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sexta-feira, 16 de maio de 2014

Eleições 2014: PMDB e PSB selam aliança

Reunidos por cerca de três horas na tarde desta quinta-feira, 15, o PMDB e o PSB consolidaram a coligação para as eleições de 2014.

Com o objetivo de fortalecer à aliança no seu eixo principal – o apoio dos socialistas à pré-candidatura de José Ivo Sartori ao Palácio Piratini e, dos peemedebistas a Eduardo Campos na disputa à presidência da República – o PMDB optou por ceder à vaga. O candidato ao Senado será Beto Albuquerque.

Segundo o porta-voz do PMDB, Ibsen Pinheiro, essa decisão foi construída com líderes expressivos da legenda que entenderam ser esse o caminho para consolidar a parceria com o PSB e garantir importante potencial de vitória no próximo pleito.

Ibsen informou ainda que até a próxima semana deverá ser anunciado o candidato a vice-governador na futura chapa majoritária. A expectativa é solidificar a parceria com PSD, tendo José Paulo Dornelles Cairoli como vice.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Marina Silva descarta aliança com PSDB

A pré-candidata do PSB a vice-presidente da República, Marina Silva disse, durante coletiva em Palmas, capital do Tocantins, que não há compatibilidade com o senador Aécio Neves, pré-candidato do PSDB. "E não temos como chegar a esta compatibilidade", afirmou, ao justificar o fato de PSB e PSDB não se unirem para vencer o PT.
 
A ex-senadora acredita que seu partido chegará ao segundo turno. Marina esteve em Palmas a convite da Organização Não-Governamental (ONG) EcoTerra, para proferir palestra sob o tema "Sustentabilidade e Gestão - O papel do cidadão na eficiência social", na Universidade Federal do Tocantins.
 
Acompanhada pelo presidente estadual do PSB, Laurez Moreira, e por representantes do PV tocantinense, Marina Silva deixou claro que não pretende fazer da campanha um embate com o PT. "Estou trabalhando para que seja um debate para que as pessoas, previamente informadas, possam fazer a sua escolha." Ainda assim, não se furtou de apontar falhas no governo petista, como os escândalos envolvendo a Petrobras, o loteamento de cargos e o excesso de ministérios. "Não criaram o 40º ministério para não homenagear o PSB", brincou, referindo-se ao número do seu partido.
 
* Agência Brasil

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Filho de Eduardo Campos nasce com síndrome de Down

Eduardo Campos segura o filho Miguel
O filho do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), foi diagnosticado com Síndrome de Down. Miguel nasceu na tarde desta terça-feira, no Recife. O pré-candidato à Presidência da República divulgou a informação no Facebook nesta quarta-feira: “Hoje, os médicos confirmaram o que já estava pré-diagnosticado há algum tempo. Miguel, entre outras características que o fazem muito especial, chegou com a Síndrome de Down. Seja bem-vindo, querido Miguel. Como disse seu irmão, você chegou na família certa! Agora, todos nós vamos crescer com muito amor, sempre ao seu lado”. A nota foi assinada por Campos, a mulher e seus quatro filhos.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Pacto gera conflito na Assembleia Legislativa

Às vésperas da eleição do novo presidente da Assembleia Legislativa, que ocorre no dia 31 de janeiro, entra em debate o rodízio pré-estabelecido pelas quatro maiores bancadas da Casa. Os parlamentares das oito bancadas não contempladas pelo acordo verbal, conhecido internamente como "pacto de sangue", reclamam de não terem sido consultados nessa legislatura (2011-2014) sobre a forma como se daria o rodízio com mandato de apenas um ano, definido por um grupo restrito logo após os resultados das eleições de 2010. "O PSB é contrário a esse rodízio que fere o regimento interno e prejudica os trabalhos. Isso é uma ditadura das quatro maiores bancadas que decidem os rumos da Casa e serve apenas para eles colocarem a foto na galeria dos ex-presidentes", afirmou o líder da bancada socialista, deputado Miki Breier.
 
O regimento interno da Assembleia prevê que a presidência seja ocupada pelo mesmo parlamentar pelo período de dois anos. No entanto, desde 1997, quando o ex-deputado João Luiz Vargas (PDT) foi presidente, a prática do acordo verbal se sobrepõe à norma legislativa. A exceção ocorreu durante a gestão do ex-deputado Sérgio Zambiasi (PTB), que permaneceu no cargo de 2001 a 2003, por ter sido campeão de votos na sua legislatura.
 
Somadas, as quatro maiores bancadas possuem 36 dos 55 parlamentares. "De qualquer forma, se eles fechassem decisão em torno disso, acabariam formando maioria. Não se tem muito o que fazer enquanto as maiores bancadas se unirem e decidirem. Para dissolver isso, apenas se um dos maiores partidos rompesse o acordo", opinou o líder do PTB na Casa, Ronaldo Santini.
 
A definição dos presidentes da atual legislatura teria ocorrido em novembro de 2010, quando os então líderes das maiores bancadas eleitas no pleito daquele ano (PT, PMDB, PP e PDT) junto de representantes da direção de seus partidos se reuniram na casa do então deputado estadual pedetista Giovani Cherini, hoje na Câmara dos Deputados, para combinar os nomes e o período em que assumiriam a presidência da Casa nos quatro anos seguintes. 'Com o rodízio, cada presidente se compromete apenas com a sua bancada e não com o parlamento. Para a próxima legislatura, se eu for reeleito, vou defender que o PSDB vote contra os presidentes indicados pelas maiores bancadas', prometeu o líder tucano Lucas Redecker.
 
Para o deputado Jorge Pozzobom (PSDB), a regra imposta pelos quatro maiores partidos na Assembleia viola o princípio de proporcionalidade. 'Esse princípio é respeitado nas comissões permanentes e nas temporárias. Para ele, o acordo desfavorece os 19 deputados das oito bancadas menores. "O bloco de minoria deveria fazer uma indicação."
 
A posse dos novos presidentes ocorre sempre no dia 31 de janeiro, logo após o anterior renunciar ao cargo. O indicado preestabelecido se apresenta como candidato único e uma votação - também pré-combinada - é realizada. No final desse mês, o deputado Gilmar Sossella (PDT) ficará com o lugar de Pedro Westphalen (PP) na presidência, conforme acerto feito em 2010.
 
O deputado Frederico Antunes (PP), que presidiu a Casa em 2007, admitiu que não concorda com o mandato de um ano. "O período na presidência tem que seguir o regimento da Casa. A pluralidade deve estar na mesa diretora. Na próxima legislatura, tem que se cumprir o regimento." Já o colega de bancada João Fischer defendeu a prática: "A negociação que começou a acontecer porque há mais partidos na Casa. Quando se tinham menos bancadas, ficava mais fácil dividir".
 
Até o ano passado, a Assembleia Legislativa gaúcha era a única do país onde não se cumpre o regimento e o presidente tem mandato de apenas um ano. A Assembleia de Santa Catarina estabeleceu acordo semelhante ao gaúcho para 2013 e 2014, mas por motivo diferente.
 
* Correio do Povo

sábado, 4 de janeiro de 2014

Marina Silva será confirmada ainda neste mês como vice de Eduardo Campos no PSB para a disputa presidencial

A ex-senadora Marina Silva, recém-filiada ao PSB, será confirmada como vice na chapa encabeçada pelo governador e Pernambuco e presidente nacional do partido, Eduardo Campos. A oficialização deverá acontecer ainda até a segunda quinzena de janeiro.
 
Fontes ligadas à cúpula socialista afirmam que a decisão "está tomada" e que o anúncio depende apenas de "alguns ajustes". Nos bastidores comenta-se que a decisão de Marina — que fazia questão de manter o mistério sobre se iria ou não brigar pela cabeça da chapa socialista — foi antecipada como forma de garantir a "palavra" de Campos de que o PSB não iria apoiar à candidatura do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin à reeleição.
 
A aproximação do PSB com o PSDB, que, nesta sexta-feira, ingressou oficialmente na gestão do Executivo pernambucano com a nomeação de tucanos para o primeiro e segundo escalão do governo, teria sido a gota d'água para agilizar a decisão de Marina em aceitar a posição de vice e evitar a aliança pró-Alckmin.
 
Oficialmente, no entanto, socialistas com livre trânsito a Campos garantem que "ainda há chance" de se fechar um acordo que envolva apoio ao PSDB paulista.
 
* Estadão Conteúdo

sábado, 2 de novembro de 2013

Dilma convoca ministros para acelerar obras e acertar discurso contra críticas

A presidente Dilma Rousseff convocou para a manhã de hoje uma reunião ministerial no Palácio da Alvorada com 14 dos seus 39 ministros a fim de elaborar uma estratégia de ação para os próximos meses. Ela quer acelerar obras e cumprir uma agenda com o objetivo de rebater críticas de opositores e prováveis adversários na sucessão presidencial do ano que vem.
Para o encontro foram chamados ministros das áreas sociais e de infraestrutura, que deverão apresentar o quadro atual de investimentos, de projetos e de obras em andamento.

Uma das principais preocupações da presidente é com o projeto de Transposição do Rio São Francisco, que pretende levar água ao semiárido nordestino, iniciado ainda no governo de seu antecessor e padrinho político, Luiz Inácio Lula da Silva. Dilma quer ter o que mostrar em termos de avanço ainda neste mês, quando pretende fazer uma visita às obras, passando por pelo menos dois Estados: Ceará e Pernambuco.

A estratégia da presidente, nessa visita, é reforçar sua imagem no Nordeste, onde o governador pernambucano, Eduardo Campos (PSB), tem forte entrada, principalmente pela aprovação em seu Estado. A recente aliança de Campos com a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva é alvo de preocupação dos aliados e da própria Dilma.

A visita às obras do São Francisco também será uma resposta ao PSDB e ao senador Aécio Neves (MG), provável candidato ao Planalto. O tucano usou o último programa do partido na TV para mostrar trechos onde as obras estão paralisadas.

A presidente planeja visitar alguns locais para mostrar parte dos 6,5 mil trabalhadores em seus canteiros e mais de 1,8 mil equipamentos em atividade.

As datas e as cidades a serem visitadas estão sendo definidas, mas Dilma avisou a assessores que quer passar uma noite na região para mostrar sua interação com o Nordeste.

Dilma também deve cobrar de seus ministros o cumprimento dos cronogramas, de modo que não sofram atrasos e os projetos possam ser lançados neste ano e no ano que vem. A presidente não quer, por exemplo, que haja problemas na concessão dos aeroportos de Confins (MG) e Galeão (RJ) - estratégicos para a Copa de 2014.

O governo quer passar a ideia de que Dilma tem "muito a mostrar", seja em obras de mobilidade urbana, seja na área de plataformas de petróleo.

* AE

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Campos diz que cabe ao PT decidir se desembarca de administrações do PSB

Dois dias após anunciar a entrega dos cargos que tem no governo federal, o presidente nacional do PSB, governador Eduardo Campos (PSB-PE), jogou para o PT a responsabilidade de decidir se continua ou não nas administrações pessebistas nos Estados e nos municípios.

O governador de Pernambuco Eduardo Campos; ele disse que cabe ao PT decidir se desembarca de administrações do PSB "Essa é uma decisão que vai caber ao Partido dos Trabalhadores tomar. Respeitarei qualquer uma das decisões que ele venha a tomar", afirmou Campos nesta sexta-feira (20), após visitar um navio japonês que trouxe para o porto de Suape, em Ipojuca (PE), as primeiras prensas da fábrica da Fiat que está sendo construída no litoral norte do Estado.


Na administração Campos, o PT ocupa as secretarias de Transportes e Cultura. O partido deve se reunir nesta sexta-feira para definir se desembarca ou não do governo.

"Deixei claro que a posição nacional que nós tomamos não é uma posição verticalizada para todos os Estados", disse o governador.

O governador de Pernambuco Eduardo Campos; ele disse que cabe ao PT decidir se desembarca de administrações do PSB
Provável adversário de Dilma Rousseff nas eleições do ano que vem, Eduardo Campos não quis dar detalhes da conversa que teve com ela na quarta-feira (18) e disse que aceitará ir a nova reunião com ela quando a presidente retornar de Nova York, na semana que vem.

"Tantas vezes a presidenta da República do meu país quiser falar comigo, eu vou lá falar com ela. Tenho por ela muita atenção. Ela sabe disso", disse.

Questionado sobre se o pedido de Dilma para que Fernando Bezerra (PSB-PE) continue à frente do Ministério da Integração por mais uma semana tem caráter político --para mostrar ao PSB que não há hostilidade por parte da presidente--, Campos minimizou a questão.

"Ela não esperava, como ela declarou, que houvesse essa posição que houve do PSB. Houve a posição do PSB, e ela precisa de um tempo para fazer as escolhas que ela vai ter que fazer. É tranquilo isso. Não tem nenhum problema", afirmou.

O governador deixou incerto qual será o futuro de Fernando Bezerra. Um dos integrantes preferidos do staff de Dilma, Bezerra já disse inúmeras vezes que quer disputar o governo de Pernambuco.

No entanto, o ministro natural de Petrolina (PE) acumula uma série de frustrações políticas no PSB. Foi preterido em 2010, quando pretendia disputar o Senado e, em 2012, ano de eleições municipais, quando mudou seu domicílio eleitoral para o Recife.

Ao lado de um dos possíveis nomes pessebistas para a disputa em Pernambuco, o secretário da Casa Civil, Tadeu Alencar (PSB), Campos disse que o partido ainda não está discutindo 2014 porque depende de uma série de "variáveis" --que ele não detalhou.

"O quadro aqui em Pernambuco tem uma relação direta com o que vai acontecer no quadro nacional por razões óbvias", afirmou. "Enquanto a gente não tiver muito claro como vai ser o jogo nacional, fica muito difícil para nós do PSB definirmos como que vai se dar o quadro aqui no Estado", disse o governador.


"Eu não posso me colocar uma meta de tomar uma decisão sobre um assunto quando eu não tenho as variáveis todas para tomar a decisão. E essas decisões não estão sob o nosso comando, meu comando. [...] A gente depende de uma série de decisões que vão ser tomadas por outros e que vão repercutir na nossa vida", disse o presidenciável. 

Fonte: www.uol.com.br