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domingo, 21 de julho de 2013

PROIBIDO FUMAR

Proibido Fumar
Sabe-se hoje que o cigarro traz malefícios ao ser humano. Há mais ou menos vinte anos, percebe-se uma tendência por parte dos Estados em realizar propagandas anti-tabagistas, a fim de reduzir o número de fumantes e, em conseqüência, o número de doenças relacionadas ao fumo. É bom percebermos tudo o que está em torno disto. Primeiramente há as grandes indústrias tabagistas, que lucram grandes montantes de dinheiro com a venda de cigarros, e que possuem um poder enredado no sistema. A batalha contra elas é difícil, justamente por isso as campanhas apelam para a consciência do cidadão, pois é dele que deve partir a iniciativa de não fumar. Outro ponto a ser discutido são as campanhas por parte do Estado para frear o número de fumantes. Acontece que as doenças causadas pelo uso de cigarros poderiam ser evitados, o que aliviaria a demanda de atendimentos na rede de saúde pública, liberando espaço para aqueles que possuem doenças que não foram diretamente responsáveis. Desta forma, o Estado seria mais eficaz no oferecimento de saúde pública.

Discutir sobre estas questões é fundamental, principalmente levando em conta que estão presentes no cigarro mais de 4.000 substâncias tóxicas, que podem causar sérios problemas ao usuário, e problemas que podem ser sentidos a longo ou a curto prazo. Mas o pior, é que a mistura presente no cigarro causa dependência, o que deixa a batalha muito mais difícil. Algumas iniciativas atuais são louváveis, como a proibição do fumo em lugares fechados. Esta lei não é diretamente eficaz na redução do número de fumantes, mas dificulta o uso, e incentiva aqueles que já não estão contentes com seu vício. Sem falar que reduz muito a incidência do fumo passivo, ou seja, a inalação de fumaça tóxica por parte de não fumantes, apenas por estarem próximos a um fumante. O importante é a disseminação da informação, pois sempre há aqueles que estão dispostos a parar de fumar, e é imprescindível incentivá-los.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Cigarro é responsável por 6 milhões de mortes por ano no mundo

Aos 52 anos, o ciclista e fumante Carlos Raul dos Santos Calvete recebeu um diagnóstico que mudaria sua vida: câncer de pulmão. Ao ouvir as palavras do médico, o atleta tomou uma decisão imediata.
— Larguei o cigarro só com o susto. Não precisei de adesivo nem de mais nada. Eu apenas pensava: "Preciso encarar a doença, preciso me curar" — relata o ex-fumante.
Durante seis meses, Carlos Raul foi submetido a sessões de quimio e radioterapia e teve aproximadamente 30% do pulmão direito retirado. Curado, voltou a se dedicar ao esporte e se surpreendeu com o novo rendimento nas costumeiras provas de resistência.

— Minha condição física hoje (aos 56 anos) é muito melhor que a de antes — afirma.
O atleta teve um destino que grande parte dos fumantes não têm. Segundo dados do Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP), a cada ano 6 milhões de pessoas morrem em todo o mundo por doenças atribuídas ao cigarro. No Brasil, cerca de 130 mil pessoas morrem todos os anos vítimas de doenças relacionadas ao fumo, o que representa 13% do total de óbitos do país.
O Dia Mundial Sem Tabaco, comemorado nesta sexta-feira, 31 de maio, foi criado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) para alertar as pessoas sobre os males provocados pelo consumo da substância, presente em cigarros, cachimbos e charutos, e pretende incentivar mais pessoas a tomarem a decisão de Carlos Raul — evitando as mais de 50 doenças relacionadas ao fumo.
— Sabemos que o tabagismo é a principal causa dos problemas respiratórios, chegando a causar danos irreversíveis no tecido pulmonar em 45% dos casos. O cigarro é sempre o vilão, seja causando doenças pelas suas próprias substâncias, como a DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) ou baixando a imunidade do fumante, permitindo, assim, que ele contraia tuberculose, infecções pulmonares, fibrose pulmonar, entre outras — explica José Jardim, pneumologista e Professor da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).
Cabe lembrar que os riscos não se restringem ao sistema respiratório. Além de aumentar a incidência de doenças pulmonares, o tabagismo também é uma ameaça para o coração. O cardiologista do Hospital Samaritano de São Paulo, Maurício Jordão, explica que a incidência de infarto do miocárdio é seis vezes maior nas mulheres e três vezes maior nos homens que fumam pelo menos 20 cigarros por dia quando comparados com não fumantes.
— O cigarro também ativa o sistema nervoso simpático com aumento da frequência cardíaca, hipertensão arterial e aumento da capacidade de vasoconstrição. Todos os efeitos acontecem durante o ato de fumar — destaca o cardiologista.
Largar o cigarro não apenas evita problemas de saúde, mas melhora a circulação, a capacidade pulmonar e, consequentemente, a disposição. 5 anos após ter recebido o diagnóstico e largado o vício, Carlos Raul conta ter pedalado 9 mil km ao longo do ano passado — e que, com 3 mil km até maio, espera superar esse número em 2013.

Confira os benefícios de parar de fumar:

— após 20 minutos, a pressão sanguínea e a pulsação voltam ao normal
— após 2 horas, não tem mais nicotina no sangue
— após 8 horas, o nível de oxigênio no sangue se normaliza
— após 2 dias, o olfato já percebe melhor os cheiros e o paladar já degusta a comida melhor
— após 3 semanas, a respiração fica mais fácil e a circulação melhora
— após 5 a 10 anos, o risco de sofrer infarto será igual ao de quem nunca fumou

                                                                                                 Fonte: Jornal Zero Hora