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quarta-feira, 18 de junho de 2014

Tarifa da RGE terá reajuste de 23,08% para residências

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, na segunda-feira, durante reunião pública, o reajuste tarifário da Concessionária Rio Grande Energia (RGE). Para os consumidores residenciais, o reajuste será de 23,08%. O reajuste médio de 22,77% será aplicado, a partir desta quinta-feira, para 1,3 milhão de unidades consumidoras localizadas em 262 municípios do Rio Grande do Sul. A RGE havia encaminhado à Aneel, no início do mês, um índice de reajuste tarifário de 20,33%.

A principal causa do reajuste foi o aumento dos custos que a distribuidora teve com compra de energia, em função do término do período de suprimento de alguns Contratos de Comercialização de Energia Elétrica no Ambiente Regulado (Ccears) de energia existente (mais barata); suplementação com contratos de energia por disponibilidade (energia térmica, mais cara) e da variação da tarifa de Itaipu.

Este foi o segundo reajuste acima de dois dígitos para os gaúchos neste ano. Em abril, a AES Sul solicitou aumento de 30,47%, alcançando um efeito tarifário médio de 29,54%. O impacto varia dependendo da classe de consumidor, sendo distinto para as indústrias e para as residências.

Ao calcular o reajuste, a agência considera a variação de custos que a empresa teve no ano. O cálculo inclui custos típicos da atividade de distribuição, sobre os quais incidem o IGP-M e o Fator X, e outros custos que não acompanham necessariamente o índice inflacionário, como energia comprada, encargos de transmissão e encargos setoriais.

A RGE atende à região Norte-Nordeste do Rio Grande do Sul. Originada do modelo de concessão pública para distribuição de energia elétrica em 21 de outubro de 1997, a empresa assumiu parte da área de abrangência da CEEE. A companhia atende a 264 municípios gaúchos, o que representa 54% do total do Estado.

A área de cobertura da RGE divide-se em duas grandes regionais: a Centro, com sede em Passo Fundo, e a Leste, com sede em Caxias do Sul. São 90.718 quilômetros quadrados — 34% do território do Rio Grande do Sul. Desde 2006, a RGE passou a fazer parte integralmente do grupo CPFL Energia, o maior grupo privado do setor elétrico brasileiro.
Fonte: Jornal do Comércio

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Energia elétrica deve aumentar 20% em Bento

Alta passa a vigorar em junho na área da RGE, mas concessionária ainda não confirma o índice

Energia elétrica deve aumentar 20% em Bento
A conta de energia elétrica para os consumidores de Bento Gonçalves deve ficar, em média, 20% mais cara a partir de 19 de junho, dois dias antes do início do inverno. O reajuste médio na tarifa no município, que tende a ser aplicado tanto para clientes residenciais quanto industriais, é uma projeção baseada no cenário nacional e ainda não teve o índice confirmado pela Rio Grande Energia (RGE), concessionária que abastece também outras 231 cidades gaúchas.

Há poucos dias, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou elevação nas taxas aplicadas pela AES Sul, que opera em outros 118 municípios do Estado, em alta que chegou ao patamar médio de 28,8%. Depois da revisão da RGE, que ocorre no sexto mês do ano, será a vez dos usuários de Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) também sentirem, a partir de outubro, o peso da nova cobrança, que nesses casos deve alcançar majoração de até 23%.

De acordo com Paulo Steele, diretor da TR Soluções, empresa mineira de consultoria na área e responsável pela divulgação da projeção, o principal fator para o reajuste a ser aplicado neste ano é o fato de que as usinas hidrelétricas estão operando abaixo de sua capacidade, o que faz com que as distribuidoras comprem energia de origem térmica, que pode ser até 10 vezes mais cara. “Ainda não podemos tratar esse aumento como uma verdade absoluta, porque ele depende de quase 30 elementos para ser calculado. O que temos é uma estimativa com base na situação verificada no país. Como tiveram que pagar mais pela energia e vender ao preço que estava previsto em contrato, as concessionárias acumularam um passivo de R$ 10 bilhões que vai começar a ser cobrado agora. Em 2014, é só uma parte, uma primeira parcela que os clientes pagarão, que fica em torno de R$ 2 bilhões”, adianta o especialista.

Como o reajuste se dará em junho, o reflexo real só poderá ser sentido a partir do pagamento da conta de julho, após o novo índice incidir sobre 30 dias de consumo, e pode variar de acordo com cada caso, principalmente em função de hábitos familiares e empresariais e dos sistemas de alta ou baixa tensão. Segundo Steel, os aumentos também poderão ser verificados por mais quatro anos a partir de 2015. A esperança de que o impacto seja menor no próximo ano e nos seguintes é a possibilidade de que, em função do fim de algumas concessões, o mercado receba a oferta de energia mais barata, algo que ainda não se pode garantir. “É uma expectativa que temos, e assim uma redução no custo de geração poderia atenuar novos reajustes”, completa.

O que diz a RGE

A assessoria da RGE informa que a empresa ainda não tem uma projeção do aumento que será aplicado a partir de junho na área atendida pela concessionária, e que o cálculo levará em conta a realidade regional, podendo ser diferente da estimativa divulgada até agora. A definição deve se dar somente em junho, para depois ser encaminhada para avaliação da Annel.

Projeção supera desconto de 2013

Se confirmado, o aumento médio de 20% nas contas de luz na região da RGE previsto para esse ano irá superar o desconto concedido em junho de 2013. Na época, a redução aplicada na tarifa da empresa, que atende a 1,3 milhão de consumidores em 262 municípios gaúchos, ficou em torno de 13%.

Reportagem: Jornal SerraNossa - Jorge Bronzato Jr.