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domingo, 22 de março de 2020
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
No Dia Mundial do Câncer, campanha quer derrubar preconceitos sobre a doença
"Derrube os mitos!" é o slogan da campanha deste ano do Dia Mundial
do Câncer, lembrado nesta terça-feira,4. Criado em 2005 pela União
Internacional para o Controle do Câncer (Uicc), o objetivo da ação é
disseminar conhecimento sobre os vários e diferentes tipos de tumores
malignos e derrubar preconceitos a respeito da doença.
O primeiro mito, segundo a campanha, é o de que não se deve falar sobre o câncer, o segundo, de que câncer não tem sintomas ou sinais. O terceiro mito a ser derrubado é o de que não há nada que se possa fazer contra a doença.
De acordo com o coordenador de Prevenção e Vigilância do Instituto
Nacional do Câncer (Inca), Claudio Noronha, o desconhecimento é um dos
maiores vilões na luta contra a doença que, a cada ano, provoca cerca de
8 milhões de mortes no mundo.
“A falta de conhecimento e o medo causam verdadeiras barreiras para o
tratamento. Por isso, o conhecimento é um elemento importantíssimo para o
controle do câncer e essa campanha é muito válida” comentou.
O médico ressaltou que metade dos cânceres pode ser evitada com
mudanças no estilo de vida, como é o caso do tabagismo. Não é a toa que,
no mundo todo, o câncer de pulmão é o mais frequente”, disse ele, ao
ressaltar que no Brasil, devido ao controle do tabagismo, esse tipo de
câncer já não figura em primeiro lugar. “Muitas vezes, a pessoa não
consegue fazer isso sozinho, mas é preciso buscar ajuda, buscar o
serviço de saúde”.
Noronha acrescentou que a obesidade é outro fator de risco, que pode
ser prevenido com boa alimentação e atividade física, e lembrou que o
uso do protetor solar pode evitar o câncer de pele. “Apenas 10% a 15% do
total dos cânceres são de causa hereditária. A maior parte da
incidência está ligada ao ambiente, ao estilo de vida”, esclareceu. “São
coisa que agridem seu organismo a vida inteira e você acaba perdendo a
batalha para essa agressão”.
O quarto e último mito abordado na plataforma da campanha é o de que
muitos não têm direito a tratamento. A organização garante que todos têm
esse direito, mas admite que, na prática, as injustiças sociais
impossibilitam que milhões de cidadãos tenham acesso aos tratamentos por
serem pobres.
“Em muitos países, esse é um problema sério. O Brasil oferece
tratamento gratuito na rede pública, com uma cobertura importante, mas
algumas pessoas, por falta de informação, não procuram o serviço por
achar que não terão como ser tratadas”, observou Guimarães.
No Brasil, os tipos da doença mais incidentes são na próstata, em
homens, de mama, reto, cólon e colo do útero, nas mulheres. No caso da
mama, há várias formas de prevenção como vida saudável e exames
periódicos, como a mamografia.
A ginecologista Maria José de Camargo, do Instituto Nacional de Saúde
da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira, lembra que no
caso do câncer de colo de útero cabe às mulheres se cuidar. Isso pode
evitar que o Brasil tenha 16 mil novos casos diagnosticados desse tumor
maligno em 2014, como prevê o Ministério da Saúde. Esse tipo de câncer é
o terceiro mais frequente na população feminina, perdendo apenas para
os de mama, cólon e reto.
“O câncer pode ser prevenido, se você tiver um bom rastreio. É de
evolução muito lenta, pode levar mais de uma década, então se você
identifica na mulher lesão pré-maligna, no preventivo, também conhecido
como Papanicolau, e se essa mulher for bem avaliada e tratada, ela tem
menos de 5% de chance de desenvolver o câncer de colo de útero. Se a
mulher não se tratar, as chances de cura são 30%”, disse a
ginecologista.
Para a médica, o alto número de casos no país reflete uma situação de
subdesenvolvimento econômico. Uma das evidências, segundo ela, é o fato
de os maiores índices nacionais virem das regiões Norte e Nordeste, que
têm os menores indicadores socioeconômicos. “Ou a mulher não faz o exame
ou, quando faz e descobre o pré-câncer, não é tratada. Ela não segue
uma cadeia de atendimento ou por desinformação ou por falta de serviço
de saúde adequado. Nos países mais ricos, há poucos casos desse tipo de
câncer”, lembrou.
Maria José destacou que uma estratégia eficaz para o combate da doença é
a busca ativa, em que laboratórios ou médicos entram em contato com as
mulheres cujo exame preventivo apontou pré-câncer. “São pequenas
cirurgias no colo do útero”, explicou, acrescentando que o procedimento é
bem menos doloroso que o tratamento contra o câncer, mais barato e com
quase 100% de cura. Ela elogiou a iniciativa do Ministério da Saúde de
incluir, a partir de 10 de março, na rede pública a vacina contra alguns
tipos de HPV para pré-adolescentes, de 11 a 13 anos, responsáveis por
mais de 70% dos casos de câncer de colo de útero.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as infecções
causadas pelos vírus das hepatites B e C e o do papiloma humano (HPV)
são responsáveis por 20% das mortes por câncer nos países de baixa e
média renda e de 7% nos países de alta renda.
Ainda segundo a OMS, nas Américas, o câncer representa a segunda causa
de morte, com 2,5 milhões de novos casos e 1,2 milhão de mortes em 2008,
sendo 45% na América Latina e no Caribe. A previsão é que em 2030 a
mortalidade por câncer atinja 2,1 milhões de pessoas nas Américas.
Para o professor associado de cirurgia do aparelho digestivo do
Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da
Universidade de São Paulo (USP), Ulysses Ribeiro Júnior, o preconceito é
outro fator negativo para a prevenção. “No caso de câncer de cólon,
hoje muito frequente na nossa população, todo indivíduo com 50 anos de
idade deveria fazer um exame de sangue oculto nas fezes e, a partir dos
casos positivos, uma colonoscopia, mas a população tem medo, tem
vergonha e isso atrapalha”, comentou, ao lembrar que esse tipo de câncer
é o quarto mais comum entre os homens. “Às vezes, não basta o
conhecimento. O indivíduo sente uma dorzinha e vai deixando até ficar no
estágio avançado e o tratamento é muito mais agressivo”, completou.
* Agência Brasil
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terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Cuidados com a dengue devem ser redobrados no verão
Em Flores da Cunha 45 armadilhas são monitoradas semanalmente
Índices de grandes volumes de chuva e calor, são fatores determinantes
para a proliferação do mosquito transmissor da dengue Aedes Aegypti. Por
isso, é preciso atenção para evitar o acúmulo de água, o que
possibilita o surgimento dos criadouros do mosquito.
Segundo a coordenadora do combate a dengue de Flores da Cunha, Viviane
Dalmolin, 45 armadilhas em 27 pontos estratégicos do município são
monitoradas uma vez por semana. O objetivo conforme Viviane é constatar a
presença do transmissor da doença em nossa cidade.
Vasos, pneus, garrafas, caixas d’água e tudo que possa juntar água são potenciais criadouros, caso não sejam vistoriados. (Veja os cuidados no quadro abaixo)

O mosquito Aedes Aegypti costuma picar nas primeiras horas da manhã e
no final da tarde. Por evitar o sol forte, ele pode atacar à sombra,
dentro ou fora de casa, mesmo nas horas quentes.
O que é dengue?
Dengue é uma doença febril aguda causada por um vírus de evolução benigna, na maioria dos casos, que se desenvolve em áreas tropicais e subtropicais. Existem duas formas da doença: a clássica e a hemorrágica.
A clássica apresenta-se geralmente com febre, dor de cabeça, dor no
corpo, nas articulações e por trás dos olhos, podendo afetar crianças e
adultos, mas raramente é fatal.
A dengue hemorrágica é a forma mais severa da doença, além dos sintomas
já citados é possível ocorrer sangramento, ocasionalmente choque e até a
morte.
Sintomas da dengue clássica
Febre alta com início súbito, forte dor de cabeça, dor atrás dos olhos,
perda do paladar e do apetite, manchas e erupções na pele semelhantes
ao sarampo, náuseas e vômitos, tonturas, cansaço, moleza e dor no corpo,
dores nos ossos e articulações.
Sintomas da dengue hemorrágica
Os sintomas são os mesmos da dengue comum. A diferença ocorre quando acaba a febre e começam a surgir os sinais de alerta: dores abdominais fortes e contínuas, vômitos persistentes, pele pálida, fria e úmida, sangramento pelo nariz, boca e gengivas, manchas vermelhas na pele, sonolência, agitação e confusão mental, sede excessiva, boca seca, pulso rápido e fraco, dificuldade respiratória e perda de consciência.
Na dengue hemorrágica, o quadro clínico se agrava rapidamente, podendo
levar a pessoa à morte em até 24 horas. De acordo com estatísticas do
Ministério da Saúde, cerca de 5% das pessoas com dengue hemorrágica
morrem. O objetivo do Ministério é que esse número seja reduzido a menos
de 1%.
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terça-feira, 26 de novembro de 2013
Cinco municípios da Serra recebem R$ 267 mil para combate à dengue
Governos do Estado, federal e municípios intensificam estratégias de
prevenção e combate à doença no RS
Cinco municípios da região da Serra receberão R$ 267 mil para a
intensificação da vigilância e controle da dengue durante o verão. A
cidade de Caxias do Sul receberá o maior aporte de recursos, somando R$
R$ 177,3 mil. O objetivo principal das ações desenvolvidas pela
Secretaria Estadual da Saúde (SES) para qualificar o combate à doença, é
oferecer maior autonomia aos municípios e descentralizar a
identificação das larvas do mosquito. Os investimentos totalizam R$ 3
milhões para 157 cidades do estado.
Os municípios contemplados foram escolhidos com base nos seguintes
critérios: circulação viral da doença; infestação do mosquito
transmissor; cidades de fronteira internacional e balneários de
veraneio.
As estratégias de enfrentamento à dengue foram apresentadas em encontro
na Capital, que reuniu nesta segunda-feira (18), os gestores municipais
de saúde e técnicos de todos os municípios gaúchos. O secretário
estadual da Saúde, Ciro Simoni, salientou aos gestores a necessidade de
intensificar o processo de mobilização de técnicos e o envolvimento da
população: “somente um trabalho articulado, com a participação de todos,
poderá levar ao sucesso da estratégia”, ressaltou.
O coordenador nacional do Programa de Dengue do Ministério da Saúde,
Giovanini Evelim Coelho, apresentou as ações desencadeadas pelo
Ministério da Saúde, que prevêem a implantação de nova sistemática de
classificação pela Organização Mundial da Saúde (OMS), baseada em
evidências científicas, para detecção de casos mais graves, que podem
evoluir para óbito, e também ao sistema de informação mais qualificado,
para vigilância epidemiológica.
"A questão climática, com o aumento da temperatura em dias do inverno, o
verão mais extenso e o processo de expansão das áreas de infestação por
larvas, levam a uma situação de vulnerabilidade para a dengue. O frio
era uma proteção natural, mas hoje há dengue também na Europa", explicou
Giovanini, que disse, também, que o combate à dengue deve ser
prioridade dos gestores no período do verão.
Dados no Estado
Em 2013, até o momento, o Rio Grande do Sul contabiliza 423 casos
confirmados de dengue, dos quais 229 são autóctones, que significa que a
doença foi contraída dentro do estado. Por meio de incentivos
financeiros para a implantação de laboratórios municipais e
intermunicipais, em 2013 o número de laboratórios de entomologia no
estado aumentou de 58 para 92.
Combate à Dengue- Região da Serra
BENTO GONÇALVES - Infestado – recurso: R$ 42.492,00
CAXIAS DO SUL – Infestado – recurso: R$ 177.356,00
FARROUPILHA - Infestado - recurso: R$ 25.752,00
GARIBALDI – Infestado - recurso: R$ 12.432,00
VERANÓPOLIS – Infestado - recurso: R$ 9.252,00
Total: R$ 267.284,00
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sábado, 20 de julho de 2013
RS confirma sete mortes por gripe A em uma semana
A foram confirmadas pela Secretaria Estadual da
Saúde (SES) nesta sexta-feira, elevando para 23 o total de óbitos pela
doença neste ano no Rio Grande do Sul. Na semana passa, o número de
mortes devido ao vírus Influenza A era de 16.As últimas sete vítimas são uma mulher de 59 anos de Passo do Sobrado, que sofria de doença renal e metabólica, um bebê de seis meses de Uruguaiana, um homem de 46 anos de Canoas, que sofria de imunodepressão e doença metabólica, uma mulher de 38 anos de Lavras do Sul, que era obesa, outra de 50 anos, moradora de Bagé, que era imunodeprimida, um homem de 24 anos, de Porto Alegre, que apresentava imunodepressão, síndrome de down e obesidade e uma idosa de 77 anos, também da Capital, que era cardiopata e apresentava doença neurológica.
As vítimas morreram por complicações da Influenza A, pelos vírus H1N1e H3N2. Canoas, na região Metropolitana, é o município com maior número de mortes decorrentes da gripe A: seis até o momento. Na sequência aparecem Porto Alegre com quatro e Santa Cruz do Sul com três óbitos.
A orientação das autoridades da saúde é para que, em caso de sintomas da doença, o paciente procure atendimento médico. Os principaissintomas são febre, tosse, dor de garganta, cabeça, musculares e nas articulações.
O médico deve prescrever o antiviral Tamiflu, que precisa ser tomado nas primeiras 48 horas do início dos sintomas, a fim de garantir a eficácia do medicamento. O produto é distribuído de graça na rede básica de saúde, com apresentação da receita prescrita pelo profissional.
Fonte: Correio do Povo
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