Indicado como presidente da oposição
nas eleições da CBF, o presidente da Federação Gaúcha de Futebol (FGF),
Francisco Novelletto, ganhou um aliado político de peso. O ex-presidente
da República Luiz Inácio Lula da Silva tem tentado costurar apoio ao
opositor da dupla José Maria Marin e Marco Polo Del Nero para o pleito,
que deve acontecer em abril. Nos
bastidores, há quem diga que Lula tem usado uma parte de seu tempo para
entrar em contato com presidentes de federações e falar bem de
Novelletto. E tudo isso em ano de eleições gerais no país, que acontecem
em outubro, época em que o ex-presidente trabalha a todo vapor para
reeleger sua sucessora Dilma Roussef.
A “energia” gasta por Lula no apoio à
oposição só deixa ainda mais evidente que o Governo Federal,
definitivamente, está rompido com a CBF. E quem teria grande influência
nesta decisão é justamente Dilma. Tudo por conta da íntima relação de
Marin com a ditadura militar, que chegou a torturar a presidenta. Dilma
já deixou claro que se mantém à distância da situação na CBF, desde os
tempos de Ricardo Teixeira. Os dois, assim como Marin, raramente são
vistos na “mesma foto”. Isso só tem ocorrido em eventos oficiais, como
jogos do Brasil na Copa das Confederações, onde é impossível evitar o
contato.
Como o Governo não pode interferir
diretamente nas eleições da CBF, que é uma entidade privada, a costura
de apoio político tem dado a tônica nos bastidores. Uma das
determinações de Dilma, por exemplo, é de que empresas estatais não
patrocinem a entidade. De
fato, a ordem tem sido cumprida à risca. Hoje, a CBF possui 16
patrocinadores oficiais, mas todos são empresas privadas. Entre eles,
estão EF Englishtown, Nike, Itaú, Vivo, Guaraná Antártica, Sadia, Master
Card, Samsung, Nestlé, Extra, Gillette, Volkswagen, Gol, Seguros
Unimed, Parmigiani e Tenys Pé. Cenário oposto ao encontrado em
confederações de outros esportes.
Fonte: Agência Futebol Interior
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