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quarta-feira, 21 de maio de 2014

Governo e entidades entram em acordo sobre propostas da Famurs à Lei Kiss

O projeto de alteração da Lei Kiss está pronto para ser aprovado na Assembleia Legislativa do RS.

 Uma reunião entre representantes do governo do Estado e de 11 entidades gaúchas nesta terça-feira (20/5), no Palácio Piratini, definiu acordo para a inclusão das 13 propostas da Famurs à Lei 14.736. Sancionada no dia 27 de dezembro de 2013, a determinação estabeleceu novas regras de proteção contra sinistros, mas ainda gera dúvidas para prefeitos e empresários quanto à sua aplicação. Em razão do falecimento do ex-deputado Jair Foscarini, a sessão plenária que aconteceria nesta terça-feira (20/05) e marcaria a votação da proposta foi transferida para a próxima semana. 

Com o intuito de agilizar a concessão de alvarás, mas sem colocar em risco à segurança das pessoas, a Famurs elaborou uma carta com 13 emendas à Lei Kiss. Entre as sugestões apresentadas pela Federação e por outras dez entidades, está a volta das licenças provisórias. No entanto, o pedido da entidade destina-se somente a estabelecimentos com baixo risco de incêndio, que poderão voltar a funcionar com autorização temporária enquanto aguardarem o alvará definitivo do corpo de bombeiros.

Já os empreendimentos com cargas explosivas de médio e alto padrão permanecem impossibilitados de receber alvarás provisórios. “O acordo beneficia pequenos estabelecimentos comerciais, como escritórios e consultórios médicos, cujas licenças de funcionamento estavam emperradas no Rio Grande do Sul”, alerta o superintendente técnico da Federação, Mário Ribas do Nascimento. De acordo com estudo da Famurs, o Estado possui mais de 30 mil pedidos paralisados em função do rigor da nova legislação.

Outra reivindicação contemplada no entendimento diz respeito ao período de um ano que as prefeituras tinham para adequar suas leis locais. Conforme a proposta da Federação, aceita por consenso, o prazo passará a valer somente após a regulamentação da medida. Sem ela, surgem dúvidas e divergências referentes à adequação da lei, apontadas pela Famurs em seminário realizado em abril deste ano. Para efeito de exemplificação, esse problema aparece no artigo 18, que trata da exigência de bombeiro ou brigadista em eventos com mais de 200 pessoas. A falta de regulamentação da matéria gera dúvidas sobre quais as competências destes profissionais. O acordou também flexibilizou essa condição, ampliando de 200 para 400 o número de participantes para obrigar a presença de bombeiro.

A Lei Estadual 14.376 foi aprovada como uma resposta à tragédia de Santa Maria, que vitimou 242 jovens, após incêndio na boate Kiss, no dia 27 de janeiro de 2013.
  Fonte: Famurs

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Prefeitos criticam redução de repasses da Consulta Popular

Processo que decide onde 0,3% da receita do orçamento estadual será aplicado, a Consulta Popular tornou-se, novamente, alvo de críticas. Desde o início do governo Tarso Genro (PT) o orçamento prevê a destinação anual de R$ 165 milhões para as demandas oriundas da consulta, que em 2011 passou a ser chamada de Sistema Estadual de Participação Popular e Cidadã. Dados do Portal Transparência indicam, no entanto, que o valor não tem sido executado totalmente, gerando um passivo. No ano passado, apenas 60% da previsão foi atingida: cerca de R$ 79 milhões foram executados através da rubrica da Participação Popular e outros R$ 25 milhões, por via de financiamentos.
 
O tema entrou na pauta da Famurs em outubro, durante a Marcha Gaúcha dos Prefeitos. Uma das reivindicações do presidente da entidade, Valdir Andres, era que o governo quitasse às prefeituras os repasses atrasados entre 2011 e 2013 que, segundo a entidade, são de R$ 338 milhões. “A consulta é um faz de conta. O governo finge que paga, e os municípios fingem que recebem”, acusou Andres. Em junho do ano passado, Tarso se comprometeu a empenhar R$ 219 milhões para o processo. Parte do valor referia-se ao montante de 2013 e a outra, a passivos de anos e governos anteriores. “Temos levantamento de que a execução dos passivos em 2013 chegou a apenas 25%”, criticou Andres.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

ICMS de Bento pode reduzir em 2014

Índice prévio divulgado pela Famurs aponta que o município poderá deixar de receber mais de R$ 1,9 milhão do imposto

Secretário Fracalossi revela que município já contestou queda no valor.


O ano ainda não terminou e Bento Gonçalves pode ter mudanças nada agradáveis nas finanças para 2014. O município recebeu a informação de que o recebimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no próximo ano poderá ser reduzido em R$ 1,937 milhão - a expectativa de arrecadação deste tributo no próximo ano é de R$ 71,165 milhões.

Este índice provisório foi divulgado pela Área de Receitas Municipais da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), com base em um cálculo feito com índices da Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul levando em consideração os anos de 2011 e 2012.