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terça-feira, 18 de março de 2014

Jovens foram enterrados na tarde de segunda-feira

Os jovens Anderson Styburski, de 16 anos, e Danúbio Cruz da Costa, de 20 anos, foram enterrados na tarde desta segunda-feira, 17, no Cemitério Parque Jardim do Vale. O velório dos dois jovens, que aconteceu no bairro Fátima, e o enterro contaram com a participação de, aproximadamente, 50 pessoas.

Os jovens foram mortos na madrugada de domingo, após perseguição policial.

Após o enterro, os familiares e amigos seguiram para a frente da prefeitura, onde eles realizaram um protesto com faixas e cartazes pedindo por justiça. O prefeito Guilherme Pasin recebeu os pais dos jovens para uma conversa, que durou cerca de uma hora.

Durante o encontro, os familiares pediram auxílio ao prefeito. Os pais dos jovens também afirmaram ao prefeito que sofreram ameaças por parte de integrantes da Brigada Militar (BM). Sobre isso, Pasin afirmou que solicitará proteção por parte da BM aos familiares. Estava prevista uma manifestação em frente à Delegacia de Polícia, porém, após o encontro com o prefeito, o protesto encerrou na prefeitura.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Chega a 20 o número de mortos em razão da chuva

Em Minas, chuva causou deslizamentos e resultou em quatro mortes (Foto: ALEX GOUVÊA / FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)As chuvas na região Sudeste já provocaram 20 mortes. No Espírito Santo, seis pessoas perderam a vida em razão das fortes chuvas que atingem o Estado. Já em Minas Gerais, o número de vítimas chega a 14 e o principal problema são os deslizamentos de terra.
 
Minas Gerais registrou  no domingo quatro mortes em diferentes regiões do Estado devido aos temporais.  Um balanço divulgado na segunda-feira,23, pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil,  mostra que desde o início do período chuvoso, em outubro, 14 pessoas morreram e 23 municípios mineiros já decretaram situação de emergência ou calamidade pública devido às fortes chuvas.
 
As últimas mortes registradas foram em Governador Valadares, Itanhomie  e em Ipatinga.  Na primeira, segundo a Cedec, o deslizamento de uma encosta destruiu a residência onde estavam duas crianças,  Letícia Paz, 11 anos, e Kauã Feliciano Paz Rocha, três anos.

sábado, 24 de agosto de 2013

ONU estima 93.000 mortos em guerra civil síria

Das vítimas, 6.500 são crianças, mas estimativa real pode ser ainda maior

O escritório de direitos humanos da ONU estimou nesta quinta-feira em 93.000 mortos confirmados na guerra civil síria até o final de abril, apesar de reconhecer que as estatísticas reais possam ser muito maiores. Em média, são 5.000 mortos por mês em um conflito que já está no seu terceiro ano. 

Dessas 93.000 mortes, ao menos 6.500 vítimas são crianças.



Entenda o Caso


  1. • Durante a onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março de 2011 para protestar contra o governo do ditador Bashar Assad.
  2. • Desde então, os rebeldes enfrentam forte repressão pelas forças de segurança. O conflito já deixou dezenas de milhares de mortos no país, de acordo com levantamentos feitos pela ONU.
  3. • Em junho de 2012, o chefe das forças de paz das Nações Unidas, Herve Ladsous, afirmou pela primeira vez que o conflito na Síria já configurava uma guerra civil.
  4. • Dois meses depois, Kofi Annan, mediador internacional para a Síria, renunciou à missão por não ter obtido sucesso no cargo. Ele foi sucedido por Lakhdar Brahimi, que também não tem conseguido avanços.
"Esse número extremamente alto de mortos, mês após mês, reflete a drástica deterioração do comportamento do conflito no último ano", disse a Alta Comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, em comunicado. As regiões de Damasco e Alepo registraram os números mais altos da violência desde novembro, informou o órgão em seu mais recente relatório sobre as mortes na Síria.

O número anterior de mortos divulgado pela ONU, em maio, era de 80.000. A atualização tem como base oito fontes, incluindo o governo sírio e o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), sediado na Grã-Bretanha. As mortes só foram contabilizadas quando o nome da vítima, o local e a data da morte eram conhecidos.

"Há também casos documentados de torturas e execuções de crianças e famílias inteiras, incluindo bebês - o que, juntamente com esse número devastador de mortos, é uma lembrança terrível de como esse conflito tornou-se cruel", disse Navi. "Apelo às partes que declarem um cessar-fogo imediato, antes de seguir matando ou ferindo dezenas de milhares de pessoas", afirmou a Alta Comissária da ONU.

A grande maioria dos casos comprovados pela ONU envolve homens, mas os especialistas não conseguiram estabelecer uma distinção entre combatentes e civis. A idade das vítimas também não foi determinada em 75% dos casos. Mas a ONU conseguiu documentar as mortes de 6.561 menores de idade, incluindo pelo menos 1.729 crianças com menos de 10 anos. 
 
Fonte: Agências France-Presse e Reuters