Protesto
contra gastos com a Copa do Mundo de 2014 reúne cerca de mil pessoas na
Avenida Paulista, em frente ao vão livre do Masp. (Foto:Marcelo
Camargo/Agência Brasil)Com o lema “Se não tiver direito,
não vai ter Copa”, cerca de mil pessoas, segundo a Polícia Militar (PM)
participam neste momento de um protesto na Avenida Paulista contra os
gastos públicos com o evento organizado pela Federação Internacional de
Futebol. O ato, que ocorreu no sábado,25, no dia do aniversário de 460
anos de São Paulo é o primeiro no ano em que ocorre a Copa do Mundo.
Outras capitais do país também fazem mobilização.
De acordo com a organização, composta por cerca de 20 movimentos
sociais, pelo menos cinco mil pessoas são esperadas. O trajeto não foi
divulgado e os participantes não concederão entrevista à imprensa. Um
manifesto assinado pelos grupos que compõem a organização explica as
razões do ato.
“O levante de junho já mostrou claramente que o brasileiros já
perceberam: os gastos bilionários na construção dos estádios não
melhoram a vida da população, apenas retiram investimentos de direitos
sociais. Mas junho foi só o começo!”, assinala a nota. O manifesto
recorda que embora os dirigentes políticos afirmassem que não era
possível atender a reivindicação pela redução da tarifa, “o poder
popular nas ruas mostrou que realidades podem ser transformadas”.
Protesto
contra gastos com a Copa do Mundo de 2014 reúne cerca de mil pessoas na
Avenida Paulista em frente ao vão livre do Masp. (Foto: Marcelo
Camargo/Agência Brasil)Na concentração para o protesto às
17h no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), a PM já deteve
duas pessoas. Segundo o major Larry Saraiva - responsável por coordenar
os 900 homens designados para acompanhar a manifestação - um dos jovens
levava uma marreta na mochila e o outro tinha uma porção de maconha.
Eles serão encaminhados para o 78º Distrito Policial.
“O delegado vai dizer qual é o enquadramento. É que nem estádio de
futebol, a gente faz a revista e tira os objetos que podem ser usados
contra outras pessoas”, explicou o major. Ele disse que são levados para
averiguação.
Cinco barracas montadas ontem, a meia-noite no vão-livre do Masp também
foram vistoriadas por policiais. A revista foi feita em acordo com a
organização do protesto e acompanhada pelos responsáveis de cada
barrraca. Ainda segundo o major Larry, um pelotão da tropa de choque
também está mobilizado caso haja necessidade.
* Agência Brasil
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