O
presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta sexta-feira
(17) mudanças nos serviços de inteligência do país. Em discurso, ele
disse que os serviços de informações não irão espionar rotineiramente
países considerados aliados.
“Fui muito claro para os serviços de
informação: a menos que a segurança nacional esteja em jogo, não iremos
espionar as comunicações dos líderes dos países aliados mais próximos e
nossos amigos”, afirmou.
Obama havia informado, no dia 10 deste
mês, que faria o anúncio das mudanças, mas que elas ainda estavam sendo
definidas. A medida altera a regulação dos programas de vigilância
norte-americanos, tão criticados após as denúncias
feitas pelo consultor de informática Edward Snowden, que prestava
serviços à Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês).
As revelações sobre casos de espionagem maciça fornecidas por Snowden aos jornais Washington Post, dos Estados Unidos, e The Guardian,
da Grã-Bretanha, provocaram mal-estar diplomático, ao tornar público
que os serviços secretos norte-americanos espionaram as comunicações em
diversos países. Entre os líderes que tiveram as comunicações
monitoradas pelo serviço norte-americano estavam a chanceler alemã
Angela Merkel e a presidenta do Brasil, Dilma Rousseff.
Em dezembro, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou, por unanimidade, o projeto de resolução O Direito à Privacidade na Era Digital,
apresentado por Brasil e Alemanha como reação às denúncias de
espionagem internacional praticada pelos Estados Unidos em meios
eletrônicos e digitais.
Fonte: Agência Brasil
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