outros problemas que podem comprometer a estabilidade das mesmas. Também foram observados muitos exemplares mortos ou em processo de desvitalização.  

As causas dos problemas deve-se a diversos fatores, como o corte de raízes que deixam a estrutura da  planta altamente  desestabilizada,  a  compactação  do  solo, o plantio  de  espécies  inadequadas  (de  grande  porte  e/ou  suscetíveis  a   intempéries) e o tamanho reduzido de alguns  canteiros,  o  que acaba  causando  o  estrangulamento  dos  exemplares. Além disso, em algumas plantas há a presença de organismos biodegradadores da madeira,  como fungos, insetos  e  bactérias, que alteram a estrutura anatômica e a resistência da planta, deixando-as mais propensas a quedas.  

Os técnicos alertam ainda que  o  relatório  é  apenas  um  diagnóstico  das  árvores  que visivelmente  apresentam  problemas,  não  se  podendo  garantir  que  árvores  em  bom  estado fitossanitário  não  venham  a  causar  algum  tipo  de  dano  ao  patrimônio  ou  pessoas  devido  a fenômenos naturais.


Assessoria de Comunicação Social Prefeitura BG
Foto: Gustavo Bottega

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