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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Vazamento de cianeto pode chegar a 22 mil litros

O volume de cianeto de sódio líquido que vazou do tanque de uma empresa de pintura e cromagem localizada no bairro Vila Nova pode chegar a 22 mil litros. A informação foi repassada pelo sargento Lima, do Pelotão Ambiental da Brigada Militar. A perfuração foi provocada por um bloco de concreto que se desprendeu de uma obra que está sendo feita por outra empresa nas proximidades. O vazamento atingiu as ruas Celeste Magagnin e Aurélio Peruffo.

Vazamento de cianeto pode chegar a 22 mil litrosDe acordo com a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), a parte do muro que se deslocou caiu sobre a área de galvanoplastia (tratamento de metais). Com os tanques atingidos, parte vazou para o piso, gerou gás cianídrico e escorreu para os tanques da Estação de Tratamento (ETE) que estavam cheios. Da Estação de Tratamento escorreu para fora da empresa a atingiu três quadras do loteamento do entorno pelas ruas e bueiros.

Segundo o Hospital Tacchini, duas pessoas deram entrada após inalarem o gás tóxico, mas passam bem. As equipes de socorro orientam que moradores dos arredores ou pessoas que transitaram pela região após o incidente procurem atendimento médico imediatamente em caso de sintomas como garganta seca, tontura ou náusea.

A Corsan garante que toda a estrutura de abastecimento é canalizada, o que fez com que o líquido tóxico não entrasse em contato com a bacia de captação do Barracão, mesmo tendo escorrido por um bueiro. Uma empresa especializada foi contratada para limpar a área atingida pelo cianeto e deve encaminhar o material recolhido para Chapecó (SC) para o descarte correto.

Por se tratar de um produto altamente tóxico, casas e estabelecimentos comerciais que ficam a um raio de 50 metros foram evacuados durante a manhã de segunda-feira, dia 24. A fiscalização ambiental da prefeitura, o Comando Ambiental da Brigada Militar, a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros estiveram no local, assim como técnicos da Fepam. 

sábado, 31 de agosto de 2013

Marcha da Defesa Animal será neste domingo

Marcado inicialmente para o último dia 25, evento foi transferido devido às chuvas

A Marcha da Defesa Animal organizada pela ONG Patas e Focinhos em Bento Gonçalves será neste domingo, dia 1º. O evento, marcado inicialmente para o último dia 25, como no restante do país, foi adiado devido às más condições climáticas. A mobilização será realizada no bairro Cidade Alta, próximo à Estação Férrea, a partir das 13h. De lá, os manifestantes pretendem seguir para a praça Achyles Mincarone, no bairro São Bento, passando por ruas como Olavo Bilac e Xingu.

Marcha da Defesa Animal será neste domingoOs organizadores sugerem aos participantes vistam camisetas brancas e levem balões da mesma cor, além de faixas e cartazes com dizeres sobre o tema. A orientação é que não se levem animais de estimação para a caminhada, para a própria segurança deles, já que a previsão é de movimentação e barulho intenso.

Além de cobrar o andamento de projetos locais de apoio à causa – como o reforço nas castrações e a fiscalização e punição a casos de crueldade contra animais –, a marcha realizada em Bento também segue a pauta de reivindicações nacionais. Entre as demandas, estão, por exemplo, o pedido de pena entre 8 e 10 anos para crimes contra a fauna, sanções mais severas para o tráfico de animais e o fim do uso de cães para guarda e segurança de estabelecimentos comerciais.

Mais informações sobre o evento no Facebook.

Fonte: Jornal SerraNossa

sábado, 20 de julho de 2013

Continua impasse sobre interdição do Presídio

Nova vistoria foi recomendada, desta vez pela 16ª Coordenadoria Regional de Obras Públicas do Estado

Continua impasse sobre interdição do Presídio
Mesmo com um laudo do Corpo de Bombeiros alegando que o presídio estadual de Bento Gonçalves oferece condições mínimas de segurança contra incêndio, uma nova vistoria deve ser realizada pela 16ª Coordenadoria Regional de Obras Públicas (16ª CROP). O objetivo é averiguar a possibilidade de atender a demandas remanescentes da solicitação feita pelos Bombeiros, como a construção de um sistema hidráulico, instalação de proteção contra descarga atmosférica (para-raios), colocação de sistema de iluminação de emergência e construção de mais uma saída de emergência no segundo pavimento, onde funciona o setor administrativo da penitenciária. Segundo a juíza Fernanda Ghiringhelli de Azevedo, titular da 1ª Vara Criminal e da Vara de Execuções Criminais de Bento Gonçalves, não há data especificada para a vistoria, mas a recomendação é que ela ocorra com a maior brevidade possível.


Durante a reunião, que aconteceu na última sexta-feira, dia 12, ficou definido também que as placas de sinalização já instaladas sejam substituídas por outras que proporcionem mais luminosidade, favorecendo a visualização à noite. Conforme o diretor do presídio, Volnei Zago, duas licitações já foram feitas pela Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) e, em breve, os novos equipamentos e o sistema de iluminação de emergência serão instalados. A compra de novos extintores e a recarga dos já existentes – outra solicitação dos Bombeiros – já havia sido atendida. Em 30 dias, um novo relatório produzido pela administração da penitenciária deve ser concluído e entregue ao Judiciário, apontando de que forma as exigências foram cumpridas. 

Participaram da reunião a juíza Fernanda Ghiringhelli de Azevedo; o delegado penitenciário regional Roniewerton Pacheco Fernandes; o promotor Gílson Borguedulff Medeiros, do Ministério Público; o defensor Rafael Carrard, da Defensoria Pública; Volnei Zago, diretor do presídio; capitão Sandro Carlos Gonçalves da Silva, comandante do 2º Subgrupamento de Combate a Incêndio (2º SCI) e do 2º Subgrupamento de Busca e Salvamento (2º SBS); e José Ernesto Morgan Oro, presidente do Conselho da Comunidade na Execução Penal. Ficou ainda acertado que o Conselho da Comunidade deverá arcar com parte das despesas necessárias para a adequação do local. 


Interdição


O pedido de interdição total do Presídio foi feito pelo Ministério Público no último mês de abril. A medida teve como motivação a superlotação do local e o resultado da inspeção realizada pelo Corpo de Bombeiros. De acordo com o promotor de Justiça Gílson Borguedulff Medeiros, havia risco iminente em caso de sinistros. Segundo ele, há ainda risco de fugas, rebelião e incêndio, especialmente porque a penitenciária está localizada em área central da cidade há mais de 50 anos.


Reportagem: Katiane Cardoso